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 As babás

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bajumoon

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MensagemAssunto: As babás   As babás EmptySab Fev 23, 2019 12:37 pm

Título:  As babás
Autor(a): Jussara/bajumoon
Shipper:  Nenhum
Gênero:  Talvez  comédia Razz
Censura/Classificação:  PG
Capítulos:  3
Completa: Sim
Resumo ou uma promo: Devido a falta de dinheiro, os rapazes são obrigados a aceitar um emprego diferente.



I

- Droga! - suspirou Mike, desligando o telefone.
- Quem era, Mike? - perguntou Davy, largando a revista que lia, em um canto qualquer.
- Quem mais? Nosso senhorio! Está furioso porque ainda não pagamos o aluguel!
- Temos que achar um emprego rapidamente! - falou Micky, enquanto brincava com suas baquetas. - Ou estamos perdidos!
- Mas não apareceu nada para nós! - comentou Peter com desânimo.
Davy foi até a cadeira, pegando o jornal deixado ali.
- Tem que ter alguma coisa aqui!
- Não adianta, Davy! Eu já olhei tudo! Não há nada para nenhum de nós! - Mike apoiou a cabeça na mão, chateado.
Davy folheou o jornal e um anúncio chamou sua atenção.
- Ei, olha isso! Um casal de ricaços está pagando cinquenta dólares a hora, para cuidar de um bebê de seis meses!
- Uau, isso é muito dinheiro! - Peter ficou admirado.
- Se a gente conseguisse uma grana dessas, nossos problemas estariam solucionados! - disse Micky.
- Ei, rapazes, não se empolguem tanto! Não podemos trabalhar nisso, eles querem uma babá! - falou Mike.
- Nós quatro podemos cuidar de um bebê! - disse Davy.
- E algum de vocês sabe fazer isso? - perguntou Mike.
Todos menearam a cabeça negativamente, mas Davy disse:
- Ora, não deve ser difícil! E nós precisamos dessa grana!
Os três olharam para Mike, que disse, sem muita vontade:
- Está  bem, vamos tentar! Mas como fazer para que eles nos empreguem? Provavelmente esperam garotas para se candidatar ao cargo.
- Um de nós pode se disfarçar de mulher! - sugeriu Micky.
- E quem será? - perguntou Davy.
-Você Davy! - disse Peter.
- Eu?
- É isso mesmo, Davy! Afinal a ideia do emprego foi sua! - Mike deu um sorriso maroto.
Davy olhou torto, mas teve que concordar.

*

Micky e Davy (este vestido de mulher) chegaram à mansão do anúncio de emprego, mas não esperavam encontrar uma grande fila de moças interessadas na vaga.
- Isso não vai dar certo, Micky! - cochichou Davy, ajustando discretamente a peruca.
- Claro que vai! Fique tranquilo! Seja apenas simpático na entrevista, ou melhor, simpática! - Micky tentou esconder o sorriso, mas foi impossível.
Davy fechou a cara, vendo como seu amigo se divertia às suas custas
- Não é engraçado!
- É, sim! - Micky deu um risinho, mas ficou logo sério e segurou Davy, que pretendia fugir.
- Deixe-me ir embora! Olha o tamanho dessa fila! São muitas candidatas!
- Não se preocupe com isso, você será "escolhida"! - Micky deu um tapinha amigável nas costas do amigo e a moça que estava na frente se voltou para Davy e disse:
- Ah, que lindo que seu namorado veio te acompanhar e está te apoiando! - ela voltou seu olhar para Micky, de forma sonhadora.
Os rapazes olharam um para o outro fazendo careta:
- Blé! - falaram juntos.
- O que foi? - a moça perguntou ao ver a cara deles
- Não somos namorados, só amigos! - explicou Micky.
- Hum... Está bem! - a moça os olhou com malícia, mas se voltou novamente para frente e Davy cochichou para Micky:
- Viu só? Isso não vai dar certo!
- Claro que vai, Davy! Agora se concentre e faça o possível para conseguir aquela vaga!
Davy suspirou.

