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 O estúpido hipnotizador

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bajumoon

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MensagemAssunto: O estúpido hipnotizador    Sab Jan 13, 2018 12:27 pm

Título: O estúpido hipnotizador
Autor(a): Jussara/bajumoon
Shipper: Janine/Peter e um pouco de Egon
Gênero: Romance
Censura / Classificação: M
Capítulos: X
Completa: Sim
Resumo: Peter tenta hipnotizar uma moça, mas algo dá errado. MUITO errado!

I

Janine revirou os olhos, enquanto olhava para um dos seus chefes.
Ela pensava que Peter Venkman não podia chegar a tamanha estupidez, mas ela estava errada.
"Ele sempre se supera mesmo!" Pensou ela.
Os caça-fantasmas tinham recebido uma cliente, que morava em uma velha casa, assombrada por diversos fantasmas.
Os rapazes prometeram verificar, mas Peter Venkman foi além, paquerando atrevidamente a jovem.
O psicólogo ficara empolgado com a moça, bela e loira e queria a todo custo que ela saísse com ele.
Porém, apesar de seus esforços ela não lhe deu atenção. Mesmo depois do ótimo trabalho que fizeram, livrando a residência dela de todas as entidades sobrenaturais.
Frustrado, porém decidido a conseguir de qualquer maneira um encontro com a jovem, ele resolveu experimentar um método, que aprendera na faculdade.
Seus amigos, assistiam a cena, apenas revirando os olhos, pois sabiam que de nada adiantaria tentar impedí-lo.
Peter não lhes ouviria, mesmo se eles insistissem que ela era uma cliente  e eles precisavam ser profissionais.
O que restava a Egon, Ray e Winston era observar o espetáculo.
Peter tirou do bolso um grande pingente, com um cordão e deu início ao seu "show".
Ele se aproximou de onde ela estava sentada e começou a balançar o pingente, em frente os olhos dela.
- Você está bem relaxada, muito relaxada! - ele disse suavemente.
- O que está fazendo, Dr. Venkman?
- Apenas olhe para isso! Fará com que você se sinta bem.
- Mas...
- Apenas olhe, por favor!
A moça suspirou e sem muita vontade, fez o que ele pediu.
"Que ridículo!" Pensou Janine, observando atentamente a cena, apesar de sua expressão de tédio absoluto.
- Olhe atentamente para a pedra, observe seu movimento de vai-e-vem, vai-e-vem... - falava Peter, com a voz suave.
Ela fez o que ele pediu novamente.
- Seu corpo e sua mente estão cada vez mais relaxados. Você está sentindo uma grande paz interior...
Ela balançou a cabeça, tentando experimentar a sensação.
- E você não consegue ouvir mais nada ao seu redor, além da minha voz...
Egon, Ray e Winston olharam um para os outros, com cara de riso.
"Esse Peter..." Pensavam eles.
- Sua mente só pode ouvir o comando da minha voz, certo?
- Certo! - respondeu a moça.
"Certo! " Alguém mais ali, respondeu em pensamento.
- Escute com atenção, você está completamente apaixonada por Peter Venkman, capaz de fazer qualquer coisa por ele, ou o que ele pedir. Nada mais importa para você, além de Peter Venkman.
A moça permaneceu em silêncio.
- Eu vou contar até três e quando estalar os dedos você passará a fazer o que eu falei. - ele respirou fundo e começou: Um, dois... Três! - ele estalou os dedos.
A moça permaneceu imóvel por alguns instantes, enquanto Peter ficava em expectativa.
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: O estúpido hipnotizador    Sab Jan 13, 2018 12:29 pm

II

Quando ele ia perguntar se ela estava bem, a jovem soltou uma grande gargalhada.
- Hahahahaha!!! - ela se ergueu da cadeira em que estava sentada e bateu palmas. - O senhor é um cara hilário, Dr. Venkman! Não sabia que fazia shows de comédia também!
Agora foi a vez dos rapazes rirem, enquanto Peter olhava chocado e nervoso para a moça.
Ela (ainda rindo muito), entregou um cheque aos rapazes pelo trabalho e agradeceu, indo embora.
- Eu não acredito! - disse Peter, assim que a moça partiu.  - Era para dar certo!
- Só você mesmo Peter, para acreditar que um método tão tolo poderia funcionar! - Egon balançou a cabeça e foi para seu laboratório.
Ray e Winston também saíram e Peter entregou o cheque para Janine, para que ela pagasse as contas pendentes.
- Faça um recibo para e mande para ela! - ele falou.
- Tudo o que desejar, Dr. Venkman! - Janine o olhou profundamente, assustando Peter.
- Janine? Você está bem? - ele perguntou, com cenho franzido.
- Nunca estive tão bem em toda a minha vida, Dr. V.! Sempre me sinto ótima, quando você está por perto!
Ela se ergueu de sua cadeira, passando a acariciar o rosto de Peter.
- Ja-Janine? O que você bebeu? Eu sei que sou irresistível, mas... - ele a olhou mais assustado ainda, quando a ruiva colocou os braços ao redor do pescoço dele.
Ela aproximou o rosto do seu pescoço, plantando-lhe um beijo, que deixou o psicólogo arrepiado.
- Você tem um cheiro tão bom! Amadeirado, másculo...
- Janine... - Peter, mesmo assustado e confuso, começou a sentir seu corpo se esquentar.
- Ei, o que está acontecendo aqui? - a voz, vinda das escadas, fez Peter se afastar de Janine no mesmo instante.
Ray terminou de descer as escadas, sorridente e voltou  perguntar:
- O que está acontecendo aqui hoje? Está tudo tão calmo! Nenhuma chamada! Ontem mal paramos em casa!
Peter deu um suspiro aliado, vendo que o amigo não tinha percebido o que havia ocorrido ali, há poucos instantes.
- Acho que nós merecemos uma folga, não? - disse Peter, afastando-se ainda mais da sua secretária. - Andamos trabalhando demais!
- É, você tem razão!
- A propósito: Janine, talvez você devesse tirar o dia de folga! Você também anda trabalhando muito e não me parece bem!
Ray olhou para Peter, sem acreditar! Ele querendo dar folga para Janine?!
- Pete, acho que você que não anda muito bem!
- Ora, por quê? Só porque eu acho que Janine precisa descansar?
-  Você nunca se importou com isso antes! Ao contrário, sempre quer que ela trabalhe mais!
- As coisas mudam!
Janine, que até o momento estava calada, olhando apaixonadamente para seu chefe moreno, aproximou-se dos rapazes:
- O Dr. Venkman é muito atencioso! Ele só está preocupado com o meu bem estar!
- Hã?! - Ray olhou para a ruiva de boca aberta.
- Mas eu estou bem, Dr. Venkman! Ela ia tocar em Peter, mas ele deu rapidamente dois passos para trás. - É um prazer trabalhar aqui e... Poder contar com sua agradável companhia.
Peter estava vermelho e Ray completamente estupefato.
Algo muito estranho estava acontecendo ali.
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: O estúpido hipnotizador    Sab Jan 13, 2018 12:31 pm

