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 Onde você estiver

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bajumoon

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MensagemAssunto: Onde você estiver   Dom Set 16, 2018 12:58 pm

Título:  Onde você estiver
Autor(a): Jussara/bajumoon
Shipper:  Egon/Janine
Gênero:  Romance
Censura/Classificação:  M
Capítulos:  9
Completa: Sim
Resumo ou uma promo: Egon vai para Ohio, cuidar dos negócios da família e Janine vai atrás dele

I

"Não posso acreditar nisso!" Pensou Janine, colocando as mãos na cabeça.
Ela tinha se sentado em sua cadeira, naquela manhã, pronta para trabalhar, como todos dias. Porém, algo em sua mesa chamou a sua atenção.
Curiosa, ela abriu o envelpe pardo, onde lá se encontrava e retirou de dentro, um papel branco, dobrado em duas partes.
Assim que abriu, ela reconheceu a letra perfeita e estilosa, de seu amado Egon. E passou a ler com ansiedade, o que ele havia escrito:
"Preciso resolver algumas pendências com a minha família, em Ohio. Avise aos rapazes que provavelmente ficarei por um par de meses. Como estamos passando por um período com menos atividades paranormais, creio que eles poderão resolver qualquer caso, sem mim.
Eu estarei bem.
Atenciosamente, Egon."
Janine leu e releu a carta (que mais parecia um bilhete) dele e por fim a amassou.
Estava chateada, triste e até com raiva dele.
Por que ele não falou pessoalmente com ela? Por que simplesmente sumiu, deixando esse papel estúpido?
Nem sequer havia uma frase de carinho, como "sentirei sua falta!", ou "espero que me perdoe, por não me despedir pessoalmente", etc..
Ela não era apenas uma secretária há tempos. Tinha se tornado sua amiga e depois de tanto esforço dela, alguém mais íntimo.
Ele dissera que a amara naquele fatídico dia, quando ela quase o matou.
Depois disso, o relacionamento deles foi evoluindo gradualmente, até que finalmente ele assumira o namoro.
Bem, se ela fosse bem honesta, ele não chegara a assumir completamente. Ele nunca a mencionou com sua namorada, mas estava implícito.
Eles passaram a sair juntos com mais frequência e ele já não fugia dela, quando ela o beijava ou o tratava de forma carinhosa.
Além disso, ele já não parecia se importar quando os rapazes falavam sobre o relacionamento dos dois, de forma séria ou com as inúmeras brincadeiras.
Tudo parecia ir perfeitamente bem, até que ele sumira dessa forma repentina!
Janine abaixou a cabeça, apoiado-a em sua mesa.
Será que seria sempre assim? Eles davam um passo para frente no relacionamento e recuavam dois.
Janine amava Egon, ela tinha certeza disso! Caso contrário teria desistido dele, depois de tanto tempo tentando o conquistar.
Mas não havia jeito! Ela não podia se esquecer dele.
Ele mal tinha partido e ela já estava doida para ver Egon novamente!
E também, ela queria enfrentar o rapaz e perguntar a razão de ele ter ido daquela maneira.
Não, ela não ia esperar ele voltar! Iria atrás dele!
**
- Não, Janine! - disse Peter de forma categórica.
- Por favor, Dr. Venkman! Dê-me ao menos cinco dias de folga!
- Não!
- Deixe-a ir, Pete! - disse Ray, ao ouvir a discussão. - De qualquer forma, as coisas estão meio paradas por aqui mesmo!
- Ora, Ray, ainda temos trabalho aqui! O Egon já caiu fora sem nada dizer, agora é a Janine! Desse jeito, vamos ter que fechar o negócio!
- Não exagere, Pete! O Egon deve estar com problemas com a família e é melhor mesmo que a Janine vá e nos avise se tudo está bem com ele! Se ele precisar de nós, iremos depois também!
- Está bem! Tá certo! Vá então! Mas a folga não será remunerada!
- Mas...
- É minha última palavra!
- Seu... - a ruiva pegou sua bolsa e saiu marchando de raiva.
*
Janine foi para sua casa, arrumar suas coisas e viajou no dia seguinte.
Assim que chegou à cidade de Egon, ela já tratou de procurá-lo.
Como ainda era muito cedo, ela supôs que ele não estaria ainda no laboratório de sua família. Ele devia estar na residência dos pais.
Não foi difícil descobrir o endereço da família dele. Os Spengler eram muito conhecidos e respeitados naquela região.
Depois de informada por um morador local, ela pegou um táxi e rumou até onde estava seu amado.
O taxista entrou em uma rua, repleta de mansões luxuosas, até se aproximar de uma, mais afastada das outras, no final da rua.
- Chegamos, senhorita! - disse o taxista, parando o carro.
- Tem certeza de que é aqui?
- Esse foi o endereço que a senhora me passou!
- Essa é a casa da família Spengler?!
- Sim, senhora! - como ela nada disse, o moço acrescentou: - Eles são uma família bastante tradicional de cientistas. Todos muito respeitados!
- Sim, eu sei! - disse ela, ainda boquiaberta.
Janine sabia do valor da família Spengler. Ela também sabia que eles tinham uma boa condição financeira.
Afinal, era só olhar para o Egon! Apesar de ser muito fechado, ele tivera uma excelente educação. Era um cavalheiro! E tinha um gosto bastante refinado.
Mas ela jamais imaginava, que sua família tivesse semelhante propriedade, que fossem tão ricos assim!
Era incrível! Através do portão, ela podia ver a enorme e luxuosa mansão.
Era linda! Com grandes colunas na entrada, que a fazia lembrar vagamente os antigos templos gregos, que ela tinha visto em um livro há alguns anos. Tinha inúmeras janelas e seu estilo imponente, como se mostrasse a força da família que ali residia.
Para completar a magnitude da propriedade, havia um extenso jardim com um lago.
Ainda aturdida, pela grandiosidade e beleza do lugar, ela pagou o taxista e desceu do carro, com sua bolsa de viagem.
Como pretendia ficar apenas alguns dias, ela não tinha trazido muita coisa. Ela também estava com certo receio da reação de Egon, ao vê-la ali.
Ela só esperava que ele não a mandasse embora!
Decidida a vê-lo, ela passou pelo grande portão e caminhou pela passagem do enorme jardim.
Mesmo ansiosa para ver seu amado, ela não pôde deixar admirar encantada, as flores que começavam a desabrochar, naquele início de primavera.
Apaixonada por flores e plantas, como ela era, aquele jardim mais lhe parecia o paraíso.
Porém, ela seguiu caminhando até chegar a porta principal.
Nesse momento, algo passou por sua cabeça. Algo que, na ansiedade de ver Egon, ela não tinha pensado anteriormente.
Será que a família dele, iria gostar de vê-la?
Janine já conhecia a mãe e tio de seu amado e eles eram ótimas pessoas.
Mas ela não tinha certeza da reação deles, com a chegada inesperada dela.
Bem, ela concluiu, fosse como fosse, ela já estava ali e não iria voltar!
Respirando fundo, ela tocou campainha e esperou. Nenhuma resposta.
A secretária tocou mais uma vez e nada!
Por fim, ela bateu na porta, bateu palmas, chamou por Egon, assoviou, sem nenhum sucesso.
"Talvez não tenha ninguém em casa!" Pensou desanimada.
Ela já tencionava partir, quando um grande barulho de explosão ecoou por todo o lugar.
- O que é isso? - ela gritou assustada.
Ela pensou por um instante se era melhor se afastar dali, mas lembrou-se em seguida, que já tinha ouvido explosões como essa antes.
Preocupada, ela procurou uma janela aberta, para que pudesse pular e entrar na casa.
Não encontrando, ela quebrou o vidro de uma e puxou o tranco, conseguindo pular por ela.
A moça se deparou com uma enorme sala decorada com móveis e objetos de extremo bom gosto.
Mesmo aflita, ela pensou que possivelmente seu apartamento caberia inteiro somente naquela sala.
Mas ela não podia perder tempo, para admirar o lugar, tinha que encontrar o local da explosão.
Ela atravessou a sala e mais alguns enormes cômodos, até encontrar um discreta escada na lateral.
A moça se aproximou do lugar, quando percebeu estilhaços de vidro no chão.
Ela se aproximou da escada, que descia até onde ela julgava ser um porão e um viu a sombra de alguém, subindo.
- Egon?! - disse ela, ao ver o seu amado cientista.
- Janine?! O-o que faz aqui?
Ela ignorou a pergunta e se limitou a olhar para ele.
Ele parecia um pouco abatido e ela podia ver as olheiras, através de seus óculos de aro vermelho.
Seu rosto estava suado e um pouco sujo com um pó escuro, que ela julgou ser por causa da explosão.
No entanto, o que mais a preocupou foi a mancha vermelha, que brotava da manga esquerda de seu jaleco branco. Ele estava ferido!
- Oh, Egon você está bem? Está machucado! - ela o abraçou e logo em seguida examinou seu braço.
- Não foi algo significativo. Apenas fui atingido por um pedaço de vidro, de uma janela. Mas eu já o removi de meu braço. Deveria ter cuidado, acho exagerei no cloreto de... Ei?!
Ela o puxou, arrastando-o pela casa, antes que ele falasse mais.
- Onde há um banheiro aqui?
- Um banheiro? - Egon a olhou confuso.
Ele ainda estava sem acreditar que ela estava ali.
- Sim, Egon! - disse ela. - Temos que tratar do seu braço.
- Eu já disse que estou bem e...
- Onde fica a porcaria do banheiro? - ela gritou.
- Er... logo ao final desse corredor há um lavabo...
- Ótimo!
Ela o puxou até lá e entrou com ele.
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: Onde você estiver   Dom Set 16, 2018 1:00 pm

