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 Que assim seja, Peter Venkman

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MensagemAssunto: Que assim seja, Peter Venkman    Qui Set 21, 2017 10:34 pm

Título: Que assim seja, Peter Venkman
Autor: strawberriesapples
Shipper: Peter/Janine
Gênero: Romance / Sobrenatural
Censura/Classificação: R
Capítulos: 9
Resumo ou uma promo: Peter tem uma estranha doença e tem que ficar no apartamento de Janine novamente. Ela não estava nem um pouco preparada para o que ia acontecer desta vez...

1

- Ah, não! De novo?
- Ah, Janine! Ele ficou tão bem no seu apartamento da outra vez!
- E você realmente conseguiu aturá-lo por dias, Janine!
- E o Pete não tem lugar pra ir!
- Só mais dessa vez, vai?
Os Caça-fantasmas estavam tentando convencer sua secretária a aceitar Peter novamente em seu apartamento. Da outra vez, eles pensavam que ele tinha alergia a fantasmas, mas era um plano de um malévolo “classe três” para acabar com eles. Desta vez, o negócio era sério. Peter estava febril, se sentia fraco (embora ele não estivesse), tinha acessos e quase teve uma convulsão. Não era sempre, e havia horas em que ele se sentia normal; mas de repente ele desmaiava, acordando logo depois com os vários sintomas. Egon tentou “escaneá-lo” para ver se a natureza dos sintomas era sobrenatural, mas a leitura era fraca demais. Parecia ser sobrenatural, mas se fosse, era de um tipo que os aparelhos não conseguiam detectar. O problema é que Peter sofria mais com os sintomas quanto mais perto dos fantasmas ele estivesse. A situação toda era misteriosa demais, e apesar de Peter querer descobrir o que estava acontecendo com ele, ele não tinha forças para tal. Preferiu deixar para seus amigos. Não podendo ficar em casa (ou morreria, pensava ele), ele só tinha um lugar seguro para ir: o apartamento de Janine.
- Ai, tudo bem...
- Aêêê!
- Valeu, Janine!
- Você é a melhor! - o doente deu-lhe um beijo no rosto. Ela olhou desconfiada para ele.
Peter parecia normal, continuava com seu senso de humor sarcástico, aquele jeito meio arrogante e o sorriso cínico. Não parecia nem um pouco doente. Mas os outros três lhe garantiram que ele era um homem muito doente. Misteriosamente doente, o que era pior. Até eles descobrirem o que havia de errado com seu amigo, era melhor que ele não ficasse sozinho. E não havia ninguém melhor do que Janine para cuidar dele.
Peter fez suas malas e acompanhou a secretária em direção a seu fusca cor de rosa. Ele deu a ela um sorriso honesto, mas que ainda parecia irônico para ela. Da outra vez, ela mesma viu Peter passar por coisas horríveis por conta do maldito McCatheter. Desta vez, era difícil acreditar. Ele parecia mesmo normal! Mas foi só ela pensar...
- Janine, aguenta aí, eu esqueci o aparelho de barbear.
- Tá bom... - disse ela, revirando os olhos.
Peter entrou de volta à sua casa e caiu estatelado no meio do hall.
- Peter! - exclamou Janine, correndo para dentro da firehouse.
O que ela observou chocou-a de verdade. O homem começou a se debater, ainda inconsciente. Ela colocou a mão em sua testa e ele suava frio. Os amigos de Peter correram ao seu auxílio.
- Peter. Peter, acorde. É o Egon. Acorde.
O membro mais velho e mais sereno dos Caça-fantasmas tentava fazer com que seu amigo acordasse. Havia funcionado das outras vezes, funcionaria agora.
- Anda, Pete, é a gente, acorda! - Ray tinha mais ansiedade em sua voz, mas falava com firmeza.
Winston segurava as pernas de seu amigo enquanto os outros dois o seguravam pelos braços. Janine observava a cena, apavorada.
- Vamos, Peter, acorde!!
Peter abriu os olhos e acalmou-se imediatamente. Vendo todos por cima dele, perguntou, envergonhado:
- Aconteceu de novo, não foi?
- Sim, Peter.
- Como é que você está?
- Cansado.
Casualmente, ele olhou para a secretária, os outros o acompanharam. Janine estava estupefata, seus olhos cheios de lágrimas. Eles se surpreenderam.
- Oh, Peter... - disse ela, sua voz trêmula.
- Janine... desculpe te assustar...
- Oh, meu Deus...
- Se você não quiser me receber, eu te entendo, mas eu não... eu não tenho outro lugar pra ir...
Ela olhava para ele apavorada e muda, as lágrimas escorrendo por seu rosto. Lágrimas de nervoso e preocupação.
- Por favor... - implorou Peter, se sentindo derrotado. Por dentro e por fora.
Janine respirou fundo, enxugou as lágrimas e abrindo um sorriso fraquinho, disse:
- Claro, Peter.
Ele sorriu de volta, aliviado.
- Você se importa de esperar mais um pouco? Eu preciso sentar...
Os outros três ajudaram Peter a levantar-se e ele se sentou na cadeira de sua secretária.
Janine observava a cena com pena. O homem estava mal mesmo. Se ela se apavorou desse jeito quando viu o estado de Peter tendo seus amigos para fazê-lo voltar ao normal, como é que ela ia ficar se ele tivesse um ataque sozinho com ela? Ela não queria nem pensar.
Depois de uns quinze minutos descansando e de um bom copo d'água, Peter levantou- se da cadeira e foi em direção às escadas.
- Tem certeza de que você está bem?
- Estou ótimo!
Ray, Egon e Winston voltaram a seus afazeres. Eles sabiam que Peter logo voltava ao normal se não estivesse com febre. A coisa era estranha mesmo, pensou ela. Ele parecia não ter tido nada! Era bom que eles descobrissem o que Peter tinha, e rápido!
Ele escorregou pelo poste de metal e exclamou, com o barbeador na mão:
- Agora eu estou pronto!
Ela encarou-o, abismada. Como era possível?! Ele estava quase tendo uma convulsão há vinte minutos e agora... parecia absolutamente normal!
- Vamos? - perguntou ele.
Ela, por instinto, colocou a mão na testa dele.
- Janine, eu estou bem. Sério.
- Peter, pelo amor de Deus...
- Eu juro. E eu tenho quase certeza de que você não vai ver outro quadro como esse de novo.
- Ok...
Eles se despediram de seus amigos e entraram no carro. Janine olhava para seu hóspede a todo minuto.
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MensagemAssunto: Re: Que assim seja, Peter Venkman    Qui Set 21, 2017 10:36 pm

