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 Fora de controle

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bajumoon

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Mensagens : 645
Data de inscrição : 04/03/2014
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Localização : São Paulo - SP

MensagemAssunto: Fora de controle   Dom Set 16, 2018 12:21 pm

Título: Fora de controle
Autor(a): Jussara/bajumoon
Shipper: Egon/Janine
Gênero: Romance
Censura/Classificação: M
Capítulos:  2
Completa:  Sim
Resumo ou uma promo: Janine quer de todos os modos, chamar a atenção de Egon. Mas será que ela está preparada para ele?

I

Eu estava cansada! Cansada de tentar chamar a atenção dele.
Não importava o que eu fizesse. Eu poderia colocar a minha roupa mais provocante, usar a minha melhor maquiagem, botar um perfume incrivelmente caro.
Nada adiantava!
Eu poderia piscar e mandar-lhe beijos pelo ar, dizer que ele estava lindo ou ainda chamá-lo para sair.
O máximo que eu conseguia era um "Não, obrigado", ou um "Desculpe, estou ocupado agora", isso quando ele se dava ao trabalho de me responder.
Não bastasse a minha frustração, ainda tinha o Dr. Venkman, que amava se divertir com as minhas inúteis tentativas.
Depois de tanto tempo, sendo desprezada, aquilo me enervou.
Quem ele pensava que era? Se ao menos ele fosse sincero e dissesse que não estava interessado...
Mas não! Perdi a conta das vezes eu o vi me olhar intensamente e ele sentiu ciúmes ao me ver com o canalha do Paul Smart!
Eu estava cheia dessa brincadeira de "quente e frio " dele e não iria esperar mais! Diria umas boas verdades, ao Dr. Spengler.
Subi as escadas, pronta para falar com o senhor coração de gelo.
Era uma boa oportunidade, já que os outros rapazes não estavam em casa.
Eu não queria testemunhas!
Andei depressa pelo corredor, até chegar ao seu laboratório.
Respirei fundo e sem bater, eu entrei.
Como eu esperava, ele nem sequer notou a minha presença.
Ele estava concentrado parafusando alguma espécie de caixa estranha, com botões.
Seu olhar era de extrema concentração e ele parecia ainda mais lindo, com aqueles olhos azuis incríveis, focados, enquanto seus óculos de armação vermelha, deslizavam lentamente pelo seu nariz
Ele era lindo! Mas eu não ia derreter dessa vez!  Principalmente por minha revolta ao ver que ele dava mais atenção para uma caixa esquisita, do que a mim!
- Egon! - eu o chamei, sem ter resposta. - EGON!
- Hã? - ele se ergueu num sobressalto. - Aconteceu alguma coisa?
- Eu preciso falar com você!
- Hum... Não pode depois, Janine? - para minha maior irritação, ele voltou a se concentrar em seu trabalho. -Preciso terminar isso!
Meus olhos se estreitaram e eu falei com ainda mais raiva:
- Quero falar com você! Agora! Entendeu? Agora! - minha voz saiu mais alta do que eu tencionava, mas tinha causado um melhor resultado.