III

- Janine, você está bem? - Ray perguntou, quando ela abraçou Peter, de forma animada.
- Ótima, Dr. Stanz! - ela suspirou.
- Entendeu agoram, Ray? Algo não está bem com a Janine! - Peter falou, afastando-se dela novamente. - Volte a trabalhar, Janine! - Peter falou, com firmeza.
- Tudo o que quiser, Dr. Venkman!
- É... Você tem razão! - Ray observou tudo, sem acreditar. -Algo está errado! Ela parece que está em outro planeta. E nunca vi a Janine tão carinhosa com você! Aliás, nem com o Egon, eu já a vi tão entusiasmada assim!
- O Egon! É isso! Talvez se ela o vir, volte ao normal! - Peter olhou para o alto das escadas e gritou: - Eeegoon!!
Algum tempo depois, Egon respondeu:
- O que é, Peter? Estou ocupado! - disse o rapaz loiro, do alto das escadas.
- É muito importante! Venha!
- Não pode esperar? Eu tenho que...
- Desça aqui! Depressa!
Mesmo relutante, Egon obedeceu e desceu as escadas.
- O que está acontecendo? - ele perguntou, cruzando os braços.
- Veja você mesmo! - Peter se aproximou de Janine, que tinha voltado para sua cadeira, para trabalhar. - Oi, Janine!
- Ah, Dr. Venkman! - ela se ergueu instantaneamente e o abraçou. - Já estava com saudades!
- O quê?! - Egon ajeitou os óculos, sem acreditar no que via.
- Veja, Janine! O Egon está aqui! - disse Peter, olhando para o amigo.
- Quem?
- O Egon, o seu Egon, lembra?
Ela olhou para o cientista e balançou a cabeça, sem muito interesse.
- Ah, o Dr. Spengler!
- Dr. Spengler? Uou, não acredito no que meus olhos vêem! - disse Winston, que tinha acabado de chegar da rua.
Egon ainda olhava a cena, totalmente embasbacado, enquanto Janine deslizava o rosto, pelo peito de Peter, que não podia se sentir mais desconfortável.
- Janine... - ele tentava se afastar dela, principalmente por ver seu amigo fisico, com um olhar mortal sobre ele. - Janine, querida, volte ao seu trabalho, sim?
- Ah, está bem, como quiser, Dr. Venkman! - ela deu um suspiro e com uma enorme relutância sentou-se novamente, tentando se concentrar em seu trabalho.
Peter se aproximou dos outros e disse:
- Todos concordamos que algo não está certo, não? - começou Peter. - Sei que a maioria da mulheres me amam, mas Janine sempre foi uma exceção. Ela nunca foi tão apaixonada por mim!
- "Tão apaixonada"? Peter, ela sempre detestou você! - disse Winston.
Peter virou o rosto, fazendo careta.
- Bem, eu não diria detestar... - suavizavou Ray. - Mas ela sempre preferiu o Egon.
Peter olhou para o físico, com medo do seu silêncio.
- Egon... Er... O que você acha disso? - o psicólogo perguntou.
Ele não respondeu e foi até a mesa de Janine, analisando-a.
- Janine?
-  Hã? Sim, Dr. Spengler? - ela olhou com indiferença, mas solícita.
- Acho que você anda trabalhando muito ultimamente. E não anda se sentindo muito bem! Por que não vai para casa e descansa?
- Não! O Dr. V... Ahh, Dr.V. - ela olhou com paixão para Peter. - Ele sugeriu o mesmo, mas eu estou bem! Nunca estive tão bem! Não quero ficar longe dele!
Egon a olhou, completamente chocado.
A expressão do físico, porém, logo passou de chocada, para muito aborrecida.
Desde quando Janine estava tão louca assim, por Peter?
E não era só isso, havia algo nela muito estranho.
- Está bem, Janine! Pode trabalhar em paz! - ele falou, a voz se desprendendo com dificuldade.
- Obrigada, Dr. Spengler! - ela voltou para seus afazeres e Egon, depois de uma última análise do jeito dela, aproximou-se dos outros.
- Vamos lá para cima! Temos que conversar sobre isso! - disse ele, subindo primeiro.

