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 Um romance improvável

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bajumoon

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MensagemAssunto: Um romance improvável   Dom Set 16, 2018 1:44 pm

Título:  Um romance improvável
Autor(a): Jussara/bajumoon
Shipper:  Janine/Eric/Egon
Gênero: Roamnce
Censura/Classificação:  PG-13
Capítulos:  8
Completa: Sim
Resumo ou uma promo:  Peter tenta pregar uma peça em Janine, mas algo dá errado

I

Trimmm!!!
- Caça fantasmas. O que você quer?
- Preciso da sua ajuda!
- O que há? Algum fantasma?
- Na verdade, não!
- Aparição, ser sobrenatural, monstro do armário, extraterrestres?
- Nada disso!
- Então creio que não posso ajudá-lo, senhor!
- Pode sim!
- O senhor tem certeza? Aqui é uma empresa de caça e afastamento de fantasmas.
- Eu sei.
- Então diga o seu problema de uma vez!
- Acho sua voz incrivelmente sexy!
- Como é? - ela revirou os olhos. - Escute aqui eu não tenho tempo para...
- Não desligue, Janine! Estou apaixonado por você!
- Quem é você? Como sabe meu nome?
- Eu a conheço há algum tempo e fiquei fascinando com tamanha beleza!
- De onde me conhece?
- Nos encontramos uma vez, quando você estava com sua amiga... Hã? Mônica?
- Você é amigo dela?
- Só um conhecido. Mas fiquei fascinado por você! Esses seus olhos hipnotizadores, seu lindo corpo, sua forma de falar...
- Ohh... - ela ruborizou. - Bem, obrigada!
- Pode parecer atrevimento meu, mas eu gostaria de encontra-la!
- Eu não sei...
- Por favor, sei que ainda sou um desconhecido para você, mas me dê a oportunidade de conhecê-la!
- Ah, está bem! Se você é um conhecido da Mônica, acho que não tem problema.
- Ótimo! Podemos nos ver no restaurante  da esquina, onde você trabalha, ao meio-dia?
- Certo! Eu irei!
- Esperarei ansiosamente!
Ela desligou e o homem deu um meio sorriso.
- Deu certo! Ela concordou!
- Ótimo! - disse Peter sorrindo. -Vamos continuar com plano!
O rapaz alto ajeitou seus óculos e disse:
- Não acho isso certo, Venkman! Só concordei com isso, porque realmente preciso de dinheiro!
- Não se preocupe, Eric! É só uma brincadeira! Só quero acertar as contas com ela, por algo que ela me fez!
- Hum... E o que ela fez a você?
- Acabou comigo! Disse a uma garota que já estava totalmente na minha, que eu não valia nada! Que eu era um conquistador barato!
O rapaz deu um sorriso sem humor.
- Ela só disse o certo, não?
- Claro que não! De qualquer forma não é da conta dela! Janine merece que eu pague com a mesma moeda!
- Não tenho por costume fazer algo assim, a uma mulher! Isso é ir contra aos meus princípios!
- Calma, cavalheiro Schneider! Não é necessário que você parta o coração dela! Eu vou estar por perto. Assim que eu perceber que ela já está bem interessada em você, eu apareço e acabo com a alegria dela, como ela fez comigo.
Eric revirou os olhos, por ter que ser obrigado a participar de um plano tão simplório!
- Como pode ter certeza de que ela se interessará por mim?
- Acredite, você faz bem o tipo dela!
- Ah, se eu não estivesse precisando tanto de dinheiro...
- Eu estou feliz que tenha concordado em ser contratado por mim, mas não entendo como você possa estar sem dinheiro. Não um cara como você!
- Eu tive que sair do meu último trabalho, por causa de alguns problemas com uma experiência. Além disso, tive outros gastos adicionais.
- Aposto que com equipamentos para seu laboratório.
- Exatamente!
- Você realmente é como o Egon! Não poderia ter escolhido pessoa melhor!
- Não me compare com o Spengler! - ele reclamou.
Peter não conseguiu evitar o sorriso. Desde o tempo da faculdade existia uma espécie de rivalidade entre seu amigo Egon e o Eric.
Peter nunca entendeu bem a razão, mas era no mínimo curioso e peculiar, além de divertido, ver os dois crânios disputando a atenção dos professores.
Apesar de ambos serem muito inteligentes, Peter desconfiava que a razão da rivalidade seria no âmbito amoroso.
Mas, por mais que tivesse investigado, nada foi descoberto.
**
Eric ajustou sua gravata, sentindo-se desconfortável.
Ele não estava acostumado a esse tipo de encontro às cegas, ainda mais tendo que participar de um plano como aquele!
"Que ultrajante! Eu sou um cientista! Não um namorado de aluguel!" Ele suspirou irritado.
- Olá! Desculpe, eu sou Janine! Foi você quem me ligou?
A voz feminina o despertou, fazendo o rapaz se erguer imediatamente.
Então ele olhou para a moça que falara com ele, pela primeira vez. Eric ficou sem fôlego! Ela era linda!
Os os olhos azuis esverdeados, o cabelo liso, ruivo, um pouco abaixo dos ombros e rosto delicado. Ela era realmente uma visão de beleza!
- Oh...  - Ele ficou alguns instantes sem conseguir falar.
- Ah, será que me enganei? Desculpe, é que o senhor é o único homem sentado aqui! Achei que fosse alguém, que deveria me encontrar aqui!
- Sim, sou eu mesmo, senhorita Melnitz! - disse ele, a voz finalmente se desprendendo. - Eu lamento, deveria ter dito meu nome ao telefone. Eu sou Eric Schneider!
A secretária sorriu, apertando a mão que lhe oferecia, como cumprimento.
- Prazer em conhecê-lo! Bom, acho que já nos conhecemos, você me disse que me viu, quando estava com a Mônica!
- É, sim... - ele olhou de lado, começando a ficar muito incomodado com as mentiras, inventadas por Venkman.
- Lamento, mas eu realmente não me lembro de você, senhor Schneider!
- Pode me chamar só de Eric! E espero que possamos nos conhecer melhor agora!
- Será um prazer! - disse ela sorrindo.
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: Um romance improvável   Dom Set 16, 2018 1:45 pm