II

Havia um pequeno armário ali e Janine o abriu, encontrando um kit de primeiros socorros.
- Sabia que teria algo aqui! Essa casa tem de tudo mesmo! - Janine comentou, colocando o kit em cima da pia e começando a abrir o jaleco de Egon. - Vamos tratar desse braço agora!
O Egon ficou vermelho e um pouco nervoso com a aproximação dela.
Não importava quanto tempo eles já conhecessem. Ela sempre causaria essa reação nele.
- Ja-Janine... Realmente eu não necessito... - ele tentou persuadi-la a parar, mas a moça estava concentrada em sua tarefa.
Ela tirou o jaleco dele e cuidadosamente dobrou a manga da camisa, afastando-a do corte.
Ela analisou o ferimento, aliviada por não ser um corte muito profundo.
Ela começou a limpar a ferida, enquanto Egon se apoiava na parede.
Ele a observou cuidar dele, sem ainda conseguir acreditar que ela estava ali.
Egon pensou várias vezes em como perguntar, o porquê  de ela ter vindo, mas a ruiva foi a primeira a falar:
- Por que você partiu daquele jeito, Egon?
- Eu expliquei na carta! Precisavam de mim, aqui!
- Eu sei muito bem o que você disse naquela droga de carta, Dr. Spengler! - Janine se controlou, para não sacudir com raiva, o braço machucado dele. - Quero saber a razão de você ter ido assim, sem se despedir de ninguém. Nem ao menos de mim!
Ele fechou os olhos, para não ter que encará-la.
- Eu achei melhor assim! Além disso, eu sabia que não haveria problemas!
- Não haveria problemas? E eu? Não pensou em mim? Não pensou o quanto eu ia sentir sua falta? - ele nada disse, apesar de estar um pouco vermelho e ela prosseguiu: - Por que você sempre é assim? Por que gosta de se isolar? E não se importa comigo!
- Eu me importo com você! - ele disse com dificuldade. - Eu sabia que você ficaria bem!
- Você não sabe nada! - era um tanto estranho, ela dizer isso, para ele.
Mas era verdade. Ele poderia ser um gênio, mas totalmente obtuso, quando se tratava de sentimentos humanos.
- Janine, eu precisava vir! - ele tentou explicar, para acalmá-la. - O laboratório Spengler está enfrentando uma crise! Preciso ajudar minha família!
Ela o olhou, preocupada com a seriedade em sua voz.
- É muito grave?
- Sim. Por isso estou aqui. Estão prestes acusar o laboratório de prejudicar pacientes com problemas mentais!
- Como?
Egon deu um suspiro, antes de explicar.
- Essas pessoas, que estavam utilizando o novo medicamento do laboratório, aparentemente pioraram. Estão tendo terríveis alucinações, crises de ansiedade...
- Oh... Mas o remédio não foi testado antes?
- É evidente que sim! E todos os testes foram satisfatórios. O medicamento foi aprovado devidamente, antes de ir ao mercado.
- Então não podem acusar o laboratório! Deve ter sido outra coisa, que os deixou assim.
Ele balançou a cabeça.
- Os médicos que examinaram os pacientes, dizem que não há outra explicação para a piora deles. Todos estão dispostos a atestar contra o laboratório. - ele fechou os olhos, em desânimo. - Se formos processados, por algo tão sério, isso poderá acabar com a credibilidade e trabalho de décadas, da minha família.
- Não acredito nisso! Esses médicos filhos da...
- Eu estou trabalhando na análise da fórmula do medicamento. - disse ele, cortando-a. - Mas... Não consigo encontrar nada de anormal na fórmula. Nada que pudesse causar tão absurda contraindicação!
- Oh, Egon! - ela olhou penalizada, enquanto terminava de enfaixar seu braço.
- Preciso resolver isso!
- Deve haver alguma explicação.
-  Sim e tenho que encontrá-la! Tenho que resolver isso o mais depressa possível!  - ele deu um suspiro. - Mas é possível que meu trabalho fique atrasado, por causa da explosão.
- Não se preocupe! - ela o abraçou. -Vou ajudá-lo a limpar e organizar tudo.
Ele virou o rosto, meio envergonhado, meio contrariado.
- Não é necessário que se incomode  Posso fazê-lo sozinho. De qualquer modo, posso trabalhar no próprio laboratório Spengler!
- Você não me quer aqui, não é? - ela disse enraivecida. - Mas não vou deixá-lo sozinho, Egon! Vou ajudá-lo!
Ela se afastou um pouco dele, sentindo-se frustrada.
- Janine... - Egon intimamente se alegrou pela atitude dela.
Ela tinha largado tudo, só para ir ao seu encontro, porque sentia sua falta e estava preocupada com ele.
Ele também sentiu a falta dela, mas os problemas de sua família eram graves e necessitavam de sua total atenção.
Olhando agora atentamente para Janine, ele percebeu que ela parecia cansada da viagem. E ele se compadeceu ainda mais.
Aproximando-se, ele segurou os ombros dela e disse:
- Eu agradeço por ter vindo Janine! E por ter cuidado do meu braço!
Janine deu um suspiro, ficando um pouco mais tranquila.
- Isso não foi nada! - ela o abraçou novamente, colocando os braços ao redor do seu pescoço. - Estou tão feliz por estar aqui com você! - ela o beijou.
Egon não esperava o gesto e ficou sem reação. Porém, em um gesto automático, ele passou seus braços ao redor dela.
Ela parou o beijo, apoiando a cabeça no peito dele.
Egon se sentiu tranquilo pela primeira vez, desde que chegara ali.
- Você deve estar muito cansada! - disse ele, depois de alguns instantes de silêncio. - Venha, vou levá-la para um dos quartos.
Eles subiram as escadas, enquanto Janine admirava o lugar.
- Essa casa é linda!
- Obrigado! É uma casa tradicional!
- Oh, imagino! Será que eu poderia conhecê-la melhor depois?
- Naturalmente!
- Ah, isso será ótimo! - eles caminharam por um extenso corredor, cheio de portas. - E onde está sua família?
- Estão em um congresso importante, em outra cidade. Queremos que saibam a seriedade e profissionalismo da família Spengler. Exceto por mamãe... - ele ficou um pouco vermelho e prosseguiu: - Quero dizer, exceto por minha mãe, que teve que se ausentar do país, para ver uma tia doente.
- E você ficou sozinho aqui?
- Bem, sim! Meu tio Cyrus achou que eu seria mais útil aqui, tentando descobrir o problema, com a ajuda dos funcionários do laboratório.
- E os empregados dessa casa? Suponho que existam. Essa casa é enorme e não deve se cuidar sozinha.
- Na realidade, não seria difícil criar um mecanismo, para auto limpeza. - Janine revirou os olhos e ele prosseguiu: - Mas minha mãe não concordaria com isso. Portanto, ela tem empregados, para ajudá-la. Mas como ela não está, achei melhor dar-lhes folga.
Janine percebeu que ele queria realmente ficar sozinho. Ah, mas ela não ia deixá-lo!
Eles pararam em frente a uma porta, que Egon se adiantou para abrir.
- Esse é um dos quartos de hóspedes. Você pode descansar aqui!
Ela ignorou o quarto, para olhar para ele.
- Pensei que era seu quarto...
Ele ficou extremamente vermelho e desviou o rosto.
- Hum... Não... Er... meu quarto fica no final do corredor.
- Tão longe desse? - ela quase fez beicinho.
- Bem... Acho que você ficará bem confortável aqui... - ele mexeu na gola da camisa, em um gesto de nervosismo. - Você não trouxe bagagem?
- Ah, sim! Eu me esqueci! Deixei-a no jardim, enquanto pulava a janela, logo após a explosão.
- Oh... Eu vou buscá-la. Só um instante! - ele fugiu o mais depressa que pode.
Janine suspirou e entrou no aposento.
Ela ficou boquiaberta com o tamanho e beleza da suíte.
O lugar era bem claro e arejado. As paredes tinham um tom pastel, decoradas com alguns quadros muito bonitos. A cama de casal era espaçosa e estava lindamente coberta por um edredom branco, com alguns travesseiros.
Só de olhar para ela, seu corpo pedia para deitar ali.
Ela ignorou a vontade de jogar na cama e andou até a grande janela. A vista dava para o jardim e parque, mas ela também podia ver de longe os prédios e construções da cidade. Era uma vista incrível!
Ela se sentou no sofá rente a janela, admirando a vista, até que escutou Egon a chamar:
- Janine?
- Hum? - ela voltou o rosto e viu o cientista parado na porta, com sua bolsa de viagem.
Ela sorriu e ergueu-se, aproximando-se dele.
- Aqui está! - ele entregou a ela a bolsa. - Vou deixar você descansar! - ele ia se retirando, mas ela o segurou pela mão.
- Espere, Egon! Aonde vai?
- Preciso descer e começar a limpar a bagunça da explosão. E mais tarde terei que ir ao laboratório Spengler, para saber como está tudo!
- Você parece cansado! Deve ter trabalhado a noite toda! E também se machucou com a explosão.
- Eu estou bem!
Ela o olhou com firmeza.
- Não pode trabalhar tanto assim, vai ficar doente! Por que não tira o dia de folga, Egon? Posso fazer algo para você comer e mais tarde limparemos o laboratório.
- Eu não posso, Janine! Tenho que continuar meu trabalho!
- Você não vai conseguir trabalhar dessa maneira! Por favor, somente hoje! - ela o olhou com os olhos suplicantes e ele não conseguiu resistir mais.
- Hum... Talvez você tenha razão! Eu posso trabalhar mais tarde!
Ela balançou a cabeça, sabendo que não adiantaria insistir com ele, para que tirasse o dia todo de folga.
"Mais tarde darei um jeito de persuadi-lo!" Pensou ela.
- Ótimo, Egon! - disse a ruiva. - Por que você não toma um banho agora?
- Um banho?
- Sim, para relaxar um pouco. E além disso... - ela passou sedutoramente os dedos pelo rosto dele. - Seu rosto está sujo pela explosão.
- Oh... - ele colocou a mão na própria face, um pouco sem jeito. - Ne-nesse caso, é melhor eu ir mesmo tomar um banho! - ele tirou delicadamente a mão dela de seus lábios, antes que ela o provocasse mais. - Fique à vontade! Com licença!
Janine o observou se afastar, até entrar em seu quarto e fechar a porta.
Suspirando, ela entrou novamente no quarto de hóspedes.
Tomaria um banho rapidamente e prepararia algo, para eles comerem.
A moça abriu sua maleta e pegou uma muda de roupa, indo até o banheiro.
Como deveria ser, o banheiro também era lindo e ela ficou tentada a relaxar naquela banheira maravilhosa, mas isso ficaria para outra ocasião.
Ela se conformou com uma boa chuveirada e depois de se vestir, foi procurar a cozinha.
Depois de algumas explorações, ela a encontrou e conseguiu preparar algo para ela e seu amado.
**
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MensagemAssunto: Re: Onde você estiver   Dom Set 16, 2018 1:00 pm

