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 O acordo

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bajumoon

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MensagemAssunto: O acordo   Sab Jan 13, 2018 11:09 am

Título: O acordo
Autor(a): Jussara/bajumoon
Shipper: Peter & Janine  
Gênero: Romance
Censura / Classificação: M
Capítulos: VII
Completa: Sim
Resumo: Sem saída, Janine se vê obrigada a aceitar um acordo com Peter

I

- Não!
- Por favor!
- Nem pensar!
- Eu prometo aumentar seu salário!
- O senhor nem me pagar, paga!
- Por favor, Janine! Faço o que você quiser!
- Não, Dr. Venkman!
- Por que você não quer me ajudar?
- Porque eu conheço o senhor! E não desejo que minha amiga Monica sofra nas suas mãos!
- Por que você pensa o pior de mim? Eu sou um verdadeiro cavalheiro com as mulheres! E se arranjar meu encontro com ela, você verá que eu tenho razão!
Janine balançou a cabeça, suspirando. Já estava cansada de ouvir a manhã toda seu chefe implorar por esse encontro.
Ela estava terrivelmente arrependida de atender a um pedido da amiga, de levá-la até a sede dos Caça-fantasmas.
Mesmo com Monica tendo se comportado bem, Peter ficou interessado nela e não saía de cima de sua amiga.
Janine não sabia bem a razão, mas aquilo a irritou e ela deu um jeito de despachar logo sua amiga dali.
Porém, agora Peter insistia que Janine lhe desse o número de telefone de Monica.
- Você não pode ser tão má assim, Janine! - Peter se lamuriava.
- Deixe-me trabalhar em paz, Dr. V.!
Egon descia as escadas naquele momento e Peter se aproximou do cientista para reclamar:
- Você não tem ideia da criatura cruel que arranjamos por secretária, Egon!
Janine revirou os olhos.
- Do que está falando, Pete?
- Ela não quer me fazer um único favor, por caridade!
Egon ajeitou seus óculos, o olhar impassível.
- Bem, pelo que eu saiba, ela é uma secretária, não uma assistente social!
Peter lhe deu um olhar exasperado e saiu, pronto para aborrecer outro de seus amigos, com seus lamentos.
Janine olhou para Egon, como os olhos brilhando.
"Ah, como eu amo esse garoto! "

*

Já passava das seis e meia da tarde, quando Janine abria a porta do seu apartamento, apressando-se, ao ouvir o telefone tocar.
Ela entrou rapidamente, fechando a porta e correndo para pegar o telefone do gancho.

*

Algum tempo depois, ela desligou, jogando-se no sofá, desanimada.
Sua irmã havia lhe chamado para uma reunião de família.
O sobrinho de Janine ia fazer aniversário e eles fariam uma pequena comemoração.
A apesar de ser uma reunião íntima, sua irmã foi categórica: Janine teria que ir acompanhada de alguém.
Sua irmã lhe sugeriu que fosse com Egon, mas Janine lhe disse que talvez ele não tivesse tempo.
"Isso não é uma desculpa sua, não é mesmo, Janine? Não me diga que ele não quer saber de você e você continua sozinha? " Perguntara- lhe a irmã.
"Claro que  não!" Janine disse veementemente.
"Ótimo! Então não apareça aqui, como uma solteira fracassada! "
Sua irmã desligara antes mesmo que ela pudesse dizer mais alguma coisa.
Janine revirou os olhos, pensando o quanto sua irmã poderia der cruel, quando queria.
A secretária só esperava que Egon concordasse em ir com ela, senão teria sérios problemas!

*

- Oh, Egon, por favor!
- Sinto muito, Janine, mas tenho que terminar esse projeto!
Janine tinha ido na manhã seguinte falar com Egon, mas não obteve sucesso.
A moça saiu do laboratório do físico quase desolada, mas ela não podia desistir! Não poderia deixar de ir acompanhada a esse evento familiar.
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: O acordo   Sab Jan 13, 2018 11:12 am