II

Depois de meia hora de conversa, Janine já estava muito entusiasmada com Eric.
Ele sem dúvida era uma pessoa interessante, além de muito bonito!
Alto, cabelos castanhos escuros, olhos mais ou menos da mesma cor, óculos e com uma voz profunda e marcante.
Ele falou um pouco sobre sua família e vida profissional e ela ficou surpresa ao saber que ele era um cientista também.
Além da surpresa, ela reprimiu um sorriso, quando ele lhe dissera isso. Parecia que ela sempre seria atraída para o mesmo tipo de homem.
A moça o escutara com interesse, enquanto ele lhe contava sobre seus projetos científicos.
Ele falava com tanta paixão e arrebatamento, que era impossível não lembrar de Egon.
Porém, ela notou a diferença: Eric não escondia seu interesse nela e também lhe perguntava sobre a sua vida.
Janine então contou a ele sobre seu emprego, o que gostava de fazer e sobre coisas banais.
Eric a ouvia atentamente. A cada instante que se passava, o interesse dele por ela aumentava cada vez mais.
Ele já não estava mais lá por obrigação, sentia-se muito bem e encantado por ela.
**
Peter entrou no restaurante, pouco depois que Janine tinha chegado.
Ele escolheu uma mesa mais afastada, para que ela não notasse sua presença ali.
Naquela hora o restaurante ainda estava quase vazio e ele pôde observar bem o "casal".
Eric realmente trabalhava bem e demonstrava um grande interesse em Janine.
Ela, por sua vez, também não lhe era indiferente e parecia muito encantada com ele.
Eles já estavam conversando por um bom tempo e Peter decidiu que já estava na hora de agir.
Ele se ergueu de sua cadeira, rumando até a mesa onde eles estavam.
- Olá, Janine!
- Dr. Venkman, o que faz aqui? - disse Janine surpresa.
- Bem, hoje era o dia do Egon cozinhar e você sabe quão bem ele cozinha!  - ele deu uma risadinha. - Então resolvi vir almoçar aqui! Que coincidência encontrar vocês!
- Agradeço por ter vindo aqui me cumprimentar, Dr. Venkman, mas se não se importa...
- Claro que não me importo! Vai ser um prazer almoçar com vocês! - ele puxou uma cadeira e se sentou ao lado deles. - Você já contou a ele, o quanto é apaixonada por um dos seus chefes?
- Dr. Venkman!
- Não sou eu, claro! Sobra para mim, ter que aguentar o mal humor dela todos os dias! E como ela se sente um fracasso por não conquistar o Egon!
Janine fechou as mãos em punho, tentando controlar a raiva e a vontade de dar um tapa em Peter.
- Vá embora, Dr. Venkman! - ela disse, em um esforço enorme.
Peter a ignorou, olhando para Eric:
- Se você não se importar em ser só uma distração para ela então...
- Já chega! - gritou Janine, pronta para bater em Peter, mas uma frase a parou:
- Não, eu não me importo!
- Como? - Peter o olhou, sem acreditar.
- Eu não me importo! Será uma honra ser a distração de uma mulher tão incrível como essa!
- Você está brincando, certo? - Peter estava atordoado.
- Claro que não! - Eric se voltou para Janine. - Acho melhor sairmos daqui, não concorda?
- Claro! - ela sorriu para ele.
- Espere! Você não tinha que...
- Já chega, Dr. Venkman! Deixe-nos em paz! - disse Janine.
Eric chamou o garçom, pagando a conta e saiu com a ruiva, deixando Peter ainda sentado, imóvel, tentando entender o que estava acontecendo.
"Por que ele não seguiu plano? O que ele planeja fazer? " Peter se perguntava.
*
Eric foi caminhando com Janine, até chegarem a Firehouse.
- Eu sinto muito pelo que aconteceu no restaurante!
- A culpa não foi sua! O Dr. Venkman é dado a esse tipo de brincadeira... Excêntrica!
- De qualquer forma, eu realmente sinto, por não ter sido um encontro agradável para você!
- Foi extremamente agradável! Eu gostei muito de conhecê-lo!
- Eu gostaria de voltar a vê-la! Seria possível?
- Claro! Quando quiser!
- Poderia ser amanhã à noite? Gostaria de levá-la ao teatro, talvez depois para jantar.
- Será um prazer!
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: Um romance improvável   Dom Set 16, 2018 1:47 pm

III

Eric vestiu seu roupão e foi atender as incessantes batidas na porta de seu apartamento.
- Venkman? O que faz aqui há essa hora?
O rapaz entrou rapidamente, enquanto Eric encostava a porta.
- O que deu em você? Por que não seguiu o plano?
- Eu não quero mais fazer isso, Peter!
- O quê? Tínhamos um acordo! Esqueceu?
Eric se afastou do psicólogo, pegou sua carteira e a abriu, voltando-se para Peter.
- Aqui está seu dinheiro! - ele entregou as notas ao caça-fantasmas.
- Ei, por que está fazendo isso? Está com remorso por Janine? Eu já disse que...
- Eu gostei realmente dela, Peter!
- Você não pode estar falando sério! - Peter se sentou no sofá, sem acreditar.
- Ela é uma mulher incrível e eu quero continuar a ver Janine! Estou fascinado por ela.
- Você não pode ter se apaixonado assim, tão rápido! - ele colocou a mão no queixo, pensativo. - Ou será que foi porque eu disse, que ela gostava do Egon? Vocês sempre foram tão rivais em tudo...
