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 A arte Venkman da sedução

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bajumoon

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MensagemAssunto: A arte Venkman da sedução   Dom Set 16, 2018 12:34 pm

Título: A arte Venkman da sedução
Autor(a): Jussara/bajumoon
Shipper: Peter/Janinie/Egon
Gênero: Romance
Censura/Classificação: M
Capítulos:  7
Completa: Sim
Resumo ou uma promo:  Janine tenta usar Peter, para fazer ciúmes em Egon. Mas o psicólogo No vai deixar isso barato!

I

Ela estava ali novamente, sentada de frente à sua mesa, trabalhando distraidamente, enquanto eu a observava de meu escritório, por cima dos arquivos que separavam meu lugar de trabalho do lugar dela.
- O que o senhor quer, Dr. Venkman? - ela falou sem olhar para trás.
- Opa!
Merda! Ela não estava tão distraída quanto pensei, afinal!
- E então?
Ela disse, esperando uma resposta minha.
- Er.... Onde estão os cheques, para eu assinar? - isso tinha sido a primeira coisa que viera em minha mente.
- O senhor já assinou! Há uma hora!
- Oh... - virei o rosto, contrariado. - Então esqueça! Continue com o seu trabalho!
- Humpf... - ela bufou, mas continuou com suas tarefas, sem nada dizer.
Eu sentei em minha cadeira, dando um suspiro frustrado.
Frustração. Essa era a palavra que me definia, nas últimas semanas.
Desde que ela mudara de visual novamente. E que mudara de atitude também!
Eu não fazia ideia do que tinha acontecido com ela, mas algo mudara.
Há apenas um mês, Egon e ela pareciam estar finalmente se entendendo e do nada, não estavam mais.
O meu amigo, que era toda atenção para com Janine, voltou a se trancar em si mesmo e a ignorar o quanto podia.
Mas o mais surpreendente foi a atitude de Janine.
Ela não resolveu correr atrás dele, como um cachorrinho, da maneira como ela sempre fazia.
Ela simplesmente cortou o cabelo comprido e cortou também suas atenções com o Egon.
A princípio imaginei que ela só estava chateada por alguma burrada dele. E também que ela iria ignora-lo por uns alguns dias, até voltar a ficar atrás dele.
No entanto, os dias iam passando e ela simplesmente continuava a tratá-lo com fria educação.
Egon obviamente notou a diferença, mas deixou as coisas como estavam, talvez acreditando que mais cedo ou mais tarde, tudo voltaria ao "normal".
Porém, o nosso cientista, não notara algo importante.
Era exatamente esse "algo", que não andava me deixando sossegado, nos últimos dias.
A atenção que minha secretaria voltava para Egon, parecia estar vindo para mim!
Bem, não era exatamente igual, para se honesto.
Ela não parecia estar apaixonada por mim. Era algo bem mais perturbador.
Era como se ela estivesse me provocando. De maneira sexual!
No início, achei ser apenas a minha imaginação. Eu não conseguia acreditar que Janine pudesse estar me dando mole.
Ah, era difícil acreditar!
Desde que nos conhecemos, não fizemos outra coisa além de trocar farpas.
Ela era atrevida, tinha uma língua muito afiada e não levava desaforo para casa.
Tudo bem, eu confesso que eu gostava de provocá-la.
Talvez por me irritar ver Janine sempre atrás de Egon, enquanto me dava alguma patada.
Eu me lembro bem quando nos conhecemos. Ela chegou cheia de atitude, com um bom currículo e... Hum... Uma bela saia curta, que mostrava generosamente as pernas dela.
Como de praxe, os rapazes me incumbiam de tarefas administrativas, entre elas de bancar o entrevistador.
Mas foi um pouco difícil entrevistar essa nova candidata, sem me distrair com as pernas dela.
Foi então que ela me disse:
"Se não parar de olhar para minhas pernas, posso fazê-lo conhecer outra parte do meu corpo! "
"Como? Qual parte? " perguntei surpreso.
"A minha mão! Na sua cara!"
Eu me lembro de ter ficado envergonhado e irritado, ao mesmo tempo.
Porém, eu tinha gostado dela! E se ela aparecesse com saias como aquela, todos os dias, seria uma visão agradável (desde que ela não me pegasse olhando para ela de novo!).
Eu a contratei, mas percebi logo, que o interesse dela estava em Egon.
Não nego que meu orgulho ficou um pouco ferido, com isso!
Então, passei a irritá-la, sempre que possível.
Mas agora...
Ela não parecia mais se irritar comigo.
Ao contrário, até me dava sorrisos.
Ah, e as saias curtas... Ela voltou a usá-las! E não mais se importou se eu a olhava descaradamente.
Oh, caramba! Será que eu deveria...?
*
- Bom dia, Janine! - dei meu melhor sorriso, quando ela chegou para trabalhar, naquela manhã.
- Bom dia, Dr. Venkman! - ela falou, seca.
- Ei, eu tenho dois ingressos para o cinema. Eu pensei que você poderia...
- Não quero!
Eu não podia acreditar! Essa era a Janine simpática dos dias anteriores?
- Olha aqui, não precisa ser tão... - eu me interrompi, ao ver Egon descendo as escadas.
Assim, que o viu, Janine se aproximou de mim, e disse com uma animação forçada:
- Eu estava brincando, Pete! Claro que eu aceito ir ao cinema com você! - ela me deu um beijo no rosto.
Egon nos enviou um olhar, um pouco surpreso, mas não comentou nada.
Ele apenas balançou a cabeça e desceu até a unidade de contenção.
Eu olhei para a Janine, que se afastou de mim, e começou a trabalhar, ignorando-me totalmente.
Então esse era o jogo dela? Estava me usando, para fazer ciúmes para o Egon?
Ah, querida Janine, você iria perder o seu próprio jogo.
Eu ia te ensinar algumas coisinhas!  Entre elas, que ninguém brinca com Peter Venkman!
**
Naquela mesma tarde, assim que voltamos de mais um trabalho, eu corri para o banheiro, antes que alguém entrasse antes de mim e me atrasasse.
Tomei um bom banho, fiz a barba e coloquei uma calça jeans e camisa.
Desci as escadas, parando em frente à mesa de minha secretária.
- Está pronta? - perguntei a ela.
- Hum? Pronta para quê?
- Para o cinema, oras!
Ela me olhou surpresa e depois virou a cara.
- Eu estava brincando, não quero sair com você!
- Brincando? Não conhecia esse seu lado divertido! - ironizei.
- Sinto muito, Dr. Venkman, mas realmente não quero ir! Vá com alguns dos garotos, com uma das suas amigas, ou sozinho, sei lá.
- Eu é quem sinto muito, querida Janine, mas você irá comigo!
- Eu já disse que...
- Você disse que iria à frente do Egon, para fazer ciuminho para ele, não?
- Não é nada disso! - ela se ergueu da cadeira, já nervosa.
- Ah, não? Não sei, eu acho que vou até o laboratório bater um papinho com o Egon, sobre certa secretária e seus joguinhos de ciúme!
- Seu cretino! - ela gritou.
- Você pode ir terminado o seu trabalho por hoje. Vou terminar de me arrumar. Você sabe, preciso passar um bom gel no meu cabelo!  Eu volto em quinze minutos! Esteja pronta.  - olhei vitorioso para ela e soltei a última: - Ah! E retoque essa maquiagem e cabelo! Vai acabar com a minha imagem sair com você toda desgrenhada assim!
Corri para as escadas, desviando do sapato jogado em minha direção e ri, enquanto você me xingava descontroladamente lá embaixo.
"Caramba, que mulher de boca suja! Tsc, tsc..." pensei, rindo mais.
Esse meu encontro com Janine, seria mesmo muito divertido!
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: A arte Venkman da sedução   Dom Set 16, 2018 12:36 pm