*

- O que você acha, Egon? - perguntou Ray, assim que todos chegaram ao laboratório. - Ela não parece normal.
- Ah, será? Estive pensando... - disse Peter, antes que Egon pudesse falar.  - E talvez ela tenha se apaixonado realmente por mim, isso pode acontecer com qualquer mulher, até com a Janine.
Egon lhe deu seu melhor olhar frio, antes de dizer:
- Não é só essa obsessão repentina pelo Peter. - ele colocou a mão no queixo, em um gesto pensativo, ignorando Peter. - Ela parece estar demasiadamente distante.
- Sim. Eu também notei isso! - disse Ray. - E ela não parece estar agindo por vontade própria!
- Vocês querem dizer, que ela foi possuída por algum fantasma,ou algo do gênero? - Winston quis saber.
- Há uma boa possibilidade disso, Winston! - disse Egon.
- Mas porque o fantasma a faria ficar apaixonada por mim?
-  É, não faz mesmo muito sentido. - disse Winston.
- Realmente isso tudo é muito estranho! - falou Ray. - O que acha que devemos fazer, Egon?
- Temos que investigar! Até descobrimos o que aconteceu!
- Então vamos ao trabalho! - disse Winston.
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MensagemAssunto: Re: O estúpido hipnotizador    Sab Jan 13, 2018 12:35 pm

IV

Os rapazes chamaram Geleia (que até o momento se divertia na sala de tv, vendo desenhos e comendo sanduíches), para observar o comportamento de Janine discretamente.
O fantasma ficou próximo da secretária, por uma hora, puxando assunto sempre que podia.
Depois, ele voltou ao laboratório, para falar com os rapazes.
- Janine não me dá bola! - disse ele. - Só pergunta pelo Peter e fica suspirando.
Egon, que procurava algo a respeito, em seu computador, se levantou.
- Não adianta! Nada descobri , sobre uma entidade, que possui uma pessoa e a faça se comportar dessa maneira.
- Não achamos nada nos livros também. - disse Peter, se erguendo da cadeira.
- Também não há sinais de que algum fantasma tenha conseguido escapar da unidade de contenção e atacado Janine. - disse Ray, aproximando-se do grupo.
- O melhor é  descer e analisá-la com o medidor pke! - disse Egon, saindo em seguida.

*

"Não, não há nenhum sinal de atividade sobrenatural aqui!" Pensava Egon, analisando a secretária. "Definitivamente, ela não está sob o controle de um fantasma!"
- Algum problema, Dr. Spengler? - Janine perguntou de repente, quando tinha se dado conta da sua presença.
O rapaz se assustou com a repentina pergunta e disse:
- Não! Problema nenhum! Eu só estava passando! - ele colocou a mão na cabeça, meio sem graça. - Vou para o laboratório, com licença!
- Espere, por favor!
- Hã, sim? - ele se voltou rapidamente para ela, muito interessado.
- O senhor viu o Dr. Venkman?
Egon mudou drasticamente sua expressão de animado, para uma zangada.
- Não, eu não o vi! - ele mentiu zangado e subiu com rapidez as escadas.

*

- Nada?
- Nada, Ray! Ela não apresenta qualquer sinal de atividade sobrenatural. E tendo em vista, que não encontramos nenhum outro indício do fato, concluo que o comportamento de Janine não tem nenhuma relação com o paranormal.
- Você está querendo dizer, que ela está realmente apaixonada por mim? - Peter perguntou impressionado.
- Não, Peter! Quis dizer que a causa dessa... Dessa situação não está relacionada a fantasmas. Mas provavelmente com outra coisa.
- Eu concordo! Ainda acho totalmente surreal a maneira com que Janine anda tratando o Peter! - Winston deu um meio sorriso.
- E então, Egon? Você tem alguma outra hipótese?
- Sim, Ray!
- Qual? - os outros quatro caça-fantasmas e Geleia, perguntaram de uma só vez.
Egon deu um supiro e ajeitou os óculos, antes de falar.
- Por mais que seja difícil de acreditar, creio que a hipnose de Peter, essa manhã, tenha surtido efeito em Janine.
- O quê? - Ray estava de boca aberta.
- Você está querendo dizer, que aquela brincadeira tola do Peter, funciona mesmo?
- Sim, Winston! Custei a acreditar, mas pensando bem, é o mais provável! Janine devia estar com a mente bem receptiva e captou a voz programada do Peter.
- Uau, não dá para acreditar! É a primeira vez que funciona! - disse Peter impressionado. - Tinha que ser justo com ela?
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MensagemAssunto: Re: O estúpido hipnotizador    Sab Jan 13, 2018 12:37 pm