2


- Janine, para de me olhar toda hora, você tá me deixando nervoso!
- Eu estou te deixando nervoso?! EU?!
- Sim, você! Eu já te disse que eu tou melhor!
- Ah, dá licença se eu estou completamente apavorada com essa droga de doença misteriosa que você tá e se eu me preocupo, tá?
- Ah, poxa... foi mal, eu te agradeço, mas sério, eu tou legal. Sério.
- Humpf...
- Desculpa.
- Tudo bem... “que Deus não me permita presenciar outra cena como aquela!”, pensou ela.
Eles finalmente chegaram ao apartamento e Janine ofereceu a Peter um espaço no closet.
- Obrigado.
Janine sorriu um meio sorriso.
- Eu prometo que não vou te atrapalhar.
Ela abriu mais um pouco o sorriso.
- Se eu estiver te irritando, me fala.
- Falo... Peter, eu vou tomar um banho. Você vai ficar bem?
- Vou. Pode ir.
- Tem certeza?
- Absoluta. Vai!
Janine foi em direção a seu quarto, pensativa. Enquanto ela pegava seu pijama e roupa de baixo, a cena que ela viu na firehouse ficou passando em replay em sua cabeça. Peter caído no chão, debatendo-se; seus amigos tendo que correr para salvá-lo. Ela iria patinar em gelo fino com Peter em seu apartamento novamente. Não que ela fosse fraca, muito pelo contrário. Mas aquela imagem era assustadora demais. Ela realmente estava pedindo aos Céus para que não visse de novo.
Depois de um terapêutico banho, ela pensou em preparar um chá. Qual foi a sua surpresa ao ver que Peter tinha posto um bule d’água para ferver.
- Er... eu espero que você não se importe, me deu vontade de tomar um chazinho...
- Awww, eu estava pensando em fazer isso. Obrigada, Peter.
Ele sorriu.
Janine não sabia se era porque ele estava doente, mas Peter estava bem mais tolerante com ela. Menos implicante, mais... fofo? Ela também estava mais... solidária, por assim dizer. Peter tinha se comportado bem da outra vez que foi seu hóspede. E a atual condição dele tinha deixado-a bem assustada.
- Hortelã ou camomila?
- Hortelã.
- Camomila pra mim... Depois do dia de hoje...
Ela pegou as xícaras e as arrumou no balcão. Despejando a água em cada xícara, em cima dos saquinhos, ela perguntou:
- Peter... você tem alguma ideia do que aconteceu com você?
- Você acha que se eu soubesse, eu já não tinha feito alguma coisa?
- Não sei, talvez essa doença tenha afetado o seu cérebro e te deixado mais imbecil! – Era melhor ela ter cuidado até com o que pensava...
- Desculpa, Janine... mas é que eu estou tão frustrado! Não saber o que é tá me deixando maluco! Perdão...
Ela só olhou para ele, tomando um gole do chá. Ele respirou fundo e continuou:
- Eu acho que... que pode ser do último trabalho que eu estava com os rapazes.
- Mas... o que teve de diferente? Você foi possuído?
- Não... bom... não que eu saiba. Mas tá aí: eu posso ter sido possuído e nem ter sentido nada!
- E tem como isso acontecer?
- Não sei, Janine. Apesar de capturarmos fantasmas, o mundo espiritual ainda é uma grande incógnita pra nós...
**********
- Tá aqui. Número 14, West 10th. Diz a lenda que as pessoas que moraram naquela casa sempre voltam para lá, mesmo depois da morte...
- Então os fantasmas que nós capturamos na casa eram ex-moradores?
- Pode ser. Mas ainda não explica o que aconteceu com o Peter. Foi um trabalho normal!
Os outros três Caça-fantasmas continuavam pesquisando sobre o que havia acontecido com seu amigo. Os sintomas eram quase os de convulsões, mas Peter não tinha esse histórico. Apareciam quase aleatoriamente e ele não tinha sido possuído. Não segundo Egon.
- Egon, você exclui possessão mesmo, né?
- Winston, você me viu escanear o Peter umas três vezes. Os sinais dele eram tão frequentes quanto os seus e os meus.
- O Pete não andou... tomando nada de diferente não, né?
- Winston!
- Ray! A gente sabe que ele tem uma natureza impulsiva, e ele disse que andava precisando desestressar. Vai ver...
- Winston, a gente conhece o Pete há mais de dez anos. Ele não faz essas coisas. Mais.
- Ahá!
- Winston, hoje em dia você conhece o Peter tão bem quanto nós. Você sabe que ele não faria isso.
- Eu sei, amigos, mas é que é ruim não saber o que o Peter tem pra poder ajudá-lo!
- Eu que o diga...
- Sabemos que, apesar de o Peter não ter sido possuído, o que aconteceu com ele tem alguma ligação com o sobrenatural... quando ele foi depositar os fantasmas na unidade de contenção, ele quase teve uma convulsão! E ele fica febril toda vez que entra em contato com o Geleia...
- Fora os desmaios aleatórios durante o dia de ontem... e o de hoje!
- Pobre Pete... Fica frio, amigo, a gente vai descobrir o que há com você! – Ray disse, olhando para o nada.
**********
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MensagemAssunto: Re: Que assim seja, Peter Venkman    Qui Set 21, 2017 10:37 pm

3



Janine e seu hóspede terminaram de tomar o chá e ele se acomodou no sofá, como da outra vez.
- Está confortável?
- Sim!
- Quer mais alguma coisa?
- Não!
Ele abriu um sorriso, os olhos verdes brilhando. Peter parecia um garotinho deitado naquele sofá, com seu pijama listrado de azul e branco.  A cena dele caído no meio do hall da firehouse passou pela mente de Janine novamente e ela sentiu um arrepio. E se encheu de pena dele de novo.
- Se você precisar de alguma coisa, por favor, me chame!
- Pode deixar!
Por um instinto (que não era exatamente maternal), ela lhe deu um beijo na testa e passou a mão pelos cabelos dele.
- Boa noite, Peter.
- Boa noite...
Ele deu um sorriso enigmático, que ela devolveu.  Ela apagou a luz da sala e foi para seu quarto, com a esperança de dormir sem sonhar nada.