*

Passou algum tempo, até que chegasse a vez de Davy ser entrevistado.
Micky ficou do lado de fora esperando o amigo, enquanto  Davy entrou na mansão.
Um mordomo o levou até a biblioteca, onde seria entrevistado pelo dono da casa.
- Senhor, essa é a senhorita Jones! - anunciou o mordomo.
- Entre senhorita! - senhor a chamou e Davy entrou, sentindo-se nervoso.
Ele fez um gesto com a mão, para que Davy se sentasse e o rapaz agradeceu, com a voz mais fina que conseguiu fazer:
- Obrigado, quer dizer, obrigada!
- Vamos começar pelo seu nome. Como se chama?
- Da... Jones! Eu sou Jones!
- Ah, senhorita Jones! Qual o seu primeiro nome?
- Hã... Bem... É...
- Esqueceu seu nome? - o homem deu um meio sorriso.
- Não. Meu nome é... Mary!
- Ah, que belo nome! - ele se aproximou mais de Davy e disse: - Eu sou Richard Bennett!
- Muito prazer senhor Bennett! - Davy deu um sorrisinho sem graça, visivelmente incomodado com a aproximação do homem.
- Você tem alguma coisa diferente das outras candidatas! Faz as outras parecem muito sem graça. É muito bonita, Mary! Posso te chamar de Mary, não?
- Po-pode!
- Realmente gostei de você! Mas preciso fazer algumas perguntas.
- Pode fazer!
- Já cuidou se crianças antes?
- Já! - Davy cruzou os dedos pela mentira.
- E tem disponibilidade de ficar umas sete horas com um bebê de seis meses?
- Sim.
- A maioria dos meus empregados estão de férias nessa temporada e a senhora Bennett e eu precisarmos fazer uma rápida viagem, em uma cidade vizinha e não podemos levar a pequena Amy conosco.
- Entendo... Se me der o trabalho, cuidarei bem dela.
- Acho que realmente não preciso procurar mais... Uma garota tão linda como você, tem que ser a escolhida! - Davy se segurou para não bater no homem, quando este passou a mão no meu rosto. - Ah, pena que não disponho mais de tempo...
- Pa-para quê?
- Para conhecê-la melhor!
Davy revirou os olhos irritado.
*
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MensagemAssunto: Re: As babás   As babás EmptySab Fev 23, 2019 12:38 pm

II

- Então ele te deu o emprego? - perguntou Mike.
- Sim. - Davy suspirou.
- Mas ele nem sequer ligou para a gente! Pete e eu já estávamos preparados para mentir sobre as referências.
- Não foi necessário, Mike! - Micky deu uma risada e falou: - O pai da criança amou o Davy. Acho que se apaixonou por ele.
- Como é? - Mike e Peter falaram juntos, também caindo na risada.
- Não teve graça nenhuma! Aquele velho assanhado! - Davy resmungou.
- Precisavam ver como Davy saiu esbaforido da mansão! O cara deu em cima dele!
- E o que você fez Davy? - Mike quis saber.
- Por pouco não dei um soco nele! Mas felizmente ele não passou dos limites.
- Bom pelos menos você conseguiu a vaga! Agora só temos que dar um jeito de entrar na casa também, para te ajudar com a criança. - disse Mike.
- Só espero que tudo acabe bem! - Davy comentou.