V

- Se foi isso mesmo, você foi longe demais dessa vez, Pete! - comentou Winston.
- Pobre Janine... - disse Geleia.
- Ei, eu não tive culpa! Como eu ia adivinhar de que ela ficaria hipnotizada? Ela seria a última mulher que eu hipnotizaria! Bom, ao menos que fosse para conseguir abaixar o salário dela!
- Deve haver uma maneira de reverter isso, não?
Ray e Egon olharam sérios para o psicólogo.
- Humm... - Peter colocou a mão na cabeça. - Na verdade, eu não sei direito. - ele deu uma risada nervosa . - Acho que matei essa aula, na faculdade.
Egon se aproximou mais de Peter, perdendo a paciência.
- O que você estava pensando, seu cabeça de pudim? Aplicar um procedimento desses, sem ter domínio sobre a técnica?
- Ei, calminha, Egon! Deve ter uma maneira de resolver!
- Sim, correto! E é bom que você descubra o quanto antes! - ele saiu rapidamente dali, deixando todos impressionados.
- É difícil ver o Egon nervoso assim! - comentou Winston.
- Mas ele tem razão! A Janine não pode ficar desse jeito! - disse Ray.
- Está bem, está bem! - eu vou dar um jeito nisso! - Peter saiu, decidido a falar com Janine.

*

O psicólogo suspirou, ao ver que Egon já tinha se adiantado e fazia perguntas para a ruiva.
- Como você se sente, Janine?
- Bem, Dr. Spengler! Por quê?
- E que... - antes que ele pudesse falar, Janine notou a presença de Peter.
- Dr. Pete! - ela ignorou Egon e se aproximou do rapaz moreno.
- Er... Janine! - ele colocou os dois braços para o lado, em um gesto de "o que eu posso fazer?", quando Janine o abraçou.
Egon cruzou os braços, olhando para os dois, com a cara zanganda.
- Eu senti tanto a sua falta, Dr. V! - ela começou a lhe dar beijos no rosto e pescoço.
Peter olhou para seu amigo, começando a suar frio, com o olhar mortal do físico.
- Pare, Janine, por favor! Vamos conversar!
- Eu sinto muito, Dr. V., mas não posso me controlar! O senhor é tão lindo! Tão cheiroso!  Tão...
- Epa! Janine, não se empolgue tanto! Temos que conversar! Entendeu? Con-ver-sar! Agora, sente-se aqui! - ele apontou uma cadeira para ela.
Ela balançou a cabeça, com relutância, mas se sentou.
- Quero que relaxe agora, certo?
- Eu só vou poder relaxar, se você estiver aqui, bem juntinho de mim!
- Puff... - Egon virou a cara, irritado
Peter revirou os olhos e suspirou.
- Eu estou bem aqui, Janine! Agora relaxe, ande! - ela obedeceu e Peter continuou: - Respire lentamente, com calma, sinta o ar entrando no seu corpo.
- Humm... - ela respirava devagar.
Peter retirou o pingente de seu bolso e o colocou na altura dos olhos dela, ignorando os resmungos de Egon, que falava sobre esse "não comprovado pela Ciência" método.
- Agora se concent... - Peter se interrompeu ao ouvir o barulho do telefone tocando  
Trimmm!
- Droga! - o psicólogo resmungou, enquanto Egon ia atender.
- Hum, certo! Iremos para aí! - o físico desligou o telefone, voltando-se para Peter. - Temos que ir agora, Peter. - ele tocou o alarme, para chamar os outros.
- Mas... - ele olhou para Janine, dando um suspiro. - Tá certo! Depois resolverei isso!
Ele e os outros saíram, deixando Janine sozinha ali, mandando beijos ao vendo para Peter.

*

Peter chegou em casa moído. Enfrentar aquele classe 6, não tinha sido fácil! Principalmente com Egon ainda aborrecido com ele.
Ele precisava o quanto antes, resolver o problema com Janine.
Mas não naquele momento! Tudo que o que ele queria, era tomar um bom banho e descansar um pouco!
Ele olhou para a mesa de Janine com alívio, vendo que ela não estava ali.
"Já deve ter ido para casa!" Pensou ele, subindo as escadas, enquanto os rapazes conversavam sobre o fantasma capturado.
Peter entrou correndo no banheiro, antes que os outros aparecessem reivindicando um banho também.
Tudo o que ele precisava no momento, era sentir a água quente do chuveiro, relaxando os seus músculos e tirando qualquer vestígio de ectoplasma, que ele tinha.
O rapaz arrancou suas roupas rapidamente e ligou o chuveiro, suspirando de alívio e prazer.
Ele fechou os olhos, deixando a água do chuveiro banhar seu rosto.
De repente ele sentiu alguma coisa o tocar.
Julgando ser o Geleia, ele já estava pronto para berrar com ele, mandando que ele saísse dali, quando ao abrir os olhos, ele ficou paralisado de choque!
Era Janine quem estava ali, completamente nua, abraçando-o!
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MensagemAssunto: Re: O estúpido hipnotizador    Sab Jan 13, 2018 12:39 pm