- Isso não tem a ver com o Spengler! Eu já tinha gostado dela, antes mesmo de você aparecer. - Eric deu um sorriso. - Mas não nego que vai ser interessante afastá-la dele.
- É melhor que isso se acabe agora mesmo, Schneider! Ou terei que contar a ela, sobre o nosso acordo.
- Você não fará isso, porque seria o maior prejudicado. Teria que enfrentar a raiva de Janine e se seu amiguinho gosta mesmo dela, terá que enfrentar a ele também!
- Ora...
- Quanto a mim, eu posso contar toda a verdade para ela, que não foi certo, mas que acabei interessado. Conhecendo você, ela irá acreditar em mim.
Peter não deu resposta. Saiu dali, batendo a porta.
**
- Finalmente pegamos aquele classe seis! - disse Ray.
- Oh, cara estou moído! - disse Winston, enquanto dirigia. - Mal posso esperar para cair na cama.
- Temos que fazer alguns ajustes, no painel de segurança, da unidade de contenção, Ray. Temo que podemos ter problemas futuros. - disse Egon pensativo.
- Podemos fazer isso depois! Precisamos dormir antes! Já passa da uma da manhã! - Ray deu um bocejo.
Winston olhou para Peter, que estava no banco do carona, olhando para a rua, com a expressão irritada.
- O que há, Peter? Você não disse palavra alguma até agora! Isso é tão estranho em você!
- Me deixa em paz! Estou com sono! Não quero falar!
Os rapazes sorriam, balançando a cabeça.
- Deve ter levado o fora de alguma garota! - cutucou Ray.
- Provavelmente, do jeito que ele parece chateado... - disse Winston.
- Ele já devia estar acostumado! - apontou Egon.
- Fiquem quietos, não levei fora de ninguém! Só estou com sono! - ele abriu a porta do Ecto1, assim que eles chegaram na Firehouse.
Os outros observaram rindo, enquanto o psicólogo subia as escadas, irritado.
*
Assim que saiu do banho, Peter se jogou na cama, contrariado.
Ele estava mais do que arrependido daquele plano estúpido de vingança.
"Por que eu me importo? Eles que se divirtam!" ele dizia para si mesmo.
Porém a sensação de frustração e raiva não passava...
**
- Bom dia, garotos! - disse Janine, ao entrar na Firehouse e se deparar com seus chefes conversando, próximos da mesa dela.
Ela colocou a bolsa em cima da sua cadeira e tirou o casaco que vestia.
Os rapazes olharam para ela com admiração, principalmente Egon e Peter.
A ruiva vestia uma blusa tomara-que-caia peplum, preta, com detalhes em dourado e uma saia curta e justa, da mesma cor.
- Uau, você está muito bonita, Janine!
- Obrigada, Winston!
- Afinal, você veio trabalhar, ou a uma festa? - disse Peter, tentando disfarçar sua admiração.
- Bem, é que eu tenho um encontro depois do expediente. E a pessoa vai me buscar aqui. - ela explicou sem muita vontade.
Na verdade, ela não tinha certeza se ele iria buscá-la ali. A moça estava tão encantada com Eric, que esqueceu de combinar os detalhes do encontro.
- A tal pessoa é aquela mesma do restaurante?
- Por que quer saber, Dr. Venkman?
- Curiosidade!
- Espere e verá! - ela sentou-se em sua cadeira e começou a trabalhar.
Peter contrariado, foi para seu escritório.
Egon franziu a testa pensativo. Ele sentia que algo estranho estava acontecendo.
- Egon? Vamos ver o novo equipamento?
Ray o chamou, fazendo o físico retomar ao seu mundo científico e esquecer as suspeitas.
**
Eric entrou na Firehouse, em um misto de curiosidade e ansiedade.
Queria conhecer o negócio já tão famoso de seus antigos colegas de universidade e ansiava se encontrar novamente com Janine.
O rapaz moreno passou pelo carro, que ele já tinha visto pela tv, mas olhou-o rapidamente, pois seu foco era para a moça ruiva, atrás da mesa à frente dele.
Janine trabalhava concentrada com seu computador, quando se sobressaltou, ao ouvir a voz de Eric:
- Boa noite, Janine!
- Oh, Eric!
- Desculpe, eu a assustei?
- Ah, não! E que eu me distraí com o trabalho e... - ela olhou para seu relógio. - Oh, sete e meia! Não imaginei que já fosse tão tarde!
- Você é mesmo muito dedicada, para trabalhar até essas horas!
- Aww, obrigada! Eu tenho muito trabalho acumulado!
- Não me diga que estão explorando você!
- Bem... Não exatamente...
- Ah, isso é inadmissível, não podem...
- Tudo bem, Eric! - ela o cortou, mas se sentiu lisonjeada com a indignação dele. - Eu gosto de trabalhar aqui.
- Entendo...
- Obrigada por se preocupar!
Ele sorriu para ela docemente e ela quase se derreteu. O sorriso de covinhas de Eric era encantador.
Janine se ergueu de sua cadeira e se aproximou dele.
Eric segurou a sua mão e beijou delicadamente.
- Estou cada vez mais fascinado por você, Janine!
- Eu também, Eric!
Eles se aproximaram ainda mais e o rapaz se inclinou, aproximando seus lábios dos dela.
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: Um romance improvável   Dom Set 16, 2018 1:48 pm