II

Janine falou com Ray e Winston tentando dissuadi-los a ir com ela, mas ambos não poderiam ir.
Winston tinha um encontro no dia marcado e Ray iria em uma convenção de quadrinhos, que estava aguardando o ano todo.
Janine se sentou em sua cadeira, muito desanimada.
Ela já pensava em arrumar uma desculpa, para não ir ao aniversário, quando ouviu Peter lhe dizer:
- Os rapazes me contaram que você está desesperada por companhia, para sair.
Janine fechou a cara. Provavelmente tinha sido Dr. Boca Grande Stantz, que falara demais!
- E então?
- Então o quê, doutor Venkman?
- Não tem nada a me pedir?
- Bem, um aumento de salário seria inútil! Você não me daria!  
- Ora, Janine, você sabe que estou falando sobre você me implorar para ir com você nesse tal aniversário!
- Implorar? Está brincando! Eu prefiro não ir!
- E vai deixar que toda a sua família saiba, que você não é capaz de encontrar um par? Que triste para você...
Janine se ergueu da sua cadeira, pronta para bater em Peter, mas este segurou suas mãos.
- Ei, Janine, calminha! Nada de violência! Eu não quero brigar, só quero que entremos em um acordo!
Ela se soltou dele e o olhou desconfiada.
- Que acordo?
- Bem, eu aceito ir como seu acompanhante, desde que você me dê o telefone de sua amiga! O que me diz?
Janine ficou em silêncio por alguns instantes, até responder.
- Não acho que daria certo!
- Por que não? Eu sou um cara lindo, simpático e todos me amam. As mulheres da sua família vão sentir inveja de você!
- Ah, claro! E eu terei pena de mim! - ela suspirou, enquanto Peter mostrava a língua para ela.
- Pense bem, é um bom acordo! E será divertido.
Ela tinha muitas dúvidas em relação a isso, mas pensando bem, não tinha muita escolha.
Mesmo que se recusasse a ir, sofreria por meses com os telefonemas de sua irmã (e provavelmente de sua mãe), reclamando com ela.
Ela olhou para o psicólogo, ainda meio incerta, mas balançou a cabeça.
- Está bem, Dr. Venkman! Eu concordo!
- Ótimo!
- Mas só vou te dar o número de telefone, depois que nós voltarmos do aniversário e o senhor ter se comportado bem.
- Ei, assim não é justo!
- É pegar ou largar!
- Está bem!
- Ok. Então o espero às três da tarde em meu apartamento, no sábado!
- Combinado!

*

No sábado, Janine andava de um lado para o outro, em seu apartamento, já pronta, esperando Peter aparecer.
Já passava das três e meia da tarde, quando ela escutou sua campainha tocar.
Ela correu para atender e abriu a porta com a expressão zangada.
- Olá, Janine, pronta para arrasar na festa? - disse Peter sorridente.
- Você sabe que horas são? - ela gritou.
- São três horas da tarde, ué?
- São três e quarenta! Eu disse para você está aqui às três em ponto!
- Ei, calminha, Janine, não importa se chegarmos um pouquinho atrasados!
- Você é mesmo um irresponsável! Essa reunião familiar é importante!
Ele cruzou os braços, meio bravo:
- Tivemos que enfrentar um classe 4, há cerca de uma hora atrás e o infeliz me melecou todo! Fique feliz que eu já esteja aqui, prontinho e limpinho, para você!
As palavras dele, fizeram com que Janine olhasse para Peter pela primeira vez, desde que ele chegou.
Mesmo zangada, ela não podia deixar de admirar o que via.
Peter usava uma calça jeans, uma camisa polo branca, com uma jaqueta de couro.
Seu perfume amadeirado enchia o ar e seus olhos pareciam ainda mais verdes e brilhantes, capazes de tirar o fôlego de qualquer mulher.
Janine não era exceção.
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: O acordo   Sab Jan 13, 2018 11:14 am