VI

- Janine?! O que você está fazendo aqui?
- Ah, Dr. V.! Achei que o senhor precisasse de alguém, para lavar suas costas.
- Hã? - ele estava atordoado demais para pensar.
Sem nenhuma cerimônia, ela começou a beijar o pescoço do rapaz.
- Janine, pare! Você não sabe o que está fazendo! - ele falou, quase sem ar.
Ele podia sentir os seios dela roçando seu peito, mas evitava olhar para seu corpo.
- O senhor é tão lindo... - ela sussurava, ignorando o pedido dele para parar. - Tão forte, tão másculo! - as mãos dela deslizaram pelos braços e peito dele, arranhando-o de forma provocativa, com suas unhas.
"Peter, resista!" Pensava o psicólogo, de forma desesperada. "Ela não está em seu juízo perfeito!" Ele ofegou, quando ela lambeu sua orelha. "Peter, ela é como sua irmã menor! Você não pode... ohh! "
Ele gemeu alto, quando Janine tocou seu membro com a mão direita.
Sem aguentar, ele olhou para baixo, vendo-a nua pela primeira vez.
Ela era linda, voloptuosa e os movimentos que ela fazia em seu membro, com a mão, estavam começando a deixá-lo maluco.
- Que droga! Eu não  devia estar gostando disso! É errado! Muito errado! Mas o que um homem pode fazer, em uma situação assim?
Respirando fundo e se enchendo de força e coragem, ele tirou a mão dela de seu membro e a segurou pelos ombros.
- Janine! Acorde agora mesmo! Ouviu? - ele falou alto e firme, dando uma leve sacudida nela.
Ela permaneceu imóvel e ambos ficaram em silêncio por alguns instantes, o único barulho ali era o do chuveiro.
Ele olhou em seus olhos azuis esverdeados, esperando alguma reação positiva.
- Janine? - ele chamou, vendo que ela permanecia muda.
Ela apenas sorriu e colocando rapidamente os braços ao redor do pescoço dele, beijou-o.
- Janine, pare... ! - disse ele, com a boca dela na sua.
Peter tentou afastá-la, mas ela o segurava com força.
A ruiva forçava seus lábios nos dele, tocando-os com a língua, até que ele se rendesse.
Como era esperado, o rapaz não resistiu mais e a beijou profundamente.
"Apenas um beijo, não fará mal!" Pensava ele, tentando se convencer.
O moreno colocou as mãos nas costas dela, aproximando-a ainda mais do seu corpo.
Ele aprofundou o beijo, deslizando a língua na boca dela.
Janine a acariciou com a sua própria, fazendo Peter dar um leve gemido.
Ele não se lembrava de ter provado antes, um beijo tão sexy e excitante assim.
Peter amava o gosto dela e estava cada vez mais extasiado, com a forma que era beijado.
Janine o provocava com a língua, apossando-se da boca do rapaz. Ela também chupava com gosto o lábio inferior de Peter, fazendo-o imaginar outro lugar no corpo dele, em que ela poderia fazer o mesmo.
Ele olhou novamente para ela: toda molhada, a pele ainda mais rosada, pela água quente. Ela era linda e ele a desejava demais!
Porém, em mais um ataque de lucidez e com uma determinação heroica, ele se separou de seu beijo e falou, ainda que ofegante:
- Janine, por favor! Saia daqui! Você não está disposta a fazer tudo o que eu pedir? Então eu peço que saia!
- Você não quer realmente isso! - ela falou, abaixando o olhar.
Peter também olhou para baixo e percebeu o que ela quis dizer.
Ele estava extremamente excitado.
- Eu quero que você vá, sim, droga!  
Ela o ignorou e deu-lhe mais um beijo.
- Eu sempre desejei você, Peter! - ela confessou, enquanto dava-lhe beijinhos no peito.
- Sempre?
- Sim!
Mesmo com as carícias de Janine, tirando-lhe a concentração, ele pensou a respeito.
Ela sempre o desejou? Seria verdade? Ou ela tinha dito isso, para que ele a correspondesse?
Peter começou a se lembrar, de várias vezes no passado, que pegava a sua secretária olhando para ele, sem camisa.
Ele pensava nas ocasiões, que era algo de sua cabeça, mas agora duvidada disso.
Mesmo que estivessem sempre birgando, havia uma energia, uma tensão sexual entre eles, que ele sempre tentou negar e reprimir.
Ela não devia estar totalmente sobre o efeito da hipnose.
No fundo, ela também o desejava, por ela mesma!
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MensagemAssunto: Re: O estúpido hipnotizador    Sab Jan 13, 2018 12:44 pm