II

Algum tempo depois, desci as escadas me perguntando, se Janine iria mesmo comigo, ou me daria um bom tapa na cara, mandando-me falar o que quisesse para o Egon.
Para minha satisfação, ela estava em pé, sentada na ponta da mesa, arrumada e com sua bolsa.
- Você demorou quarenta minutos! - ela me olhou raivosa.
Dei um amplo sorriso e comentei:
- Ah, o meu cabelo estava um pouco rebelde hoje. Demorei um pouco mais, para deixar ele perfeito!
Ela revirou os olhos e disse:
- Vamos logo ver essa porcaria de filme! Não vejo a hora de esse nosso encontro ridículo acabar!
- Calminha, Janine, tem certeza de que você irá se divertir! Vamos?
Ofereci o braço para ela, mas a ruiva teimosa passou por mim, ignorando-me.
Fui atrás dela balançando a cabeça e saímos para ir ver o filme.
*
- Que filme chato! - ela resmungou, pela décima vez.
- Como você pode achar esse filme chato? É um dos melhores de ação, já produzidos! - falei para ela, sem tirar os olhos da tela.
- Não há nada de interessante! Esses caras só sabem ficar explodindo coisas, o tempo todo!
- Ora, pelo que eu sei, você gosta de certo amigo meu, que fica o tempo todo fazendo coisas explodirem, em seu laboratório!
Ela bufou, contrariada, mas não me respondeu.
Apesar de o filme estar muito bom, eu não estava satisfeito por ela não estar se divertindo.
Talvez fosse a hora de fazer alguma coisa, para deixá-la mais animada.
Eu fingi estar me espreguiçando e aproveitei para colocar meu braço, ao redor dos ombros dela.
Ela olhou imediatamente para mim.
- O que pensa que está fazendo?
- Do que está falando? - eu a olhei com minha melhor cara de anjo.
- Você sabe! Tire seu braço de cima de mim!
- Ah, não seja má! Essa posição é melhor! Você nem imagina o quanto meu braço está dolorido!
- Peter?
- Sim!
- Tire! Agora! Ou garanto que ele ficará bem mais do que apenas dolorido!
Sua voz estava baixa e ameaçadora o bastante, para me fazer recuar, tirando imediatamente o braço.
Droga, toques sutis para mais aproximação, não iriam funcionar com ela!
Talvez eu devesse usar uma abordagem mais direta.
A ruiva ao meu lado, tinha cara de ser do tipo que gostava de homens com mais atitude... Er... Com exceção do Egon, claro!
Aproveitei que o cinema estava meio vazio e que estávamos sentados mais ao fundo e passei a mão na coxa dela.
Janine ficou imóvel e não disse coisa alguma.
Isso me incentivou a subir um pouco mais...
- Ai! - mal tive tempo de perceber, quando uma mão pesada foi diretamente na minha cara.
- Seu estúpido! - foi a primeira de muitas ofensas que ela proferiu em seguida.
- Ai, Janine, por que fez isso? Só estava fazendo um carinho! - disse, alisando meu rosto dolorido.
- Isso foi o bastante! Fique com a sua droga de filme! - ela berrou, saindo em seguida.
Eu corri atrás dela, alcançando-a somente quando já estávamos na rua.
- Ei, espere! Eu não quis fazer aquilo...
- Ah, não quis? Por acaso a sua mão confundiu a pipoca com a minha coxa?
- Bem, talvez! As duas são brancas, gostos... - ela ergueu a mão e eu disse depressa: - Não! Tudo bem! Eu fui um safado! Você me conhece! Por favor, Janine me perdoe!
- Não!
Ela correu até o metrô, esperando que eu a deixasse em paz e fosse para casa, mas eu a segui.
A irritante se recusou a falar comigo durante todo o percurso até a casa dela, exceto por uns ocasionais "vai embora, seu mala", que ela proferia para mim.
Quando já estávamos a um quarteirão do prédio dela, eu não aguentei:
- Você não vai mesmo me desculpar, nem falar comigo?
- Não!
- Você está sendo irracional e teimosa, não foi algo tão grave assim!
- Cale a boca!
Eu suspirei e propus:
- Na semana que vem você pode tirar um dia a mais de folga!
- Não!
- Dois?
- Não, Dr. Venkman!
- Ah, tá bem! Eu darei o aumento que prometi há seis meses!
- Humm...
Ela começou a andar pela calçada, sem nada dizer.
- Ei, Janine, respond... - antes que  eu terminasse de falar um cara de aproximou rapidamente dela (que andava um pouco a frente)  e a ameaçou:
- Ei você, passe logo sua bolsa!
- Vai se ferrar idiota! - Janine disse, irritada.
Antes que eu pudesse impedir, o estúpido tirou a bolsa e a empurrou, fazendo-a cair no chão.
Eu nem pensei em coisa alguma. Via tudo vermelho quando voei para cima do cara, dando-lhe um soco.
Ele revidou e passamos a brigar intensamente.
Como eu supunha, ele não estava armado e acabou levando a pior, fugindo depressa.
Janine (que já tinha se erguido), colocou a mão em meu braço e olhou-me preocupada:
- Peter, você está machucado!
- Não foi nada, ele que levou a pior!
- Sua boca está sangrando! - ela tirou o lenço da sua bolsa, que eu recuperei e tocou delicadamente minha boca com ele.
- Eu sobrevivi a dois classe sete essa semana! Não seria um babaca na rua, que ia me derrubar!
- Ele poderia estar armado e te matar, seu tonto!
- Há! Eu conheço esse tipo! Eu já briguei muito assim na rua, Janine! Além disso, tenho certeza de que você é quem teria dado uma surra nele, se tivesse chance!
Ela apenas balançou a cabeça e sorriu.
Acho que foi uma das primeiras vezes, que a vi sorrindo desse jeito para mim.
Eu retribui o sorriso e perguntei:
- E você? Está bem?
- Sim! Você é quem precisa cuidar desse corte! Venha!
Ela me puxou pelo braço e logo chegamos até o prédio dela. Entramos, pegamos o elevador e ela me levou até o seu apartamento.
- Entre! - ela disse.
- Uau, eu sempre sei que fui bem em um primeiro encontro, quando minha acompanhante me convida para entrar na casa dela, no final da noite!
- Essa sua acompanhante pode te jogar pela janela, se você não parar de falar besteiras! Agora entre! Vou cuidar do seu machucado!
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: A arte Venkman da sedução   Dom Set 16, 2018 12:37 pm