III

Peter sorriu ao notar Janine muda repentinamente, admirando-o.
No fundo, ele sentiu prazer ao sentir que ele a agradara, mas disse em tom jocoso:
- Aposto que está feliz, com a grande impressão que irá causar aos seus parentes. Afinal, não são todas que tem a sorte de sair com o grande e famoso Peter Venkman.
Janine revirou os olhos e suspirou, lembrando que o homem quem a instantes admirava, não passava do seu arrogante, irritante e convencido chefe.
- Gostaria de lhe responder como merece, Dr. Venkman, mas não temos mais tempo. Vou pegar a minha bolsa e vamos em seguida.
Ela virou as costas para ele e Peter pode a contemplar também por trás. Ele já tinha a abservado, quando ela abriu a porta, com seu vestido amarelo justo.
O decote era discreto, mas isso não impediu os pensamentos  lascivos dele, tentando adivinhar o tamanho exato, a forma e como os seios dela encheriam sua mão, em um grau alto de intimidade.
Para si mesmo, ele não precisava esconder que sentia desejo por Janine.
Ele sabia que a moça amava Egon, vivia atrás dele, quase se comportando como seu capacho.
Peter também sabia, que mesmo não admitindo, Egon não era indiferente a ela.
Porém, para Peter era um mistério que Egon conseguisse resistir a ela por tanto tempo.
Só seu frio amigo mesmo! Pensava Peter. Em seu lugar, ele já teria agido bem diferente.
Mas ele não estava no lugar de Egon e tinha que se conformar com as rusgas e implicâncias diárias entre ele e a Janine. Além dos seus secretos sonhos adultos com sua secretária.
- Ei, ande, vamos logo! - Janine o cutucou, fazendo com que ele desse um passo para trás, enquanto ela fechava e trancava a porta de seu apartamento.
Ele olhou para ela e sorriu, pensando:
"Será que os sonhos não podem acontecer na realidade? "

*

- Pensei que a festa seria em um salão, ou algo assim! - disse Peter, ao chegar com Janine, na porta do apartamento da família dela.
- Eu lhe disse que era só uma reunião íntima!
- Já vi que isso vai ser bem aborrecido! - ele suspirou.
- Trate de se comportar, Dr. Venkman!
- Relaxe, Janine! Vai dar tudo certo! - ele sorriu e apertou a campainha.
- Ah, Janine querida, que bom que chegou! - disse a senhora Melnitz. - Esse é o Peter, não?
- Sim, Dr. Peter Venkman, ao seu dispor! - ele a cumprimentou todo simpático.
A irmã de Janine, aproximou-se da mãe, curiosa para conhecer o acompanhante de Janine.
- Como vai, Janine? -
- Bem... - Janine cumprimentou a irmã e essa deu um olhar malicioso, ao olhar para Peter:
- Não me diga que já trocou Egon por ele?
- Cale a boca! - Janine falou, virando o rosto.
Peter deu um risadinha e disse:
- Você realmente não pode culpar Janine! Não é fácil resistir a mim!
A mãe e irmã da Janine riram e a secretária ignorou os três, procurando seu sobrinho, para lhe dar seu presente.
"Isso não vai dar certo! " ela pensou suspirando.

*

Peter cumprimentou amigavelmente, todos os parentes de Janine, mas se irritou com o pentelho do sobrinho dela.
Quando o moleque estava distraído, olhando seus presentes, Peter deu um jeito de sumir com a pistolinha insuportável de água dele.
Ele tinha acabado de jogar o brinquedo pela janela, quando Janine se aproximou dele.
- O que está fazendo debruçado nessa janela? Não me diga que a reunião está tão ruim, que você pensa em se jogar aí de cima?
- Antes eu jogaria seu sobrinho... - ele resmungou baixinho.
- O que você disse?
- Nada! Eu estava apenas apreciando a vista!
- Não há vista nenhuma aqui, além do outro prédio! Não me diga que está espionando alguma mulher!
- Ei, acha que eu sou algum tarado?
- Acho!
- Ora, eu acho que a única tarada aqui é você! Aposto que nos espia tomando banho!
- Claro que não, seu...
Janine se interrompeu, quando sua mãe chamou a todos para cortar o bolo.
Peter deu um meio sorriso e colocando a mão na cintura de Janine, a puxou para onde estavam todos, antes que ela pudesse se afastar.
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: O acordo   Sab Jan 13, 2018 11:17 am