VII

Sem se controlar mais, ele a puxou bruscamente para si e a beijou.
Ele ainda tinha dúvidas, mas preferiu se agarrar a hipótese de que ela queria mesmo aquilo.
De todo modo, ele não conseguiria se livrar dela ali. Então só lhe restava aproveitar.
Ele a agarrou com vontade, deslizando as mãos para as nádegas dela.
Peter sentiu a carne firme e arredondada, enquanto lhe dava um forte aperto.
Ela deu um leve gemido, erguendo um pouco a cabeça e ele aproveitou para chupar-lhe o pescoço.
O moreno se inclinou e desceu seus lábios, até chegar nos seios dela.
Ali, ele sugou os mamilos deliciado, enquando segurava firme os seios com ambas as mãos.
Ele desceu uma das mãos e tocou na feminilidade dela.
- Ah, Dr. V.! - ela deu um gritinho, quando ele deslizou dois dedos nela.
Ele torceu para que o chuveiro ligado, fosse capaz de abafar os gritos e gemidos que ela dava.
Janine cada vez gemia mais, enquanto ele entrava e saía dela com os dedos. Por fim, ela gemeu o nome dele, alcançando o clímax.
Eles se beijaram com paixão, mais uma vez e ela sussurrou ofegante em seu ouvido.
- Eu o quero agora!
- Janine...
- Por favor, Dr. V.! Preciso de você dentro de mim!
Peter ficou inflamado com a declaração dela. Sua mente vagou por um instante, pensando em prevenção.
Desesperado, ele correu até uma gaveta do armário do banheiro e encontrou o que precisava.
Sorte dele, que ele sempre deixava camisinhas por todos os lados (deixando seus amigos um tanto constrangidos, principalmente Ray).
Ele a colocou  e voltou para o chuveiro, onde Janine o olhava com interesse.
Ele a segurou pelas pernas (que ela cruzou na cintura dele) e a penetrou lentamente.
A posição exigia certo esforço dele e para facilitar, ele a encostou na parede.
Ele gemeu de prazer ao sentir as paredes internas dela, contraindo-se ao redor do seu membro.
Porém, ele escutou batidas na porta.
- Peter! Saia logo desse banheiro!
O moreno congelou ao ouvir a voz de Egon.
- Peter! Todos querem tomar banho! Você já está há uma hora aí! - disse Winston!
"Oh, caramba, caramba!" Peter começou a desesperar.
- Eu... Já vou! - ele falou, tentando não gemer, sentindo ela se movendo, ainda pendurada nele.
Seus amigos continuavam a bater na porta e Peter pensava no que fazer.
- Janine, temos que parar! - ele tentou colocar a moça no chão, mas ela manteve as pernas firmes na cintura dele.
- Não! Agora não, por favor Dr. V.! - ela começou a mexer os quadris, deixando Peter redendido.
- Ohh... Que se dane! - ele disse entre os dentes, investindo fundo nela.
- Ohhh... - Janine gemeu alto.
- Shhhh! Vão nos ouvir!  - ele pediu silêncio, movimentando-se ainda mais rápido.

*

No lado de fora do banheiro, Egon, Ray e Winston, esperavam Peter sair.
- Oh, o Peter está abusando dessa vez!
- Sim, Winston, ele está lá dentro certa de uma hora, dois minutos e quarenta e sete segundos! - Egon comentou, com os braços cruzados.
- Da próxima vez, ele não será mais o primeiro! - disse Ray.
- Vamos, saia Peter! - Winston bateu na porta impaciente. - Se eu soubesse onde o Geleia se meteu, pediria pra ele dar um jeito de tirar o Peter de lá.
- Provavelmente deve estar na cozinha! - observou Ray.
- Será que Janine também está por lá? - perguntou Egon. - Eu não a vi, desde que chegamos.
- Eu também não!
- Nem eu! - disse Winston.
De repente ele escutaram algo vindo do banheiro e ficaram em alerta.
- O que foi isso? - Ray se aproximou da porta.
- Er... Isso parece hum... Hã? Gemidos? - Winston falou, meio confuso.
- Algo está acontecendo lá dentro! - comentou Egon.
- Ei, espere um pouco! Uma coisa acabou de passar pela minha mente, mas não pode ser...
- O que é, Winston?
- Egon, talvez seja bobagem, mas Janine estava doida pelo Peter e ela não estava por perto, quando chegamos, bem então...
- Você acha que Janine está com o Peter, dentro do banheiro? - perguntou Ray.
Winston apenas balançou a cabeça afirmativamente, com medo da reação de Egon.
O físico olhou nervoso para Winston, mas se voltou para a porta do banheiro, dando batidas muito fortes
- Saia desse banheiro agora mesmo, Peter!
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MensagemAssunto: Re: O estúpido hipnotizador    Sab Jan 13, 2018 12:46 pm

VIII

Peter beijou Janine, tentando abafar o grito dela, quando ambos chegaram ao clímax.
Ele a colocou no chão, enquanto pensava no que fazer.
"Preciso fazer algo logo! Ou o Egon vai me matar!"  
Ele ficava cada vez mais aflito, ao ouvir as batidas violentas na porta.

*

Do lado de fora, Egon batia na porta, cada vez mais forte, pensando em até mesmo arrombar.
Ele não conseguia acreditar que Peter tinha ido tão longe e se aproveitado de Janine dessa forma!
- Abra agora mesmo, Peter!
Quando ele já estava decido a abrir a força a porta, Egon escutou o chuveiro sendo desligado. Peter abriu a porta em seguida, enrolado em uma toalha.
- Ei, o que está acontecendo? Tudo bem que eu demorei no banho, mas não havia necessidade de...
- Com licença! - cortou-o Egon, invadindo o banheiro.
Ele olhou rapidamente por todo o lugar, mas não havia sinal de Janine.
Egon deu um suspiro aliviado, mas estreitou os olhos ao ver as roupas de Peter jogadas no chão, em cima (não dentro), do cesto de roupa suja.
"Típico!" Pensou ele.
- Pode me dizer o que está acontecendo, Egon? - perguntou Peter, sem sair da entrada do banheiro.
- Você estava demorando no banho e como Janine sumiu, imaginávamos...
- Janine sumiu? - Peter falou, com a melhor cara de assustado que conseguia fingir.
- Bem, nós não a vimos em sua mesa, quando chegamos! - explicou Winston.
- Oh, caramba! Temos que encontrá-la imediatamente!
- Por quê?  
- Não percebe, Ray? No estado em que ela está, pode acontecer alguma coisa!
- Não acho que seja para tanto, Peter! - disse Winston. - Ela provavelmente está em algum lugar, esperando por você!
- Não acho! Ela pode ter não se aguentando de saudade minha e saído para rua! Distraída como está, pode acontecer alguma coisa! Temos que encontrá-la! Agora!
- Ei, mas e o nosso banho? - disse Ray.
- Isso pode esperar! Vamos! - ele olhou para Egon, que ainda estava no banheiro, desconfiado. - Vamos Egon!
O rapaz loiro relutantemente concordou e eles saíram em busca de Janine.
Peter ficou pra trás, com a desculpa de que iria colocar uma roupa.
Ele correu ao banheiro, tirou as roupas de cima do cesto e tirou Janine de dentro do mesmo.
- Vista-se depresssa! Tenho que te colocar em um lugar estratégico, para eles não desconfiarem de nada!
- Tudo o que quiser, Dr.V.! - disse ela, dando um beijo nele.