Egon parou imediatamente o que estava fazendo e encarou-me com a sua testa franzida e totalmente surpreso.
Minha expressão deveria ser assustadora, pois ele não se atreveu a me indagar o que eu queria dizer. Somente esperou que eu falasse.
- Eu não aguento mais, Egon! Não posso continuar assim!
Ele me olhou intrigado, mas disse:
- Sinto muito, Janine! Eu não posso aumentar seu salário. Talvez você devesse falar com o Peter e...
- Não é nada disso! - gritei. - Qual é o seu problema, Dr. Spengler?
- Janine, eu não entendo! - ele me olhou com seu mais lindo olhar confuso.
Cretino! Não ia funcionar dessa vez! Eu não ia perder meu foco!
- Por acaso você é burro? - eu falei, esperando que ele se zangasse.
Era irracional, mas eu queria que ele sentisse um pouco da raiva, que eu estava sentindo.
Mas, para minha surpresa, ele só me olhou admirado.
- Nunca me chamaram de burro de antes...
- Hã? - Não me diga, Dr. Spengler...
- Janine, você deve estar cansada! Tem trabalhado muito! - ele se aproximou de mim, tocando meu ombro e disse, com um olhar irritantemente paternal. - É melhor que vá para casa descansar!
Afastei-me dele furiosa e disse:
- Basta, Egon! Você finge que não entende, né? Claro! É muito cômodo para você, continuar nessa situação! E eu, como uma estúpida aqui, tentando chamar sempre a sua atenção, enquanto você, o senhor respeitável e sério, ignora-me.
- Janine...
- Fique quieto! Eu já cansei! Não vou ficar eternamente correndo atrás de você! Desejando e sonhando todos os dias, receber seu carinho, beijos, ou ao menos um olhar especial seu! - dei um leve empurrão nele, quando ele tentou se aproximar de mim.  - Eu desisto! Vou procurar alguém que me mereça... - dei o meu olhar mais cruel e disse com deboche: - Vou encontrar um homem de verdade, não um robô frio e insensível.
Estava tão frustrada, falando tudo o que vinha em minha mente, sem pensar direito
Eu não imaginava ao certo a reação que Egon teria, depois de tudo o que eu falei, mas esperava que isso o fizesse reagir.
No entanto, ele me olhou de tal forma, que fez com que eu me arrependesse imediatamente de minhas terríveis palavras.
Seu olhar estava duro, implacável. Eu tinha atingido (e atingido fundo), o inatingível Dr. Egon. Spengler.
Ele ficou calado. Não precisava falar. Seu olhar já dizia tudo.
Egon poderia até ser reservado e um tanto antissocial. Mas ninguém poderia intimidar tanto uma pessoa, somente usando seu olhar, como ele.
Pena que eu só havia percebido essa sua habilidade naquele momento.
Nunca pensei que acabaria desejando o olhar frio, típico dele.
Mesmo assustada, eu não conseguia para de olhar para ele. Seus olhos, que agora estavam mais escurecidos pela raiva, causavam-me um estranho fascínio.
Mantendo o contato visual, ele foi se aproximando de mim, lentamente, enquanto eu recuava da mesma maneira.
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: Fora de controle   Dom Set 16, 2018 12:26 pm

