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 Senhora Spengler por um dia

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bajumoon

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MensagemAssunto: Senhora Spengler por um dia    Sab Out 07, 2017 5:17 pm

Título: Senhora Spengler por um dia
Autor(a): Jussara/bajumoon
Shipper: Egon & Janine 
Gênero: Romance 
Censura / Classificação: M
Capítulos: X
Completa: Sim
Resumo: Para escapar de se casar com uma fantasma, Egon aceita fingir se casar com Janine.

I

- Você vai ter que casar com a nossa irmã! - declararam os fantasmas, apontando as pistolas de prótons.
Egon olhou para eles, sem saber o que fazer. Pego de surpresa com toda essa história, ele não conseguia pensar em algo inteligente, que o tirasse dessa confusão.
Tudo tinha acontecido, quando Janine resolvera entrar de férias. Dixie, uma fantasma, havia se passado por uma bela mulher, candidata ao posto de secretária substituta. Apesar de ser péssima, conseguiu o cargo, pois todos os rapazes se apaixonaram logo por ela. Todos menos Egon, que desconfiava, pelo seu comportamento.
No entanto, ela o beijara e seus irmãos apareceram,  obrigando Egon a se casar.
O cientista olhou para seus amigos, mas eles pareciam tão perdidos quanto ele.
- Eu não posso me casar com Dixie, ela é um fantasma! - insistia Egon.
- Cale a boca! - um dos irmãos disse. - Devia ter pensando nisso, quando a beijou. Agora irá se casar.
- Vai ser maravilhoso, querido! - falou Dixie. 
- Ei, Egon não pode mesmo se casar, entendam isso! - disse Peter.
- Não há impedimento nessa união. Ao menos que ele já seja casado,  ele se casará agora mesmo com a nossa irmã! 
- Olá, garotos! - Janine tinha chegado, completamente distraída, com vários papéis na mão. - Tive que voltar, eu esqueci... - ela então olhou ao seu redor e viu os fantasmas. O que está acontecendo aqui? 
- Bem, Janine, acho que terei que me casar! - Egon disse, enquanto ajeitava os óculos, desanimado.
- O quê? Como isso é possível? Não, não pode ser! - ela elevou a voz.
Nesse momento, Peter teve uma ideia, sorriu e comentou: 
- É, Janine, eu entendo a sua indignação! Esses "caras" querem obrigar seu noivo a se casar! Eu tentei dizer a eles que Egon tinha compromisso, mas...
- O quê?! - disseram todos juntos.
- Isso é verdade, Egon? - gritou Dixie. - Eu pensei que fosse solteiro, sem compromisso!
- Er... bem... - Peter piscou o olho para Egon e ele concordou: - Sim. É verdade! Vo-vou me casar com Janine! 
- Não! Não pode estar noivo! - ela ficou quieta por alguns intantes e voltou a falar. - Está bem! Não importa! Seu compromisso com essa aí acabou. Você vai se casar comigo! 
- "Essa aí "? Ora sua... - Janine ia para cima de Dixie, mas seus irmãos a ameaçaram com as pistolas.
Egon puxou Janine pelo braço.
- Não adianta, Janine! Terei que me casar! 
- Não! Você não pode se casar com ela! Eu...
-  Está grávida! Sabemos como se sente, Janine! Seu filho ficará sem pai! - Peter outra vez pensou rápido e inventou isso.
"Eu sou mesmo demais!" Pensou ele, orgulhoso de si.
- Grá-grávida? - Egon e Janine estavam de boca aberta e com o rosto vermelho.
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: Senhora Spengler por um dia    Sab Out 07, 2017 5:18 pm