*

Davy sorria, fingindo estar atento e prestativo, enquanto a mãe da criança lhe passava as últimas recomendações acerca dos cuidados com com o bebê. Mas o rapaz só conseguia pensar em como era incômoda aquela peruca que usava.
- Você entendeu, senhorita Jones? - a mulher perguntou.
- Hã? Sim! Sim senhora!
A mãe da menina se aproximou do cestinho, onde a criança dormia pacificamente e tocou no rostinho com delicadeza.
- Gostaria de levar Amy comigo, mas infelizmente não posso. Cuide bem dela, sim?
- Não se preocupe!
Nesse  momento o pai da criança apareceu na porta do quarto, para apressar a esposa. Ele discretamente lançou alguns olhares furtivos para Davy, que teve que segurar a raiva.
A mulher, alheia às paqueras do marido, despediu-se da criança e da babá, indo embora com o homem.
Davy deu um suspiro de alívio.
O rapaz encostou a porta e abriu a janela do quarto da criança, para que seus amigos pudessem entrar.
- Ufa, finalmente pudemos entrar! Já está começando a chover lá fora! - disse Micky.
- Eu não pude abrir antes, a mãe da menina estava aqui!
- Está tudo bem, Davy! Vamos te ajudar! - Peter deu um simpático sorriso.
- E por onde começamos a te ajudar, Mary? - Mike deu um sorriso maroto e Davy fechou a cara.
- Não se atreva a me chamar assim novamente, ou jogarei uma fralda suja da menina, na sua cara! - ele advertiu.
- Ué, mas esse não é seu nome de guerra? Micky nos contou! - Mike não conseguiu segurar a risada.
- Micky, seu linguarudo! - Davy olhou para o amigo.
- Desculpe-me, você não disse que era segredo!
- Mary é um nome bem bonito! - Peter deu um sorriso.
- Também acho! - concordou Mike.
- "Mary, Mary, where you goin' to?" - Micky começou a cantar.
- Ah, fiquem quietos! - Davy reclamou.
Nesse momento, eles escutaram o choro da criança.
- Ih, parece que ela acordou!
- Grande observação, Peter! - ironizou Micky.
Davy foi até o cestinho, onde estava a criança e olhou com desespero.
- E agora? - ele falou, olhando para os amigos.
- Ih, deve estar com fome, ou... Molhada! - disse Mike.
Davy pegou cuidadosamente a menina e a colocou em cima da cama disponibilizada para a babá.
Amy chorava sem parar, enquanto os quatro a encaravam sem saber o que fazer.
- Por onde começamos? - disse Micky, sentando ao lado da criança.
- Eu acho... Hum... Que temos que dar uma olhada na fralda! - disse Mike.
- Eca! - Micky se ergueu rapidamente e disse: - Olhe você, Mike!
Mike fez uma careta, mas se sentou onde estava Micky e todo desajeitado, tentava abrir o macaquinho da menina, mas parou no segundo botão.
- E-eu não sei fazer isso! - ele coçou a cabeça, angustiado e se ergueu também.
- Calma pessoal! Por sorte eu trouxe um livro: "Como cuidar de um bebê". - Peter mostrou o livro contente.
- Isso é ótimo, Pete! Vamos, comece a ler! - disse Davy e se sentou ao lado do bebê.
- Bem... Vejamos... Aqui fala sobre quando ele chora: "Primeiro verifique sua fralda!”
- Isso já sabemos! - disse Mike.
- Mas temos que fazer, não? - Davy respirou fundo, terminou de abrir a roupinha da menina e desabotoou a calça plástica.
Ele apalpou delicadamente a frauda e disse:
- Argh, tadinha, ela está toda molhada!
- Temos que trocar então! - disse Micky.
Peter se voltou ao seu livro:
- "Se a frauda estiver molhada ou suja, tire com cuidado a calça plástica. Em seguida retire o alfinete da frauda, abra a frauda e a tire delicadamente da criança."
Davy revirou os olhos, mas fez conforme as instruções, fazendo careta para a frauda e a jogando no chão.
A menina agitava as perninhas para o ar, ainda chorando bastante.
Mike se abaixou, tocando na mãozinha dela:
- Ei, fique calma, querida, nós os Monkees vamos cuidar de você!
Ela o ignorou e continuou a chorar muito.
- E agora? Temos que colocar logo outra fralda nela! E fazer ela parar de chorar, antes que algum dos empregados que ficaram, venham ver o que está acontecendo. - disse Davy.
Todos olharam para Peter e este continuou a leitura:
- Vamos lá: "Peguem uma fralda limpa..."
Davy fez um gesto para Mike, que vasculhando a cômoda ao lado da cama, encontrou a fralda.
"Agora dobre a frauda conforme o indicado na ilustração."
Peter mostrou o livro para Davy, que tentou fazer como o indicado.
Peter continuou lendo as instruções e Davy, com a desajeitada ajuda de Mike e Micky, tentava trocar a criança.
Eles quase acabaram com o vidro de talco e após quinze tentativas, sem que a fralda ficasse no lugar certo, finalmente conseguiram colocar a fralda na menina.
Porém, ela continuava chorando.
**
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MensagemAssunto: Re: As babás   As babás EmptySab Fev 23, 2019 12:45 pm