O dia seguinte foi agitado e cansativo para Ray, Egon e Winston. Sem Janine e Peter, o trabalho deles tinha aumentado, tanto no quartel-general quanto fora dele. Ironicamente, eles tinham tido mais ligações e mais fantasmas para pegar, sem Peter. Fora o fato de Egon ter passado boa parte de seu horário de almoço explicando para os vizinhos novos que Geleia não fazia mal a ninguém, ele só não podia ver comida. E que sim, ele era um fantasma, que eles só não capturaram novamente porque ele era fonte de testes. Geleia ficou tão assustado com os vizinhos que desapareceu o dia todo.
Com a quantidade enorme de trabalho, eles não tiveram tempo para pesquisar o que tinha acontecido a seu amigo aquele dia.

Peter passou parte da manhã vendo TV. Tomou o café vendo desenhos, viu o jornal das dez e até viu um documentário, que lhe fez ter um certo enjôo. Era sobre casas mal-assombradas e a casa onde ele foi por último com seus amigos apareceu no programa.
- Peter! – exclamou Janine quando percebeu o que ele estava assistindo – Por que você tá vendo isso?
- Porque eu sou um cara catártico.
Ela deu um sorriso irônico.
- Eu acho que você precisa é comer. Está com fome?
- Hum... um pouco.
- Ótimo!  - ela desligou a TV – O almoço está pronto, vamos comer.
- Ei! Meu programa!
- Depois que você comer tudinho, pode assistir o que quiser. – Janine disse, num tom paternalista.
- Tá bom, “mamãe”! – Peter respondeu, sarcasticamente.
Ela deu uma risada. As coisas estavam praticamente normais. Peter em seu modo “menininho”, que era o normal quando ele estava doente, mas sem perder o bom humor, e a boa e velha arrelia entre eles.
TRRRRIMMM!
- Alô?
- Oi, Janine, é o Ray!
- Oii!
- Como é que está o nosso rapazinho?
- Haha! Ele está bem. Está... normal!
- Ele não sentiu nada?
- A-Acho que não...
- Quem é? – perguntou Peter, um pouco ansioso.
- Ray.
- Ahh, posso falar com ele?
Janine entregou o fone a Peter.
- Ray!
- Pete! E aí, como é que você tá, cara?
- Que bom ouvir sua voz! Eu tou bem... bem puto da minha vida, mas tou bem!
Janine lançou a ele um olhar de reprovação. Ele fez um gesto de “espere” com a mão.
- Ah, cara, não esquenta! Você vai sair dessa!
- Eu espero que sim. E rápido! Já tou com saudade de casa!
Janine revirou os olhos.
- Já?! Por que? A Janine não tá te tratando bem não? – Ray perguntou, brincando.
- Ela desligou a minha TV, Ray! – respondeu ele, no mesmo tom. Ela deu língua para ele.
- Eu tenho certeza que, se você pedir com carinho, ela não desliga...
- É... – Peter comentou, olhando para sua anfitriã com o mesmo sorriso da noite anterior.
- Se cuida, Pete. Até mais.
- Pode deixar, companheiro. Até. Lembranças aos outros!
- Eu dou. Tchau!
- Tchau!
Ele desligou o telefone e soltou um suspiro.
- “Saudade de casa”, é? – provocou Janine.
- Ah, Janine... seu sofá é ótimo, mas você sabe... a minha cama é a minha cama, né...
- Você é um eterno menininho, doutor Venkman...
- Todos os homens são, senhorita Melnitz...
Peter passou a tarde tentando chegar a uma conclusão. O que aconteceu a ele não era normal, então devia ser paranormal. Alergia a fantasmas como aquela outra não era; não era nada causado por algum tipo de alimento estranho também. Ele pensou novamente em possessão; quando tinha sido possuído por Orkeh, ele se sentiu mal, mas era isso: ele realmente sentiu alguma coisa. Desta vez, ele não tinha sentido nada, a não ser um leve arrepio na espinha. Mas isso era comum, especialmente quando eles lidavam com casas mal assombradas. E ele lembrou-se do último fantasma capturado naquela casa, que parecia olhar diretamente para ele assim que foi sugado pela armadilha. Mas pode ter sido uma coincidência.
O que raios ele tinha, então? Ele ainda estava com algum tipo de aversão a fantasmas; quanto mais próximo a eles, pior ele ficava. E desmaios, convulsões? Ele não tinha esse histórico.
Só podia ser alguma espécie de possessão. Ele pediria a Egon que o escaneasse de novo.
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MensagemAssunto: Re: Que assim seja, Peter Venkman    Qui Set 21, 2017 10:38 pm