IV

Eric mal tocou os lábios de Janine e ela se afastou sentindo seu rosto esquentar.
- Eu vou me arrumar um pouco! Você pode me esperar por um instante?
- Claro! Não se preocupe!
- Obrigada!
Ela se retirou com sua bolsa, indo até o banheiro.
Eric se sentou na ponta da mesa de Janine, cruzando os braços.
Ele aproveitou o momento em que estava só, para observar melhor o lugar.
Ele não pode deixar de achar interessante o lugar que escolheram para abrir o negócio, apesar de achá-lo relativamente simples.
Qualquer pessoa que viesse contratar seus serviços, iria considerar uma mera empresa de "garagem".
Mas aquele lugar deveria ser muito mais do que aparentava.
Curioso, Eric se ergueu e decidiu dar uma espiada melhor pelo local.
Ele notou um lance de escadas e pensou em descer, quando ouviu uma voz:
- Desculpe, você não pode descer aí! Posso ajudá-lo?
O rapaz se virou e estreitou os olhos, quando viu Egon na sua frente.
- Spengler!
- Schneider? O que faz aqui?
- Eu já estou pronta! - disse Janine se aproximando, fazendo os dois rapazes olharem para ela.
Janine ficou um pouco tensa, ao olhar para os dois ali juntos.
Ela os achou tão parecidos! Não muito fisicamente (apesar de ambos serem altos, magros e de óculos), mas pelo jeito de ser, pela postura.
Parecia insano, mas era como se fossem a mesma pessoa!
Ao vê-los ainda imóveis, olhando para ela, a moça decidiu afastar os pensamentos confusos e falar com eles.
- Ah, olá Egon! Quero apresentar Eric Schneider! Ele é cientista como você! - Egon permaneceu calado e ela continuou, voltando-se para Eric: - Eric, esse é Egon Spengler, ele é...
- Eu já o conheço, Janine! - disse Eric.
Ele sabia que era melhor não fingir, que não conhecia Egon. Afinal, ele poderia desmentir.
- Vocês já se conhecem? - ela balançou a cabeça, sorrindo. - Ah, claro! Sendo ambos cientistas...
- O que você quer aqui, Schneider? - disse Egon, de forma hostil, com os braços cruzados.
- Eu só vim buscar Janine! Temos um encontro!
- Nós vamos ao teatro, Egon!
Nesse momento, Peter surgiu, descendo as escadas com Ray e reclamando distraidamente:
- Não venha com essa, Ray! Você não devia ter comido meu sanduíche!
- Ora, Pete, eu não sabia que ele era seu!
Os dois tinham acabado de descer as escadas e se depararam com o trio que lá estava.
- Ei, vejam só! Eric! Que surpresa ver você por aqui! - Ray se apressou, para cumprimentar o antigo colega.
Peter ficou imóvel, estupefato.
- Como vai, Ray? - Eric apertou a mão do antigo colega de universidade.
-  Bem! E como você está? Não o vejo desde aquela vez que saímos para aquela exposição e tivemos que arrastar o Peter com a gente!
Janine olhou para Eric, surpresa:
- Então todos vocês se conheciam?
Eric desviou o olhar, incomodado.
- Sim, Janine!
- Por que você não me disse?
- Bem, eu supus que não tinha importância!
- Mas você e o Dr. Venkman... Pareciam que não se conheciam no restaurante!
- Vocês já  se reencontraram? - perguntou Egon, olhando para Peter, desconfiado.
- Ei, Peter, por que não nos contou que tinha encontrado o Eric? - quis saber Ray.
- Oh, eu devo ter me esquecido! - disse Peter meio nervoso.
Janine olhou de Peter para Eric, tentando entender toda a sua situação.
- Algo parece estranho aqui! - ela comentou. - Você tem certeza de que conhece a minha amiga Mônica? E que foi assim que me viu?
-  Hum, claro! - ele desviou o olhar. -Janine, já está ficando tarde! Acho melhor irmos! - Eric a chamou.
- Ah... Está bem, vamos! Até logo garotos! - Janine saiu com o rapaz.
- Que coincidência a Janine conhecer o Eric, não acham? - comentou o Ray, sorridente.
- Ei, Ray, você pode vir aqui por um momento? - gritou Winston, nesse momento, do alto das escadas.
- Sim, já vou! - Ray se retirou.
Egon se aproximou de Peter e falou:
- Não foi coincidência o Schneider aparecer por aqui e ainda interessado em Janine, não acha, Peter?
- Bem, você o ouviu. Ele conhecia a amiga de Janine!
- Ele estava mentindo!
- Você acha? - Peter não estava gostado do rumo daquela conversa.
- E você também está!
- Eu? Como pode pensar isso?
- Peter, por que você o chamou aqui?
- Eu? Do que está falando? Ele veio atrás da Janine! Você viu!
- Mas só pode ter sido você quem o trouxe, apesar de ainda não compreender bem, como Janine o encontrou. Há algo que queira me contar sobre isso?
- Não há nada! Eu realmente o encontrei no restaurante, mas fingi não o conhecer, para não prejudicar o encontro de Janine.
- Ah, por favor!
- É verdade! Por que está tão incomodado com isso? Seria ciúmes?
- Não! - Egon corou, meio zangado. - Eu noto que há algo que você e Schneider estão escondendo. Além disso, você sabe muito bem que entre mim e ele, sempre houveram divergências. Não creio que ele veio aqui apenas por Janine.
- Humm...  Você sabe que eu sempre me perguntei a razão de vocês não se gostarem? Algo pessoal?
- Isso não vem ao caso! Espero que você não tenha aprontado alguma coisa, Peter! - Egon se retirou e Peter deu um suspiro.
"Ele vai me matar, quando descobrir o que eu fiz! " Pensava Peter.
*
- Muito obrigada por me trazer até minha casa, Eric! - disse Janine, assim que fecharam na porta do apartamento dela.
- O prazer foi todo meu!
- Você não quer entrar, para tomar um café?
- Se for incomodar você, eu aceito!
- Claro que não! Entre!
Ela abriu a porta e ambos entraram.
Janine o mandou sentar, enquanto ela ia pegar o café.
Ela voltou depois e entregou uma xícara para o rapaz.
- Muito obrigado!
Ela sorriu e sentou-se ao lado dele.
- Sabe, acho que devo uma a minha amiga, Mônica! Conhecer você foi muito agradável.
Eric se empertigou todo e colocando a xícara de café em canto, ergueu-se.
- Já está tarde! Eu preciso ir! - ele se aproximou da porta.
Janine o seguiu.
- Podemos nos ver de novo?
- Claro! Eu gostaria muito!
- Você é uma pessoa incrível! Eu me sinto tão bem, perto de você! - ela falou, com receio de que ele quisesse se afastar dela.
- Você também, Janine! Conhecer você foi uma agradável surpresa!
Ela sorriu animada e ele começou a sentir culpado.
Principalmente quando ela foi se aproximando mais, para lhe beijar.
- Espere! - disse ele.
- O que foi?
- Janine, eu preciso falar algo importante!  
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: Um romance improvável   Dom Set 16, 2018 1:50 pm