III

A moça subiu as escadas com uma bandeja, pensando maliciosamente que era uma ótima desculpa, para dar uma passadinha no quarto do cientista.
Ela parou em frente a porta da suíte e o chamou:
- Egon? Você ainda está aí? - como não obteve resposta, ela equilibrou a bandeja com uma mão só e bateu na porta. - Egon?
O rapaz não respondeu e Janine resolveu entrar.
Ela abriu a porta devagar, entrando na suíte.
A moça colocou a bandeja em cima de uma cômoda e fechou a porta.
Ela ergueu a vista e pôde contemplar o quarto dele.
Era lindo demais! Janine imaginava que o quarto de Egon, fosse algo como uma extensão de seu laboratório, com uma cama. Mas estava completamente enganada!
A suíte era grande, muito maior do que o quarto de hóspedes no qual ela estava. As paredes, que possuíam alguns belos quadros, eram de um azul marinho com detalhes em branco, assim como o teto. Havia também uma lareira, que deixava o ambiente com um aspecto mais aconchegante.
Para completar, a suíte possuía belos móveis e em um dos lados de uma das paredes, tinham duas portas, que a moça julgou ser uma do closet e outra do banheiro.
Depois de contemplar o quarto, a ruiva finalmente voltou sua atenção, para a grande e espaçosa cama.
Lá ela encontrou seu amado cientista, dormindo pacificamente de bruços.
Ele poderia estar tranquilo, mas ela sentiu seu coração palpitar mais forte, ao notar como ele estava.
O lençol, que estava por cima do rapaz, mal o cobria, pousando apenas em parte da sua cintura, revelando a cueca boxer branca que ele usava. Na parte de cima, ele usava uma regata da mesma cor.
Era uma visão deliciosa e tentadora, para Janine.
A moça se aproximou devagar da cama, as mãos formigando de vontade de tocar em seu amado, mas ela se controlou.
Com a voz um pouco trêmula, mas gentil, ela o chamou:
- Egon! - ele não respondeu e ela o chamou novamente: - Egon!
O rapaz continuava dormindo profundamente e ela teve pena.
Ele devia estar muito fatigado. Talvez não dormisse há dias.
"É melhor deixá-lo descansar!" Pensou ela.
Janine sabia que o correto era sair do quarto e o deixar em paz. Mas ela não tinha vontade de fazer isso.
Sem conseguir se conter, ela se sentou na ponta da cama, para poder contemplá-lo.
Além de interessante, era curioso ver Egon usando peças tão íntimas. A moça se lembrava de que na Firehouse, o rapaz costumava usar uma espécie de camisolão, ou ocasionalmente um pijama simples, para dormir.
Ela cogitava que, talvez por estar sozinho e tão cansado, ele nem tivesse pensando sobre isso, quando "se jogou" em sua cama.
"Ele também não deve ter imaginado que eu entraria no quarto dele!" Pensou Janine, com um sorriso.
Os olhos azuis esverdeados da moça, correram animadamente por toda a extensão do corpo do rapaz.
Ela catalogou todos os detalhes: As pernas longas, mas bem torneadas, os braços fortes, os pés grandes...
Ah, as mãos! Ela sempre gostou das mãos dele! As mãos do físico eram grandes, mas com um quê de delicadeza. Talvez fosse pelos dedos longos, um pouco finos.
Janine subiu o olhar, para ver o rosto dele. Ele era tão lindo dormindo!
O rosto comprido, um tanto quanto imponente, com seu queixo bem definido, o nariz harmonioso, assim como a testa. Os olhos estavam fechados, mas ela observou seus cílios, longos e um pouco cheios.
Por fim, ela observou a boca. Ela estava levemente aberta pelo sono profundo, tornando-a ainda mais convidativa.
Sem resistir, ela encostou levemente seus lábios nos dele, sem acordar o rapaz.
Com um sorriso, ela se deitou ao seu lado, encostando a cabeça em um dos travesseiros fofos, da cama dele.
"Está tão bom ficar aqui! Ficarei mais alguns minutinhos, depois irei para meu quarto!" Pensou ela.
No entanto, ela adormeceu quase em seguida.
**
- Aff, que tédio está isso aqui! - resmungou Peter.
Ele estava sentado, os pés em cima da mesa de Janine e sua mão direita, rabiscava um papel, deixado ali.
- Ei, Pete! - disse Ray, aproximando-se. - Você sabe que Janine detesta, quando você fica bagunçando a mesa dela!
- E daí? - Peter deu de ombros. - Ela não está aqui mesmo! Provavelmente está se divertindo com o Egon!
- Eu não sei... - Ray ficou pensativo. - Estou preocupado com ele. Acho que Egon deve estar realmente com sérios problemas.
- Eu acho que não! Janine já teria ligado!
- Bem, talvez o Egon tenha pedido para ela não fazer isso!
-De qualquer modo, não nos resta outra alternativa, além de esperar! - Peter suspirou. - E com o tédio que está esse lugar, vai ser uma espera longa! - ele apoiou a cabeça com as mãos. - Nem sequer a Janine está aqui, para eu poder aborrecê-la!
- E se nós fôssemos a Ohio, ver de perto, como estão as coisas?
- Ir até lá!
- Sim, quase nem temos chamadas, de qualquer modo! Podemos ir!
- Eu topo! - disse Winston, descendo as escadas
- Eu também! - animou-se Geleia, descendo com eles.
Peter deu sorriso.
- Está certo, rapazes! Então, amanhã mesmo, nós iremos!
**
Egon se remexeu na cama, abrindo os olhos devagar.
Ele esticou o braço até o criado-mudo, para pegar seus óculos.
Assim que os colocou, ele olhou as horas.
O ponteiro marcava três da tarde.
- Oh, dormi demais! - ele se sentou com um sobressalto.
Mas seu susto maior, não foi com a hora e sim com quem estava ao seu lado na cama.
- Ahh, Janine?!
Ele arregalou os olhos, sem entender o que tinha acontecido.
Seu rosto ganhou um forte coloração vermelha.
"O que ela está fazendo aqui?" Pensou ele, erguendo-se da cama e vestindo rapidamente um roupão.
A moça dormia tranquilamente, agarrada ao travesseiro.
Mesmo constrangido, ele a chamou:
- Janine? Janine, acorde! - ele tocou levemente no ombro dela.
- Humm... o que foi? - murmurou ela sonolenta.
- O que faz aqui na minha cama?
- Hum... me deixe dormir! - ela pediu, abraçando mais o travesseiro.
Percebendo que ela estava em sono profundo, Egon a deixou dormir.
Ele olhou para a sua cômoda e viu a bandeja com a comida e deduziu que ela havia trazido e pegou no sono, enquanto o esperava acrodar.
Ele sorriu, sentindo-se alegre, pela preocupação dela com ele.
Ele foi até sua cama, cobriu Janine com o edredom, tirou os óculos dela, colocando-os no criado-mudo e deu um leve beijo na testa da moça.
- Descanse, Janine!
Ele pegou a bandeja e saiu da suíte.
**
Janine acordou com o barulho de um trovão.
Tinha sido tão forte, que parecia ter estremecido as janelas.
Ela respirou fundo, para se acalmar, quando percebeu onde estava.
- O quarto de Egon? Oh, droga! Peguei no sono!
Ela se sentou na cama, tateando o abajur, para clarear a escuridão do quarto.
Assim que acendeu a luz, ela viu seus óculos pousados sobre o criado-mudo e os colocou.
- Egon! - ela gritou, ao notar que ele já não estava mais ao seu lado na cama.
A moça o chamou novamente, julgando que ele pudesse estar no banheiro, mas não obteve resposta.
Com relutância, ela saiu da cama confortável e quentinha e decidiu procurar por ele.
Janine já estava saindo, quando Egon pareceu no quarto, trazendo comida para ela.
- Oh, você acordou! Julguei que ainda estivesse dormindo.
- Eu acordei com a tempestade! - ela corou e desviou o olhar do dele. - Desculpe, acabei pegando no sono, na sua cama!
Ele também ficou levemente vermelho, mas disse:
- Não se preocupe! Fico satisfeito que tenha descansado.
Eles ficaram alguns instantes embaraçosos, sem nada dizer e ela olhou para a janela dizendo:
- Parece que está caindo o mundo lá fora!
- De fato, a chuva está muito forte. Não imaginei que chovesse hoje! - ele se aproximou da ruiva entregou a bandeja com sanduíches para ela. - Suponho que esteja com fome!
- Na verdade, sim! Obrigada! - ela sorriu agradecida.
- Você deixou comida para mim, mas não comeu nada mais cedo, não é verdade?
- Bem, eu belisquei uma coisa ou outra... - ela colocou a bandeja em cima do criado-mudo e pegou o lanche sem cerimônia. - E você? Comeu alguma coisa?
- Sim, comi sua comida! Estava ótima! Obrigado!
- Então nós estamos quites! - ela brincou. - Os sanduíche está delicioso! - disse ela, depois de algumas mordidas.
- Não foi nada! - ele se aproximou da porta. - Vou deixá-la comer sossegada, enquanto faço a lista dos itens que precisam ser repostos no laboratório.
Ela ia protestar, mas o clarão de um raio surgiu e logo após um forte estrondo de um trovão, deixando o quarto no mais absoluto escuro.
**
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MensagemAssunto: Re: Onde você estiver   Dom Set 16, 2018 1:01 pm