4



- Peter! – ele foi interrompido por Janine, que segurava um pote de sorvete e duas colheres – Sobremesa?
- Oba!
Ela se sentou ao lado dele no sofá e eles atacaram o pote de sorvete, vendo uma comédia boba na TV. Janine não pôde deixar de sorrir algum tempo depois quando percebeu que Peter dormia tranquilamente com a cabeça em seu ombro.
- Aaaah! – ele acordou alguns minutos depois, sua cabeça caindo para frente. Ele deu um sorriso envergonhado.
- Foi mal...
- Aww, tudo bem, Peter.
- Eu vou tomar um banho, dar uma refrescada nas ideias...
- Vai lá...
Ele foi até o closet e voltou dois minutos depois.
- Janine! Hã... me empresta uma toalha? Eu esqueci a minha em casa...
Ele estava só com a calça do pijama e Janine demorou um minuto inteiro para perceber que estava de queixo caído. Ela nunca havia realmente *reparado* em Peter... Ombros largos, peitoral bem definido e... ele tinha um six-pack? Tá certo, ele nunca foi magrelo, mas... quando ele ficou musculoso assim? Ela sentiu um incomodozinho no abdome que veio como um alerta... ah, droga!
- Ah... Tem toalhas no armário do banheiro...
- Ok! Obrigado!
- De nada...
Ele virou-se em direção ao banheiro e ela se jogou no encosto do sofá, soltando um suspiro.
“É Peter Venkman, Janine, lembre-se disso! O sarcástico, metido e arrogante Peter Venkman! O fofo, vulnerável e charmoso Peter Venkman... ai, meus sais!” pensou ela.
Para tentar parar de pensar em Peter e seus músculos, ela foi até a estante e tirou um livro de uma das prateleiras. Assim que ela começou a trabalhar para os Caça-fantasmas, ela resolveu ficar a par do assunto. Passou em algumas livrarias e comprou vários livros sobre o sobrenatural (muitos por recomendação do Dr. Spengler). Ela tinha lido a maioria, mas tinha um que ela comprou mais por um impulso do que curiosidade mesmo. Era sobre os lugares mais assombrados dos EUA, e ela tinha certeza que a tal casa estava naquele livro.
Ela folheou o livro e parou no capítulo sobre Nova York. Ela tinha começado a ler sobre a casa quando ouviu:
- O que você tá lendo, Janine?
Ohh... Céus... Era Peter, todo descabelado, com os cabelos molhados, uma toalha em volta do pescoço e...
... outra em volta dos quadris.
Janine levou outro minuto inteiro para notar que estava de novo com a boca aberta. Como se já não bastasse o homem ser aquilo tudo, ainda estava cheiroso. Droga!
- Hã... um livro besta que eu comprei sobre os lugares assombrados no país. Tem a casa que vocês foram aquele dia!
- Ah, é? Deixa eu ver.
Ela entregou o livro a ele, o cheiro de loção pós-barba subindo-lhe pelas narinas. Muito cheiroso. Argh!
- “West 10th, 14. ‘A casa da Morte’”– lia ele – “Uma casa no estilo grego, o número 14 foi construído nos anos de 1850 numa área agradável do Washington Square Park. Antes de adquirir seu infame nome, era o lar de muitos membros da elite de Nova York, incluindo a Sra. James Boorman Johnston, cujo marido foi um membro fundador da Rodovia Metropolitana do Metrô e da Rodovia Metropolitana da Broadway. Em 1900, a casa se tornou...” blá, blá, blá... Ah! Aqui! “A casa foi visitada por vários investigadores paranormais, que dizem ter sentido a presença de uma mulher de branco, uma criança e um gato cinza.” A mulher de branco! Nós a capturamos aquele dia!
- Oh! E quem será essa misteriosa mulher de branco?
- Não faço a mínima, Janine...
Ele não sabia mesmo quem ela era. Ou o porquê de ela tê-lo encarado assim que a armadilha a sugou.
**********
- Foi ela, pessoal! Foi essa mulher de branco que a gente capturou aquele dia!
Winston mostrava o mesmo texto a seus amigos no dia seguinte.
- Sim, foi ela mesma, mas a pergunta é: por que ela ficava sempre naquela casa, e assustando os moradores?
- Amigos, eu tenho uma teoria. 
- Diga, Ray.
- A West 10th era uma área onde viviam, há muitos séculos, povos que lidavam com a natureza e seus elementos, que tinham uma ligação especial com o sobrenatural e que conseguiam mexer com o intelecto e o físico das pessoas...
- Em outras palavras... feiticeiros.
- Exatamente.
- Então, a sua teoria é...
- E se a mulher de branco... for o fantasma de uma feiticeira?
- Pode até ser, Ray, mas... o que uma coisa tem a ver com a outra?
- Winston, dependendo de seu poder, feiticeiras deixam... rastros.
- Como assim?
- Pode ser que ainda tenha alguma coisa do poder delas espalhada por aí...
- Ray... e se o poder dessa mulher se concentrou naquela casa?
- Você chegou exatamente onde eu queria chegar, Egon.
- Vocês estão dizendo que a mulher enfeitiçou o Peter do Além?
Ray e Egon deram um olhar de satisfação para Winston.
- Ah, qualé, pessoal! Fantasmas não jogam feitiços!
- Os de bruxas poderosas podem jogar...
- Tá, tá, mas... por que o Pete?
- É isso que a gente tem que descobrir!
- Para talvez, tentar curá-lo... – Egon disse, meio desacreditado. Apesar de estudar o sobrenatural, ele não era tão fã do ocultismo quanto seu amigo.
**********
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MensagemAssunto: Re: Que assim seja, Peter Venkman    Qui Set 21, 2017 10:39 pm