III

Ela me fez sentar no sofá e foi pegar algo para passar no corte da minha boca.
Janine voltou em seguida com um pouco de álcool e algodão.
- Desculpe, foi tudo que achei por aqui! - disse ela.
- Nem vem! Esse treco vai arder pra caramba! - protestei, quando ela começou a abrir o frasco do álcool e embebedar o algodão.
- Deixa de ser infantil, Peter! Você precisa desinfetar o corte!
Ela se inclinou para passar o algodão no canto da minha boca e o seu decote se abriu, dando-me um vislumbre dos seus seios.
Não resisti e dei um sorriso bobo.
Ela percebeu e disse, brava:
- Pare de olhar para meus peitos, seu tarado!
- Eu não tenho culpa, eles estão quase na minha cara!
Janine me olhou carrancuda e meteu de uma vez o algodão com o álcool na minha ferida.
-Aii, está ardendo, sua doida! - eu gritei me sacudindo, minha boca pegando fogo.
Meu movimento com as pernas,fez com que Janine se desequilibrasse e caísse no meu colo.
- Ai! - ela ofegou, com o movimento repentino.
Eu olhei para ela, seus olhos azuis esverdeados olhando-me fixamente.
Devagar, eu coloquei meus braços ao redor dela, um pouco receoso de que ela iria brigar ou tentar me bater novamente.
Mas ela permaneceu imóvel, olhando-me como se estivesse hipnotizada.
- Janine... - falei baixo, aproximando meu rosto lentamente.
- Peter... - ela se aproximou ainda mais, roçando nossos lábios.
Sem resistir, eu a beijei de uma vez.
Meu machucado me incomodou um pouco, mas não me importei.
Nos beijamos por algum tempo, até que ela interrompeu o gesto, levantando-se do meu colo.
- Ei?! - reclamei. - Onde vai?
- Pra nenhum lugar! Você é quem vai! Dr. Venkman, vá embora!
- Mas...
- Vai logo!
- Está bem! - eu me ergui irritado. - Mulheres.... Quem as entende?
Eu passei por ela e cheguei até a porta, que Janine abriu para mim.
Eu ia indo embora, sem falar nada, quando a ouvi dizer:
- Obrigada Pete! Espero que seu machucado melhore logo.
Eu não resisti e dei um sorriso, roubando um beijo dela em seguida.
- Até amanhã, Janine! - disse e saí, sem esperar resposta.
**
-  Sobrou algo do jantar, aí, Winston? - perguntei, assim que entrei na cozinha.
- Não tenho certeza. Quem fez o jantar hoje foi o Ray. - ele abaixou a voz. - Acredite: você vai preferir que não tenha sobrado!
- Oh, sei! - concordei com ele, lembrando-me de experiências anteriores com a comida do Ray.
Suspirando, fui até o armário e peguei uma caixa de biscoitos e sentei para comer.
O Ray apareceu logo em seguida, juntando-se à mesa, comigo e Winston.
- E aí Pete, como foi seu encontro com Janine? - perguntou-me, o curioso.
- Mais ou menos, Ray... - disse evasivo.
Winston olhou bem para o meu rosto e comentou:
- Quando Ray me disse que você tinha saído com Janine, não pude acreditar! Mas agora, vendo o seu rosto, sei que é verdade! - ele abriu um largo sorriso, acompanhando de Ray.
- Puxa, nunca pensei que a Janine fosse capaz de bater tão forte! - disse Ray admirado.
- Não foi a Janine que fez isso! Eu briguei com um ladrão, que pretendia roubar a bolsa dela!
- Ah, claro! Nós entendemos Peter! - disse Ray.
- Entendem?
- Sim. É sempre difícil para um homem admitir que apanhou de uma mulher! - Winston comentou.
- Não foi ela que fez isso no meu rosto! - gritei. - Não sejam tontos!
- Bem, Pete, independentemente de quem foi, eu tomaria cuidado para não apanhar de novo!
- Como assim, Winston?
- É o Egon! - explicou Ray. - Mesmo sem admitir, ele não gostou nada de que você tenha saído com Janine!  
Olhei para eles um pouco preocupado.
Minha preocupação aumentou, quando vi Egon aparecer, aproximando-se de nós, com a expressão mais séria que a habitual.
"Será que se eu disser que apanhei mesmo de Janine, ele ficaria mais calmo?" Pensei, desesperado.