IV

Janine rapidamente se aproximou de Egon, abraçando-o.
A ruiva não era uma mulher de se assustar à toa, mas ela detestava chuva e trovões. Principalmente estando em uma grande casa estranha, sem energia elétrica.
Egon a envolveu em seus braços.
- Não se preocupe! Tenho lanternas e velas, por aqui. - disse o rapaz. - Lamento pelo gerador de energia que temos. Creio que ele foi afetado, pela explosão em meu laboratório, mais cedo!
Como uma das mãos na cintura dela, ele a levou com ele, até uma das cômodas.
Tateando o móvel, ele abriu uma de suas gavetas, retirando uma lanterna e velas.
Ele acendeu a lanterna, trazendo um pouco de luz, para o quarto escuro.
- Minha mãe é muito precavida e costuma espalhar velas e lanternas, em alguns cômodos. - explicou ele. - Mas não tenho fósforos, nem isqueiro por aqui. É melhor eu descer, para buscar.
- Eu vou com você! - ela se agarrou nele.
- É melhor que eu vá sozinho! Será mais rápido!
- Mas...
- Venha! - ele a guiou gentilmente até a cama, fazendo-a se sentar.
- Egon?
- Espere-me aqui! Você vai ficar bem! Vou levar a lanterna, mas não demoro! - ele deu um beijinho na testa dela e saiu.
Janine se deitou na cama, cobrindo-se até a cabeça, com o edredom.
**
Como prometeu, Egon voltou rapidamente para o quarto, trazendo, um candelabro, fósforos e um copo de água, para Janine.
- Janine? - ele a chamou, enquanto acendia as velas e posicionava no candelabro.
A moça afastou a cabeça do edredom e olhou para ele.
- Que bom que você voltou!
Ele se aproximou dela, com o copo com água.
- Para você ficar mais tranquila.
Ela sorriu com o gesto dele e aceitou o copo oferecido, bebendo um pouco.
- Obrigada, Egon!
- De nada! - e de repente, ele desviou o olhar, falando. - Você pode ficar aqui, se quiser.Eu ficarei em outro quarto. Mas antes, vou descer e tentar consertar o gerador, ele realmente ficou danific... Ohh... - ele parou de falar, quando Janine o agarrou, colocando seus braços, ao redor do pescoço dele.
- Por favor, fique aqui comigo! - ela pediu.
Nesse momento o barulho um forte trovão ecoou por todo o quarto e ela se agarrou ainda mais a ele.
- Acalme-se, Janine! - Egon pediu suavemente, afagando as costas dela, com uma das mãos.
- Fique aqui comigo essa noite! - ela pediu novamente, a cabeça encostada no peito dele. - Por favor!
- Janine...
A ruiva se afastou um pouco, para olhar para ele.
Os olhos azuis, geralmente distantes, pareciam muito doces agora.
Ele a olhava com carinho e o coração dela se acalmou um pouco.
Ela desceu seu olhar para a boca dele, que parecia muito convidativa.
Sem pensar, ela colocou a mão na nuca do rapaz e o beijou.
Egon arregalou os olhos, surpreendido pelo gesto, mas não se afastou.
Janine interrompeu o beijo, passando a beijar o pescoço dele.
- Ah, Janine, eu... - ele tentava raciocinar, mas estava difícil.
Sua lógica estava evaporando, com o toque suave, mas excitante, dos lábios dela em seu pescoço.
Mesmo se sentindo um pouco envergonhado, uma parte dele estava gostando do gesto e isso o impedia de se afastar dela.
- Você é tão lindo! - sussurrou ela, no ouvido dele.
A moça estava inebriada pelo cheiro da loção pós barba de Egon, pelo gosto de sua pele, pela sensação de prazer, por estar tão próxima dele.
À princípio, ela estava realmente com medo da chuva e não queria ficar sozinha.
Mas bastou sentir o físico próximo dela, para ser tomada por outro sentimento bem diferente.
Egon Spengler sempre fora irresistível para ela!
Desde que o conhecera, ela o achara atraente e resolveu flertar com ele.
O que a princípio era quase uma brincadeira, uma mera atração, passou a se tornar algo mais forte.
Ela se encantou, não só por sua aparência, mas por sua inteligência, sua dedicação, cavalheirismo e seu jeito fofo.
Mesmo com seu aspecto frio e um tanto isolado, ela sabia o quanto ele era fofo e gentil!
Agora, ali junto de Egon, ela o queria. Mais do que querer, necessitava dele!
Uma leve ponta de insegurança, que ela sentia, de ser rejeitada, dissipou-se, ao perceber que ele a apertava mais em seus braços.
- Janine... - ele sussurrou, totalmente entregue às carícias dela.
Não havia mais maneira de ele resistir. A mão dela em sua nuca, massageando-o, sua boca deslizando preguiçosamente pelo seu rosto. E o corpo dela, cada vez mais próximo do dele.
Tudo isso era demais para Egon!
Eles estavam ali, sozinhos, em uma cama, em um quarto iluminado por velas, a chuva caindo torrencialmente...
Egon não tinha mais forças, para resistir a ela. E ele mesmo, não queria resistir!
A sensação de prazer, de excitação, era maior que sua vontade.
Ele a queria para si. Sempre a quis! Mesmo que tentasse todo o tempo ignorar esse sentimento.
Uma voz gritou dentro dele, lembrando-o que ele era um homem e que tinha o direito de sentir. Apenas sentir, sem pensar em lógica ou consequências.
Completamente tomando por essa voz, ele colocou a mão no queixo dela, trazendo os lábios dela, até os seus.
Foi um beijo calmo de início. Egon começou com um leve roçar dos lábios e foi lentamente aprofundando o afeto.
Apesar da feliz surpresa e ansiedade dela, Janine se controlou, para não agarrá-lo de uma vez!
Egon agora adentrava na boca dela, com sua língua, saboreando cada canto.
O beijo durou mais algum tempo, até que ele o interrompeu, abraçando-a com força.
- Ah, Janine...
- Egon, por favor... - ela não terminou a frase, mas ele sabia o que ela queria.
Ele deu um leve sorriso tímido, enquanto olhava para o rosto de dela.
Ela parecia ainda mais bela, sob a luz das velas.
Os olhos dela tinham um brilho um especial e ele sabia que isso se devia ao fato de ele estar com ela.
Sem nada dizer, ele aproximou novamente seu rosto do dela e a beijou intensamente.
Janine o correspondia, enquanto notava que Egon a empurrava gentilmente para a cama.
Ela se deitou, com ele por cima dela, passando a beijar a pele macia do pescoço da secretária.
O cheiro dela, seu gosto, eram muito bons para Egon.
Entusiasmada com os beijos dele, Janine tateou os botões da camisa dele, tentando abri-los.
Ele não a impediu. Ao contrário, permitiu que ela o fizesse, enquanto ele se ocupava por explorar com as mãos o corpo dela.
Janine conseguiu a abrir a camisa do rapaz e a empurrou para trás. Egon a ajudou remover a peça, ficando nu, da cintura para cima.
Ela olhou com interesse para o peito dele, deslizando suas mãos, para aquela região.
O rapaz se arrepiou, ao sentir as unhas compridas o arranhando.
Mas a moça não ficou satisfeita em apenas passar as mãos.
Vendo que Egon estava tranquilamente permitindo suas investidas, ela o puxou para a cama, ficando por cima dele.
- Oh... - ele deu um leve gemido, ao sentir Janine beijando todo o seu peito.
Ela foi com as mãos até a calça dele e a abriu.
Mesmo com certo receio da reação dele, a mão dela pousou naquela região, por dentro da calça aberta.
Há anos ela o amava, o desejava e o queria.
Tinha sonhando com aquele homem tantas vezes, que até perdera a conta.
Finalmente o sonho estava se transformando em realidade.
Ela estava realmente com o homem mais lindo e especial que conhecera em toda a sua vida!
As mãos de Janine deslizaram por cima da cueca, sentindo a excitação do rapaz.
- Oh, Janine! - ele gemeu em resposta, ao toque dela.
No entanto, quando a moça o apertou levemente por cima da cueca, ele segurou a mão dela, impedindo-a de continuar.
O gesto dele a assustou. Ela ainda não estava completamente segura se seria capaz de agradá-lo.
Janine tinha medo que a qualquer momento, ele se incomodasse e saísse imediatamente do quarto, deixando-a sozinha.
O olhar cauteloso dela, passou de suas mãos, até o rosto dele.
Ela olhou em seus olhos, esperando ler o que ele estava pensando.
Os olhos deles estavam mais escuros do que o normal. Eles a fitavam com uma profundidade, que a deixou imóvel.
Ela não conseguia entender o que estava acontecendo. Ele estaria com raiva dela?
Eles ficaram alguns instantes assim, naquela posição, a mão dele ainda segurando firme a sua.
Quando Janine finalmente resolvera perguntar o que estava errado, ela foi surpreendida pelo rapaz, que em um movimento rápido, puxou-a para a cama e ficou em cima dela.
- Janine... - agora finalmente ela podia ler seu olhar.
E o que ela via era desejo. Um desejo primitivo.