V

Ele a conduziu de volta ao sofá e ambos se sentaram.
- Algo errado?
- Janine, talvez você não queira mais saber de mim, depois disso, mas eu não gosto de mentiras!
- Eu não entendo...
- Escute-me: Eu menti para você! Eu não conheço essa sua amiga Mônica.
- Oh.. Bem que eu imaginava! Mas então...?
- Antes de qualquer coisa, quero que saiba que eu gostei realmente de você, por isso estou aqui, por isso decidi de contar a verdade!
- Qual verdade?
- Foi o Peter que me deu seu telefone.
- O Peter?!
- Ele me contratou para... Para fazer uma brincadeira com você!
- O quê?! - ela se ergueu do sofá, nervosa. - Que brincadeira?
- Ele queria que eu a chamasse, demonstrando interesse em você e depois ele apareceria e estragaria nosso encontro. Ele me disse que era uma brincadeira, para se vingar de você!
- Ah, aquele cretino! Agora estou entendendo tudo!
- Janine, eu juro, só concordei em participar desse plano, porque precisava do dinheiro. Apesar de achar o plano estúpido, ele me garantiu que não passaria de uma brincadeira e acabaria naquela mesma hora, no restaurante! Mas ao conhecer você eu... Eu desisti de tudo!
- Não posso acreditar que vocês dois estavam apenas brincando comigo!
- Janine, acredite em mim! - ele se aproximou dela, colocando a mão em seus ombros. - Quando a conheci, achei você incrível! Por isso, eu frustrei o plano do Venkman. Não deixei ele executar a parte dele no restaurante e não aceitei o dinheiro.
Ela olhou para ele, ainda nervosa, com toda essa situação.
- Isso tudo foi... Foi absurdo! Aquele
fdp...!
- Eu gosto de você, Janine! Não quero deixar de ver você!
- Por favor, Eric! Vá embora agora! Eu preciso pensar sobre isso!
Ele abaixou a cabeça, chateado, mas concordou.
- Eu não vou desistir de você, Janine! Farei com que me perdoe! - ele falou, enquanto abria a porta e saía.
Janine fechou  a porta e ficou pensativa.
**
Às oito da manhã do dia seguinte, Janine entrava na Firehouse, para mais um dia de trabalho.
Ela tinha demorado a dormir, na noite anterior, pensando a respeito do que Eric havia lhe contado.
A ruiva chegara a conclusão de que o rapaz estava mesmo sendo sincero.
Se colocando no lugar dele, ela entendeu o que ele tinha feito e seu arrependimento.
Além disso, o real culpado nessa história era seu chefe, o Dr. Venkman.
Ele que tinta criado aquela coisa ridícula, provavelmente para se vingar dela.
Janine estava furiosa com ele! Nunca pensou que Peter pudesse chegar a algo tão patético!
Ela se sentou em sua cadeira, de mal humor, começando a trabalhar.
Pouco depois, os rapazes apareceram, no Ecto 1, voltando de algum trabalho no início da manhã.
- Oh, estou moído! - disse Winston, enquanto saía do carro, junto com os outros.
- Eu vou fazer um lanchinho! - disse Geleia, correndo para cozinha (cumprimentando Janine no percurso).
- Faça o favor de não comer tudo, Geleia! - disse Peter, enquanto se aproximava de Janine, perguntando: - Alguma ligação?
- Não! - disse ela secamente.
- Oh, alguém não está muito alegre hoje! - Ele sorriu, com deboche, olhando para os outros rapazes.
Janine revirou os olhos.
- Deixe ela em paz, Pete! - disse Ray amigavelmente.
Mas Peter não o escutou:
- Será que não foi bom o encontro ontem? - ele provocou.
- Bem que o senhor gostaria que não fosse, não? - ela se ergueu de sua cadeira, aproximando-se dele.
-  Há! Eu não tenho nada com isso! Se ele não aguentou você e a largou eu...
Peter parou de falar, assim que sentiu a mão de Janine colidir com seu rosto.
- Ei, ficou maluca? - disse ele, alisando o rosto que ardia pelo tapa.
- O Eric me contou tudo, Dr. Venkman! Ele me disse do seu planinho sujo!
- Ihh, o que foi que o Peter aprontou dessa vez? - quis saber Winston.
- Ele contratou o Eric, para se passar por meu admirador e na hora que estivéssemos em um encontro, ele iria lá e estragaria tudo!
Egon se manteve estranhamente quieto, ao ouvir isso.
- Ah, o Peter sempre fazendo besteiras! - Winston colocou a mão na cabeça.
- Você fez isso, Peter? - Ray estava admirado.
Encurralado, Peter teve que confessar:
- Ora, pessoal, foi só uma brincadeirinha. - ele riu de nervoso. - Não era nada sério! Será que se esqueceram como Janine arruinou meu encontro antes? Bem, eu só queria dar o troco!
Todos balançaram a cabeça em descrença.
- Só que o que você não esperava, Dr. Venkman, era que o Eric gostasse realmente de mim. E eu estou muito animada com ele!
- Ah, então quer dizer que você está com raiva de mim, mas quanto a ele, você não se importa? Mesmo ele tendo concordado com isso?
- Em primeiro lugar, ele precisava do dinheiro, deve estar passando por dificuldades. E depois ele se arrependeu e me contou a verdade! E eu o entendo!
- Ainda bem que tudo deu certo, no final! - disse Ray.
- É, apesar de ter sido uma grande burrada do Peter! - falou Winston.
- Não é possível que você esteja gostando do Schneider! Não depois de tudo! - falou Peter, indignado.
Janine o ignorou e voltou a trabalhar.
Egon se aproximou de Peter e falou, em voz baixa:
- Vamos ao meu laboratório! Quero falar com você! Agora! - Egon subiu as escadas.
"Oh, agora estou morto!" Peter pensou.
**
Peter subiu as escadas, muito relutante, pois sabia o que o aguardava.
Ele parou e respirou fundo, ao chegar na porta do laboratório de Egon.
- Entre de uma vez, Peter! E feche a porta!
"Ótimo, ele me mandou fechar a porta! Quer dizer, que ele não quer testemunhas para o homicídio! Oh, caramba!" Pensou Pete, fazendo o que Egon pediu.
- E então? - disse Peter, sentando em uma cadeira. - O que você quer?
Egon ergueu uma sobracelha, parecendo ainda mais ameaçador.
Ele ficou alguns minutos em silêncio, até finalmente se erguer e explodir:
- O que você estava pensando, quando inventou esse absurdo? O que você tem na cabeça, seu... Seu cabeça de pudim!
- Er... Pudim? - disse Peter, encolhendo-se e sorrindo de nervoso.
- Não é hora para suas piadas insípidas!
Peter se afastou de Egon, por segurança.
- Eu já disse, Egon: Foi só uma brincadeira, uma leve vingança. Não pensei que seria nada demais!
Egon se aproximou dele.
- Você ia fazer uma brincadeira sem graça com a Janine e não considera isso demais?  E por que escolheu justo o Schneider?
- Eu só estava dando o troco nela! E realmente eu encontrei o Eric por acaso! Ele me disse que tinha voltado a Nova York em busca de trabalho, que perdeu o emprego há pouco tempo. Então eu...
- Você o comprou, para participar disso!
- Tá, tá certo! Mas como eu imaginar que... Que ele ia gostar da Janine! Justo a Janine!
Egon o olhou, de forma ameaçadora e segurando o colarinho de Peter e disse:
- E agora? Esse cara virou o namorado de Janine e sempre vai se meter por aqui!
- Ah, Egon, ainda que ele e a Janine realmente  namorem, ele não vai ficar...
- Cale a boca! E e ele vai! Ele virá aqui e arranjará todas as formas possíveis de me provocar!
- Bem, então só há uma maneira de impedirmos isso!
- E qual seria?
- Você precisa conquistar a Janine, para que ele se esqueça dela!
- O quê? - Egon ruborizou.
- Isso que você ouviu! Eu posso dar um jeito de facilitar as coisas para você!
- Peter...
-Sim?
O rapaz moreno, sentiu o soco acertar seu rosto e quase caiu para trás.
- Não me interessa o que você vai fazer, mas vai resolver isso sozinho! Entendeu? E saia daqui agora!  
- Ai! - Peter alisou o rosto! - Certo, certo, estou saindo! - Peter se apressou, saindo rapidamente do laboratório.
**
Depois de tomar banho e vestir sua confortável calça de moletom, Peter se jogou na cama.
"Peter Venkman, você foi um burro!" Pensava ele.
Egon não iria colaborar com ele e assim, seria muito difícil afastar o Eric de Janine.
Peter sabia, que não adiantaria mais, ele criar intrigas, para separá-los, ao menos que...
Uma ideia passou pela cabeça
"Talvez exista uma forma, de Janine detestar o Schneider! " ele deu um sorriso maroto.
**
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MensagemAssunto: Re: Um romance improvável   Dom Set 16, 2018 1:53 pm