- Oi-oi, Egon! Ótima noite, não? - dei uma risadinha amistosa.
Ele estreitou os olhos, sem nada dizer e sentou-se ao lado de Winston, de frente para mim.
- Hehe, você não quer um biscoito? - ofereci.
- Não! Não estou com fome! - disse, curto e grosso.
- Você mal jantou Egon e foi correndo para o laboratório! - disse Ray, meio preocupado.
- Eu estava terminado um aparelho. Queria terminar logo! - disse Egon para Ray, sem tirar os olhos de mim.
Definitivamente o cara grande sabia ser bem ameaçador, quando queria!
Percebi que Winston trocou um olhar astuto com Ray e disse:
- Acho melhor eu ir para cama! Estou cansado! - ele se ergueu, enquanto Ray fazia o mesmo:
- E eu vou ver um pouco de televisão. Está na hora do meu programa favorito!
Eles saíram rapidamente, antes que eu pudesse os impedir.
Grandes amigos! Iam deixar-me sozinho, com o cientista louco!
Comecei a comer um biscoito nervosamente, enquanto um silêncio constrangedor enchia a cozinha.
Eu pensava em falar alguma coisa, mas Egon se adiantou:
- Como foi o seu encontro, Peter? - ele perguntou diretamente, surpreendendo-me.
- Er... Não muito bom, como você pode ver! - fiz um gesto com as mãos, para destacar meu rosto machucado.
- Não foi Janine que fez isso no seu rosto! - disse ele.
Droga! Por que ele não imaginou que tivesse sido ela também, como os outros?
- Como você pode ter tanta certeza? Aquela mulher é um perigo! - brinquei, dando uma risada.
Meu riso morreu, ao ver a expressão séria dele permanecer.
- Isso foi obviamente um soco de um homem. Só um homem conseguiria empregar tamanha força! Ou ao menos uma mulher muito forte fisicamente. Esse não é o caso de Janine!
- Heh, você já recebeu um tapa dela?
- O que houve, afinal? - ele perguntou, sério.
Dei um suspiro e resolvi contar a verdade. Bem, parte da verdade. Não sei se iria sobreviver, se contasse sobre a passada de mão no cinema e beijo no apartamento dela.
- Janine e eu somos ao cinema. Depois do filme eu a levei até o seu apartamento. Uma quadra antes de chegarmos, ela foi abordada por um cara, que pegou a bolsa dela e a empurrou. Eu fui para cima do cara, brigamos e ele fugiu. Fim. Mais alguma coisa?-  perguntei, com meu melhor sarcasmo.
- Como está a Janine?
- Está ótima. Está sã e salva no apartamento dela. Quem se deu mal, fui eu.
- Por que você saiu com a Janine?
- Porque a Doris estava ocupada! - disse, revirando os olhos. - Já respondi seu interrogatório. Agora responda a minha pergunta: Por que está tão interessado?
A expressão do rosto de Egon mudou em segundos, de séria, para envergonhada.
- Bem.. Eu... - ele começou a mexer na sua gola, nervosamente. - Por nada em especial.
- Você só faltou me triturar com os olhos, por "nada em especial"?
- Eu só fiquei preocupado... Er ... Melhor dizendo, intrigado, ao ver seu rosto assim!
- Ah, claro!
- Bem, isso é tudo! Acho melhor eu ir deitar...
- Egon, meu chapa! Por que não admite de uma vez, que estava com ciúmes?
- Ciúmes? - ele me olhou vermelho, não sei ao certo se era de raiva ou vergonha. - Isso é coisa de pessoas inseguras! Algo que combina mais com você!
- Ah, muito gentil da sua parte, amigo!
- Não me importa realmente se você saiu com ela.
- Não mesmo?
- É evidente que não!
- Isso é ótimo, porque pretendo sair com ela novamente!
- O quê?!
- Já que você não se importa, fico mais tranquilo.  - dei um sorriso, ante a cara abismada de meu amigo. - Bem, acho que eu também vou dormir! Boa noite, Egon!
Saí da cozinha e o deixei lá parado. Mesmo já de costas para ele, eu podia sentir sua raiva.
Dei um suspiro, pensando que era melhor verificar bem meus lençóis, antes, de dormir.
Poderia ter alguma "surpresinha" neles!
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: A arte Venkman da sedução   Dom Set 16, 2018 12:38 pm