5



Peter acordou cansado no dia seguinte. A noite havia sido agitada, cheia de pesadelos. Ele sonhou que estava de volta em casa, mas como um fantasma; sonhou que a mulher de branco o empurrava de um precipício e sonhou que era um soldado do século XVII, que estava perseguindo e atirando em algumas pessoas.  
Ele levantou-se e viu que a mesa da cozinha estava posta.
- Bom dia, dorminhoco!
- Bom dia...
- Nossa, Peter, você está com uma cara horrível!
- Não dormi bem a noite passada...
- Aww, o que houve? Sonhos ruins?
- Sim... um atrás do outro...
- Aww, tadinho...
Instintivamente, ela fez um carinho no rosto dele. Assim, com essa cara de sono e com o pijama listrado, ele parecia o “garotinho” que estava em sua casa, não o homem charmoso e – Ai! – sexy que apareceu “do nada” ontem.
- Eu sonhei que eu tinha voltado pra casa, mas eu era um fantasma! Depois eu fui jogado de um barranco pela mulher de branco!
- Credo!
- E depois eu era um soldado de séculos atrás que tava atirando nas pessoas!
- Cruzes, Peter!
- E eu nem comi nada antes de dormir!
TRRRRIIIMMM!
- Você pode atender pra mim, por favor? – Janine terminava de arrumar a mesa.
- Claro. Alô?
- Peter?
- Egon!
- Como você está?
- Estou com sono! Dormi mal...
- Tente dormir mais cedo hoje à noite. Escute: temos boas- bom, temos notícias. Cabe a você julgar se são boas ou não.
- Sério? Fala logo!
- Lembra-se da mulher de branco que nós pegamos aquele dia?
- Claro, ela continua assombrando! Pelo menos a mim! Nos meus sonhos!
- Hum... Enfim, nós acreditamos que ela seja o espírito de uma bruxa.
- Uma bruxa?
- Sim. E acreditamos que ainda havia alguma coisa dos poderes dela naquela casa, com ela.
- A mulher de branco me enfeitiçou?!
- O que?! – Janine chegou perto dele; ele fez aquele sinal de “espere” com a mão.
- Nós acreditamos que sim, Peter.
- Mas... mas... por que raios EU?
- Se você tiver alguma ideia...
- Ah, nem vocês não têm, que dirá eu!
- Entraremos em contato assim que descobrirmos mais alguma coisa.
- Tá bom! Valeu, meu amigo.
- Cuide-se, Pete.
- Tou me cuidando!
- Até mais.
- Tchau!
Ele desligou o telefone, pensativo.
- Uma bruxa?! – disse Janine, incrédula.
- Sim. Agora eu não duvido de mais nada, Janine!
**********
- Doutor Stantz! Que honra receber um dos Caça-fantasmas em minha humilde casa!
- Boa tarde, senhora Osbourne. A honra é toda minha.
Ray e a moça deram uma risada da formalidade boba.
- E aí, o que houve, Ray?
- Dinah... preciso muito de sua ajuda. Você é a única que conhece a história sobrenatural de Nova York.
- Não mais do que você, meu querido.
Dinah Osbourne era uma colega de Ray do tempo da faculdade que também era interessada no sobrenatural e em tudo o que era oculto, diferente. Devido ao mútuo interesse, se tornaram grandes amigos, apesar de não manterem sempre o contato.
A casa da mulher parecia um museu esotérico, com objetos cheios de simbologia, desde uma simples menorah até uma estátua do deus hindu Brahma. Ray não era só fascinado pelo intelecto de sua amiga, mas também pelo contraste de seus longos cabelos negros e olhos verdes com a pele muito alva. Mas, quando ele a conheceu, ela já estava muito bem casada com John Osbourne, de quem Ray também era amigo.
- Não, sério. Há alguns dias nós estivemos na “Casa da Morte”...
- Oh! Aquela casa é tão carregada...
- Não tanto mais... conseguimos pegar alguns fantasmas lá...
- Ray! Que maravilha! Acho que só vocês poderão dar paz para as pessoas que moram lá!
- Ora, o que é isso... Enfim, nós conseguimos pegar a mulher de branco.
Dinah Osborne arregalou os olhos imediatamente.
- Não acredito... – disse ela, baixinho.
- Eu juro... Dinah, por que você está me olhando assim?
- Ray, eu tive a oportunidade de me comunicar com ela uma vez...
- Sério?
- Sério... Ray, ela é poderosa...
- Sim, eu sei disso! Ela enfeitiçou o Peter!
- Espere... você sabe que ela é uma feiticeira?
- Sim... bom, você acabou de confirmar pra mim.
- E ela lançou um feitiço no Dr. Venkman?
- Nós acreditamos que sim!
- Minha nossa... espere um minuto. Preciso te mostrar uma coisa.
- Claro.
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MensagemAssunto: Re: Que assim seja, Peter Venkman    Qui Set 21, 2017 10:41 pm

6



Dinah desapareceu para um dos quartos de sua casa e Ray soltou um suspiro que ele nem percebeu que estava prendendo. Ele parecia estar cada vez mais perto de descobrir exatamente o que tinha acontecido com seu amigo, e isto o deixava mais ansioso do que de costume.
Ela voltou com um livro grosso, encapado com couro com motivos indígenas.
- Esse... esse não é o seu diário? – perguntou ele.
- Exato. Eu anotei toda a conversa que tive com ela aqui.
- Fascinante! Nossa, tou parecendo o Egon...
Dinah sorriu e começou a procurar a página onde havia anotado a conversa.
- Achei! Julho, 1984. Eu fiz uma visita à casa, escrevi um pouco da história, escrevi sobre os outros espíritos que vi lá... Ahá! “Uma luz branca apareceu na minha frente no meio do corredor e uma mulher se materializou”.
- Ela foi falar com você, então?
- Sim, Ray. Ela viu que eu era confiável e começou a me contar sua história... Seu povo viveu por muitos anos naquela área da cidade e ela se afeiçoou a aquele lugar, por isso nunca saiu dali.
- Ah! Eu sabia!
- Ser uma bruxa estava em seu destino, ela acreditava que seria uma bruxa em todas as suas vidas...
- Uau! Interessante!
- Ela e seu povo migraram para Salem para ajudar seus companheiros e ela chegou a ser presa, mas não foi julgada.
- Caramba!
- Ela era uma mulher muito solidária, ajudava a todos que podia. Mas sua vida virou de cabeça para baixo quando...
- Quando...?
- Quando ela se apaixonou pelo soldado que a capturou.
- Pobre mulher!
- Ela entrou em desespero, porque ele não queria nada com ela.
- E o que aconteceu?
- Oh, não... – ela disse, desapontada.
Dinah mostrou o caderno a Ray. A próxima página havia sido rasgada.
- O que aconteceu com a página?
- Não sei, Ray. Estava aqui da última vez que eu olhei.
- Puxa...
- Eu acho que foi ela. Por alguma razão, ela não quer que você saiba do resto de sua história.
Ray despediu-se de sua velha amiga e saiu, pensativo. Ele concordava com Dinah. Tinha sido mesmo a mulher de branco. Mas por que ela não queria que ele soubesse do resto da história?
**********
Egon Spengler deu uma corrida até a biblioteca pública de Nova York (ainda trazia boas lembranças!) e retirou um volume sobre nomes americanos de uma das prateleiras. Lembrou-se de seu próprio nome, que significava “encanador”, mas que também era o nome de um filósofo alemão que tinha conceitos incríveis sobre o ocidente.
Parando na letra V, ele encontrou o de Peter. “Venkman” era uma variação do nome “Winkelmann” e uma das pessoas históricas com esse nome era “George Winkelmann, um soldado que participou dos julgamentos de Salem”.
Egon começou a escrever furiosamente em seu bloquinho, anotando o que encontrou e as teorias em relação à sua pesquisa.
**********
Winston tinha ficado em casa, tomando conta dos negócios, da casa e de seu querido Ecto-1.  Mas mesmo assim ele não deixou de formular suas próprias hipóteses. Jogar um feitiço sobre um dos Caça-fantasmas era óbvio. Mas por que Peter? A família dele era inimiga dela? Se fosse, já tinha se passado muito tempo, por que uma vingança agora? Peter não fez nada demais, a não ser tornar-se um Caça-fantasmas... será que algum de seus ancestrais a perseguiu também, por isso a vingança? Se fosse isso, a mulher era muito rancorosa para o gosto dele...
**********
Janine havia saído no finzinho da tarde para ir ao mercado (já não tinha muita coisa em seus armários quando Peter chegou). Ela comprou várias coisas que sabia que Peter iria gostar – inclusive um pote ainda maior de sorvete. Mas ela levou um susto assim que abriu a porta.
- AAAAAAHHH! – gritou, deixando cair a sacola com as compras.
Peter estava estirado no chão, inconsciente.
- Peter!!!
Ela correu em direção a ele. Era tudo o que ela mais temia. Ela estava sozinha com ele e aconteceu isso novamente. O que ela iria fazer?
Ela não conseguia pensar em mais nada, a não ser chamá-lo.
- Peter! Peter, por favor, acorde!
Ela segurou a cabeça dele, dando tapinhas leves em seu rosto com a outra mão. Colocou a cabeça dele novamente no chão e por um instinto estranho, tentou fazer uma respiração boca-a-boca. “Ele não precisa disso, Janine, ele está respirando!” Com os lábios tão próximos dos dele, ela não resistiu e lhe deu um leve beijo. “Deixa de ser estúpida! Ele não é o ‘belo adormecido’”!
- Ohhh, Peter... – ela debruçou-se sobre o peito dele e começou a chorar.
Um minuto depois sentiu uma mão segurando seu braço. Levantando-se de repente, ela se deparou com olhos verdes encarando-a tristemente.
- Ohh, Peter! Graças a Deus!
- Eu prometi que você não ia ver isso de novo... sinto muito, Janine...
- V-Você está bem?
- Estou... me desculpe...
- Não precisa pedir desculpa, Peter... – ela fez um carinho no rosto dele.
- Me perdoe...  – disse ele, sentando-se.
Ela o abraçou, as lágrimas ainda escorrendo por seu rosto. Lágrimas de alívio. Ele beijou o topo de sua cabeça.
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MensagemAssunto: Re: Que assim seja, Peter Venkman    Qui Set 21, 2017 10:43 pm