VI

- Obrigada, Eric! O filme foi ótimo! - disse Janine.
- O prazer foi todo meu! - disse o rapaz, parando com seu carro, em frente ao prédio de Janine.
- Você devia ter deixado eu te ajudar a pagar!
- De forma alguma! E não precisa se preocupar comigo! Eu já estou trabalhando.
- É mesmo?
- Bem, é um trabalho temporário, no laboratório de um amigo! Mas é bom o suficiente para me manter nessa cidade.
- Eu fico feliz, por você!
- Eu estou muito mais feliz, por você ter me entendido e me perdoado!
- Sua culpa foi mínima, nessa história toda! E o verdadeiro culpado, já recebeu o seu castigo!
- Você castigou o Venkman? - Eric deu um meio sorriso.
- Bem, eu dei um tapa na cara dele e o Egon um soco.
- Oh, e por que o Spengler fez isso? Ele nunca foi do tipo que se importa muito com as coisas, fora de seu laboratório.
- Não é verdade! O Egon é bom homem e se preocupa com todos!
Eric abaixou a cabeça e perguntou:
- Você gosta dele, não?
- Bem, eu...
- Ah... - Eric tirou os óculos, passando a mão pela testa. - O Egon parece estar sempre no meu caminho!
- Por que está falando isso?
- No passado, ele sempre foi o queridinho dos professores, mesmo que eu me esforçasse.
- Não acredito! Você me parece tão inteligente quanto ele!
Ele balançou a cabeça e prosseguiu:
- Ah e quando finalmente eu tinha alguém que se importava comigo, uma garota incrível, ele... Ele me tirou.
- Como assim? Egon roubou sua namorada?
Ele ficou alguns minutos em silêncio, até dizer:
- Ela se apaixonou por ele, assim que o conheceu! Ele sempre a ignorou, mas ela não quis mais saber de mim.
- Oh, mas culpa não foi dele!
- Não importa! Estou cansado dele, metido em minha vida!
Janine balançou a cabeça e ia saindo do carro, quando Schneider segurou seu braço.
- Desculpe, Janine, eu me excedi! Não devia ter dito essas coisas!
- Escute, Eric, perdoe a sinceridade, mas foi você que se meteu aqui! E você parece ter inveja do Egon!
- Se tratando de você, eu realmente tenho! Tudo que eu mais desejo é conquistar você! Você é maravilhosa!
- Eric, você também é uma pessoa incrível! Vamos deixar o Egon de lado dessa história, certo?
- Está certo! - ele sorriu e se inclinou para beijar Janine.
A moça não se afastou dessa vez.
*
- Olá, Bobby, quanto tempo, hein? - disse Peter, sentando em uma das banquetas, ao lado do balcão do bar.
- Ora, se não é o caça-fantasma mais famoso da cidade! Que surpresa ver você por aqui hoje!
- É, eu estava precisando relaxar! Pode me servir uma cerveja, por favor?
- Claro! É pra já! - o barman preparou a bebida e colocou no balcão.
- Obrigado! - Peter começou a beber, enquanto observava o movimento.
A boate estava lotada naquela noite. Os homens sorriam animados, tanto com o show das garotas nuas no palco, quanto com as moças de pouca roupa que serviam as bebidas.
Peter sorriu, ao ver a garota que ele procurava ali.
Sentido o olhar do moreno sobre ela, a bela loira olhou para o bar e se aproximou do rapaz.
- Ah, não acredito que você está aqui Pete! Que saudades, amorzinho! - ela o beijou na boca, sem cerimônia.
Peter retribuiu o beijo e manteve a mão na cintura dela, enquanto falava:
- É um grande prazer rever você, Tiffany!
- O prazer é todo meu, gostosinho! Veio se divertir? - ela olhou com malícia, beijando seu pescoço.
- Na verdade, vim para lhe pedir um favor! Mas já que você deu a ideia... - ele a beijou, deslizando a mão pelo traseiro dela.
Assim que interromperam o beijo, ela riu, dizendo:
- Vai ser ótimo! Mas você me deixou curiosa, qual favor você vai querer?
- Nada que você não consiga fazer com maestria! Mas depois eu te explico! Vamos aproveitar a noite agora!
- Como quiser, Pete!
*
- Bom dia, Janine! Alguma ligação? -perguntou Peter, na manhã seguinte.
- Não, Dr. Venkman! - ela virou o rosto, para a tela do computador.
- Ei, já passou um bom tempo! Até quando pretende ficar brava comigo, Janine?
- Não estou brava! Só estou mantendo distância, para o meu e seu próprio bem!
- Ora, Janine, assim não tem graça! Volte ao menos a me irritar com seus comentários, como antes!
- Quem me irrita é o senhor, Dr. Venkman! - ela o olhou aborrecida.
- Hum, você sabe que no fundo devia me agradecer!
- Te agradecer?
- Graças a mim, você arrumou um namorado!
- Seu cretino! - ela se ergueu da cadeira, pronta para dar um tapa nele, mas Peter segurou suas mãos.
Ele deu um largo sorriso.
- Ótimo, já não está mais me ignorando!  Agora as coisas estão começando a se normalizar!
- O senhor não tem jeito mesmo!
Ele sorriu novamente, dando-lhe um selinho e fugindo, antes que ela batesse nele.
- Seu filho da... - ela resmungou, tentado conter o sorriso.
**
- Já estou indo! - gritou Janine, no final da tarde, para que seus chefes a escutassem.
Egon, que estava nesse momento descendo as escadas, encontrou-se com ela.
- Até amanhã, Egon! - ela se despediu.
- Você já vai?
- Sim, já são cinco da tarde!
- Bem, você costuma ficar até mais tarde, não?
- Sim, quando preciso adiantar o trabalho! Mas hoje não posso! Tenho um compromisso!
- Você... Vai sair com o Schneider?
- Sim, ele vai me levar à ópera!
- A ópera?! - Egon ficou aborrecidamente surpreso. - Eu não imaginava que você gostasse de ópera!
- Na verdade, eu nunca fui antes! Vai ser uma ótima experiência!
- Eu poderia levar você, quando quisesse! Conheço tudo a respeito e posso ensinar a você...
- Ah, tudo bem, Egon! O Eric pode fazer isso!
- Francamente! O que aquele sujeito obtuso, pode saber sobre ópera?
- Ora, Egon, ele não é obtuso! Seja lá o que isso signifique! E vai ser divertido ir com ele! Até logo! - ela deu "tchauzinho" com as mãos e saiu.
Egon fechou suas mãos em punho, zangado.
Janine não podia estar gostando daquele sujeitinho arrogante!
Peter, que observou a cena, de longe, aproximou-se.
- Fique sossegado, Egon! Eu já sei como resolver isso!
- Do que está falando?
- Da Janine e Eric! Já sei como separar os dois!
- O que você vai fazer?
- Só me diga uma coisa: Você tem ideia onde fica essa ópera para onde eles estão indo?
- Sim! Eu estava interessado no espetáculo, mas acabei me esquecendo que seria hoje!  
- Ótimo me dê o endereço e me deixe fazer apenas uma ligação.
Egon disse a Peter o endereço do local e o rapaz moreno foi até o telefone, discando um número.
- Olá Bobby! É o Peter Venkman. Pode passar o telefone para Tiffany? - Peter esperou alguns intantes na linha. - Tiffany? Está na hora de você fazer aquele favorzinho!  - ele a escutou perguntar algo e respondeu em seguida: - Sim, sim, é o Eric! Não tem erro! E ele estará com uma moça ruiva. Anote o endereço e vá imediatamente para lá e faça o que combinamos.
Peter passou o endereço para a moça e desligou o telefone.
- O que pretende, Peter? - perguntou Egon, sem entender.
- Você verá! Se arrume, Egon! Nós vamos dar uma passadinha nessa ópera!
**
Algum tempo depois, Egon e Peter chegaram ao teatro.
- Vamos ficar aqui no hall por algum tempo, certo?
- Não vamos entrar para assistir?
- Para quê? O show vai acontecer aqui fora!
- A que se refere? Só espero que você não esteja fazendo nenhuma bobagem, Pete!
- Fique sossegado! Vai dar tudo certo!
- Você não me disse quem era a pessoa que estava falando com você ao telefone.
- Uma velha amiga minha! Você não a conhece, mas o Eric sim!
- Já estou começando a me arrepender, de ter concordado em vir com você!
Peter deu um tapinha no ombro do amigo, confortando-o.
Nesse momento, Janine e Eric chegaram no lugar.
Peter os avistou primeiro e disse ao amigo:
- Venha, Egon! É melhor que fiquemos escondidos atrás daquela pilastra. Não é conveniente que os dois nos vejam.
Egon já estava terrivelmente preocupado e queria se retirar dali, antes que alguma possível confusão acontecesse, mas para evitar problemas, resolveu fazer o que Peter dissera.
Ele viu irritado, Janine de braços dados com Eric, muito animada.
Eles se preparavam para entrar, porém uma mulher loira, escandalosamente vestida, aproximou-se dos dois.
- Olá, amorzinho! Que prazer encontrar você aqui!
- Ti-Tiffany?! - ele a olhou surpreso.
- Você conhece essa mulher? - Janine ergueu uma sobrancelha.
- Na verdade, sim! Peter nos apresentou, ainda quando estudávamos. Mas eu não a vejo desde aquela época!
- Ah, querido! Como assim? Por que está mentindo? Temos nos visto desde que você voltou para essa cidade!
- Como?! - Janine e Eric disseram juntos.
- Não me diga que está tentando disfarçar nosso romance, por causa dessa daí?
- Você está saindo com ela e comigo ao mesmo tempo? - Janine perguntou, começando a ficar alterada.
**
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MensagemAssunto: Re: Um romance improvável   Dom Set 16, 2018 1:54 pm