IV

- Haha, tenho que admitir que foi divertido! - disse Peter, ao chegar com Janine, até o apartamento dela.
- Teria sido mais, se minha irmã não fizesse o tempo todo piadas sobre nós dois estarmos juntos!
- Ela provavelmente fez isso, porque estava com ciúmes de você!
- Com ciúmes? De mim?
- Você estava com um cara lindo e maravilhoso, como seu namorado! Isso certamente desperta ciúmes!
- Há! Em primeiro lugar você não é lindo, muito menos maravilhoso, Dr. V.! E em segundo, não somos namorados!
- Hum, eu não tenho culpa, se você não tem bom gosto! E quanto a eu ser seu namorado, foi esse o nosso acordo, lembra?
- O nosso acordo era que você fosse meu acompanhante, não namorado!
- Namorado, acompanhante, que diferença faz?
- Faz muita diferença! Namorados tem... Contato físico, por exemplo!
- Bem, se você quisesse, eu poderia fazer o sacrifício!
- Cretino! - ela disparou, sem poder se controlar.
Peter apenas mostrou a língua para ela e falou:
- Bem, seja como for, eu cumpri meu papel! Agora é a sua vez!
- Do que está falando?
- Você sabe! Eu quero o telefone da sua amiga!
- Por que você quer tanto sair com ela? - Janine perguntou incomodada.
- Eu gosto dela!
- Vocês não dariam certo!
- Por que não?
- Bem... Eu... Eu acho que vocês não combinam!
Peter a olhou um pouco intrigado e perguntou:
- Não acredito nisso! Você está com ciúmes de mim, Janine?
- O quê? De onde você tirou essa ideia absurda?
- De você! Está há tempos me enrolando para dar esse número! Não quer que eu saia com sua amiga!
- Não estou com ciúmes de você! Só acho que... Oras, eu já disse antes! Ela não merece sofrer nas suas mãos!
- Não acredito nisso!
- Acredite no que quiser!
- Mas você prometeu esse telefone! Você tem que cumprir sua palavra!
- Está bem, Dr. Venkman! Segunda eu lhe darei o número!
- Nada disso! Eu quero esse número agora!
Ela estreitou os olhos, mas deu um suspiro concordando.
- Está bem! - ela abriu a porta do apartamento e entrou.
Mesmo sem convite, Peter fez o mesmo, adentrando no lugar.
Janine largou sua bolsa em um canto e foi procurar um papel e caneta, para anotar o número.
Peter fechou a porta da frente e sem cerimônia se sentou no sofá.
Janine se aproximou dele, com o número já anotado e entregou o papel para ele.
- Aqui está!
- Obrigado! Foi ótimo fazer esse acordo com você!
Ela revirou os olhos e disse:
- Certo! Agora você pode ir embora!
Peter não queria ir embora.
- Já? Você não vai nem me oferecer um café?
- Vou oferecer a porta da rua, para você sair, que tal?
- Janine, não seja mal educada! Acho que mereço ao menos um cafezinho, não?
Ela ergueu as mãos, em um gesto de exasperação.
- Ah, está bem! Mas depois você irá embora!
Ela não esperou a resposta dele e foi buscar o café.

*

Janine voltou algum tempo depois, com uma bandeja e uma xícara com café.
- Aqui está! - ela falou, colocando a badeja na mesinha.
Ela olhou para o sofá e viu Peter adormecido.
"Não acredito nisso!" Ela pensou nervosa e já estava pronta para acordar o psicólogo, quando pensou melhor.
Ele devia estar muito cansado. Ele lhe disse que ele tinha ido com os rapazes atrás de um fantasma, antes de chegar ao apartamento dela.
E ele parecia dormir tão profundamente!
Ela se aproximou dele, sentando-se na ponta do sofá, para observá-lo melhor.
Ele era tão lindo dormindo!
Quase involuntariamente, ela deslizou sua mão pelo rosto dele, em uma carícia suave. Seu dedo indicador contornou de forma atrevida, os lábios dele.
Ela sentiu uma vontade  incontrolável de beijar o rapaz.
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: O acordo   Sab Jan 13, 2018 11:20 am