7



- Ai, que calor! – disse ele de repente, levantando-se e tirando sua camiseta.
Janine levantou-se também e teve que se controlar para não dar um gemido ao tocá-lo. A testa, o rosto, o abdome...
- Você está tão quente...
Ele puxou a respiração pelos dentes quando a sentiu tocá-lo.
Peter foi tomado por uma sensação de euforia, seus sentidos exacerbados e sua libido no limite. Ele estava todo quente, seus olhos verdes, escuros de excitação, sua respiração entrecortada. Janine era a mulher mais linda, mais perfeita e mais sensual que ele tinha visto e ele tinha que tê-la o mais rápido possível.
Segurando o rosto dela com as duas mãos, ele a beijou, suavemente. Sem dar a ela tempo para registrar o beijo, ele a beijou novamente, mais profundamente desta vez. Ela devolveu o beijo.
- Ohh... – gemeu ela, interrompendo o beijo.
- Janine... – ele gemeu também.
O telefone tocou e ela, não sabendo lidar direito com o que tinha acontecido, foi atender.
- A-Alô?
- Janine?
- Ohhh... oi, Monica... ohh...
Monica era sua melhor amiga e elas tinham muito o que conversar. Mas agora era impossível. Peter passou a beijar-lhe o pescoço, por trás, fazendo com que ela se arrepiasse.
- Mmm...
- Você tá...
- Monica, eu não posso falar agora, tchau!
Ela desligou o telefone rapidamente e virou-se de frente para seu hóspede, beijando-o intensamente.
Janine não queria pensar nas consequências. Sua mente agora mal registrava que ele era um de seus chefes ou que ele era o cínico, sarcástico e arrogante Peter Venkman de sempre. O que importava agora era o homem extremamente sedutor na sua frente, beijando-a como nenhum outro havia beijado-a antes.
Ela interrompeu o beijo e respirou fundo, encarando-o cheia de desejo.
- Janine... – começou ele – eu tenho uma necessidade urgente...
- O que?...
- De você...
Ele ajoelhou-se, implorando:
- Por favor... eu preciso te ter...
Ele abaixou um pouco sua saia, até o osso dos quadris e beijou a área logo abaixo de seu umbigo.
- Ahh...
Janine já estava úmida. Não era só ele que tinha uma necessidade urgente. Ela também precisava sentir os lábios macios dele por todo o seu corpo...
Ela não podia mais deixar de admitir que a tensão que sempre existiu entre eles era parte sexual. As farpinhas que eles sempre trocavam eram um modo de aliviar essa tensão.
As farpas já não eram mais necessárias...
Ela o encarou novamente, olhos semicerrados, boca aberta e respiração pesada. Ela nunca diria não...
Ele levantou-se novamente e a beijou mais uma vez, indo em direção ao quarto dela.
Fechando a porta do quarto com um chute, ele rapidamente e habilmente tirou dela a camiseta e a saia, enquanto ela foi direto ao botão e ao zíper de seus jeans.
Arrancando suas próprias calças, ele deitou-a na cama, beijando-a loucamente. Aquele cabelo cor de fogo, aqueles olhos azuis claros (ela já havia tirado os óculos), a boca carnuda e até as sardas clarinhas pelo corpo dela estavam deixando-o insano.
Ele foi direto para o pescoço dela, descendo pelas clavículas e pelo peito. Os beijos dele eram molhados, mas deixavam um rastro quente onde quer que sua boca encostasse.
- Oh...
- Oh, Janine...
Ela o beijou mais uma vez e levantou o tronco, sorrindo marotamente. Levando as mãos às costas, ela desenganchou seu sutiã, tirando-o.
Peter soltou um gemido e não perdeu tempo: atacou logo os seios dela com a boca, beijando-os, passando a língua pelos mamilos rosados, sugando-os suavemente...
- Ohhhh!
Ele encarou-a novamente, os olhos dele ainda escuros e nublados, a respiração pesada.
O modo com que ele a olhava fazia com que seu desejo aumentasse. Ele possuía um brilho obsceno no olhar, diferente do descaramento de sempre. Parecia dizer “Sim, eu vou te levar à loucura”, e isso a deixava ainda mais excitada.
Beijando-a mais uma vez, ele abaixou a calcinha dela e introduziu dois dos dedos dele em sua entrada molhada.
- Ahhh!
- Tão molhada...
- Oh...
Ele enfiava e tirava os dedos lentamente, a umidade dela encharcando seus dedos.
- Ahhh...
Ele retirou seus dedos dali e foi descendo com os lábios, beijando-lhe o interior das coxas, até substituir seus dedos por sua língua...
- Oh, Peter!
- Mmm...
- Ahh!
Ele lambia-a devagar, com cuidado, cada gemido dela incitando-o mais...
- Mm, Peter...
Ele queria fazê-la feliz, queria dar-lhe prazer... E ele achava que estava fazendo isto corretamente, porque quanto mais ele a sugava, mais ela gemia...
- Oh! Ah!
- Mmm...
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MensagemAssunto: Re: Que assim seja, Peter Venkman    Qui Set 21, 2017 10:44 pm