IV

- Não, Dr. Venkman!
- Ah, por favor!
- Já tive minha experiência com você! Não mais!
Eu olhei para minha secretária, naquela manhã, dando um suspiro.
Achei que depois do que tinha acontecido entre nós, seria mais fácil convencê-la a um segundo encontro.
Mas ela parecia irredutível.
- É uma pena... - comecei tentando jogar minha única carta. - Ontem o Egon estava muito interessado em saber sobre o nosso encontro...
Ela me olhou assustada e se ergueu da cadeira.
- O que você disse para ele?
- Nada demais!
- Você não...
- Você quer saber se eu contei para ele, sobre o nosso beijo? - ela não respondeu e eu sorri. - Não, eu não contei.
- Ainda bem... - ela disse aliviada.
- No entanto, eu ainda posso contar!
- Você não faria isso!
- Bem, depende! Se você resolver sair novamente comigo, não!
- Seu...
- E então? - eu sorri triunfante.
- Sim. Eu sairei com você! Mas essa será a última vez! Certo?
- Certo!
**
- Você tem que admitir, o jogo foi incrível! - eu disse a Janine, naquela noite.
Eu tinha conseguido ótimos lugares para ver um jogo de basquete.
Janine não estava nem um pouco animada, à princípio, mas percebi que ela passou a se empolgar.
- Está bem, eu admito, Dr. Venkman! O jogo estava ótimo! - disse ela.
- Eu sabia que você ia gostar! Ainda mais com a minha maravilhosa companhia! - dei um sorrisinho e ela revirou os olhos.
- O jogo foi ótimo, não você! - ela falou. - Não se esqueça que só estou aqui à base de chantagem!
- Ah, Janine, não seja chata! Você se divertiu e ainda conseguiu o que queria!
- O que eu queria?
- Sim. O Egon está com ciúmes de você!
Ela parou de caminhar, olhando-me interessada.
- Como você sabe?
- Eu vi a maneira como ele queria me matar, mais cedo, assim que estávamos saindo. E também, eu te disse que ontem nós tivemos uma conversa.
- Vamos, diga de uma vez como foi essa conversa!
- Está bem! Mas que tal irmos para algum lugar beber alguma coisa? Vai ser bom!
Ela me olhou um pouco desconfiada e sem muita vontade, mas sua curiosidade a venceu:
- Está bem, vamos logo!
**
- Você acha que ele está mesmo com ciúmes? - perguntou Janine interessada.
Ela estava ao meu lado, de frente ao balcão do bar em que tínhamos ido.
Eu bebi um gole da minha cerveja e olhei para ela, um pouco desanimado.
Não estava com muita vontade de falar do Egon naquele momento.
- Sim, eu acho! - disse simplesmente. - Seu planinho deu certo!
- É difícil de acreditar! Mesmo tentando, não pensei que ele pudesse sentir ciúmes de nós!
- Por que não?
- Quem realmente acreditaria, que nós pudéssemos ter alguma coisa!
- Talvez quem nos visse nos beijando em seu apartamento!
- Aquilo foi um absurdo! - ela parou um instante e disse: - Eu só deixei, porque.... Porque eu estava com pena de você!
- Ah, é mesmo! - eu disse, olhando para frente.
Ela tocou em meu ombro, obrigando-me a olhar para ela.
- Ei, conte-me mais sobre o que o Egon disse.
- O que mais você quer saber? Já estamos aqui há quase uma hora e não paramos de falar no Egon! Eu sei que você só veio aqui por causa dele e que não estava com vontade de sair comigo, mas achei que a gente pudesse se divertir um pouco! Mas me enganei. - eu me ergui da banqueta e coloquei duas notas em cima do balcão. - Boa noite, Janine! - disse, saindo em seguida.
**
Eu já tinha atravessado a rua, quando ela me alcançou.
- Por que você saiu daquele jeito? - ela disse, segurando em meu braço.
- Não vou mais obrigar você, a ter que suportar o martírio de ter um encontro comigo! Pode voltar para sua casa, ou ir pra onde quiser!
- Não seja tão dramático, Dr. Venkman!
- Dramático? Ora, deixe-me em paz!
- Não vou embora, nosso encontro ainda não acabou!
- Está aqui agora por pena também?
- Eu não quis dizer aquilo! - ela bufou. - De qualquer forma, não sei porque você ficou tão nervosinho!
- Ah, Janine vá se ferrar!
- Não seja estúpido!
- Vá lá correr atrás do Egon, como uma cachorrinha, como você faz sempre!
- Babaca!
- Burra!
Ela ia me dar um tapa, mas eu segurei a mão dela.
- Me solta! - ela gritou.
- Não! - não resisti e a beijei.
Ela tentou se afastar, mas eu a segurei firme, beijando-a mais intensamente.
Janine ainda se contorceu um pouco, tentando parar o beijo, mas logo me beijou de volta.
- Seu grosso... - ela disse ofegante.
Vendo que algumas pessoas que passam, estavam olhando para nós, eu a fiz andar comigo, até um beco meio escondido naquela rua, onde poderíamos falar com mais liberdade.
- Eu acho melhor ir embora... - ela disse.
Eu mantinha um dos meus braços em sua cintura, para mantê-la perto de mim e ela não protestou.
- Você disse que nosso encontro não tinha acabado! - eu sorri para ela.
- Mudei de ideia. Acho que discutimos bastante por hoje!
- Nisso eu concordo! Acho que então podemos fazer outra coisa agora...
Eu a beijei novamente, apertando-a contra meu corpo.
Eu fiquei satisfeito ao vê-la me beijando com a mesma vontade, nosas línguas brincando uma com a outra.
Eu deslizei atrevidamente minha mão até seu traseiro e o apertei levemente.
Ela gemeu, continuando a me beijar.
Eu já estava absurdamente excitado.
Coloquei minha mão no ombro dela e comecei a puxar alça da sua blusa.
Ela usava uma blusa de alças largas que, para mim, era totalmente inadequada para o encontro que tivemos, mas muito sexy. Principalmente pelo decote, que mostrava seu colo cheio de sardas e proporcionava um leve vislumbre de seus seios.
Eu tinha ficado o nosso encontro todo, olhando para aquela região e agora eu finalmente poderia tocar e beijar.
Meus dedos puxaram a alça da blusa, junto com a do sutiã e eu beijei seu ombro.
Ela arfava, com os dedos enterrados em meu cabelo.
A ansiedade tomava conta de mim e desejoso por conhecer mais dela, coloquei minha mão por baixo da saia de Janine, puxando sua peça íntima e deslizando meus dedos em suas partes íntimas.
- Oh, Peter... - Ela gemeu alto.
Não satisfeito, eu coloquei meus dedos dentro dela, fazendo-a gemer mais.
- Ahh... Peter, eu... nós não... - ela começou a dizer...
Eu a beijei, interrompendo-a, meus dedos profundamente dentro dela.
Ela me beijou de volta, furiosamente, enquanto eu movia meus dedos.
Logo a senti alcançar seu clímax, segurando-se em mim, para não cair.
Eu, que já não aguentava mais, comecei a abrir minhas calças, quando Janine me afastou.
- Ahh, pare!
- O quê?!
- Não podemos continuar. Isso já foi longe demais, nós estamos na rua!
- Ninguém está nos vendo aqui!
- Não importa! Eu vou para casa!
- Ei, vai me deixar assim? - apontei para baixo, para excitação.
- Se vire!
- Sua... - eu não tive tempo de reclamar, pois ela já tinha ido.
"Droga! " resmunguei frustrado.
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: A arte Venkman da sedução   Dom Set 16, 2018 12:38 pm