VII

- Não! Isso é um absurdo!
- Ora, não se preocupe com isso, ruiva enjoada! - disse Tiffany, voltando-se para Janine. - Não sou ciumenta! Pode sair com ele, mas saiba que ele também ama se divertir comigo! - ela colocou os braços ao redor de Eric, puxando para um beijo.
Eric se afastou imediatamente, mas Janine lhe deu um tapa na cara.
- Seu safado! Estava só brincando comigo?
- Não, Janine! Eu juro que não sei porque ela está fazendo isso! - disse Eric desesperado.
Peter, que observava a cena com Egon, disse, dando risada:
- O que você acha, amigão? Não foi perfeito o plano?
- Não!
- O quê?
- Peter, você sempre consegue me surpreender!
- Obrigado!
- Quis dizer de forma negativa! O que você pensa que fez? Fazendo aquela moça armar um escândalo, humilhar Janine e acusar o Schneider injustamente!
- Ah, mas você mesmo queria que eu resolvesse isso!
- Não desta forma!  Será que você não sabe usar seus neurônios? Se é que você tem algum!
O Egon saiu de seu esconderijo, indo em direção ao trio, que chamava a atenção de todos, devido ao escândalo.
- Ei, Egon! Aonde você vai? Vai estragar tudo!
- Vou resolver isso de forma honesta!
- Ah, claro! E depois sou eu que não tenho neurônios! - Peter resmungou. - Droga, isso vai ser um desastre!
**
- Eu vou embora! - gritou Janine. - Nunca mais volte a me procurar!
- Não, Janine! Por favor! Você tem que acreditar em mim!
- Boa noite! - Egon cumprimentou.
- Egon? O que faz aqui? - perguntou Janine ao ver o físico.
- Foi você que armou tudo isso, não? - disse Eric, a voz alterada ao vê-lo.
- Incorreto! Na verdade, eu vim aqui, para esclarecer as coisas!
- Esclarecer o quê? - disse Tiffany desconfiada.
- Você pode ir embora moça! O seu acordo está terminado!
- Mas...
- Do que está falando Egon? - perguntou Janine.
- Bem acredito que tudo deva ser um engano e essa senhorita não quis fazer o que fez. - Egon falou.
Ele tentava acalmar as coisas, de forma que Peter não se encrencasse, outra vez.
Não que seu amigo merecesse a consideração, mas de certa forma, Egon sentia-se culpado, afinal ele que tinha mandado Peter resolver o assunto.
- Como pode ser um engano, Egon? - Janine o olhou de forma inquisidora. - Essa mulher aí disse que tinha um caso com Eric! E pelo visto ela já o conhece há tempos.
- Ela devia estar somente brincando!
- Não me venha com joguinhos, Spengler! Você é o responsável! E vai pagar por isso! - Eric se precipitou para cima de Egon tentando esmurrá-lo.
Tiffany e Janine olharam para os dois, completamente chocadas.
Egon segurou os punhos de Eric e disse:
- Não me obrigue a brigar com você, Schneider! Não vim aqui para isso!
- Solte-me agora mesmo! - rosnou Eric, com raiva.
As pessoas que estavam ali, os rodearam, observando espantadas a confusão.
Peter correu, passando pelas pessoas e se aproximando de Eric e Egon.
- Ei, caras, parem com isso! - ele os separou e se colocou no meio deles. - Eric, a culpa não foi do Egon! Eu sou o responsável por isso!
- Você?!
- Er... Foi só uma brincadeirinha! Não achei que fosse...
- Você foi longe demais Venkman! - os olhos de Eric estavam ainda mais escuros de raiva. - Já estou cansado de vocês dois!
Eric fez um movimento para bater em Peter, mas uma enfurecida Janine entrou na frente dele:
- Não! Quem vai acabar com o Dr. Venkman sou eu! - ela gritou, dando um tapa em Peter e querendo arranhá-lo com as unhas.
Eric ficou parado, olhando-a de boca aberta.
- Ei, pare, Janine! - gritou Peter tentando segura-la.
- Seu cretino, seu filho da...
- Ei, pare! - Peter pediu de novo e olhou para os rapazes. - Será que vocês dois vão ficar parados aí, olhando ela me bater? Tirem ela de cima de mim.
Egon sorriu, cruzando os braços e disse:
- De forma alguma! Ela tem toda a razão em querer bater em você!
Eric permanceu calado, mas Tiffany puxou Janine para longe de Peter.
- Controle-se, sua ruiva maluca!
- Ah, sua piranha safada! Você também vai me pagar! - Janine se aproximou de Tiffany, pronta para bater nela.
- Ei, acho que já basta de escândalos, Janine! - disse Eric, tomando atitude e segurando-a.
- Solte-me, vou ensinar ela, a nunca mais mexer comigo!
- Venkman, leve essa mulher embora daqui! Agora! - ordenou Eric.
Peter, ia protestar, mas Egon lhe deu um olhar, querendo dizer que era melhor fazer o que o Eric dissera.
O psicológico balançou a cabeça e levou Tiffany.
- O espetáculo aqui acabou! - disse Eric, para as pessoas presentes. - Entrem de uma vez para verem a ópera!
Um burburinho começou entre as pessoas e ao poucos elas foram se afastando e entrando no teatro.
Eric respirou fundo e soltando Janine, aproximou-se de Egon:
- Acho que temos que resolver nossas pendências de uma vez por todas, Spengler!
- Eu concordo!
Janine, já mais composta, falou:
- Não fique com raiva do Egon, Eric! Tenho certeza de que ele não teve nada a ver, com o que aconteceu aqui!
- Não o defenda, Janine! Não viu que ele estava aqui, com o Venkman, observando tudo? Foi tudo armado!
- Não. Se ele soubesse de tudo, não teria vindo aqui esclarecer! Ele só não colocou a culpa no Dr. Venkman, porque quis protegê-lo.
- Você é muito ingênua mesmo! Ele vir aqui também fazia parte do plano!
- Não é verdade!
- Janine, não é necessário que me defenda! Não me importo com o que esse homem pense de mim!
- Mas não é justo! Você estava...
- Já chega! Vejo que você prefere acreditar nele! - disse Eric, chateado. -Acho que não tenho mais nada para fazer aqui! - ele se retirou apressado
- Espere, Eric! - Janine o chamou, mas ele já tinha partido.
Ela abaixou a cabeça, um pouco desanimada.
- Eu sinto muito, Janine, por tudo o que ocorreu!
- Como eu já disse, a culpa não é sua!
- De qualquer forma, eu deveria ter imaginado o que Peter tencionava fazer e ter impedido a tempo.
- Não importa mais! É melhor eu ir embora!
- Eu vou levá-la para casa!
- Não precisa!
- Vou levá-la e ponto final! - disse ele, decidido.
Ela apenas balaçou a cabeça, aceitando.
*
- Entre, Egon! - disse Janine, ao chegarem a porta do apartamento dela.
- Er... acho melhor eu ir!
- Está bem. - ela o olhou desapontada e ele ficou surpreso.
Não era comum essa atitude nela. Geralmente ela iria insistir, ou puxá-lo de uma vez para dentro.
Ele ficou indeciso por alguns instantes, mas quando ela ia fechar a porta, Egon se aproximou e disse:
- Hum... Será que você poderia... Dar-me um copo com água?
- Hã, claro! Entre!
Ele entrou e se sentou no sofá, enquanto Janine foi buscar a água.
Ela voltou instantes depois.
- Aqui está!
- Obrigado! - ele bebeu o conteúdo do copo e o colocou na mesinha ao lado do sofá.
- Que noite mais estranha essa! Eu saí com o Eric e voltei com você! - ela comentou, com um meio sorriso.
- Eu lamento tudo o que houve, Janine!
- Egon, você não teve culpa, entenda! Foi mais uma do Dr. Venkman! - ela suspirou. - No final de tudo, foi o Eric que acabou ficando chateado comigo!
- Você gosta dele?
- Sim, ele é uma pessoa incrível! Inteligente, educado, fofo...
Egon virou o rosto contrariado.
- Para mim, ele sempre foi o oposto de tudo isso!
Janine reprimiu um sorriso, ao ver a expressão contrariada de Egon.
**
Ela sentou-se ao lado dele e disse:
-  Eu realmente acho o Eric uma pessoa especial, mas quer saber um segredo?
- Hum?
- Só existe um único cientista em meu coração! - ela beijou o rosto de Egon.
Egon sorriu, corando.
Ele se ergueu de imediato e ela fez o mesmo.
- Janine?
- Sim?
- Eu tenho que lhe dizer uma coisa!
- O quê?
- Eu também sou responsável pelo que aconteceu hoje, porque fui eu quem disse ao Peter, para se livrar do Schneider! - ele falou de uma vez, rígido, quase sem respirar.
- Você fez isso?
- Sim.
- Por quê? É por causa da velha rixa entre vocês?
Ele desviou o olhar do dela, outra vez corando.
- Não só por isso, mas eu também não queria, hum... Que vocês...
- Não queria que ficássemos juntos? - ela se aproximou mais dele. - Oh, Egon, estava com ciúmes? - ela deu um sorriso.
- Er... Acho que já está tarde e preciso ir! Obrigado pela água!
Ele ia saindo, mais Janine pulou em cima dele, colocando os braços ao redor do pescoço do rapaz e o beijou.
Alguns instantes depois, ele interrompeu o beijo, sentindo-se bem quente.
- Obrigada, Egon! - ela disse.
Ele apenas balançou a cabeça e partiu.
Janine deu um pulinho de alegria, enquanto fechava a porta
**
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MensagemAssunto: Re: Um romance improvável   Dom Set 16, 2018 1:55 pm