V

Mesmo que sua mente gritasse, para que ela parasse, seu corpo agia involuntariamente.
Ela podia fingir e até enganar a si mesma, mas no fundo, ela sabia que sentia atração por Peter.
Mesmo arrogante, cretino e muitas vezes infantil, ela tinha que admitir que ele também era um homem bonito e charmoso.
Ela tinha perdido a conta das vezes, que sem querer, viu-se olhando com interesse, para ele sem camisa.
Ele tinha um corpo incrível! Isso era inegável!
Como todos esses pensamentos na cabeça, Janine foi se aproximando cada vez mais, da boca do rapaz.
Ela fechou os olhos, quando roçou seus lábios nos dele e por isso não viu Peter dando um leve sorriso, com os olhos semicerrados.
Assim que os lábios dela encostaram nos dele, Peter ergueu o braço, colocando a mão atrás da cabeça da moça, puxando-a para um beijo mais ousado.
Janine se assustou com o movimento e tentou se afastar, porém Peter, ágil como um gato, ergueu-se rápido, colocando o braço ao redor da cintura dela, trazendo-a ainda mais ao encontro de seu corpo.
Ela tentou virar o rosto, mas o psicólogo manteve cativa a boca dela.
Dada a pressão que ele fazia, Janine não teve outro remédio, além de abrir sua boca e permitir a passagem da língua ansiosa dele.
Quase sem querer, ela o correspondeu, as línguas agora ávidas uma da outra.
Ela deu um leve gemido por entre o beijo, mas assim que ele afrouxou um pouco seu abraço, ela aproveitou para se afastar dele, empurrando-o e se erguendo do sofá.
- Seu safado! Eu deveria jogar essa xícara de café quente, na sua cara! Como se atreveu a fazer isso?
- Ei, calma! Eu achei que você queria! Afinal, foi você que me beijou primeiro.
- Não! Eu achei que você estava dormindo e...
- Queria me beijar, sem que eu percebesse? - ele deu um sorriso cínico e se ergueu do sofá, aproximando-se dela.
- Não! Não foi nada disso! - ela disse constrangida, pois sabia que não podia explicar o que tinha feito.
"Esse cretino!" Pensava ela. "Estava só fingindo dormir, para ver minha reação!"
- Vamos, Janine, admita! Você estava doida para me beijar!
- Cale a boca! E vá embora aqui! Agora!
Ela o empurrou até a porta e ia abrindo esta, mas ele a deteve, segurando a mão dela.
- Vamos, Janine, não negue o que está acontecendo entre nós!
- Não está acontecendo nada entre nós!
- Nós acabamos de nos beijar.
- Você forçou o beijo!
- Você correspondeu! E se eu a beijasse de novo, você voltaria a fazer o mesmo!
- Não ouse!
Ele sorriu.
- Você precisa aprender algo sobre mim, Janine, querida!
- O quê?
- Eu amo ser desafiado!
Ele a agarrou, beijando-a.
Janine não resistiu e correspondeu ao beijo.
Peter interrompeu o gesto, para beijar o pescoço dela, enquanto firmemente a segurava em seus braços.
- Peter...
- Hum...
- Pare... Eu não quero iss... Ahh... - ela gemeu quando ele mordiscou seu pescoço.
- Você é deliciosa! - ele disse, enquanto passava a lamber e morder de leve o lóbulo da orelha dela. - E muito cheirosa também...
- Ah, Peter!
Janine estava dividida entre o prazer e a raiva.
Aquele cretino estava a seduzindo!
Ela tinha vontade de dar um tapa na cara dele e o jogar para fora do seu apartamento, mas não era fácil.
Aquela boca atrevida estava tranquilamente passeando por seu pescoço, causando-lhe arrepios.
As mãos rápidas deles faziam uma estranha massagem em suas costas a deixando arfante e excitada.
Seu corpo em questão de minutos, já estava totalmente entregue a ele, mesmo contra sua vontade.
Ele deslizou as mãos para o traseiro dela, apertando-o sem cerimônia.
Janine se afastou dele, empurrando-o contra a parede.
- Mas que droga, Dr. Venkman!
- Hã?  - o  olhar confuso dele, deixou Janine ainda mais doida de desejo.
- Que se dane! Eu quero você, seu cretino safado!
Ela colocou os braços ao redor do pescoço dele e o beijou com fúria.
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: O acordo   Sab Jan 13, 2018 11:23 am