V

Fiquei algum tempo ali, até recuperar a compostura e fui embora.
Cheguei em casa nervoso e frustrado.
Os rapazes estavam na mesa, jogando cartas, quando eu passei por eles.
- Oi, Pete, como foi o jogo? - perguntou Winston.
- Nem me fale nisso!
- Foi tão ruim assim? - perguntou Ray.
- O jogo foi ótimo! Mas fui um burro, por escolher aquela louca, como companhia.
- Ih, vocês brigaram de novo?
- Não quero falar disso, Winston! - bufei.
Eu ignorei a cara de satisfação do Egon e fui direto para o banheiro. Eu precisava de um bom banho frio, para me acalmar.
Droga de ruiva safada! Ela achava que podia provocar Peter Venkman e sair, deixando-me daquele jeito?
Ah, isso não ia ficar assim!
Se ela gostava tanto de provocar, eu ia lhe dar um pouco do seu próprio veneno!
Ela iria conhecer a arte Venkman de sedução, provocação e.... Frustração!
**
- Deixou alguma água quente, para nós Peter? - reclamou o Egon, assim que eu saí do banheiro, na manhã seguinte.
- Não tenho muita certeza! - disse tranquilamente.
O Sr. Cientista louco, fez uma careta e entrou no banheiro.
A cara dele não estava pior, do que a de Ray e Winston, que também estavam na fila, para fazerem a higiene pessoal deles.
Eu excepcionalmente, tinha acordado mais cedo naquela manhã, graças ao Geleia, que outra vez veio dormir na minha cama. Argh!
Corri para chuveiro antes de todos, tomei um longo banho, fiz a barba e passei um gel no meu cabelo.
Ignorando as caras irritadas de meus amigos, desci as escadas com a toalha pendurada em meu pescoço e olhei para mesa de Janine.
Ela já tinha chegado e trabalhava distraidamente.
Eu sorri e sentei na ponta da mesa, observando-a.
- O que você quer, Dr. Venkman?
- Nada em especial!
- Então por que está parado, me olhando?
- Eu estava lembrando...
- Do quê? - ela perguntou, sem olhar para mim.
- Da sua expressão de prazer, enquanto eu a satisfazia com meus dedos!
Ela ficou vermelha e me olhou com a cara assustada.
- O quê?!
- Foi uma noite bem interessante, não foi?
Ela deu pulo da cadeira e cobriu minha boca com as mãos.
- Cale a boca, seu filho da mãe! Alguém pode escutar você!
- Está com vergonha agora? Ontem você não estava!
- Seu cretino, safado!
Eu ainda estava sentado na mesa, quando a puxei para mais perto, colocando-a entre minhas pernas e a mantendo firme em um abraço.
- Não se preocupe com os rapazes! Eles estão lá em cima! E vão demorar a descer. Temos um bom tempo!
- Do que você está falando?
- Disso! - eu a beijei de surpresa.
Ela tentou se afastar, mas logo correspondeu.
Eu deslizava minhas mãos pelo corpo dela, quando ela interrompeu o beijo.
- Vamos, seu cretino, solte-me! - ela disse.
Eu a ignorei, pois seu desejo era quase palpável. O corpo dela tremia levemente e sua respiração estava ofegante.
Além, disso seu olhar demonstrava o quanto ela estava gostando, mesmo que não fosse capaz de admitir.
Passei a beijar seu pescoço, enquanto minhas mãos se colocavam por baixo da blusa dela, sentindo a pele macia.
Meus dedos chegaram até o gancho de seu sutiã e eu o abri, provocando um novo protesto nela.
- Você ficou louco?! O que pretende aqui?
- Eu quero sentir você... - sussurrei ao ouvido dela. - Quero tocar em todo seu corpo!
Eu levei minhas mãos para frente, embaixo do sutiã agora solto e passei a massagear os seios dela.
Janine gemeu, sem poder se controlar e eu sorri satisfeito.
- Você gosta de ser tocada assim? - perguntei, mesmo sabendo a resposta.
Ela gemeu novamente, enquanto eu brincava com os mamilos endurecidos, esfregando-os com meus dedos polegares e indicadores.
Tirei minhas mãos dali e puxei para mais um beijo.
Ela ainda parecia um pouco tensa, provavelmente por medo que sermos surpreendidos por alguém, mas ela não podia resistir mais e correspondeu aos meus avanços.
Estávamos-nos no maior amasso, quando ouvimos passos na escada.
Ela deu um pulo desesperado, para longe de mim, sentando em sua cadeira.
Eu sorri, vendo como ela tentava rapidamente se alinhar, enquanto alguém se aproximava de nós.
Eu voltei meu olhar para as escadas e sorri ao notar quem estava ali.
- Ah, oi, Egon! Ainda encontrou água quente?
- Não! Você acabou com tudo! - disse ele enraivecido.
- Ah, eu não tenho culpa, se o Geleia resolveu dormir novamente na minha cama! Argh, aquela meleca! - resmunguei.
Egon não estava mais prestando muita atenção em mim.
Eu notei ele se aproximar de Janine, com a testa franzida.
- Janine... Você está bem?
Janine olhou para ele, a expressão assustada.
- Eu? Eu estou! Por quê?
- Você está vermelha, agitada! Está resfriada?
Ele se aproximou para tocar na tesra dela, mas Janine se afastou rapidamente.
- Não! Eu estou bem, Egon!
Vendo que Janine estava nervosa demais, deixando Egon desconfiado, entrei na conversa:
- Ela está ótima! Já estava aqui, brigando comigo!
- Brigando? - ele me olhou desconfiado, dando-me um olhar, que me causou arreios.
- Seu rosto...
- O-o que tem meu rosto?
- Essa mancha vermelha? O que é isso?
Oh, droga! O batom de Janine!
Eu passei a minha mão no rosto, o mais rápido que pude, antes que ele confirmasse qualquer suspeita que tinha.
- Oh, não foi nada!
- Isso parece...
- Tinta! Acho que devo ter encostado em alguma coisa, sei lá!
- Humm... - ele colocou a mão no queixo, pensativo.
Ele correu o olhar de mim, para Janine e eu gelei.
- Egon, Pete! Eu já preparei nosso café! Venham comer! - disse Ray, aparecendo na hora certa.
- Oh, é melhor irmos, Egon! - eu disse, querendo que ele esquecesse o mais rápido possível dessa história.
- Sim... - Ele olhou fixamente para Janine e subiu as escadas.
Antes de segui-lo, eu também observei a nossa secretária, que fingia ter voltado a trabalhar, mas estava obviamente nervosa.
"Oh, preciso falar com ela depois!" Pensei.
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MensagemAssunto: Re: A arte Venkman da sedução   Dom Set 16, 2018 12:41 pm