***
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MensagemAssunto: Re: Onde você estiver   Dom Set 16, 2018 1:02 pm

V

O corpo dela se arrepiou todo e ela se sentiu ofegar.
Ele a beijou com vontade, deixando-a ainda mais sem fôlego.
Rapidamente ele espalhou beijos por todo o pescoço dela, descendo até os ombros.
Sem permissão, ele puxou a alça da blusa dela para baixo, tocando com os lábios, os vales de seus seios.
- Você é... muito bonita! - disse ele, de repente.
O coração dela se agitou mais, com o elogio.
- Obrigada, Egon! - disse, com um sorriso.
Ele segurou a ponta da blusa dela e puxou para cima, tirando-a dela.
Como a ruiva não usava sutiã, os seios ficaram imediatamente à mostra, para o deleite de Egon.
Ele os massageou com vontade e levou sua boca até eles.
Egon ficou algum tempo ali, até que desceu seus beijos para a barriga, até chegar ao cós dos shorts que ela usava.
O rapaz tirou a peça, deixando-a apenas de calcinha.
Janine respirava pesadamente, sentindo os lábios dele por todo o seu corpo.
Egon estava fascinado. Janine era uma mulher muito atraente! Sua pele leitosa, macia, cheirosa, deixava-o extasiado.
Ele queria provar cada centímetro daquele corpo!
- Ah... - Janine gemeu, ao sentir a boca de Egon em suas coxas.
Ele dava beijos e lambia toda aquela região, deixando-a extremamente excitada.
Apesar de notar a ansiedade dela e de ele mesmo, estar muito excitado, o rapaz não tinha pressa.
Já que seu corpo e seus desejos, o fizeram decidir ficar com ela, ele faria a seu modo.
Não faria amor com ela de qualquer maneira!
Ele continuou com seus beijos, as mãos deslizando lentamente das coxas, para cima, até o cós da peça íntima dela.
Egon enroscou os dedos na peça e a puxou para baixo, retirando-a de Janine.
O rapaz ficou alguns segundos contemplando a ruiva, completamente nua.
Ele se lembrou dos seus sonhos com ela, em situação semelhante.
Várias foram as vezes em que ele acordava em sua cama, encharcado de suor e coração palpitante.
Não era mais um sonho! Ela realmente estava ali ao seu lado. Cativa de suas carícias, ansiosa por seus toques.
- Ahh, Egon... - gemeu alto a ruiva, quando o físico enterrou o rosto nas partes íntimas dela.
O rapaz a lambeu, como se fosse seu doce favorito.
Suas mãos seguravam as coxas delas, enquanto ele continuava aprazerando-a.
Janine, que já estava extremamente excitada, não aguentou muito tempo disso.
Logo seu corpo convulsionou, alcançando o máximo prazer! Ela arqueou as costas, enquanto gritava o nome do seu amado.
Egon se ergueu, para observar Janine mais uma vez.
Ela estava com os olhos fechados, ofegante, a expressão de puro prazer.
Prazer que ele proporcionara a ela.
Aquela imagem era o bastante, para que Egon perdesse o controle.
Ele rapidamente se desfez do resto de suas roupas e deitou por cima dela, beijando-a loucamente.
Janine correspondeu o beijo de bom grado, ainda não saciada.
Foi fantástico sentir a boca dele em si, mas ela o queria por completo.
Janine abriu as pernas, permitindo que Egon ficasse entre elas.
A moça arfou ao sentir o membro do rapaz próximo de sua entrada.
- Ah, Janine... Eu... Eu sinto muito mais... Não posso mais me segurar... eu preciso...
Ela o calou com um beijo e Egon guiou seu membro até a entrada dela.
Ele gemeu alto, ao sentir as paredes internas, quentes e apertadas envolver seu membro.
Sem resistir mais, ele a penetrou por completo.
Janine gemeu alto, as mãos pressionando o ombro dele.
A sensação de ter Egon dentro dela eram incrível!
Ela empurrou os quadris ao encontro dele, enquanto o rapaz acelerava os movimentos.
- Ohh... Janine! - ele arfou em êxtase.
- Ahh... E.. Egon! - a moça gritou alcançando o clímax.
O físico deu mais algumas estocadas a até liberar seu próprio prazer, com um gemido alto.
Ele desabou por cima dela.
Egon apoiou a cabeça nos seios dela, sentindo o seu coração bater apressadamente.
Ele sabia que o seu estava da mesma forma, fazendo todo o possível para bombear o sangue agitado. Seu pulmão também buscava desesperadamente por ar.
Tinha sido muito intenso! Mais do que com qualquer outra mulher, com quem ele estivera. Afinal, ela não era "qualquer mulher". Era Janine, a sua Janine!
Assim que recuperou um pouco mais do fôlego, Egon saiu de cima dela, deitando ao seu lado.
Janine se mexeu também, apoiando agora sua cabeça, sobre o peito dele.
Egon passou o braço direito, ao redor dela, aconchegado-a nele. A mão do rapaz deslizava tranquilamente sobre as costas dela, em um carinho displicente.
Janine suspirou. Ela se sentia completa e em paz!
Eles ficaram todo o tempo em silêncio, enquanto ouviam ainda lá fora a chuva cair.
Mesmo Janine, mais prolixa, preferiu manter quietinha, aconchegada a ele. O momento para ela era tão mágico, que não havia necessidade de palavras.
Fechando os olhos, ela adormeceu, nos braços do seu amado.
**
Janine acordou de repente, ouvindo o canto dos pássaros.
Ela sorriu ao sentir o corpo quente, junto ao seu.
Erguendo a cabeça devagar, ela olhou para Egon, que dormia profundamente.
Ela o contemplou com carinho por alguns instantes, até resolver se levantar.
A moça tirou o braço dele de si, com cuidado e saiu da cama.
Sem cerimônia, ela usou o banheiro dele. O lugar era ainda mais incrível, do que o do seu quarto. Ela ficou encantada com o acabamento se mármore da pia e banheira.
Ah... A banheira! Era grande o bastante para duas pessoas. Ela pensava, com malícia.
" Talvez mais tarde... Com ele..." sonhava ela, decidindo pelo chuveiro, no momento.
A moça tomou rápido banho, enrolando-se em uma toalha.
Ela voltou para o quarto, mas estava com preguiça de ir até o quarto de hóspedes se vestir.
Portanto, ela abriu uma das gavetas de Egon, encontrando uma camisa azul.
Ela a vestiu, dobrando as compridas mangas. Nesse momento, ela viu Egon se remexer na cama.
Ele estava acordando.
**
Egon acordou, depois de um sonho interessante.
Não era com Einstein, ou Newton, ou outro dos grandes nomes da ciência, com quais ele frequentemente se encontrava, na terra dos sonhos.
A protagonista das histórias, que seu subconsciente criaria, era Janine.
Egon estava na Firehouse, descendo as escadas, ansioso para perguntar a sua secretária, se o disco com a Quinta sinfonia de Beethoven, havia chegado.
No entanto, ao se aproximar da mesa da moça, ele parou espantado e com o queixo caído.
Ao invés de suas costumeiras roupas, Janine estava vestida apenas, com um conjunto íntimo, de calcinha e sutiã, na cor preta.
As peças, completamente indecentes, não deixavam nada para imaginação.
-"Ja-Janine?!" - ele gaguejou, como um bobo.
A ruiva, que estava distraída, olhando para o computador, voltou-se para ele.
Ela lhe deu seu melhor sorriso e um olhar cheio de malícia.
"Oh, Egon! Você deseja alguma coisa?" - ela ronronou.
Se ele desejava alguma coisa? Oh, sim, sua mente queria o disco, mas agora, o seu corpo...
Vendo-o calado, a secretária se ergueu, aproximando-se dele.
"Oh..." ele gemeu, ao vê-la em pé e se aproximando dele.
**
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MensagemAssunto: Re: Onde você estiver   Dom Set 16, 2018 1:03 pm