II

- Seu cretino! Como pôde! Você me enganou! - Dixie gritou e foi embora.
Porém os irmãos da fantasma, não estavam totalmente convencidos.
- Não acreditamos nessa história! Estão inventando isso, para ele fugir do compromisso.
- É a mais pura verdade! - disse Ray.
- Então, queremos ver o casamento de vocês! Vão ter que se casar hoje mesmo, para irmos embora!
- Casar? - disse Egon.
- Agora? - disse Janine, ainda estupefata, pelos acontecimentos.
- Bem, podemos realizar o casamento aqui mesmo! - disse Peter.
- Do-do que está falando Pete, nós não podemos...
- Calma Egon! Vai dar tudo certo! - disse Ray, com um sorriso encorajador. 
- Confie na gente, sim? - disse Winston.
- Vamos Egon, seu filho precisa de uma família! - Peter conteve uma risada.
Egon, não sabia se agradecia ou matava Peter. Mas tinha que confiar em seus amigos. E Janine também! 
**
- Vamos Egon! Não temos muito tempo! Os fantasmas estão nos esperando, doidos para atirar na gente! Vista o terno! 
Peter quem escolhera a roupa e a trouxe para que ele vestisse ali no laboratório. Janine tinha ficado no quarto dos rapazes.
- Isso é ridículo! Ilógico! - reclamava Egon. - E ainda por cima tivemos que envolver a Janine nisso! 
- Ora, Egon! Nada faria a Janine mais feliz, do que se casar com você! Mesmo que seja de mentirinha! - Peter já estava impaciente. Tinha milhares de coisas para preparar. - Não perca mais tempo, vista-se logo. Você tem dez minutos! 
Peter saiu do laboratório apressado e Egon se sentou em sua cadeira.
Tirando os óculos e fazendo uma massagem na testa, ele analisou rapidamente sua situação.
Não tinha escolha, ele sabia. Mas ele também não precisava ficar tão nervoso.
Era só uma farsa. Logo tudo acabaria eles ficariam livres daqueles fantasmas.
Decidido, ele vestiu o terno preto e gravata da mesma cor, contrastando com a camisa branca. 
Assim que ficou pronto, ele ajeitou rapidamente a gravata e saiu do quarto. Que começasse o plano! 
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: Senhora Spengler por um dia    Sab Out 07, 2017 5:19 pm

III

Janine estava alvoroçada. Ia se casar com Egon! 
Não importava que fosse um casamento falso. Ela viveria a fantasia nas próximas horas. 
- Aqui está sua mala, Janine! - disse Ray, entrando no quarto.
- Obrigada! Foi muita sorte eu ter vindo direto para cá, antes de passar no meu apartamento. 
- Foi muita sorte mesmo! Se você não tivesse aparecido, não teríamos como salvar o Egon! 
- Fico feliz em poder ajudar o Egon a se livrar daquela fantasma bruaca! 
Ray sorriu e saiu do quarto, para que Janine pudesse se arrumar.
Antes, secretária já tinha tomado um banho rápido (rápido demais para seu gosto), mas que tinha sido o bastante para que ficasse apresentável.
Ela teria que improvisar seu vestido agora.
Janine abriu a mala e achou uma blusa justa, branca. Não havia mais nada com "cara" de noiva ali. 
Tendo uma ideia louca, ela pegou um dos lençóis brancos  no armário, vestiu a blusa e amarrou o lençol em sua cintura, com a ajuda de um lenço em tom pastel que ela tinha. 
Talvez o véu, ela pudesse improvisar com uma cortina também. Pensava ela.
- Hum... Nada mal! - disse ela sorrindo para si mesma.
- Janineee, você está pronta?
- Ei Geleia, não entre de repente assim! Estou me arrumando.
- Desculpe. Mas já está tudo prontoo! Olha:
- Para mim? 
- Sim, Janine merece um buquê! - Geleia entregou para Janine um buquê de rosas vermelhas.
- Aww, obrigada, geleia! - ela sorriu para o fantasma.
- Ei, Janine, já está atrasada demais! Isso não é um casamento de verdade, não precisa se arrumar tanto! - disse Peter entrando no quarto.
- Eu já estou pronta! 
Peter a olhou com admiração. Apesar de um pouco desajeitada, ela parecia realmente uma noiva.
Tinha conseguido com inteligência improvisar um vestido de noiva e ainda um véu.
Bem, aquele véu ele já tinha visto em uma das janelas e a parte de baixo do "vestido", na sua cama. Mas tinha ficado ótimo nela.
- E então? - disse a moça, ao ver que Peter não parava de olhar para ela.
- Bem, serve! - disse ele, recuperando a arrogância natural. - Só me faça o favor de devolver o lençol e a cortina depois.
- Não se preocupe, não precisarei do lençol depois. E quanto a cortina, você nunca gostou dela. Sempre achou ela delicada demais, para uma casa só de homens. Além disso, fui eu quem escolhi.
- Você escolheu, mas eu paguei. Quero de volta! 
- Ok, senhor muquirana! Devolverei! 
Ele a puxou pelo braço, apressado.
- Vamos logo! Os fantasmas estão querendo atirar no Egon.
- Espere, quem vai fazer a cerimônia? 
- Quem mais! Doutor Venckman, Peter Venckman. Também conhecido como celebrante!
Janine revirou os olhos e saiu com ele.
**
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MensagemAssunto: Re: Senhora Spengler por um dia    Sab Out 07, 2017 5:20 pm