III

- Ela deve estar com fome, temos que ir preparar a mamadeira dela!
- Sim, Davy, mas só você pode ir! Não podem nos ver aqui! - falou Mike.
- Está certo! Fiquem com a menina, eu já volto!
- Ei, Davy!
- O que foi Micky?
- Será que dá para trazer algo para a gente comer também?
Davy balançou a cabeça e saiu.
Com pena da pobre garotinha, Mike a pegou no colo e começou a cantar para que ela se distraísse.
A pequena Amy se calou, olhando com seus grandes olhos castanhos para Mike.
- Ei, Mike, até que você leva jeito!
- Obrigada, Pete! - Mike sorriu satisfeito, até sentir um cheiro estranho e desagradável. - Oh, não! Não é o que eu estou pensando, é?
- Oh, cara! Acabamos de trocar ela! - disse Micky.
Mike a colocou rapidamente de volta a cama.
- Está bem, vamos tirar na sorte, para ver quem troca ela dessa vez! - disse Mike.
Eles tiraram a sorte e Micky foi o perdedor.
O rapaz fez uma careta de desespero, mas foi obrigado a trocar a criança.

*
Assim que terminou (depois de ter quase passado mal várias vezes), ele finalmente suspirou aliviado.
- A fralda está toda torta! - disse Peter.
- Graças ao seu comentário você será o próximo a trocar ela, Pete! - Micky comentou.
- E o que vamos fazer com essa fralda fedorenta? - perguntou Mike.
- Que tal se jogarmos ela pela janela?
- Não sei se é uma boa ideia, Pete! - disse Mike, mas o rapaz loiro já tinha pegado a fralda com a ponta dos dedos e a arremessou pela janela.
- Eii! Quem foi o filho da mãe? - gritou um homem do lado de fora.
- Caramba! Você acertou o jardineiro! - disse Micky, fechando a janela depressa.
Nesse momento chegou Davy com a mamadeira de Amy e um saco com lanches para os rapazes.
Ele arremessou o saco para os amigos e disse:
- Isso foi tudo o que consegui! E foi sorte a cozinheira da casa, ter me ajudado com a mamadeira!
Eles deram a mamadeira para a criança e depois de muito esforço, conseguiram finalmente a fazer dormir.
Eles estavam quase adormecendo também, quando escutaram vozes vindas do corredor.
- São os pais de Amy! - disse Davy. - Vocês tem que sair daqui!
- Mas está chovendo lá fora! - disse Peter.
- Vamos depressa!
Os rapazes saíram pela janela momento exato em que a mãe da criança abria a porta...

*
- Nem acredito que tudo isso terminou! - falou Mike, três horas depois.
- Ainda bem que agora já temos o dinheiro dos dois próximos meses de aluguel e para nossas outras despesas.
- Vou sentir falta da pequena Amy! - falou Peter.
- Ela é uma gracinha, mas não quero nem pensar em ter que trocar uma fralda novamente! - disse Micky enojado.
- Pelo menos não foram vocês que tiveram que aguentar aquele velho! Acredita que ele queria que eu continuasse na casa, como babá permanente e para "passarmos algum tempo juntos”! - ele fez um gesto de nojo e fechou as mãos em punho. - Que vontade de bater nele!
- Bem, acho que agora vai pensar melhor na hora de ter essas ideias loucas. Nunca seríamos boas babás! - disse Mike.
- O importante é que agora temos algum dinheiro por um tempo e só precisamos nos preocupar em serem músicos! - disse Micky.
- É isso aí! - os rapazes falaram juntos, sorrindo.

Fim
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