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 No embalo do seu coração

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bajumoon

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MensagemAssunto: No embalo do seu coração   No embalo do seu coração EmptySab Jun 07, 2014 10:38 am

Título: No embalo do seu coração
Autor: bajumoon
Gênero: romance
Censura/Classificação: PG-13
Capítulos: 3
Resumo ou uma promo: Tony briga com Jeannie, porque ela não queria deixa-lo ir em uma missão, por ter tido um pressentimento ruim. Porém é tarde demais, quando o Major Nelson descobre que sua esposa estava certa.

I

Eu estava na mata, tentando me orientar.
Tinha me afastado de Roger por um momento, buscando por comida e acabei me perdendo.
Isso não era muito comum de acontecer e fiquei um pouco nervoso.
Modéstia à parte, eu sempre tive um bom senso de direção e não tinha muita dificuldade em encontrar o caminho certo.
Naquele dia, Roger e eu estávamos em uma missão de sobrevivência, em algum lugar da América do Sul, eu não tinha muita certeza.
Nem sempre eles nos diziam exatamente para onde iríamos.
Tínhamos que ficar lá, enfrentando condições adversas e todos os perigos da mata, até poder encontrar civilização e poder voltar.
Já estávamos três dias longe de casa e eu sentia saudades de Jeannie, minha esposa.
Eu não devia ter brigado com ela, afinal, ela só estava preocupada comigo e queria me proteger.
Além disso, ela acabou sendo punida por Haji.
E tudo aconteceu porque ela não queria que eu fosse nessa missão. Durante toda a semana, ela me disse que estava com um mau pressentimento e me pediu para não ir.
Tentei explicar a ela que isso fazia parte do meu trabalho e que nada de mal iria acontecer.
Ela não quis entender e me disse que não permitiria que eu fosse!
Não pude deixar de ficar bravo com ela. Eu sempre ficava assim, quando Jeannie se metia no meu trabalho.
Fiquei ainda mais nervoso, quando ela quis sabotar alguns testes que eu fiz com o Dr. Bellows.
Por sorte, consegui contornar o caso e não ser excluído da minha missão.
Mas assim que entrei em casa, gritei com minha esposa, dizendo que ela tinha ido longe demais!
Ela disse que tinha feito isso por mim, que até tinha deixado de ir a uma reunião importante dos gênios.
Eu repliquei dizendo que ela deveria ter ido, ao invés de se meter no meu trabalho. E que deveria parar com essas bobagens de pressentimentos, porque eu sabia muito bem o que estava fazendo.
Depois que eu disse isso, ela não se defendeu mais.
Somente me olhou consternada e um pouco triste também.
Em outra ocasião, aquilo teria me amolecido, mas não naquele momento. Eu ainda estava muito nervoso com ela.
Nos próximos dias, nós mal nos falamos. Ela ainda estava magoada e eu irritado.
O dia da missão finalmente chegara. Ainda faltava uma hora pra eu sair de casa, mas já tinha tudo arrumado.
Mesmo contrariada, Jeannie deixou tudo em ordem pra mim, como sempre fazia.
Eu estava no sofá, lendo meu jornal, até que chegasse a hora de ir, enquanto Jeannie tirava a mesa do café da manhã.
De repente ouvimos um estrondo e uma fumaça branca. Era Haji e parecia muito zangado.
“Era só o que faltava!” Pensei aborrecido.
Haji brigou com Jeannie, furioso por ela ter faltado na reunião dos gênios.
Pelo que eu tinha entendido, era uma espécie de conferência, que acontecia de mil em mil anos e nenhum gênio poderia faltar.
Mas Jeannie tinha faltado e teria que pagar as consequências, segundo Haji.
Por gostar dela, ele lhe deu uma pena mais leve, deixando-a sem seus poderes por um mês.
Mesmo assim, não pude deixar de me compadecer de minha esposa. Principalmente ao vê-la sentar, de cabeça baixa, depois que Haji foi embora.
Eu me aproximei dela e toquei em seu ombro:
“Jeannie...”
Ela olhou pra mim, com os olhos suplicantes:
“Anthony, por favor, não vá!”
“Já disse que esse é meu trabalho! Será que você não pode me entender?” Falei, aborrecido outra vez com Jeannie, enquanto pegava minha bolsa ia embora, sem ao menos despedir-me dela.
Depois de dias, no meio da mata, andando perdido, eu estava completamente arrependido da minha atitude.
Com esses pensamentos na cabeça, eu me distraí e não notei que estava à beira de um barranco.
Quando fui me dar conta, era tarde demais.
Um passo em falso e eu caí rolando até embaixo.
Tentei me levantar, mas não consegui. Sentia muita dor, principalmente na minha perna direita. Não conseguia movê-la. Sem dúvida estava fraturada.
Meu braço e meu rosto sangravam um pouco. Devia ter me cortado com alguns galhos, enquanto caia.
A dor ia aumentando gradativamente e eu tentava manter a calma. Tinha que pensar em uma maneira de sair daquele lugar.
Se anoitecesse seria pior! Eu correria muito mais perigos!
“Roger! Rogeer!” Gritei com todas as minhas forças. Mas não adiantou.
Tentei outra vez me levantar, mas era inútil. Então comecei a me arrastar, mas não consegui ir muito longe. Estava exausto e morrendo de dor.
Não podia sair dali, nem pedir ajuda. Tinha esquecido meu rádio com Roger e não havia mais ninguém a quem eu pudesse recorrer.
Nem mesmo Jeannie. Sem os poderes dela, ela nada poderia fazer pra me ajudar.
Agora eu sabia que ela estava certa, que eu tinha sido um tolo ao não ouvi-la.
Mas agora era tarde demais!
“Jeannie...” Eu sussurrei ofegando.

