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 Irreal

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Mensagens : 468
Data de inscrição : 28/02/2014

MensagemAssunto: Irreal   Sex Mar 16, 2018 11:07 pm

Título: Irreal
Autor: strawberriesapples
Shipper: nenhum
Gênero: Crossover
Censura/Classificação: G
Capítulos: One shot
Nota: Ghostbusters  - pode ser o 1 ou o 2; inspirada vagamente pela série de HQs Get real! e por Stranger Things
Resumo ou uma promo: O lugar era totalmente familiar, mas as pessoas que ali se encontravam... eram totalmente estranhas, embora ele os conhecesse bem...



- Sim? Posso ajudar? - Janine Melnitz disse para o homem alto e bonito que tinha vindo à firehouse. Era engraçado. Ele tinha uma atitude como se o lugar pertencesse a ele.

- Ah- Que-quem é você?

- Sou a recepcionista. Janine Melnitz, prazer em conhecê-lo. - Ela estendeu a mão para apertar a mão do homem. Ela queria que ele a apertasse. Ela queria abraçá-lo! O que estava acontecendo?

- O QUE?!

- Algum problema?

O homem alto olhou ao redor. Parecia exatamente como o lugar em que ele deveria estar. Mas quem era aquela mulher ruiva atrás da mesa da recepção? E por que ela se chamou a si mesma daquele jeito?

- Qual você disse que era seu nome?

- Hã... Janine... por quê?

- Janine... Melnitz?

- Sim... Senhor, se você não me disser o que quer, eu não posso ajudá-lo.

- Eu quero…

- Eeei, Janine! Cliente novo?

- Não tenho ideia, Dr. Venkman...

O homem alto olhou para Peter como se tivesse visto... bem, um fantasma. Peter ergueu a sobrancelha esquerda.

- Peter?...

- Sim, como posso ajudá-lo, senhor? - Peter não achou estranho que o homem soubesse o nome dele. Afinal, ele fazia parte dos famosos Caça-fantasmas.

- Isso não é possível. Bem, agora que eu estou pensando... agora que estou AQUI NELE, parece possível. Mas como? Não faz sentido! E é mesmo o que eu acho que é?

- Do que ele tá falando? - Peter perguntou a Janine, em voz baixa.

- Eu não sei!

- Eu vou lá para cima... talvez eu esteja mesmo trabalhando demais.

O homem alto foi em direção às escadas. Havia algo muito familiar naquele homem, na mente de Janine. Ela queria tanto ajudá-lo. E abraçá-lo. Ainda.

- Hã, senhor. Com licença! - era Peter.

- O que é, Peter? Não, não pode ser você...

- Eu... você... não pode... por quê que parece que eu conheço você?

- Ei, Pete, precisamos da sua ajuda...

Ray deu de cara com o homem alto no começo da escada.

- Olá. Podemos ajudá-lo?

O homem alto olhou para Ray por alguns segundos. A maneira como ele falava, o jeito que ele ficava em pé, a sua aparência. Mais ou menos.

- Ray?

- Sim?

- Ok. Acho que preciso de uma bebida. E eu não bebo.

- Quem é ele? - Ray falou sem voz com seus amigos. Eles apenas fizeram um gesto querendo dizer "Eu não sei".

Por mais estranho que parecesse, Janine, Peter e Ray não tinham vontade de expulsar o homem confuso. Eles queriam ajudá-lo, por algum motivo.

- Novinho em folha! Ha! - Winston disse, saindo de debaixo do Ecto 1. Ele amava o carro e estava sempre mexendo nele.

O estranho olhou-o casualmente.

- Olá, Winston.

- Olá, senhor. - ele deu um olhar a seus amigos. Eles devolveram o olhar.

O homem sentou-se nos primeiros degraus da escada com a cabeça entre as mãos e suspirou. Ele parecia estar pensando profundamente.

- Ahn, com licença, senhor. - Janine começou – Você quer um pouco de água?

- Seria ótimo, Janine, obrigado.

Janine ficou assustada. O homem falou exatamente como Egon. Não a voz dele, mas a maneira como articulou as palavras e as mesmas palavras.

- Posso te perguntar uma coisa? - ela disse.

- Pois não. - ele respondeu.

- Qual é o seu nome?

- Eu acho que você sabe.

- Como posso saber se eu nunca...

Uma luz brilhante se acendeu na mente de Janine. Era uma luz que quase cegava. A maneira como o homem se portava, a maneira como ele andava, a maneira como ele falava e a maneira como ele a olhava.

Egon.

Exceto que... ele era um pouco mais alto, bronzeado, com cabelos escuros e olhos escuros e seus óculos eram um pouco diferentes.

Não podia ser.

Mas ele era tão bonito e charmoso quanto Egon.

Seu coração bateu mais rápido, ela respirou pesadamente e seus olhos estavam cheios de lágrimas nervosas e ansiosas.

Ela se aproximou dele e quase o tocou, mas hesitou. Cheia de coragem, ela perguntou:

- Egon?

Os outros três Caça-fantasmas compartilharam um olhar. Janine estava ficando maluca! Egon estava no andar de cima!

Ele apenas olhou para ela, um olhar derrotado em seu rosto.

- Olá. - ele sorriu um sorriso gentil.

Assim que ele disse isso, Janine desmaiou.

- Janine! - Os Caça-fantasmas disseram em uníssono. Eles estavam tão focados na secretária que nem sequer notaram que alguém descia as escadas.

- O que aconteceu com a Janine? - ouviram uma voz muito familiar perguntar.

O homem alto e estranho se levantou e se virou. Seu queixo caiu.
Descendo as escadas estava uma pálida, loira, de olhos azuis...

...versão paralela de... si mesmo. Egon Spengler.

Os dois homens se entreolharam por alguns segundos.

De repente, o ar em torno de Egon parecia ficar rarefeito, ele tinha dificuldade em respirar e parecia que algo o enforcava.

Ele ouvia vozes à distância, mas não conseguia compreendê-las.

Ele tinha que sair de lá. Ele não pertencia a aquele lugar. Não era seu lugar.

As vozes estavam se aproximando e de repente, ele ofegou.

- EGON!

- Graças aos Céus você está de volta.

- Você nos deu um susto, Spengs!

- Você tá bem, cara?

Egon tinha os olhos arregalados. Estavam todos lá, Janine, Ray, Peter e Winston.

Os reais. Os familiares. Aqueles que ele conhecia e amava.

- Sim, estou bem.

- Tem certeza?

- Sim... - ele expirou, levantando-se.

- Quer alguma coisa? - perguntou Janine.

- Sim. Água. Obrigado, Janine. - disse ele, sorrindo amplamente para ela. Ela sorriu de volta, confusa.

Peter deu-lhe um tapinha nas costas (e também recebeu um sorriso), Winston apertou-lhe a mão (e recebeu um sorriso) e Ray o abraçou.

Egon ainda estava sorrindo quando eles se separaram.

De repente, seu sorriso desapareceu.

- Ei. - Ray chamou.

- Hum?

- O que realmente aconteceu? Onde você estava quando estava fora?

Ray. Ray sabia que havia algo estranho sobre essa experiência. Não foi um desmaio normal. Ray provavelmente viu algo acontecer com ele.
Ele olhou para o amigo com uma expressão séria no rosto.

- Ray?

- Sim?

- Eu acho que estava no lado avesso...

FIM
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