VI

Peter ficou totalmente surpreendido com a paixão de sua secretária.
Enquanto lhe dava um beijo arrebatador, ela rapidamente puxou a jaqueta dele para baixo, tirando-a de Peter.
Ele sorriu e colocou as mãos nas costas dela, puxando o zíper do vestido de Janine para baixo.
Enquanto ela passava a beijar o pescoço do seu chefe, Peter colocou as mãos nos ombros dela, puxando seu vestido para baixo, fazendo cair no chão.
Ele arfou ao vê-la em um conjunto de calcinha e sutiã de renda vermelha.
As mãos dele agora deslizavam livremente pela pele alva e sedosa da moça.
Janine, doida para passar as mãos no peito nu dele, segurou a ponta de sua camisa polo, puxando-a para cima. Peter a ajudou na tarefa, tirando-a rapidamente.
Ansiosa por tocá-lo, Janine matou sua vontade e passou as mãos no peitoral másculo, arranhando com suas longas unhas, para provocá-lo.
Ele deu um leve gemido de excitação e se sentindo estimulada, moça passou a beijar e lamber aquela região.
- Isso é... Muito gostoso! - disse ele, sem se conter.
- Eu imagino! - disse ela, agora com sua língua rodando ao redor do umbigo.
- Ohh... - ele gemeu ainda mais, vendo como ela estava perto de outra área dele.
Janine olhou para baixo e percebeu o quanto o rapaz estava excitado.
Com um sorriso travesso, ela abriu a calça dele, abaixando-a junto com a cueca branca de algodão.
A respiração de Peter ficou ainda mais pesada.
Ele olhou para baixo e viu Janine, ajoelhada no chão, olhando para seu membro com interesse.
Será que ela ia...?
- Ahh, Janine! - ele gemeu totalmente surpreendido, quando ela o colocou em sua boca.
Peter nunca imaginou que Janine faria algo assim, apesar de muitas vezes se pegar sonhando com isso.
Ela o lambia e chupava com afinco, deixando o rapaz completamente insano.
- Oh, Janine... - ele disse, por entre os dentes.
Janine estava satisfeita com as reações dele e continuava sem cerimônia.
Quando ele percebeu que não ia aguentar mais por muito tempo, naquela prazerosa agonia, ele a ergueu bruscamente, jogando-a contra a parede.
- Ahh... - ela deu um leve gemido com o impacto.
Peter lhe arrancou o sutiã, apertando e sugando os seios dela, enquanto puxava a calcinha de Janine para baixo.
Sem mais delongas, ele ergueu uma das pernas dela e a penetrou rápida e profundamente.
Janine deu um gritinho de surpresa e colocou as mãos nos ombros dele, buscando apoio.
- Ahh... Há quanto tempo eu desejei isso...-  disse ele, movendo-se rapidamente dentro dele.
- Você desejou?
- Sim e eu sei que você também! - ele a beijou ansiosamente na boca.
- É claro que não!
- Admita! Eu tendo notado a maneira como você me olha! - ele mordiscou a orelha dela.
- Cretino, isso não é ver... ahhhh... - ele a penetrou mais forte.
- Você me desejava também! - ele falou, a respiração ofegante pelo esforço.
Ele estava se segurando. Não queria alcançar o clímax ainda, não antes dela.
Janine não respondeu, preferindo se concentrar no que sentia.
Ela via o seu prazer aumentar gradativamente a cada estocada dele.
Mesmo que não quisesse admitir, ela sempre sentiu certa atração por Peter, mas jamais pensaria que as coisas chegariam a esse ponto.
Nunca, nem seus sonhos mais loucos, poderia imaginar que estaria assim, encostada na parede de seu apartamento, transando com Peter.
Agora ela estava ali, quase a beira de um colapso de prazer, sentindo aquele corpo másculo, chocando-se com o dela a cada estocada. O hálito quente de Peter, causando-lhe arrepios por todo corpo e a boca dele, estimulando seu ponto sensível no pescoço.
Como ele sabia deixá-la tão insana assim?
- Ahhh... - ela gritou a plenos pulmões, ficando as unhas nos ombros dele, quando finalmente alcançou seu orgasmo.
Peter sentiu as paredes internas dela se contraírem ao redor de seu membro.
Sem poder se segurar mais, ele finalmente se permitiu o clímax, ejaculando dentro dela.
Eles ficaram alguns momentos imóveis, sentindo os últimos tremores do orgasmo e recuperando o fôlego.
Peter então lhe deu um abraço acolhedor e a beijou preguiçosamente.
Segurando na mão dele e sem dizer nada, Janine o conduziu até sua cama e ambos deitaram nela.
Janine encostou a cabeça no peito do rapaz e logo adormeceu.
Ele, cansado, dormiu também.
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MensagemAssunto: Re: O acordo   Sab Jan 13, 2018 11:26 am