II

"Acho que exagerei!" Pensei, incapaz de abrir a boca, para falar qualquer coisa que fosse.
Não acreditava que somente pedir desculpas para ele, amenizaria sua raiva.
Por instantes, que mais pareciam séculos, continuamos em silêncio, ele ainda avançando e eu recuando.
Por fim, eu encostei em um droga de parede e fiquei encurralada.
Pensei por um segundo e olhei para a porta.
- Nem pense nisso! - ele falou, adivinhando que eu tencionava fugir.
- E-Egon, eu... - balbuciei trêmula, enquanto ele se inclinava levemente, aproximando seu duro rosto, do meu.
- Você está enganada, Janine! - disse ele, a voz profunda.
- Egon, eu sinto muito, eu estava frustrada e... - tentei explicar nervosa, esperado que ele entendesse minha impulsividade.
Não queria vê-lo nervoso, muito menos magoado.
- O que você disse não é certo! - ele continuou, ignorando minhas desculpas. - Eu não sou um robô! Não sou um ser invisível!
- Egon... - tentei falar, mas ele me calou com um beijo.
Fiquei completamente surpreendida.
Ele me beijou de tal maneira, que jamais imaginei que ele seria capaz.
Seus lábios tomaram os meus com quase violência. Senti-o forçar sua língua, para dentro de minha boca e eu, mesmo ainda um pouco aturdida, fiz o que pude para corresponder o gesto.
Agora eu estava pressionada entre a parede e Egon. Meu corpo estava mole e trêmulo, em um misto de muitas sensações.
Alguns instantes depois, ele parou o beijo e disse-me, com a voz ofegante:
- Eu não sou um robô! Eu sou um homem!
Ao ouvir suas palavras, só então realmente entendi o quanto eu tinha sido dura com ele.
Egon, sempre buscando por toda sua vida o conhecimento e perfeccionismo, deve ter sido tachado de um ser sem sentimentos.
Mas, apesar do que eu tinha dito, sabia que não era verdade  
Mesmo me evitando, ele sempre tinha sido um cavalheiro gentil e preocupado, um bom amigo, um bom homem.
E essas, sem dúvida, eram das muitas das razões, que me faziam amá-lo.
Vendo-o me olhar profundamente, toquei em seu rosto com carinho, procurando as palavras certas, para me desculpar.
Mas Egon segurou meus pulsos, afastando minhas mãos de seu rosto e levemente me puxando, conduziu-me para fora do laboratório.
- Egon? O que foi? - perguntei, sem entender, o que ele tencionava. - Por favor, desculpe-me. - disse, enquanto andávamos pelo corredor. - Eu falei demais!
Ele não respondeu.
Para minha surpresa, ele me levou até o quarto dele e dos garotos e paramos em frente a sua cama.
Antes que eu falasse mais alguma coisa, ele me jogou em sua cama.
Arfei, mas antes de me recuperar da surpresa, ele se deitou por cima de mim, beijando meu pescoço.
- Oh... Egon?
- Um robô faria isso? - ele me beijou ávida e profundamente.
Eu eu devolvi seu beijo, com a mesma vontade.
Eu estava surpresa, confusa, desnorteada, mas não me importava.
Aquele beijo delicioso, dissipou todas as minhas dúvidas e confusões.
Eu queria e precisava aproveitar!
Rendi-me com prazer, ao beijo, às carícias.
- Ah, Egon! - dei um leve gritinho, quando ele arrancou minha blusa e sutiã, passando a beijar e lamber meus seios.
Senti meu corpo se arrepiar, com a carícia íntima e segurei forte seu cabelo.
Ele ergueu o rosto e me olhou com os olhos escurecidos.
Mais uma vez, ele segurou meus pulsos, agora cada um ao lado de minha cabeça e beijou-me novamente.
Eu estava totalmente a mercê de Egon e me sentia nas nuvens!
O corpo grande e rígido sobre o meu, a firmeza nas atitudes dele, deixava-me excitada e ansiosa.
Minha ansiedade crescia cada vez, esperando pela próxima ação do meu cientista.
Egon me  beijou novamente e logo após, desceu seus lábios pelo meu corpo.
Ele soltou os meus pulsos, para tirar rapidamente minha saia.
Fechei os meus olhos, sentindo a sensação incrível dos lábios de Egon, em minha barriga, dando-me beijos demorados.
Enquanto ele permanecia ali, suas mãos deslizavam pelas minhas coxas.
Suspirei ao perceber que ele tirava a minha última peça de roupa e passava a me tocar com os lábios, ali, bem no meu ponto mais íntimo.
- Ohh... - gemi profundamente, minha respiração cada vez mais rápida.
Ele me lambia avidamente, usando também seus dedos para me dar mais prazer.
Eu não resisti muito daquilo. Eu cheguei ao clímax, gritando o nome de Egon.