IV

- Pete, isso não vai dar certo! - cochichou Egon para seu amigo 
- Calminha Egon. Veja: A noiva já está vindo!
Peter tomou sua posição, pronto para o show, enquanto Janine descia as escadas, acompanhada de Ray.
Ela quase tropeçou no seu lençol-vestido, mas conseguiu se segurar.
Geleia ia na frente com um cestinho de pétalas de rosas, que ele jogava para todos os cantos.
Janine terminou de descer as escadas e olhou com admiração o lugar.
Os rapazes tinham conseguido ajeitar tudo em questão de minutos. Parecia até que eles faziam casamentos todos os dias ali.
Havia um tapete comprido, enfeites, fitas fazendo o caminho até seu "noivo".
Egon estava do lado direito da mesa dela e Winston (ela supunha que estava fazendo papel de padrinho), estava ao lado de Egon.
Peter estava atrás da mesa, com sua típica expressão sarcástica. Os irmãos de Dixie estavam do lado direito. Ainda não completamente convencidos.
Janine sorriu ao olhar para seu noivo. Egon estava lindo em seu terno preto e sua costumeira expressão séria.
Ela finalmente se aproximou dele e segurou seu braço. Ele não se moveu.
Mesmo aparentemente calmo por dentro, Egon tentava conter o nervosismo e se lembrar que tudo era uma farsa. Aquilo ainda parecia assustadoramente real.
Peter pigarreou, fazendo Janine desviar seu olhar de Egon e olhar para frente.
- Bem, nós estamos aqui para unir esse homem e essa mulher, nos complicados... ou melhor, sagrados laços do matrimônio. Não sabe como fico feliz em realizar essa união, apesar de achar que meu amigo merecia algo melhor e...
- Ora seu filho da... - Janine ia dar um pulo e voar no pescoço de Peter, mas Egon a segurou.
- Pete, seja conciso! - falou Egon, balançando a cabeça.
- Está bem, está bem! E você não devia ficar nervosa, Janine! Lembre-se que pode fazer mal para o bebê! 
A ruiva revirou os olhos, segurando-se para não dar uma resposta a altura para Peter. 
- Peter... - o noivo começou.
- Ok. Egon, aceita Janine como sua esposa e promete que não vai trocá-la por qualquer rato de laboratório que aparecer? 
- Nossa, Pete, essa foi péssima! - Winston reclamou.
- É, você já bem melhor! - Ray concordou.
Geleia não parava de chorar durante toda a cerimônia.
Os irmãos de Dixie permaneciam quietos, com uma expressão levemente emocionada.
Egon os observou e deu um meio sorriso, contente pelo plano estar funcionando. Se voltando para Peter, ele disse: 
- Acho que devo trocar você, por algum rato. Ou melhor, por algum fungo especial, para minha coleção! 
Janine sorriu com a tirada de Egon, mas Peter não se abalou.
- Bem, você não respondeu a pergunta. Eu entendo, deve ser difícil ter que se casar com ela! 
Peter sabia que estava exagerando e não devia fugir do foco do plano. Mas provocar Janine era irresistível.
- Doutor Venckman, você... - Janine estava pronta para dizer uma dúzia de impropérios, mas Egon a calou, com três palavras: 
- Sim. Eu aceito!
- Oh, Egon! - ela olhou para ele encantada e Peter continuou mais formal: 
- Janine Melnitz, aceita Egon Spengler, como seu legítimo esposo e promete ser fiel, mesmo que a coleção de esporos e fungos seja mais importante que você, para ele? Apesar que os fungos são realmente melhores que aguentar você...
Todos suspiraram. Peter estava mesmo "inspirado" naquele dia. 
- Desnecessário seus últimos comentários, doutor V.! O pior deve ter sido aguentar você todos esses anos. Mas sim. Claro que aceito! - ela deu um grande sorriso. 
- Geleia! - Peter o chamou.
- Sim, Pete? 
- O anel! 
- Ahh... Sim, sim! 
Geleia começou a procurar nele mesmo e retirou de si um anel com uma pedra azul, todo melecado de gosma.
- Ecaa...
- Aqui está Pete! 
Peter fez uma cara de nojo e falou para Geleia entregar diretamente para Egon.
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MensagemAssunto: Re: Senhora Spengler por um dia    Sab Out 07, 2017 5:22 pm