VII

Peter acordou, escutando o barulho do chuveiro.
Ele se remexeu na cama, lembrando-se do que tinha acontecido, há algumas horas.
Ele tinha ido para cama com Janine, ou melhor, para a parede e tinha sido incrível!
Ele sorriu maliciosamente e levantou da cama, sem se importar com a sua nudez.
O rapaz entrou no banheiro e sorriu, aproximando-se da cortina do chuveiro.
- Precisa de ajuda para lavar as costas?
Janine se sobressaltou, quando sentiu a mão de Peter sobre o seu ombro.
- O que faz aqui? - disse ela.
- Ora, já disse! Eu vim oferecer minha ajuda para lavar suas costas!
- Dr. Venkman...
- Me chame de Pete!
- Olha, Dr. Venkman, eu estive pensando e acho que o que aconteceu entre nós foi um erro!
- Como?
- Ah, conversamos depois! Será que pode deixar eu tomar meu banho em paz?
- Hum... - ele fingiu que ia saindo, mas se voltou para agarrá-la. - Eu acho que não!
Ele a beijou ousadamente.
Janine se debateu, querendo se afastar dele, mas Peter a segurou firme.
Aos poucos, Janine se entregou ao beijo, indo com sua língua, ao encontro da dele.
Peter continuava a beijando loucamente, debaixo do chuveiro, a água morna deslizando por seus corpos.
Ele mordiscou o lábio inferior dela, enquanto uma de suas mãos acariciava seus seios.
O rapaz desceu para o pescoço dela, mordiscando-o.
- Ah, Peter...
- Janine... Quero você... Agora! - ele arfou.
A moça ficou totalmente surpresa, quando ele rapidamente desligou o chuveiro e a pegou no colo, levando-a para a cama.
- Ei, vai molhar minha cama! - ela protestou, quando Peter a jogou ali, deitando-se por cima dela.
- E daí? - ele disse com um sorriso petulante, enquanto a penetrava lentamente.
- Ahh... - ela gemeu, colocando as suas pernas ao redor da cintura dele.
Peter ia devagar, saboreando o momento e satisfeito em ver a expressão de prazer no rosto dela.
Com um sorriso travesso, ele a puxou para cima, fazendo com que ela montasse em cima dele.
Janine sorriu, apoiando suas mãos no peito ainda molhado dele, buscando apoio para os movimentos de vai e vem que fazia.
Peter gemeu deliciado, segurando no traseiro da ruiva, ajudando-a com os movimentos.
Ela começou a ir mais rápido e logo atingiu seu clímax, junto com ele.
Cem cerimônia, ela se jogou em seu peito, um pouco cansada.
Eles trocaram um beijo rápido e ele colocou os braços ao redor dela, curtindo aquele momento, pós prazer.
- Odeio admitir, Dr. Venkman, mas você é uma tentação!
- Eu sei! - Ele deu um risada profunda.
- Seu cretino! - ela deu um tapinha no peito dele.
Ele se remexeu na cama, afastando-se um pouco dela e se espreguiçando.
- Poderia ficar o dia todo aqui!
- Nos seus sonhos! Você tem que cair fora e eu preciso ir trabalhar!
- Eu posso te dar o dia de folga! - ele disse maliciosamente. - Afinal, eu sou seu chefe!
- Esqueça! Eu tenho muito trabalho! - ela se sentou na cama, cobrindo seus seios com o lençol. - Mas antes de sairmos daqui, temos que deixar as coisas claras.
- Ih, qual é a bronca?
- É sério, Dr. Venkman! Eu ainda acho que foi um erro, mas já que aconteceu eu quero que... Fique só entre nós!
Ele deu um sorrisinho.
- Não se preocupe Janine, não vou contar nada... Principalmente para o Egon! - ele deu um piscada para ela.
- Eu agradeço Dr. V.! - ela lhe deu um beijo na bochecha e se ergueu, para se vestir, para o trabalho.
Peter, relutante, resolveu fazer o mesmo.
- É melhor você ir antes de mim, Dr. Venkman! Não é bom que nos vejam chegar juntos. - ela abriu a porta para ele.
Antes de partir, Peter falou:
- Janine?
- Sim?
- Não foi um erro! Foi ótimo! - ele lhe beijou de surpresa e saiu.
A ruiva fechou a porta e tocou nos lábios, com um sorriso bobo no rosto.
- Ótimo sem dúvida, Pete!

Fim
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