Assim que a onda de prazer diminuiu, abri os olhos e vi Egon erguido, tirando rapidamente suas roupas.
Ele voltou a se deitar por cima de mim e olhou-me de uma forma que me tirou ainda mais o fôlego.
Meu coração acelerou, tamanha minha ansiedade, pelo que viria a seguir.
Ele me beijou com vontade, enquanto adentrava em meu corpo, em um movimento rápido.
Gemi, quase sem fôlego, sentindo-o profundamente dentro de mim.
- Ahh, Egon! - gritei de prazer, enquanto ele ia mais rápido.
Meu corpo estava cada vez mais quente e encharcado de suor.
Eu tentava acompanhar seus movimentos o melhor que podia, amando sentir Egon em cima de mim.
Estávamos em silêncio, exceto pelos gemidos e respirações ruidosas que emitíamos.
Porém, pouco depois, Egon começou a sussurrar coisas desconexas, até que, olhando para mim, disse:
- Eu sou um homem! - ele me penetrou ainda mais fundo. - Pode sentir isso?
- Hum... - gemi extasiada.
- Pode? - ele insistiu, penetrando em mim, ainda com mais força.
- Oh, sim! Simm! - gritei!
Mais uma vez agradeci por nenhum dos rapazes (nem o Geleia), estarem na Firehouse. Nem poderia pensar na vergonha, se eles nos encontrassem ali. Ainda mais com a maneira com que eu gritava.
Mas era impossível ficar calada, com o prazer que eu sentia.
Egon era incrível, tudo era tão extasiante!
Meu corpo não aguentou muito e logo atingiu seu pico de prazer.
Gritei mais um vez o nome de Egon, abraçando-o com força.
Ele não demorou muito, até atingir seu alívio e desabar sobre meu corpo.
Ficamos algum tempo assim, naquela posição.
O peso de Egon sobre o meu corpo, não me incomodava.
Ao contrário, dava-me uma sensação boa de união e proteção.
Mas depois, ele saiu de cima de mim, e deitou ao meu lado.
A cama era estreita, mas coubemos razoavelmente bem, deitados lado a lado.
Notando-o completamente quieto, eu me virei um pouco, passando a dar beijos no peito dele.
- Egon? - eu achamei, erguendo o rosto para encara-lo.
Ele me olhou com os olhos um pouco tristes:
- Janine...
Eu esperei para ouvir o que ele ia me dizer, mas Egon se calou.
Eu comecei a me sentir preocupada, pelo que eu lia em seus olhos e decidi perguntar:
- Egon? Há algo errado?
Ele se ergueu da cama, vestindo em silêncio suas roupas e entregando gentilmente as minhas.
Eu o olhei confusa e ele desviando seu olhar, falou.
- Janine eu... Eu peço que me perdoe! Minha atitude foi inaceitável!
- Hã?! Do que está falando?
- Eu me aproveitei de você, agi por impulso! - ele passou a mão pelo cabelo, angustiado. - Eu sei que não é desculpa, mas eu estava há muitas horas trabalhando, não tinha dormido bem e você disse aquelas palavras... Eu perdi o controle total das minhas faculdades mentais eu... - ele fez uma pausa. - Eu fui um... Canalha!
Eu me ergui e ainda nua o abracei.
- Você não se aproveitou de mim, Egon! Eu quis isso! Eu... Desejava isso.
- Não! Eu sei que a forcei e...
- Não, você está enganado! Nem mesmo nervoso, você jamais me forçaria! Tenho certeza de que se eu tivesse pedido para você parar, você o faria no mesmo instante. - Eu abracei mais apertado e acrescentei. - E mesmo que não fosse assim, eu teria dado um jeito de impedir você! Eu quis isso, Egon!
Eu ergui meu olhar e o olhei profundamente.
Seu belo rosto estava corado e um sorriso tímido brotou em seu rosto.
Ele realmente tinha voltado a ser o Egon costumeiro.
- Obrigado! - ele agradeceu sem jeito
- Eu que agradeço! - disse sorrindo. - E eu sinto muito, pelas coisas que eu disse! Perdi o controle!
Ele apenas meneou a cabeça, querendo dizer que não tinha mais importância.
Egon ainda estava um pouco embaraçado, com a nossa repentina intimidade.
- Janine... Hum... Creio que seja melhor você se vestir! Os rapazes podem chegar logo! - ele se afastou levemente de mim.
- Eu acho que eles ainda vão demorar! - comentei.  - Além disso, preciso de um banho.
- Bem, nesse caso vou deixá-la tomar seu banho!
Ele ia fugindo, mas eu o segurei.
- Ah, não! Você vem comigo!
- O quê?! - ele se afastou. - Ma-mas eu preciso voltar ao laboratório e...
Não deixei que ele desse mais desculpas.
Arrastei-o comigo até o banheiro e fechei a porta.

Fim
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