8



Janine estava mesmo indo à loucura. O fato de que havia um homem atraente e sedutor fazendo amor com ela e que este homem era Peter a deixava maluca. Era surreal demais, e delicioso demais ao mesmo tempo...
- Ohhh! Peter! – gritou ela, tendo seu alívio.
Ele olhou para ela mais uma vez, mas com uma expressão diferente. Ele parecia... venerá-la de alguma maneira.
- Ohh, Janine...
Ele passou a beijar o pescoço dela, os beijos molhados dele novamente deixando aquele rastro de calor. Ela sentia a ereção dele passar por suas encharcadas partes íntimas, e isso estava levando-a ao limite. Ela não aguentava mais. Precisava senti-lo dentro dela.
- Oh, Peter... Peter, por favor!...
Ele puxou sua própria cueca para baixo e penetrou-a devagar, soltando um urro de prazer.
- Ahhhhh!...
- Ahhh, Peter!!!
Janine jamais pensaria que Peter fosse um amante tão bom. Quer dizer, ele estava sempre paquerando as moças e algumas voltavam à firehouse exclusivamente para vê-lo, mas ela achava que ele fosse... superestimado. Que ele se achava demais, que ele não era *aquilo* tudo. Oh, como ela estava errada...
- Meu Deus, Janine!!
- Ah... isso é tão bom...
- Eu sei!
Ele tomava mais velocidade agora, abraçando-a forte, como se fosse perdê-la. Janine estava em êxtase.
- Nnngh... PETER!!!
- Ahhh!
Ela tinha tido um orgasmo daqueles, de quase perder a cabeça. Quem diria, Dr. Venkman...
- Oh...
- Ahh!!
Mas ele continuava metendo nela, como um pistão, sem dar o mínimo sinal de cansaço. Ela estava quase batendo a cabeça na cabeceira! Céus!
- Ai... Peter...
- Nnnngh...
- Peter... por favor!
- Ahh...
- Peter, pare!
- Não consigo!
Céus, o que havia acontecido com o homem? Ele tinha virado Príapo, ou algo assim?!
- Janine...  eu... aahh, caramba!
- Aaah!
- Eu... preciso desesperadamente de você, Janine!
- Oh...
Ele não parava de acariciá-la, mesmo metendo dela com força. Ele beijava onde podia, ternamente. O homem parecia desesperado mesmo!
Com as várias carícias e beijos, o desejo dela voltou e ela chegou ao clímax novamente. Ohh!
- PETER!!!
Desta vez, ele também chegou ao clímax, gritando em êxtase.
- AAAAAHHHH!
Uma luz parecida com a de um relâmpago invadiu o quarto de Janine por um segundo e ela jurava ter visto essa luz saindo de Peter, enquanto ele aliviava-se dentro dela. Foi uma visão inacreditável!
- Ahhh... – ele exalou alto, desabando em cima dela.
Ela pôs os braços em volta dele. Estava molhado de suor, mas não estava mais quente.
Ele levantou a cabeça e deu a ela um sorriso preguiçoso.  Ela devolveu o sorriso.
Ele saiu de cima dela e deitou do outro lado da cama. Sentia-se exausto.
- Janine... – ele começou.
- Shh... – disse ela, colocando o indicador nos lábios dele – Amanhã a gente conversa.
Eles logo adormeceram.
***
Janine acordou no meio da noite de repente, depois de ter sonhado que Peter tomava-a nos braços novamente. Ela olhou para o lado e o viu dormindo pacificamente. Não conseguindo resistir, ela começou a passar levemente os dedos pelos cabelos castanho-claros, descendo pelo rosto dele. Ele abriu os olhos devagar e sorriu. Ela sorriu de volta. Ele aproximou-se do rosto dela e a beijou, com vontade. Ohh.
O desejo voltou com força total. Peter não tinha mais aquela atitude desesperada, mas beijava-a com ardor.
Ela subiu em cima dele, beijando-lhe o pescoço.
- Mmm... Janine...
- O que foi, Peter?... – sussurrou ela em seu ouvido.
- Você é incrível...
Ela abriu um sorriso largo e beijou-o intensamente. Após vários minutos de beijos, carícias e um pouco de provocação, ela encaixou-se no rígido membro dele.
- Ahhh...
- Oh, Janine...
Ela movia-se devagar, para trás e para frente, olhando para Peter com olhos nublados. Ele parecia ainda mais lindo, todo suado, com o rosto vermelhinho e todo descabelado.
É, não havia como negar que ela era muito atraída por ele.
- Ahhh... Peter!!!
Ela agora estava praticamente pulando em cima dele, seu orgasmo cada vez mais iminente.
- Ahhhh!
- Ohhh!
Eles chegaram juntos ao clímax, cansados novamente.
- Caramba...
- Oh...
- Agora eu acho que você merece um aumento, senhorita Melnitz... – disse ele, seu tom de voz brincalhão.
Ela deu um soquinho no peito dele.
Eles riram e caíram no sono logo depois.
**********
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MensagemAssunto: Re: Que assim seja, Peter Venkman    Qui Set 21, 2017 10:44 pm