VI

"Algo errado, Egon? Você parece meio nervoso!" Disse ela e ele não sabia se ela estava realmente preocupada, ou apenas provocando-o.
Ela se aproximou ainda mais, sorrindo, enquanto gentilmente deslizava a mão pelo rosto dele.
"Você está tão quente!" Ela sussurrou e ele deu outro gemido.
A mão direita dele segurou a dela, enquanto seu braço esquerdo, involuntariamente, envolvia a cintura dela, puxando-a para ele.
"Oh, Egon!" Agora era ela, que gemia.
"Janine!" ele tomou a boca dela, em beijo feroz, enquanto sua mão descia para o traseiro dela...
- Egon!
A voz de Janine, chamando-o com insistência fez o rapaz acordar.
- Hã? O quê?! - ele se sobressaltou, sentando-se em sua cama.
- Você está bem? Estava gemendo...
Ele demorou alguns segundos, para entender que estava sonhando.
- Sinto muito, eu estava dormindo! - ele ergueu o rosto, para olhar para ela, dando-lhe um sorriso gentil.
Mas ao reparar na moça a sua frente, seu coração quase parou.
Janine estava em pé, próxima da cama, usando uma de suas camisas.
Ela estava incrível!
Os cabelos compridos, molhavam a camisa, próximo ao seios. Ah, ele até podia notar os mamilos endurecidos, por baixo da sua peça de roupa.
Tentando não olhar mais para aquela região, ele subiu a vista, para o rosto dela.
Não adiantou muito. O rosto agora, sem maquiagem, destacava a pele rosada e as encantadoras sardas. A ruiva não estava com os óculos e ele podia ver bem seus olhos azuis esverdeados, parecendo ainda mais brilhantes e belos.
Ah, e a boca... A boca que ele tinha provado com gosto em seu sonhos e também no mundo real, parecia ainda mais convidativa.
Egon se lembrou da noite anterior e seu corpo começou a esquentar mais.
- Tem certeza de que está bem, Egon?
- Humm... - ele grunhiu, tentando controlar a excitação absurda que sentia.
- Acho melhor ir buscar alguma coisa, para você tomar!  - disse ela, começando a ficar preocupada.
Mas antes que Janine pudesse se afastar, Egon segurou seu braço e puxou para cama, junto com ele.
- Oh... - ela arfou, surpresa. -
- Janine... - ele sussurrou seu nome, deitando por cima dela.
- Egon? - ela o olhou, confusa.
Sua confusão se transformou em prazer, quando o rapaz a beijou.
Ela não conteve um sorriso satisfeito, antes de devolver o afeto da mesma maneira.
Assim que eles interromperam o beijo, Egon falou:
- Janine... Eu... Quero você!
A moça sentiu seu corpo todo se arrepiar adiante daquele olhar de desejo.
Nem em seus sonhos mais surreais, ela imaginava ver Egon com essa expressão e atitude. E ela estava amando isso!
Ela colocou a mão na nuca dele e o beijou em resposta.
Egon aprofundou o beijou, mas logo desceu os lábios pelo pescoço de Janine.
O cheiro de sabonete lhe parecia absurdamente sensual e ele o aspirou, enquanto lambia o pescoço.
Ele ergueu o rosto e olhando para ela, com um olhar malicioso, puxou-a para cima dele, surpreendendo Janine.
Ela levou apenas um instante, para se recuperar da surpresa.
Logo ela lhe retribuiu sorriso malicioso e com um puxão, abriu a camisa que vestia.
Ele a olhou, os olhos escuros de desejo, subindo sua mão, da coxa dela, por todo o corpo da ruiva.
Ela se inclinou levemente, para que ele pudesse pegar em seus seios e arfou, quando Egon os massageou.
- Oh, Egon... - Janine gemeu.
Ela se abaixou para beija-lo, enquanto encaixava o membro do físico nela.
Ambos gemeram alto e a ruiva passou a se mexer rapidamente.
Ele a segurou pela cintura ajudando-a com os movimentos.
Logo ambos chegaram ao clímax e Janine desabou em cima dela.
- Isso foi tão incrível, Egon! - disse ela, ainda sem fôlego.
-Oh, sim! - ele concordou, com um sorriso preguiçoso.
O físico já não estava mais com pressa em retomar suas atividades, mesmo com o problema de sua família.
Ter Janine tão próxima dele, trazia- lhe paz e tranquilidade, além de um sentimento de satisfação.
No entanto, ele sabia que precisava cumprir suas obrigações. Sua família dependia dele!
Suspirando resignado, ele se remexeu na cama, afastando-se de Janine e se sentando.
Ao perceber que ele ia se levantar, a moça colocou os braços ao redor dele, dizendo:
- Não! Fique aqui comigo!
- Eu não posso, Janine! Já perdi tempo demais, preciso trabalhar!
- Você acha que tudo o que tivemos foi perda de tempo? - ela o olhou, meio carrancuda.
- Não. Eu não quis dizer isso! É só... - ele se levantou. - Você sabe. Eu preciso mesmo trabalhar.
Ele se afastou, indo até o banheiro e logo após, a moça escutou o barulho do chuveiro.
Ela teve vontade de invadir o banho do rapaz, mas sabia que não era uma boa ideia.
Egon já estava novamente centrado em suas obrigações e era possível que até a rejeitasse.
Por um lado, isso a deixava um pouco chateada, mas por outro, ela entendia.
Sabia que Egon, com seu grande caráter e respeito pela família, faria de tudo, para ajudá-los.
Talvez ela devesse tentar ajudá-lo também, mostrando a ele que se importava.
Era o mínimo que ela poderia fazer, depois da noite (e começo de manhã) incrível, que ele lhe proporcionara.
Erguendo-se Janine decidiu ir até o quarto de hóspedes, atrás de suas roupas.
Algum tempo depois, Janine voltou para o quarto de Egon, encontrando o rapaz, em pé, abrindo uma gaveta.
Ela arfou pela visão deliciosa de Egon. O rapaz estava vestido apenas com uma cueca azul, de algodão, os cabelos loiros molhados, que costumeiramente ficavam enrolados para cima, agora caiam displicentemente pela testa dele. Ele estava lindo demais!
Sem notar a presença dela, o rapaz procurava uma camisa oara vestir, quando se assustou, ao notar a ruiva o abraçando por trás.
- Oi, Egon! - ela ronronou.
- O-oi! - disse ele vermelho.
Ele não podia deixar de se sentir embaraçado, com a súbita intimidade.
- Eu fui ao meu quarto vestir minhas roupas, mas já estou de volta! - ela falou, dando um beijo nas costas dele.
Egon ficou arrepiado dos pés a cabeça.
- Hum... Que bom! - disse ele, sem saber ao certo o que falar ou fazer. - Er... Eu preciso me vestir! - ele se afastou delicadamente dela
- Oh, mas você está ótimo assim! - disse ela maliciosa e aproximando-se dele de novo, puxou-o para um beijo.
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MensagemAssunto: Re: Onde você estiver   Dom Set 16, 2018 1:03 pm

VII

Egon deixou ser beijado, tentando com muito esforço, controlar-se.
Assim que Janine parou o beijo, ele se afastou dela.
- Janine, eu preciso me vestir! Você... poderia me dar licença?
- Mas eu...
- Por favor, eu prefiro ficar sozinho!
- Como quiser, Egon! Mas eu quero que saiba, que vou ajudar você, no que precisar. Posso organizar as coisas no seu laboratório, fazer tipo de serviço que seja útil, até que você consiga descobrir o que há de errado!
- Não creio que seja necessário, Janine! É melhor que você volte para casa!
- Não! Eu não posso deixar você sozinho aqui!
- Eu estava muito bem, sozinho!
- Está bem! - ela saiu séria.
- Janine... - ele a chamou, mas ela já tinha ido.
Egon fechou os olhos, incomodado  consigo mesmo.
Ele não queria ser rude com ela, mas tinha que ser firme, caso contrário não resistira à sedução da moça.
Ter Janine ali, tão próxima, era uma tentação muito grande!
E ele não podia relaxar agora e esquecer dos seus deveres. Tinha que ficar focado nos seus objetivos.
**
Assim que terminou de se vestir, Egon desceu, encontrando Janine no final das escadas, com sua bolsa de viagem nas mãos.
- Janine?
- Eu já vou! - disse ela, muito séria. - Obrigada pela hospitalidade! - ela olhou por um instante para ele: -Espero que seu braço já esteja melhor! Bem... Adeus!
Ela ia partindo, mas ele a segurou pelo braço.
- Janine, eu... Eu sinto muito! Não estava expulsando você! Eu somente preciso me concentrar nesse problema!
- E claro, eu atrapalho!
- Não se trata disso! Eu...
- Não precisa explicar mais, Egon! Eu não vou insistir para ficar! Já chamei um táxi. Logo ele chegará! Adeus!
Ela soltou seu braço e saiu rapidamente da casa.
Egon a observou partir, sentindo-se mal.
Ele não queria realmente que as coisas acontecessem dessa maneira.
"Será melhor assim!" Ele tentava se convencer, enquanto voltava a pensar no trabalho.
*
Janine saiu da mansão, chateada e irritada com Egon.
Ele nunca mudaria mesmo! Então, por que ela insistia?
Talvez fosse melhor esquecer o físico e o deixar em paz, no seu mundinho científico.
Suspirando, ela atravessou consideravelmente rápido o jardim e esperou do lado de fora, até a chegada do táxi.
O veículo percorreu várias ruas e quando estavam próximas do laboratório Spengler, quando Janine notou um carro familiar estacionado por ali.
A moça pediu para o motorista parar e a ruiva saiu do veículo, pagando ao homem, antes de se afastar.
Ela se aproximou do carro estacionado e de um dos ocupantes, que estava do lado de fora do automóvel.
- O que faz aqui, Dr. Venkman? - disse ela.
**
- Ora, ora, se não é a senhorita Melnitz! Eu é quem pergunto o que você faz aqui! Imaginei que há essa hora, você estaria agarrada no pescoço do Egon! Ou em sua cama!
Ela fechou a cara.
- Estou voltando para a casa, Dr. Venkman! Egon não precisa de mim, aqui!
- Ele te mandou embora? - Perguntou Peter, surpreso.
Ela apenas balançou a cabeça e nesse momento, Ray, Winston e Geleia se aproximaram.
- O Egon não está aqui! - disse Ray e avistando Janine, ele sorriu. - Ah, oi, Janine!
- Eu falei para vocês! - disse Peter. - Ele só poderia estar na casa da família dele, com Janine! Por isso, eu nem quis entrar no laboratório.
- Sim, ele está lá na casa! - confirmou Janine.
- Você pode nos levar até lá, Janine? Queremos saber se ele está bem! - disse Winston.
- É, Egon é nosso amigo! - falou Geleia.
- Bem, eu posso explicar como vocês podem chegar até lá! Mas não pretendo voltar. Aliás, acho que vocês perdem seu tempo. Egon está mesmo com problemas, mas não quer ajuda!
- Hum... Parece que alguém está mesmo brava! - provocou Peter e recebeu um tapa na cabeça, da ruiva.
- Ei! Eu não tenho culpa, se ele te deu um fora! - o rapaz reclamou.
- Não fique chateada, Janine! - Ray colocou a mão no ombro dela, com um sorriso amigável. - Você sabe como é o Egon. Ele é um pouco fechado e não gosta muito de dividir seus problemas pessoais.
Janine preferiu não falar o que pensava do Egon, naquele momento.
- Mas se ele realmente está com problemas, vamos ficar e ajudá-lo! - disse Winston.
Nesse momento, Ray percebeu que o medidor pke, que ele havia trazido consigo, começou a apitar.
- Gente! Há algo errado nesse laboratório! - Ray comentou.
- O que quer dizer? Há um fantasma lá dentro? - Perguntou Winston.
- Bem, o medidor está captando alguma atividade sobrenatural!
- Hum, talvez isso explique os problemas da família do Egon!
- Isso é estranho! O Egon não me disse nada, sobre algum possível fantasma! Somente sobre outros problemas... - comentou Janine.
- O que ele disse a você? - quis saber Peter.
Ela hesitou por um momento. Talvez fosse melhor que o próprio Egon contasse seus problemas aos seus amigos.
- Você pode nos contar, Janine! Você melhor do que ninguém sabe, que só queremos o bem do Egon! - disse Ray, observando a hesitação dela.
- Está bem! Ele disse que a família Spengler está sendo acusada de prejudicar pacientes com problemas mentais. Que eles estão tendo alucinações entre outras coisas, graças ao medicamento do laboratório.
- Se existe um fantasma aqui, então provavelmente ele é o responsável! - comentou Winston.
- Mas como o Egon não percebeu? Nós sabemos que ele não vai para lugar algum, sem o medidor! Além disso, ele é esperto o bastante, para ter pensando sobre essa possibilidade.
- Talvez isso explique, Peter! - disse Ray, mostrando o aparelho.
- Hã, ele parou de apitar? - Peter olhou incrédulo para o medidor pke.
- Parece que esse fantasma sabe se esconder muito bem! - comentou Winston.
- Ainda dá para captar algum sinal, mas está enfraquecendo.- disse Ray.
- Temos que entrar e procurar! - comentou Geleia.
- Finalmente disse algo útil, baixinho! - falou Peter.
- Mas como vamos vascular o lugar? Não vão nos deixar fazer isso. Temos que procurar o Egon, para que ele libere a nossa entrada!
- Não há tempo para isso, Winston! Podemos perder a pista do fantasma!
- O que faremos então, Ray?
- Vejam, tem uma porta ali, na lateral! Podemos tentar entrar discretamente, enquanto o Geleia distraí o segurança. - disse Janine.
- Ótima ideia, Janine! - disse Winston.
- E por acaso você pretende ir conosco, Janine? - falou Peter, revirando os olhos.
Ela o encarou decidida, enquanto jogava displicentemente sua bolsa dentro do Ecto1.
- Sim! Eu vou!
- Ray, tem certeza de que é por aqui? - perguntou Janine, atrás do rapaz, enquanto eles desciam as escadas.
- Sim. A energia está fraca, mas ela vem de lá. - O rapaz apontou o dedo para baixo.
- Hum... Será mesmo?
- O que foi Janine? Está com medo? Se estiver pode voltar e esperar lá no carro!
- Não estou com medo, Dr. Venkman! Apenas curiosa!
Peter, que estava atrás da moça, revirou os olhos.
Eles chegaram até o subsolo, começando a andar lentamente, procurando alguma pista.
- Talvez devamos nos separar e procurar! - disse Peter.
- Certo! Winston e eu, procuraremos por aquele lado! Você e Janine pelo lado oposto!
- Ah, Ray, tem certeza que é melhor que eu vá com ele?
- Vamos logo, Janine! - disse Peter, segurando-a pelo braço, depois de receber um medidor pke extra, das mãos de Ray.
- Que estranho, esse lugar é enorme! - disse Peter, ao lado de Janine, olhando tudo ao redor. - Lá em cima, o laboratório não parece ser tão grande assim!
- É verdade! Eu acho que alguma coisa está errada, Dr. Venkman! O medidor está detectando algo?
- O mesmo que antes, um sinal muito fraco. Eu acho que... Oh!
Tudo aconteceu tão rapidamente, que Peter nem teve tempo atirar.
O medidor começou a apitar violentamente, enquanto Janine era arremessada para longe, pela energia do fantasma.
- Janine! - Peter gritou, mas a moça estava desacordada. - Seu cretino! -Peter disse, furioso, atirando.
Mas o fantasma se esquivou, prendeu Peter contra a parede, apertando seu pescoço.
- Argh...
- Vocês vão me pagar, por terem se metido no meu caminho, bisbilhoteiros!
- Peter! - Janine gritou, erguendo-se com dificuldade.
- Janine... Fuja daqui! - Peter pediu, ficando sem ar.
A moça ficou paralisada, sem saber o que fazer. Se atirasse no fantasma, provavelmente Peter também seria atingido.
Decidida a ganhar tempo, ela pegou o comunicador.
- Ray, por favor, ajude-nos! O fantasma pegou o Peter! - ela desligou assim que Ray disse que iria depressa.
- Não se preocupe em chamar seus amigos! Até lá já terei acabado com vocês! - o fantasma disse, furioso.
- Seu fantasma porcaria! Aposto que não consegue me derrotar! Precisou se esconder aqui, para agir? Você é uma vergonha para os da sua classe! - ela falou no seu melhor tom de deboche.
- Cale a boca, sua estúpida!
A provocação da moça, surgiu o efeito que ela esperava e o fantasma largou Peter, indo atrás dela.
Janine atirou no fantasma, porém mais uma vez, ele conseguiu se esquivar.
Ele se pôs atrás da moça e atingiu na barriga, assim que ela virou para encará-lo.
- Janine! - Peter sussurrou, fraco.
Ele ia acertar mais a moça, quando de repente foi atingindo.
- Fogo nele, Ray! - gritou Winston.
Os rapazes atiraram no ser sobrenatural, no entanto, não estavam conseguindo dominá-lo.
- Não vamos conseguir sozinhos!
- Temos que tentar, Ray!
- Precisamos do Egon aqui! - disse Ray.
- Oh, não! Problemas!
Ray olhou rapidamente para o lado de onde vinha a voz e viu Geleia se aproximando deles.
- Geleia, depressa! Dê um jeito de achar o Egon e o traga até aqui! Precisamos dele! - gritou Ray.
Geleia assistiu e "correu" o máximo que pode.
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MensagemAssunto: Re: Onde você estiver   Dom Set 16, 2018 1:04 pm