VI

Já eram onze da noite, quando bati na porta do apartamento de Janine.
Eu tinha tentando falar com ela no escritório, mas tinha sido impossível.
Logo após o café, tivemos que atender dois clientes e quando voltamos, ela já tinha ido para casa.
Eu menti para os rapazes, dizendo que ia encontrar Doris e saí sem suspeitas.
Agora eu tinha a chance de provocar minha secretária, sem interrupções.
- O que você quer aqui? - Janine gritou, assim que abriu a porta.
- Eu precisava falar com você, sobre o que aconteceu essa manhã!
-Foi tudo culpa sua, Dr.Venkman! O Egon está desconfiado!
- Ah, ele já esqueceu! -  disse, para acalmá-la.
- Eu duvido! Agora que ele não vai mesmo querer saber bem mim!
Eu sorri e me aproximei dela.
- Ao contrário agora ele vai se interessar mais!
- Ah, nem me venha de novo, com essa ideia de fazer ciúmes para ele!
- Tá bem, afinal eu acho que o que tá rolando entre nós, não tem só a ver com o Egon... - eu a puxei para perto de mim.
Ela claramente tinha acabado de sair do banho e tinha um cheiro de sabonete, que me deixou zonzo de desejo.
Eu cheirei seu pescoço, enquanto ela tentava se desvencilhar de mim.
- Hum... Você gosta de tomar banho tarde?
Ela revirou os olhos, mas respondeu:
- Não, geralmente eu tomo assim que chego em casa. Mas tomei outro hoje, para conseguir dormir melhor!
- Estava pensando muito em mim e se sentiu calorenta? - disparei presunçosamente.
- Seu convencido! Você se acha muito, não?
- Não!
- Não?
- Não me acho! Eu tenho certeza! - eu puxei para um beijo.
Eu a beijava com vontade, quando senti o empurrão, jogando-me contra a parede.
- Até logo, Dr. Venkman! Isso já foi longe demais!
- Ah, Janine, não finja que não gosta! - eu me aproximei dela, acariciando seu corpo.
- Será que dá para você parar com isso?
- Por que? Você gosta... - minhas mãos deslizaram para o traseiro dela.
- Seu tarado... - disse ela, mas sem se mover.
- Você é muito gostosa, sabia? - eu a beijei mais uma vez.
Nossas línguas se chocavam uma com a outra e eu chupei seu lábio inferior.
Ela interrompeu o beijo, dizendo:
- Peter... Nós temos que parar... Isso... Isso não está certo!
- Ué? Por que não?
- O Egon...
- O que acha de deixar o Egon fora disso, hein? Vamos encarar isso como uma diversão adulta, sem compromissos. Que tal?
- Ah, você é um safado mesmo!
- Um safado que você está doida para pegar!
Não deixei ela protestar. A agarrei com força e a beijei em seguida.
Beijamos-nos com muito desejo e caímos sobre o tapete.
Depois dos últimos lugares, em que quase nos pegamos, ali até que era confortável.
A verdade é que eu não estava nem aí, para onde estávamos.
Eu só não ia deixar ela escapar novamente, deixando-me frustrado e excitado.
Ansioso por vê-la, tor tocá-la, eu arranquei o camiseta longa, que ela usava. Ela não usava sutiã e fiquei de joelhos por um instante, para contemplar o seu corpo.
Ela era linda, tenho que admitir! A pele muito alva, cheia de graciosas sardas, no rosto e um pouco na acima dos seios.
Ah e falando em seus seios...! Não eram muito grandes, mas eram cheios e bonitos, harmoniosos no corpo dela.
Os mamilos rosados, já endurecidos, pareciam implorar para serem tocados.
Eu estendi o braço e deslizei meus dedos, roçando lentamente em um mamilo.
Ela gemeu suavemente e me puxou para si, beijando-me loucamente.
Interrompemos o beijo e eu olhei em seus olhos.
Seus olhos azuis esverdeados, brilhavam e mostravam todo o desejo que ela estava sentindo.
Eu não perdi mais tempo e passei a beijar todo o corpo dela, pescoço, seios, barriga, até chegar em suas partes íntimas.
Deslizei minhas mãos por aquelas coxas deliciosas e bem torneadas, enquanto meus lábios trabalhavam em seu centro íntimo.
Ela gemeu, contorceu-se e colocou as mãos firmes em meu cabelo, enquanto eu a aprazerava oralmente.
Eu a lambia com vontade, o prazer dela, transformando-se no meu também.
Principalmente ao ouvir Janine gemer meu nome.
Logo ela ela deu um alto gemido, respirando com dificuldade e eu percebi que ela tinha alcançado o clímax.
Ergui meu rosto e olhei novamente para ela.
Ela ainda estava ofegante, as braços ao lado cabeça, um sorriso satisfeito no rosto.
Eu também sorri, enquanto arrancava minhas roupas e deitava por cima dela.
Eu ia beijá-la novamente, quando fui surpreendido por ela, que se virou de uma vez, fazendo-me deitar de costas, enquanto montava em mim.
Eu a deixei ficar no controle, excitado demais, para qualquer joguinho adicional.
Ela sorriu  maliciosamente e ergueu o braço, para pegar minha calça, que estava jogada no sofá.
- Ei? O que está fazendo? - perguntei.
Ela colocou a mão no bolso da calça, tirando de dentro um pacotinho.
- Ah, eu sabia que você tinha trazido!
Eu fiquei um pouco sem graça, ao ver a camisinha na mão dela, mas disse:
- É sempre bom se precaver!
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MensagemAssunto: Re: A arte Venkman da sedução   Dom Set 16, 2018 12:42 pm