9



Os Caça-fantasmas se reuniram no dia seguinte para juntarem suas informações sobre o caso de seu amigo. Ray levou a história que ele ouviu de Dinah, Egon levou as informações sobre o nome e Winston ouviu seus amigos atentamente.
- Dinah disse que ela sofreu uma desilusão amorosa; ela se apaixonou por um soldado que a capturou em Salem e ele não retribuiu...
- E eu tenho quase a convicção de que esse soldado era George Winkelmann. O sobrenome do Peter vem desse nome.
- Esse homem é ancestral do Pete?
- Tudo leva a crer que sim, Winston.
- Mas... o Pete é... bom... desse século, né. O soldado...
- Sim... Mas eu encontrei uma reprodução de uma pintura desse homem num outro livro na biblioteca. Olhem!
Egon mostrou a seus amigos uma cópia da página do livro. O homem tinha um cabelo escuro e rebelde, olhos claros, um nariz arrebitado e um rosto fino. Parecia-se demais com Peter.
- Caramba! É o Pete escrito!
- Parece mesmo!
- Próximo a esta imagem havia um texto que dizia que o homem enlouqueceu depois de Salem e que ele vivia dizendo, "Foi ela!
Foi ela! A bruxa!".
- Então a mulher jogou um feitiço no Pete porque ele é a cara do cara que deu um pé na bunda dela...
- Haha! Sim, Winston... e eu acredito que ela o impediu de caçar o sobrenatural... como o soldado fazia no tempo dela. – comentou Ray.
- Vingança passional através dos tempos... que coisa.
- É... só temos que descobrir como curar o Peter.
Assim que eles terminaram esta discussão, um sorridente Peter Venkman entrava pela porta da firehouse, seguido por sua secretária.
- Bom dia!
**********
Janine acordou naquele dia como se tivesse visto um passarinho verde. Abriu um sorriso enorme quando viu seu hóspede dormindo tranquilamente do seu lado.
Ela levantou-se, pegou seu robe e uma calcinha e foi em direção ao banheiro.
Depois de uma boa chuveirada, ela foi preparar o café da manhã.
Estava preparando a cafeteira quando sentiu um beijo molhado em sua bochecha.
- Bom dia! – Peter disse baixinho perto de seu ouvido.
- Ah! – ela levou um pequeno susto – Haha, bom dia! – ela respondeu, sorrindo.
- Vou tomar um banho rápido... já volto!
- Ok... – disse ela, observando ele andar até o banheiro, a noite anterior passando em sua mente em flashes. Nossa, Peter...
Ele voltou minutos depois, cheiroso e arrumado (ela também havia trocado de roupa) e simplesmente pôs-se a tomar o café.
Janine estava tomando um gole de café quando casualmente olhou para Peter.
Ele lambia as beiradas de uma torrada, cheia de geleia de morango. Ela quase soltou um gemido ao lembrar-se de que... ela foi o “pão” na noite anterior...
- Está muito calor aqui ou é impressão minha?... – perguntou ela, abanando-se com a mão.
- Nem me fale em ca-
Ele percebeu o que ela quis dizer e sorriu.
- Precisamos conversar, Janine.
- Sim... um de nós tem que abordar o elefante na... cozinha.
Ele deu uma risada.
- Bom... a noite passada foi... maravilhosa...
- Sim...
- Sensacional!
- Muito!
- Espetacular!!!
- Uau!
- Você é incrível mesmo, Janine...
- Eu digo o mesmo de você, Dr. Venkman...
Ele deu um sorriso maroto, que ela devolveu.
- Mas tem uma coisa muito importante que eu tenho que dizer.
- O que?
- Acho que estou curado, Janine.
- Ah!! Sério?
- Sério. Desde que essa doença- quer dizer, desde que essa mulher doida me atacou, eu vinha sentindo uma espécie de “peso nas costas”, sabe?
- Ahn...
- Parece que... que o peso foi embora...
- Será que tem a ver com a luz?
- Que luz?
- Eu... hã... vi uma luz que parecia sair de você quando... quando...
- Quando o que?
- Quando... quando você chegou ao clímax... – disse ela, um pouco tímida, por alguma razão.
- Ah... heh. Acho que tem a ver com a luz sim... foi a partir dai que eu me senti mais leve...
Ela mordeu o lábio inferior, ainda com o sorrisinho nos lábios.
- Acho que eu vou voltar pra casa hoje... como um teste, sabe?
- Que ótimo, Peter! Fala sério: você tá mesmo com saudade de casa, né?...
- Agora, não tanto mais... 
- Haha! Ah, Dr. Venkman...
Ele riu também.
- Ai, eu preciso fazer isso porque tá me deixando nervosa!
Ela pegou a mão dele e passou a língua em volta de um dedo sujo de geleia de morango...
- Uhh... isso é uma amostra, é? – disse ele, com um sorriso indecoroso.
- Peter! – riu ela.
**********
- Pete! Que bom te ver!
- Bem vindo de volta!
- Bom dia, Peter!
Os amigos de Peter estavam felizes em vê-lo. Ele realmente parecia outra pessoa.
- Amigos, acho que estou curado.
- Sério?
- Que bom!
Nisso, o telefone tocou e Ray foi atender.
- Alô, Caça-fantasmas.
- Ray! Bom dia!
- Dinah! Bom dia!
- Boas notícias: achei a página rasgada do meu diário!
- Que ótimo! Também tenho boas notícias: Peter está de volta e acha que está curado!
- Que bom! Fico feliz!
- O que diz a página que você achou, Dinah?
- Diz que ela lançou um feitiço no soldado porque ele era ruim com ela! E funcionou! Ele parou de caçar as bruxas e foi ficando cada vez mais infeliz! Ela também morreu de desgosto...
- Nossa... acho que foi o que aconteceu com o Pete também! Ela o impediu de caçar fantasmas!
- Diz também que o feitiço se quebrou quando ele se envolveu com uma mulher como ela: tipicamente celta!
- Celta? Uau!
- Sim! Forte, decidida... ruiva!
Como num estalo, Ray olhou para onde seus amigos estavam. Janine e Peter trocavam um sorriso largo, cheiro de cumplicidade...
Será?

FIM
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