VIII

Egon se sentia desanimado, desde que Janine partira.
Uma parte dele, já estava terrivelmente arrependida, de ter mandado a moça daquela maneira.
Mas precisava tirar ela da cabeça, de alguma forma. Seus problemas eram muito mais urgentes!
Percebendo que não conseguiria se concentrar, trabalhando em casa, ele decidiu ir até o laboratório Spengler.
Mesmo não gostando muito de dirigir, ele pegou o carro de seu tio e rumou para o lugar.
O rapaz já estava perto do seu destino, quando o carro foo invadido, por um esbaforido Geleia.
- Egon! Egon! Encontrei você. Bom te ver!
- Geleia?! O que faz aqui?
- Depressa, o fantasma está atacando! Os rapazes e a Janine em perigo!
- Fantasma? Onde ele está?
Egon acelerou e estacionou o carro de qualquer jeito, em frente ao laboratório.
Ele viu o Ecto1 e correu até ele, pegando a mochila de prótons e o lançador.
- Onde eles estão, Geleia?
- Geleia leva você!
- Então vamos!
O fantasma o conduziu até o subsolo e Egon correu, tentando encontrar seus amigos.
"Esse porão está muito maior do que era. Deve ser algum tipo de ilusão do fantasma! Sem dúvida, ele é muito perigoso!" Pensava o físico.
Ele correu  seguindo seu medidor, até encontrar com espanto seus amigos.
Janine e Peter estavam no chão, enquanto Ray e Winston atiravam no fantasma, mas quase sucumbindo a eles.
"É um classe 6. Não é tão poderoso, quanto aparenta ser, mas pode criar ilusões, escapando com facilidade, para contra-atacar!" Pensava ele.
Egon cuidadosamente se colocou em uma posição lateral, onde o fantasma não o podia ver e atirou.
- O quê?! - o fantasma não esperava por mais esse golpe e ficou totalmente controlado pelos raios.
- Egon! - Ray exclamou cansado, mas alegre.
- Depressa, Ray! A armadilha! Antes que ele volte a ter o controle de si.
- Certo. - Ray concordou, acionando a armadilha.
O fantasma tentou escapar, mas acabou sendo sugado.
- Acabou! - disse Winston cansado. - Achei que não sairíamos vivos daqui!
- É verdade! - disse Ray.
Egon correu para onde estava Janine, segurando-a nos braços.
- Janine! Você está bem?
- Estou... Aquele fantasma babaca me atingiu, mas vou ficar bem!
Egon franziu a testa, quando notou que ela estava machucada na barriga.
- Você está ferida!
- Não foi nada... - ela olhou para Peter, com preocupação. - Foi pior para o Dr. Venkman, ele...
- Eu já estou bem! - garantiu Peter, enquanto era erguido por Winston. - Não é um fantasma desse tipo, que vai me derrubar. - ele deu um sorriso.
Egon retribuiu o sorriso do amigo e depois pegou com cuidado Janine no colo.
- Eu acho que posso andar... Ai! - ela protestou.
Egon a ignorou, carregando-a em seus braços, até o lado de fora.
- Muito obrigado pelo que fizeram, amigos! - disse Egon ao rapazes.
- De nada, Egon! - disse Ray sorridente. - Bem, acho que isso explica o problema que sua família estava tendo no laboratório!
- Sim, Ray! - disse Egon, já supondo que Janine já os tinha deixado a par das questões familiares dele. - Tudo que preciso agora é avisar meu tio e os pacientes deverão ser submetidos a novos exames, para provar que os remédios não foram responsáveis pela piora deles. - o físico suspirou aliviado.
- Isso é ótimo, Egon! - disse Peter.
- Acho melhor irmos agora para a casa de minha família! Vocês precisam descansar! - falou Egon, olhando para Janine, que ainda estava em seus braços.
- Eu já estou ótimo! - disse Peter. - Mas tudo o que eu quero agora é voltar pra casa!
- Peter tem razão, Egon! Devemos voltar o quanto antes, para colocar esse fantasma, na unidade de contenção! - falou Ray.
- Sim. É melhor que apenas Janine fique! - disse Winston, com um pouco de malícia.
- Eu já estou bem, também! Posso voltar! - reclamou Janine, ainda meio chateada com Egon.
- Você não está totalmente bem, Janine! - disse Ray. - Fique com Egon.
O rapaz colocou a bolsa de Janine no carro com que Egon tinha vindo, enquanto Egon ajeitava Janine, no banco do carona do automóvel.
A ruiva apenas deu um suspiro resignada.
Egon se despediu de seus amigos e rumou com Janine, até a mansão Spengler.
- Você devia ter me deixado ir com eles! - ela falou, enquanto Egon dirigia.
- Você não está bem! Precisamos cuidar do seu ferimento.
- Não foi muito fundo. Eu estou bem! Não que você realmente se importe!
- Janine, eu sei que você está chateda comigo e você tem razão. Na ocasião, eu fiz o que julgava ser melhor. Previsava me concentrar nesse problema. Eu também não queria envolver você nisso. - ele suspirou.
- Claro, você nunca quer me envolver em nada que tenha a ver com você! - ela resmungou.
Egou a ignorou e prosseguiu:
- Mas não adiantou. Tudo o que consegui foi que você e Peter se ferissem. Eu deveria ter sabido desde o começo, que era algo sobrenatural. Foi tudo culpa minha! Espero que me perdoe!
- Egon... - Janine estava surpresa com a culpa que ele sentia e o pedido de perdão.
Ela olhou para o rapaz com carinho, já não mais aborrecida com ele.
- Está tudo bem, Egon! Eu fico feliz que tudo tenha se resolvido para a sua família! E mais feliz ainda, por estar juntinho de você! - ela encostou a cabeça no ombro dele.
Egon sorriu, tímido.
*
Assim que tratou do ferimento de Janine (e lhe deu um remédio para dor, mesmo com a ruiva dizendo que não precisava), Egon subiu as escadas com ela no colo.
- Egon, você vai ficar cansado! Eu posso andar. - ela protestou mais uma vez.
- Eu não vou me cansar! - disse ele simplesmente e ela notou que ele não parecia estar fazendo esforço.
"Oh, Egon! Você é mais forte que aparenta!" Pensou ela, babando por ele, como sempre.
Eles andaram pelo corredor e a ruiva ficou surpresa por Egon levá-diretamente para o quarto dele.
Eles entraram no aposento e o físico a colocou delicadamente na cama.
- Vou providenciar algo para você comer! - disse ele.
- Não! - ela o segurou pelo braço.-  Não estou com fome! Só quero que fique aqui comigo! - ela o puxou para si e ele teve que se apoiar em seu braço, para não cair em cima dela.
- Janine, cuidado! Eu poderia ter machucado você!
- Egon, eu não sou de vidro! - ela revirou os olhos. - Já estou melhor!
- Mas...
- Fique aqui comigo, por favor! Nem que seja um pouquinho! - ela pediu, indicando que ele se deitasse também.
Egon teve que concordar e deitou-se ao lado dela.
Janine apoiou a cabeça no peito dele e adormeceu.
Ao perceber que ela tinha dormido, Egon a deixou descansar e desceu, para ligar para seus familiares.
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MensagemAssunto: Re: Onde você estiver   Dom Set 16, 2018 1:05 pm