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MensagemAssunto: Re: No embalo do seu coração   No embalo do seu coração EmptySab Jun 07, 2014 10:42 am

II

Mexendo meu braço devagar, por causa da dor, fui com a mão até minha cintura e peguei o cantil com água, que estava preso ali.
Por sorte, eu não o perdi enquanto caia. Abri a tampa e levei a água até minha boca, refrescando minha garganta seca.
Eu não parava de me perguntar se eu morreria ali, sem nunca mais voltar a ver Jeannie.
Sem nunca mais voltar a ver a pessoa que eu mais amava no mundo!
“Jeannie... querida Jeannie! Como eu queria te ver outra vez, nem que fosse a última vez...”
Eu comecei a sentir muito frio e estava suando. Provavelmente estava com febre, por alguma infecção. Talvez na minha perna.
Aquelas foram as horas mais intermináveis da minha vida, não conseguia mais pensar em nada além da dor e em Jeannie.
Eu tinha que sair dali, eu tinha que viver. Por ela!
Depois de muito lutar contra o cansaço, não resisti mais e perdi a consciência.
***
Jeannie me abraçava forte. Minha cabeça estava apoiada no peito dela e eu podia sentir as batidas do seu coração.
Eu já não sentia mais dor, nem angustia. Estava em paz. Eu passei a me perguntar se ali era o paraíso.
“Eu tive tanto medo de nunca mais te ver!” Disse a ela.
“Não precisava ter medo. Eu sempre estou com você! Tudo vai ficar bem, você verá!” Ela me disse, a voz suave, enquanto alisava meus cabelos.
***
“Tony, Tony acorde!” Recuperei a consciência com Roger me chamando.
Fez uma careta de dor, estava difícil suportar.
“Roge...” Falei baixinho.
“Não se esforce! Já avisei a equipe. Logo eles nos encontrarão e nos tirarão daqui. Você só precisa aguentar mais pouco, certo?”
Fiz que sim com a cabeça, sentindo-me ainda mal, mas aliviado.
Tinha sido quase um milagre Roger ter me encontrado.
Pensei que talvez tivesse sido Jeannie que o guiou.
Imaginando isso, não pude deixar de sorrir e logo voltei a ficar inconsciente.
***
Não me lembro direito do que aconteceu depois disso.
Só lembro-me de ter ouvido vozes alteradas, de ser carregado e por fim, acordei no hospital.
O primeiro rosto que vi foi o dela, da minha esposa. Ela chorava.
“Jeannie...” Chamei por ela.
“Oh, Anthony! Você acordou!” Ela disse soluçando. “Eu fiquei tão preocupada!”
Sem se conter, mas com muito cuidado, ela se abaixou, colocando a cabeça em meu peito. 
Eu ergui lentamente meu braço e coloquei minha mão na cabeça dela.
“Jeannie, perdoe-me! Eu deveria ter ouvido você! Você sempre tem razão! Eu que sou um bobo!”
Ela ergueu-se, para olhar-me nos olhos.
“Não importa, meu querido! O importante agora é que você se recupere! Eu vou cuidar de você, até que fique bem!”
Foi difícil pra mim, conter as lágrimas. Tive que fazer um esforço, pois não queria preocupar mais a minha esposa.
Como eu tinha sorte e como eu tinha que agradecer!
Essa ideia ficou ainda mais intensa, ao ver meu amigo Roger entrando no quarto.
Ali estava a minha família! As duas pessoas que eu amava e que me queriam bem!
Nada poderia ser mais gratificante do que isso!