*

Egon ajustava seus óculos no nariz, enquanto olhava por todos os cantos, em busca de Janine.
Ele não conseguia deixar de sentir a estranha sensação, de que Peter sabia onde ela estava.
O físico conhecia muito bem seu amigo e poderia quase afirmar que Peter estava escondendo alguma coisa, em relação ao sumiço de Janine.
Porém, ele preferia acreditar que Peter não tinha chegado tão longe, a ponto de ter ido tomar um banho com ela. Ah, se ele descobrisse o contrário...!
Depois de olhar na sala de TV, Egon decidiu ir até seu laboratório
Assim que ele abriu a porta, olhou surpreendido:
- Janine! - Egon correu até a moça, ao encontrá-la sentada, com a expressão pensativa.
- Olá, Dr. Spengler! Não sabia que vocês tinham retornado!
Ele se aproximou de Janine, sentindo-se aliviado.
- Ainda bem que você está a salvo! - ele não conseguiu evitar o sorriso, mas logo algo lhe chamou atenção. - Seu cabelo... Está molhando! Você estava no banho?
- Sim, tomei um banho mais cedo!
- Hum... Sozinha?
- Claro que sim!
Ele a olhou desconfiado, mas disse:
- Ainda bem!
- Ah, o Dr. V. também voltou com vocês, não? Preciso vê-lo! - ela já ia correndo para fora do laboratório, mas Egon segurou seu braço.
- Você não pode ir!
- Hã? Deseja alguma coisa, Dr. Spengler?
- Sim. Eu quero falar com você!
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MensagemAssunto: Re: O estúpido hipnotizador    Sab Jan 13, 2018 12:48 pm

IX

- Sobre o quê?
Egon se irritou intimamente, ao ver que ela não parava de olhar para a porta, obviamente louca para ir atrás de Peter.
- Será que você pode olhar para mim, por um instante?
- Oh, desculpe! - ela se voltou para ele, não muito animada, para mais irritação de Egon.
Por mais que não admitisse, Egon estava acostumado a receber toda a atenção de Janine. Vê-la tão indiferente o incomodava demais!
- Estou ouvindo-o! - disse ela, depois de algum tempo, sem que ele nada falasse.
- Primeiramente: Por que estava aqui, em meu laboratório?
- Bem... Eu... Eu estava esperando o Dr. V. chegar!
- Peter quase nunca vem aqui! Além disso, não seria melhor tê-lo esperando na recepção, onde você o veria de imediato?
- Eu... Eu não sei...
- Diga-me a verdade, Janine, foi o Peter que trouxe você para cá, não foi?
- Hum...
- Janine! - Peter entrou nesse momento, salvando a moça de ter que dar mais explicações.
- Dr. Venkman! - ela correu até ele, abraçando-o. - Como é bom ver o senhor!
- Então você estava aqui? Fico feliz que esteja bem! - Peter deu um sorriso cínico.
- Eu a encontrei em meu laboratório e ela me disse que estava esperando por você aqui. Curioso, não, Peter? - disse Egon.
Peter praguejou mentalmente, diante da desconfiança de Egon. Mas o laboratório era o único lugar que ele pensou em levar Janine, já que os outros estavam procurando nos outros cômodos.
- Ela está confusa, Egon! Não está pensando com clareza.
- Sabe o que é mais curioso, Peter? Ela também está com o cabelo molhado, como o seu!
- Ela deve ter tomado um banho, antes de voltarmos, Egon! - ele se voltou para a moça e disse:  - Janine, querida, espere-me lá embaixo, logo irei ver você!
- Tudo o que quiser Dr. Venkman! - ela se afastou dele, seguindo até a porta.
Peter, ao notar Egon muito calado, deu um sorriso descontraído, para aliviar a tensão.
-  Acho que o importante é que ela está bem, não acha? E logo darei um jeito de fazê-la voltar ao normal.
Egon apenas se aproximou de Peter, olhando-o ameaçadoramente.
- Eu espero, Peter, que seja mesmo como você disse! Para o seu próprio bem!
- Cla-claro que foi, Egon!
Na porta, Janine deu uma espiada, antes de voltar para a recepção.
"Acho que não deu certo!" Pensou ela.

