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 Aquele gostoso perfume

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bajumoon

bajumoon

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Aquele gostoso perfume Empty
MensagemAssunto: Aquele gostoso perfume   Aquele gostoso perfume EmptySab Fev 23, 2019 12:46 pm

Título:  Aquele gostoso perfume
Autor(a): Jussara/bajumoon
Shipper:  Janine/Peter
Gênero:  Romance
Censura/Classificação:  PG
Capítulos:  One-shot
Completa: Sim
Resumo ou uma promo:  Janine recebe consolo de quem menos espera: Peter!


- Você é uma burra!
- O que você disse, Peter? - perguntou Ray, que estava a poucos metros de mim.
- Nada, Ray! Continue com seu trabalho! - resmunguei sem olhar para ele.
Meu olhar estava nela, que naquele momento passava pela porta, toda arrumada, deixando um rastro de perfume para trás.
Provavelmente correndo para se encontrar com algum panaca, que logo a trataria mal e a dispensaria.
Por que ela sempre se envolvia com os caras errados? Pensei naquele instante e então outro pensamento estranho passou por minha mente:
Se ela gostava de caras errados, por que não saía comigo também?
Balancei a cabeça, atordoado.
O que eu estava pensando afinal? Que absurdo!
Ela me detestava! Chamava-me de imaturo e coisas bem mais baixas que essa.
Desde que nos conhecemos não fazíamos outra coisa, além de brigar!
Ela era irritante!
Além disso, Janine nutria uma paixão pelo meu amigo, Egon.
Definitivamente estava fora de questão, ter algo com ela!
Tentei então afastar minha irritação e os pensamentos daquela ruiva tonta e procurar algo para fazer.

**
- Bom dia. Alguma chamada, Janine? - perguntei a ela, assim que desci as escadas e a encontrei em sua mesa.
- Não! -  ela disse seca.
Ela não estava de bom humor e eu já imaginava o motivo.
- Oh, você poderia ser um pouco mais educada, por favor? - disse com deboche, enquanto enxugava meus cabelos molhados. - Eu lhe disse "bom dia"!
- Me deixa em paz, Dr. Venkman!
- Qual o problema? Já levou um fora do namorado novo? - dei um sorriso cínico.
- Isso não é da sua conta!
- Ora, Janine, isso é da conta de todos nós! Ninguém aqui aguenta, ver você de fossa!
- Não estou na fossa! - ela se ergueu brava e eu pude então ver bem o seu rosto.
Ela parecia um pouco abatida, mas resolvi ignorar isso. A vontade de provocar Janine era irresistível!
- Claro que está na fossa! É sempre a mesma coisa, um cara te dá um fora, você fica mais mal-humorada do que de costume e escutando aquelas músicas tristes o dia inteiro.
- Cale a boca! - ela disse, tentando se controlar.
O olhar dela me dizia que era hora de parar, mas não parei. Talvez ela tivesse razão, quando me chamava de imaturo.
- Já não basta você ficar correndo atrás do Egon e levar fora, ainda tem que...
- Chega! Dr. Venkman! - ela explodiu.
Egon, que descia as escadas, ouviu o grito e se aproximou de nós, com a testa enrrugada.
- Aconteceu alguma coisa?
Eu dei de ombros.
- Acho que Janine não está num bom dia!
Ela olhou para nós dois e sem se conter, pegou a sua bolsa e correu para a rua.
- Oh, droga! - resmunguei.
- O que você fez com ela? - Egon exigiu nervoso.
- Nada, só estávamos conversado e...
Egon me ignorou e ia atrás dela, quando eu segurei em seu braço.
- Espere. Eu vou! Vou trazê-la de volta!
Egon parou e eu parti, em direção a porta.