IX

Egon terminava de falar com a sua mãe, quando Janine apareceu na sala.
O rapaz se despediu da mãe e deslizou o telefone, olhando para a moça a sua frente.
Ela sorria para ele e estava bem à vontade, usando novamente uma de suas camisas.
Egon começou a se sentir quente.
- O que está fazendo aqui embaixo? Não devia descer sozinha.
- Ah, Egon, eu já estou ótima! Graças ao seu curativo e ao remédio que você me deu!
-  Mas você devia estar descansando!
- Já disse que estou bem! Verdade! - ela deu um beijo nele, deixando-o vermelho. - Você estava falando com a sua mãe?
- Sim! Há quase uma hora! - ele balançou a cabeça. - Precisamente cinco minutos para eu contar o que aconteceu e os outros cinquenta e cinco, para ela saber se eu estou bem, se tenho comido direito e tenho trabalhado demais! - ele suspirou e ela riu.
- As mães são assim mesmo!
- Pelo menos ela se convenceu de que estou bem. - ele fez uma pausa, ficando um pouco vermelho e prosseguiu: - Assim que ela soube que você estava aqui, disse-me que ficava mais tranquila, pois você cuidaria de mim!
Janine o abraçou.
- Bem, na verdade é você que tem cuidado de mim! - ela o beijou mais a vez. - Obrigada!
Egon ficou ainda mais rubro.
Ele pigarreou e disse:
- Eu tentei ligar para o meu tio também, mas não consegui encontrá-lo.
- Que pena, mas você pode tentar mais tarde!
- Hum... Er... sim! - ele ainda estava meio sem jeito com ela tão próxima dele. - Acho melhor irmos comer alguma coisa agora!
- Eu concordo! - disse ela e eles foram para a cozinha.
**
Na cozinha, Janine começou a abrir os armários, procurando ingredientes, para fazer a comida.
- O que quer comer, Egon?
- Não se incomode! Eu cozinharei!
Ela colocou as mãos na cintura e olhou para ele, a testa franzida.
- Egon, eu já vi você cozinhar! É melhor que eu prepare algo!
- Cozinhar é física pura! Eu farei isso, perfeitamente bem!
Não querendo mais insistir com ele, Janine deu de ombros e deixou que ele assumisse a refeição deles.
Ele dobrou as mangas da camisa rosa que usava, colocou um avental e tentou se concentrar em sua tarefa.
Ela sentou ao lado da bancada, observando-o cozinhar.
O seu amado podia não ser um bom cozinheiro, mas a imagem do homem fazendo essa tarefa, era espetacular!
Ela amava ver o rapaz tão compenetrado! Os olhos focados, a expressão arrebatada, praticamente a mesma expressão que ele tinha, quando estava em um experimento.
Ela se sentiu quente, lembrando-se onde mais ela tinha visto aquela expressão nele.
- Você está muito quieta, Janine! Algo errado?
A voz grossa dele, deixou-a ainda mais empolgada.
- Hã?
- Está se sentindo bem? Você está com um tom avermelhado no rosto! Está com Febre? Com dor?   - ele se aproximou dela, tocando gentilmente na testa dela.
Janine gemeu.
- Janine? - Egon franziu a testa, assustado, mas logo foi surpreendido por um beijo dela.
A ruiva colocou os braços ao redor do pescoço dele, aprofundando o gesto.
Egon demorou alguns instantes para reagir, tamanha a surpresa, mas logo após correspondeu.
- Você sabia que fica lindo de cozinheiro?
Ele não pode deixar de sorrir.
- Hum... - ele tentou manter a compostura. - Se você está bem, acho melhor voltar para minha tarefa.
- Ah... - ela o olhou desapontada.
- O que foi?
- É que eu tinha uma ideia melhor...
- Como?
Ela sorriu e o puxou para mais um beijo.
Estava difícil para ele resistir!
Eles estavam sozinhos ali, com Janine usando uma de suas camisas e desejosa dele. E ela era tão cheirosa...
A moça se apartou da boca dele, para lhe dar beijinhos no pescoço.
Egon gemeu de prazer.
A moça arrancou fora o avental dele e começou a abrir a camisa do rapaz.
- Janine, ah, acho melhor pararmos...
- Por quê?
- Você ainda não está bem!
- Eu estou ótima! Sempre fico ótima com você junto a mim!
- Mas...
- Por favor, Egon! Eu quero você!
Ele assentiu, sentindo o mesmo desejo que ela.
O físico a colocou delicadamente sentada sobre a bancada, passando a beijá-la, com vontade.
Ele a beijou na orelha, lambendo e mordiscando aquela região, causando arrepios na ruiva.
Ele alcançou os botões da camisa que ela usava, passando a abrir um a um lentamente.
A moça estava tão ansiosa, que queria puxar tudo de uma vez, mas ele segurou as mãos dela.
- Vamos com calma! - ele disse.
Ele preferia levá-la de volta para o quarto, mas pensou que seria realmente uma experiência interessante fazer amor, ali na cozinha.
O rapaz terminou de abrir os botões da camisa e arfou ao ver a moça quase nua, usando apenas uma peça íntima.
Ele começou a beijar todo o corpo dela, até retirar devagar a calcinha que ela usava e passar a tocar em sua feminilidade.
- Ah... - ela apoiou a mão atrás do corpo, enquanto se rendia ao prazer, que a mão e boca dele, proporcionavam-lhe.
O clímax a atingiu rapidamente, deixando-a ofegante.
Egon tirou sua camisa, abriu suas calças e se pôs entre as pernas dela.
A moça o abraçou apertando, sentindo a excitação dele.
- Egon... Eu quero...
- Sim... Eu também! - ele puxou a cueca para baixo e enquanto a beijava, penetrou-a.
Ambos gemeram juntos, enquanto o rapaz passava a se movimentar.
Ele começou devagar, saboreando a sensação incrível de estar dentro dela, mas aos poucos a necessidade falou mais alto e ele começou a acelerar.
- Ohh... Egon! - ela gritou o nome dele, quando a onda de prazer máxima, atravessou seu corpo.
O físico se movimentou mais algumas vezes, até finalmente ter o seu merecido clímax.
Ela acariciou o rosto dele, antes de lhe dar um beijo apaixonado!
- Foi tão bom! - ela sorriu.
- Sim! - ele concordou. - Fascinante!
- Egon! Egon, você está em casa?
A voz do tio do Egon, fez o casal se olhar com espanto.
Eles trocaram um olhar de cumplicidade e rapidamente se vestiram.
- Egon! - o senhor insistia.
- É melhor você ir atender seu tio, Egon! Eu vou vestir alguma coisa mais decente! - disse Janine, sorrindo.
O rapaz concordou e foi para a sala.
**
Depois que Egon conversou com seu tio, dando mais detalhes do que tinha acontecido, o velho Spengler concordou que Egon poderia voltar para NY e para seu trabalho como Caça-fantasmas.
Ele e Janine resolveram partir, na manhã seguinte.
- É uma pena, que não tive tempo de observar mais atentamente essas plantas! O jardim dessa casa é tão incrível.-  disse a ruiva, enquanto eles atravessvam o jardim, em direção a rua.
- Há um bosque também, nos fundos da propriedade. - disse Egon casualmente.
- Ah, deve ser fantástico!  - ela suspirou um tanto desapontada por ter que ir.
Egon viu sua expressão e disse:
- Hum... Talvez possamos voltar aqui, nas férias.
- Está falando sério?!
- Sim. Minha mãe ficaria muito feliz em receber você!
- Oh, Egon, você é maravilhoso! - ela o beijou e ele retribuiu com vontade.
Ele estava aliviado e feliz por tudo ter acabado bem e por Janine estar ao seu lado.
Mesmo sabendo que seria alvo de piadas de seus amigos, ele não se importava.
Estava gostado desse... Como Peter diria: "Namorinho divertido ".

Fim
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