VII
- Seu safado! - ela riu e abriu o pacote, colocando-a em mim.
Eu gemi, com o processo, meu membro quase dolorido de excitação.
Ela percebeu meu estado e sem perder tempo, guiou me membro, para dentro de si.
- Ohh... - eu gemi alto, enquanto ela se movimentava devagar.
Mas eu queria mais e segurei nos quadris dela, obrigando-a a ir mais depressa.
Ela pegou velocidade e pulava em cima de mim, deixando me louco!
A imagem que eu tinha, era sensacional: Janine nua, os cabelos molhados e desgrenhados, seus seios balançando de acordo com os movimentos e boca aberta, ofegante.
Eu tive que me segurar muito, para não alcançar o clímax antes dela.
Eu já estava no meu limite, quando ela deu um gritinho e eu senti o aperto de suas paredes internas.
- Ah, Peter... - ela ofegou, chegando ao orgasmo.
Eu gemi alto, permitindo-me liberar o meu próprio prazer.
Ela ainda tremia com o intenso deleite, quando desabou por cima de mim.
Eu a abracei, acariciando suas costas, enquanto recuperávamos o fôlego.
- Tenho que admitir, você é muito bom nisso! - ela falou.
- Você também! - eu coloquei a mão em seu queixo, erguendo seu rosto e a beijando. - Bem, acho que está na hora de ir.
- Por que não dorme aqui comigo?
Eu fiquei surpreso com a oferta. Achei que assim que acabássemos, ela iria me mandar embora.
- Será um prazer! - nos beijamos novamente.
Nós fomos para a cama, trocando carícias.
Eu a mantinha confortavelmente em meus braços, sentindo-me relaxado.
Depois de anos de brigas, era difícil acreditar que poderíamos ficar ali, deitados juntos, como velhos amantes.
- Os rapazes não vão achar estranho seu sumiço? - perguntou-me ela, depois de um tempo.
- Acho que não! Eles já estão acostumados com minhas saídas ocasionais. Mesmo Winston e Ray costumam sair de vez em quando.
- E o Egon?
- Ah, você parece que não o conhece! O Egon é um rato de laboratório! Quem consegue tirá-lo de lá?
- Ah, claro! Isso é tudo que importa para ele...
Janine pareceu meio triste e isso me fez me sentir mal.
Eu não queria que nossa noite ficasse ruim.
Então eu a apertei mais em meus braços e beijei sua testa.
- Não fique chateada. Ele gosta de você! Da maneira peculiar dele, mas gosta! Um dia vocês ficarão juntos!
Eu disse isso não só a ela, mas também para eu mesmo!
Era melhor eu encarar minha noite com ela, como algo casual, sem importância.
Envolver-me demais poderia ser perigoso. E totalmente sem futuro!
- Obrigada, Pete! - ela sorriu. - Mas acho que você tinha razão, mais cedo! É melhor deixarmos o Egon de lado essa noite!
Ela me deu um dos seus beijos atrevidos e eu correspondi com a mesma ânsia, aos poucos deitando por cima dela.
Minha mão massageou os seios de Janine e ela gemeu.
- Eu gosto disso... - ela arfou.
- Mesmo?
- Sim!
- E disso? - deslizei meus dedos para as partes íntimas dela.
VIII
- Ahh...
- Acho que isso é um sim! - falei.
Ela cravou as unhas nas minhas costas, enquanto me puxava para um beijo selvagem.
Nós beijávamos como loucos, enquanto eu continuava a aprazerá-la, com meus dedos.
- Ahh, Peter... - ela gemeu alto, alcançando o clímax.
Eu, que já estava mais do que excitado, peguei um preservativo, que tinha deixado em cima do criado-mudo dela e o abri, colocando-o mim.
Eu segurei suas pernas e a penetrei profundamente, arrancando um gritinho de prazer de Janine.
Eu me movia a toda velocidade, a cama balançando, com o processo.
- Ah, delícia... - gemi ofegante
- Ahh, Pete! Isso é tão bom! - disse ela.
Logo após, ela deu um gritinho, chegando ao clímax. Eu me movimentei mais algumas vezes, até alcançar meu próprio prazer, caindo em cima dela.
- Ohh... - eu recuperei o fôlego e saí de cima dela, descartando o preservativo.
Voltando para a cama, eu deitei ao seu lado, puxando-a para mim.
Ficamos algum momento em um silêncio confortável, até que ela disse:
- Obrigada, Peter! Eu estava precisando disso!
- Sempre às ordens, Janine! - eu sorri e beijei o topo de sua cabeça, enquanto pegava no sono...
**
Na manhã seguinte, eu tinha acordado cedo, com o despertador de Janine. Ela fez menção de se levantar também, mas eu disse:
"Durma mais um pouco! De qualquer forma, não é bom chegarmos juntos!"
Eu tomei um banho por lá mesmo e voltei para casa.
Os rapazes estavam na recepção, conversando sobre algum projeto de Egon, parecia.
- Pelo seu sorriso, a noite foi boa, não? - disse Winston, assim que me aproximei.
- Sim, foi ótima! - confirmei.
- Você não deveria perder tempo e saúde, com noitadas! - disse Egon.
- Oh, acho que tem razão, mamãe! - ironizei. - Mas você também não deveria trabalhar até altas horas da noite! Então estamos quites.
Egon apenas cruzou os braços, virando o rosto.
Ray puxou conversa, para assuntos amenos, quando Janine apareceu.
- Bom dia, garotos!
- Bom dia, senhorita Melnitz! Bela hora de chegar! - falei.
- Ora! Mas foi você quem... - ela se interrompeu, ao notar Egon olhando-a. - Hum... Está certo! Desculpe-me pelo atraso!
Ela se sentou em sua cadeira e começou a trabalhar.
Os rapazes foram fazer outras coisas e eu aproveitei para falar, ao ouvido dela.
- Obrigado pela ótima noite! - mordisquei sua orelha e passei a mão pela sua coxa.
Ela se sobressaltou e me olhou séria.
- Dr. Venkman, nós não...
- Eu sei, não se preocupe! Foi só uma noite! E fica só entre nós!
- Obrigada!
Eu apenas sorri e a deixei trabalhar.
Mais tarde, naquele dia, vi Egon se aproximar e a convidar para sair
Parece que ele finalmente tinha tomado uma atitude.
"É, Peter, é melhor mesmo tirar seu time de campo! Bem, sempre existem outras por aí!" Pensei, dando de ombros.

Fim
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