**
- Janineee! - eu gritei ao avistá-la do outro lado da rua.
Eu tive certeza de que ela me ouviu e por isso mesmo correu mais depressa.
Eu praguejei e corri, para tentar alcança-la.
O céu estava se fechando, nuvens escuras se formavam e as primeiras gotas de chuva começaram a cair.
"Que ótimo!" Ironizei.
Eu teria que correr, perseguindo uma mulher brava e teimosa no meio da chuva.
Isso era um ótimo roteiro, para algum filme de quinta categoria.
Decidido a acabar logo com isso (antes que Egon acabasse comigo), eu corri mais até conseguir encontrá-la em uma viela.
Ela estava encostada na parede, tentando recuperar o fôlego.
A chuva já caía torrencialmente e eu estava ensopado, assim como ela.
Mas ao me aproximar, ela gritou comigo.
- Por que não me deixa sozinha? Por que está aqui?
- Você abandona seu trabalho do nada, correndo como uma louca e pergunta a razão de eu estar aqui?
- Eu não abandonei do nada! Você me provocou! E se quiser, desconte o dia de trabalho! Não quero voltar para lá agora. Não quero ver nenhum homem debochando de mim!
A voz dela falhou nas últimas palavras e ela abaixou a cabeça.
A sempre tão forte, corajosa e cheia de atitude Janine, parecia tão frágil naquele momento, que me fez sentir  mal.
Eu me aproximei dela, tocando delicadamente o seu ombro. Ela não se afastou.
- Eu sinto muito, Janine! Bem eu... Não sei o que dizer! Você sabe como eu sou.  Mas eu não queria que você ficasse chateada de verdade.
Ela suspirou.
- Não importa! De qualquer forma não é você, sou eu. Eu que sou a estúpida, que sempre se envolve com as pessoas erradas.
- Estúpidos são eles, que não sabem valorizar você!
Ela deu um sorriso sem humor.
-Você me elogiando? Está com febre?
- Estou falando sério, Janine! Você não tem que se sentir mal, por quem não merece você! - falei.
Ela então me surpreendeu, ao encostar a cabeça em meu peito.
Aos poucos eu coloquei meus braços ao redor dela, aconchegado-a melhor junto a mim.
Apesar de estarmos molhados, eu podia sentir o calor do corpo dela. E também seu suave perfume. Aquele gostoso perfume, que eu sentia todas as manhãs, quando ela chegava para trabalhar.
- Se ao menos o Egon se importasse... - ela disse, quase em sussurro.
- Ele se importa. Do jeito dele, mas se importa e muito! Quando você saiu, ele quase me matou só com olhar. Estava preocupado com você!
- Ele está preocupado comigo? - ela ergueu o rosto, para me olhar nos olhos.
- Sim. E eu também! - disse com sinceridade.
Eu não podia negar nem para ela, muito menos para mim.
Eu não fui atrás dela por culpa, ou medo do Egon.
Eu me importava, preocupava-me e... Gostava dela. Muito!
Ela me olhou profundamente e beijou meu rosto.
Não pude deixar de sorrir.
- Obrigada, Dr. Venkman!
- Vamos voltar, sim? Não quero que você fique resfriada.
- Oh, mesmo?
- Claro! Não quero ter que pagar pelos dias que ficar em casa, doente! - disse fingindo irritação.
Ela me deu um tapinha no peito, mas não se afastou de mim.
- Está certo, vamos voltar! - disse ela.

**
Já eram três da tarde e eu estava em meu escritório, olhando uma revista, para passar o tedioso tempo trancado na Firehouse.
Naquela manhã, assim que voltamos da chuva, Egon se certificou de que Janine estava bem e eu emprestei a ela uma camiseta e calça secas.
Eu também me troquei e tudo enfim estava resolvido.
Mas eu ainda podia sentir a sensação de corpo dela em meus braços...
Droga! Eu precisava fazer algo para me distrair!
Dei um pulo da minha cadeira e fui até a mesa de Janine, sentando-me nela.
- O que o senhor quer?
- Você está um horror! Por que não se arrumou, depois do banho de chuva?
- Eu me arrumei, mas essas suas roupas horrorosas não ajudam!
- Horrorosas? Elas não têm culpa de estarem em alguém tão sem graça!
- Se olhe no espelho, Dr. Venkman! - ela disse, o olhar torto para mim
Dei um largo sorriso e beijei seu rosto, recebendo um tapa na cara de imediato.
- Que bom ter a velha Janine de volta! - disse, alisando meu rosto vermelho pelo golpe.
Ela não resistiu e sorriu.
- O senhor é impossível!
- Isso só faz parte do meu charme!
Ela revirou os olhos e eu a deixei, voltando para minha revista.

Fim
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