VIII

Eric andava de um lado para outro, em seu apartamento.
Já havia tomado um banho relaxante e colocado o seu pijama, mas não conseguia dormir.
"Talvez ter vindo para essa cidade foi um erro!" Pensava ele.
Perdido em seus pensamentos, ele se sobressaltou, ao ouvir o som da campainha.
Ao abrir a porta, ele viu seu eterno rival, olhando-o com uma expressão séria.
- Sei que é tarde! Mas achei melhor acabar com isso de uma vez!
- Não importa, eu estava mesmo esperando que viesse. Entre!
- Obrigado!
Egon entrou e Eric fechou a porta.
- Como descobriu meu endereço?
- Peter me deu!
-Ah, claro! Os cretinos sempre são amigos uns dos outros!
- Já chega, Schneider! Eu vim aqui, exatamente para que acabemos de uma vez com nossos conflitos!
- A nossa rivalidade nunca vai terminar, Spengler! Talvez terminasse, se você me deixasse em paz, com a Janine!
- Esqueça a Janine! Não vai tirar ela de mim! - ele tomou consciência do que disse e comentou: - Quero dizer, do nosso time, dos Caça-fantasmas!
Eric balançou a cabeça, ponderando por um momento.
O Spengler amava Janine, estava escrito na testa dele, mesmo que ele não fosse ainda capaz de admitir.
Ele pôde ver o mesmo em Janine, quando ela o defendeu, mais cedo.
Eric gostava de Janine, mas sabia que seria inútil disputá-la com Egon.
Ele sabia que o caça-fantasma, faria de tudo para não perdê-la.
E Eric já estava cansado de perder para o Egon.
- Eu vou embora dessa cidade, Egon!
- Como? - Egon se surpreendeu quando ele disse isso.
- Não pense que estou com medo de você, mas acho que isso será o melhor para a Janine!
- Você não precisa ir embora!
- Não finja que não está feliz por eu partir! Mas não importa!
- Não desejo mal a você! Você tem um emprego aqui, não deve ir!
- Eu recebi uma proposta ontem, de um emprego em outro lugar! Estava disposto a recusar, mas acho que será melhor assim! Além disso, esse emprego que eu estou agora é só temporário!
- Nesse caso, eu lhe desejo boa sorte! E... Peço que me desculpe, pelo que o Peter aprontou!
Eric meneou a cabeça.
- Diga adeus a Janine por mim!
- Não vai se despedir dela?
- Não!
- Adeus Schneider! - Eogn estendeu a mão para ele.
Com relutância, Eric a apertou.
- Adeus Spengler!
*
- Ele foi embora? - disse Janine chocada, quando Egon lhe deu a notícia sobre Eric.
Peter, atrás de Janine deu uns pulinhos discretos de alegria.
Egon o repreendeu com o olhar.
- Eu sinto muito Janine!
- Eu não acredito que ele foi embora assim! - ela se sentou em sua cadeira, desanimada.
Egon colocou a mão nos ombros dela e falou.
- Não fique chateada, Janine! - disse Egon.
- É, Janine! Você merece um cara melhor! - disse Peter.
Janine lançou um olhar mortal para Peter.
- Er... acho que vou para minha mesa, trabalhar! - Peter saiu rapidamente de perto dela.
- Janine?
- Sim, Egon?
- Er... Você não gostaria de ir ver filme comigo, ou talvez a algum restaurante?
O rosto dela se iluminou.
- Sim, Egon! Seria incrível!
Ele sorriu tímido e marcou com ela, para aquela noite mesmo.
Ele estava internamente feliz, pois sabia que ela estaria sempre ao seu lado.

Fim
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