*

Egon olhava com o canto do olho e com seus braços cruzados, enquanto Peter tentava fazer Janine voltar ao normal.
Ele ainda estava irritado com o amigo e não queria Janine perto dele, no estado em que estava.
Além disso, Egon preferia examinar a moça por ele mesmo, mas deixou que Peter tentasse esse método tolo e não científico primeiro.
- Vamos, concentre-se Janine! Olhe para o pingente! - falou o psicólogo.
Ele tinha que trazê-la de volta ao normal, antes que Janine o atacasse novamente e Egon fizesse picadinho dele.
A moça olhava para o pingente, seus olhos seguindo os movimentos da pedra, cada vez mais concentrados.
- Janine, de agora em diante, você só escuta a minha voz e nada mais, certo?
- Sim...
- E você fará tudo o que eu disser, entendeu?
- Sim... Como mais cedo, quando estávamos no banheiro e eu fiz o que me pediu!
- Não! - Peter mal teve tempo de falar, quando sentiu Egon se aproximar segurando em sua camisa.
- Então você esteve mesmo com ela no banho, não?
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MensagemAssunto: Re: O estúpido hipnotizador    Sab Jan 13, 2018 12:49 pm

X

- Egon, calma, eu posso explicar...
Nesse momento, Janine se ergueu da cadeira em que estava, colocando-se na frente dos dois.
- Não machuque o Dr. Venkman, Dr. Spengler!
- Janine, não se preocupe! - disse Peter. - Pode deixar que eu resolvo isso com o Egon!
Janine olhou para o físico e viu que ele tinha um brilho mortal no olhar.
Ela sabia que Egon poderia até mesmo bater em Peter.
- Por favor, não briguem...
Naquele instante ela caiu sem sentidos ali, assustando Peter e Egon.
- Janine?
- Janine, acorde! - Egon a segurou colocando na cadeira e medindo seu pulso em seguida.
- Hum... O que houve? - ela falou, acordando lentamente.
- Você desmaiou! - disse Peter. - Como está se sentindo?
- Estou bem, Dr. Venkman! - disse ela, sem tirar os olhos de Egon.
- Tem certeza que está bem, Janine? - perguntou Egon, agora chegando a temperatura na testa dela.
- Sim, Egon! Estou ótima! - ela lhe deu um sorriso luminoso.
O físico a olhou surpreendido e feliz, ao vê-la sorrir para ele novamente daquele jeito especial e voltar a tratá-lo por Egon.
Peter coçou a cabeça confuso, vendo que Janine já não parecia ter interesse nele.
- Janine, você não está mais hipnotizada?
Ela se voltou para ele, olhando-o com desdém.
- Hipnotizada? Do que está falando, Dr. Venkman?
- Não acredito, nisso... - Peter balançou a cabeça, sem saber se ficava contente ou chateado, por ela ter voltado ao normal.
Já Egon, não poderia estar mais satisfeito e aliviado.

*

- Ah, pela enésima vez, Egon, não aconteceu nada!
- Mas vocês estavam no banheiro juntos!
- Eu já expliquei! Eu estava trocando de roupa no quarto, quando ela surgiu do banheiro! Deve ter se escondido no cesto e me espiado tomar banho! Para não parecer que estávamos juntos, eu a fiz ir ao laboratório, foi só isso!
- Isso não explica o fato do cabelo dela estar molhado.
- Ela deve ter tomado banho antes!
- Mas...
- De uma vez por todas, Egon, não aconteceu nada!
Peter se retirou, torcendo para que seu amigo se esquecesse dessa história .
Ele não queria que as coisas fossem assim, mas era melhor não contar a verdade para o Egon, apesar de saber que no fundo, o físico sabia que ele estava mentindo.
Já havia se passado dois dias, desde que Janine tinha voltado ao normal e não se lembrava do que tinha acontecido, quando ela estava hipnotizada.
No momento, Peter se sentiu aliviado por ela finalmente estar bem, apesar de um pouco chateado, por ter perdido toda aquela atenção que a secretária lhe dava. Mas agora ele também sentia culpa.
Ele transara com ela no chuveiro e não podia negar que tinha sido bom. Mas ela não tinha noção do que estava fazendo, transformando-o assim, em um canalha.
Decido a aliviar sua consciência, Peter resolveu ter uma conversa com Janine.

*

- Janine, será que podemos conversar? - disse Peter, assim que ele chegou à recepção.
- Ah, Dr. Venkman, se for outra vez sobre a tal hipnose estúpida, eu já disse que não me lembro de nada!
- Sim, eu sei que você não se lembra! Mas... Hum... Algo aconteceu nesse período e você precisa saber!
Ela olhou para ele, com queixo apoiado na mão e perguntou:
- O que aconteceu?
- Bem... - Peter olhou ao seu redor, para ver se não havia alguém por perto. - Aconteceu algo entre nós dois!
- Que "algo" foi esse? Diga de uma vez!
- Ah, você me atacou no chuveiro!
- Como?
- Você entrou lá, sem roupas, enquanto eu estava tomando banho e não pude fazer nada. Nós dois ...
- Chega Dr. Venkman! O senhor está louco? Eu nunca faria uma coisa dessas! De uma vez por todas, esqueça essa história absurda de hipnose! Não quero mais falar disso, entendeu? - ela se voltou para seu computador.
- Está bem! Eu tentei ser honesto, mas já que você não liga, eu também não vou ligar! - ele suspirou e foi para seu escritório.
Janine deu um discreto sorriso.
"Nunca pensei que daria tanta confusão essa brincadeirinha. Mas pelo o que aconteceu no chuveiro, até que valeu a pena! "

*
Em seu laboratório, Egon trabalhava em uma nova invenção, quando algo passou pela sua cabeça.
"Aquele desmaio de Janine, bem na hora em que eu estava brigando com o Peter, foi muito suspeito! Ela rapidamente recuperar o juízo também! E se... ? Ela estava fingindo o tempo todo! "

Fim
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