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MensagemAssunto: Re: No embalo do seu coração   No embalo do seu coração EmptySab Jun 07, 2014 10:45 am

III

Jeannie saiu do quarto por um momento, pra falar com Amanda Bellows, que também tinha vindo me visitar e eu pude falar melhor com Roger.
Ele me disse que conseguiu achar meu rastro e deu a volta no barranco, me encontrando lá embaixo.
Depois que perdi a consciência, a equipe de resgate não demorou a aparecer. No acampamento, recebi os primeiros socorros e depois fui levado de avião até o hospital da base.
Eu tinha me machucado muito mais do que imaginava!
Mas, por sorte, eu estava conseguindo me recuperar bem!
“Você deu um grande susto em todos nós, Tony! Principalmente na pobre Jeannie, que não saiu daqui, desde que você chegou!”
“Eu sinto tanto por ter preocupado vocês! Fui mesmo um tolo, achando que sabia de tudo!”
“Está tudo bem, Tony! Logo você vai se recuperar totalmente e, essa história ficará pra trás!”
Eu sorri para o meu amigo, contente pelo meu pesadelo ter acabado.
***
Dois dias depois, voltei pra casa!
Acho que nunca fui tão paparicado na vida, pelos meus colegas oficiais, que sempre vinham me visitar e principalmente por minha esposa.
Ela cuidava de mim, trocava meus curativos, me alimentava e me ajudava no banho.
Eu até me sentia um pouco envergonhado por depender tanto dela, nos primeiros dias, porém muito mais que vergonha, eu me comovia com a dedicação de Jeannie.
Ela estava sem seus poderes e tinha que fazer tudo manualmente, mas ela não reclamava!
Eu sei o quanto foi difícil pra ela, pois não estava acostumada a ser uma mulher comum, ainda mais nessa situação na qual estávamos. Mas ela fazia tudo com amor e por amor.
Foi dessa vez, que eu pude ter uma ideia do amor que ela sentia por mim.
Era tão grande e generoso que me fazia sentir-me no céu!
Se eu já a amava com loucura, passei a amá-la ainda mais. E ainda era pouco, perto do que ela merecia.
 ***
“Jeannie, eu não quero mais sopa!” Eu reclamava fazendo careta.
“É para o seu bem, querido!” Ela falava outra vez, me obrigando a comer.
Já havia se passado dias e eu já estava muito melhor, apesar de ainda ter que usar muletas, por causa da minha perna quebrada.
Mesmo assim, Jeannie continuava a cuidar de mim, sem reservas.
***
Passaram-se meses e tudo voltara ao normal.
Eu voltei ao meu trabalho e Jeannie recuperou seus poderes.
Depois de um dia de trabalho cansativo, entrei em casa e vi minha esposa sentada no sofá, me esperando.
Fui até ela e sentei ao seu lado.
“Como foi o seu dia, querido?” Ela me perguntou.
“Bom. Mas estou exausto!” Disse sorrindo.
“Ohh, querido! Vem cá!”
Ela me abraçou forte, fazendo com que eu apoiasse a cabeça em seu peito. Lembrei-me instantaneamente do sonho que tive, quando estava ferido na mata.
Eu podia ouvir as batidas em seu peito. Eu estava outra vez, no embalo do seu coração.
O mundo poderia parar naquele momento, que eu não me importaria.
“Jeannie?”
“Sim, Anthony?”
“Já lhe disse hoje o quanto te amo e quanto tenho sorte por ter você?”
Ela riu e disse:
“Sim. Duas vezes!”
“Acho que vou passar o resto da minha vida dizendo isso!”
“E pra mim, sempre será um prazer ouvi-lo falar! Eu também o amo demais, querido!”
Eu sorri.
“Eu sei!” Ergui-me e a beijei.
A paixão sempre fluía fácil entre nós. Logo a peguei no colo e levei para o quarto.
Lá, eu a tive outra vez. Mas não era apenas algo físico, era algo muito maior.
Maior até que nossas próprias vidas!
Depois de fazermos amor eu a acolhi em meus braços, sentindo-me feliz e completo.
Nada mais eu poderia desejar na vida!

Fim
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