V

Egon recebeu o anel melequento com uma careta, pegou seu lenço do bolso e o limpou, colocando no dedo anular  de Janine.
Janine não poderia estar mais encanada e emocionada.
Peter  deu de ombros.
- Bem, então eu os declaro, marido e mulher! - ele deu um sorriso torto e completou. - Pode beijar a noiva, Egon! 
- Hã?! - Egon ficou vermelho, surpreendido.
Não esperava que tivesse que beijar Janine na frente de todos.
Janine percebeu o acanhamento de seu noivo e não pensou duas vezes. Ela se jogou nos braços dele e deu um beijo apaixonado.
Egon ficou vermelho, mas em um gesto automático, envolveu-a em seu braços.
Os rapazes bateram palmas para eles e Egon interrompeu o beijo, ainda muito envergonhado.
"Esse Spengs, acha que nos engana, com essa cara de garoto tímido! " Peter pensou cínico, enquanto os olhava com o canto do olho.
Ele se voltou para os dois irmãos e disse: 
- Bem, acho que agora vocês acreditam, não! Eles já estão casados! Sentimos muito pela sua irmã, mas assim é o amor! Não escolhe quem! 
- Está certo! Acreditamos! - disse um contendo o choro. - Mas queremos ver a festa! 
- O quê?! - disseram todos juntos.
Sem saída os rapazes tiveram que novamente improvisar.
Trouxeram comida da cozinha, colocaram um rádio com música e lá estava a comemoração.
Geleia comeu quase tudo, antes que os outros pudessem chegar perto da comida. 
Peter eproveitou a distração dos fantasmas e se aproximou dos noivos  dizendo baixinho: 
- Eu quero o anel de volta depois, Janine! Ele é de uma amiga minha! 
- Ah, não seja mal, doutor Venckman. Deixe-me ficar com ele! 
- Nem pensar! 
- Seu egoísta, filho da mãe! - ela elevou a voz.
Ele fez um gesto de silêncio, para não chamar a atenção dos irmãos fantasmas.
- Egoístas são vocês dois! Nós já fizemos a nossa parte. E não foi fácil! Agora façam a de vocês!
- O que quer que façamos mais, Pete? Já fingimos nos casar! - disse Egon, ajeitando seus óculos.
- Será que vocês não repararam? Esses fantasmas ainda não largaram a armas! Eles ainda estão desconfiados! 
- O que mais podemos fazer? - disse Janine, ainda segurando o braço de Egon.
- Ora, vocês sabem! Precisam parecer mais apaixonados, dançarem a valsa. Você precisa jogar o buquê, Janine! 
- Eu não vou dançar Pete! Isso não é algo necessário. - disse Egon.
- E também não posso jogar o buquê! Não há moças solteiras aqui! 
Peter deu um sorriso malicioso.
- Bem não há moças, mas há rapazes! Sabe o que isso significa? 
Janine pensou por um momento e se lembrou. Seu rosto atingiu uma colocação vermelha.
- Espero que já tenha vindo preparada, Janine, embaixo de seu vestido! 
- Do que está falando Peter? - Egon ainda não tinha entendido.
- A liga, Egon! Não conhece a tradição? O noivo tem que tirar a liga da perna da noiva e jogar para os rapazes.
- Peter, eu não acho...
- Você está usando uma Janine? - Peter o cortou.
Ela ficou vermelha, mas confessou: 
- Bem, eu improvisei uma, só para ficar mais fiel a uma noiva, mas não pensava que seria para jogar e... 
- Ótimo, então vamos lá! - Peter a interrompeu no meio da explicação embaraçosa.
- Espere Peter! Não precisa...
- Pessoal chegou o momento mais aguardado! - disse Peter chamando a atenção de todos. - O noivo vai jogar a liga da noiva para nós, os rapazes solteiros! 
Todos bateram palmas inclusive os fantasmas, que finalmente estavam completamente  convencidos do casamento.
Egon se aproximou de Peter com um olhar fulminante.
- Escute Peter, isso já foi longe demais! 
- Calminha, Egon! Lembre-se que tudo é de mentirinha.Ou você prefere ser o marido real de uma fantasma?
Egon não respondeu. Apenas virou o rosto e cruzou os braços contrariado.
Peter pediu uma cadeira, que Ray providenciou. O psicólogo fez Janine se sentar e puxou Egon para perto dela.
- Bem, Egon, já sabe o que fazer! Tire liga dela e atire para os rapazes.
Egon estava dividido entre a vergonha e a raiva por essa gracinha de Peter.
Ah, mas isso ainda teria troco!
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: Senhora Spengler por um dia    Sab Out 07, 2017 5:29 pm

VI

Janine olhou para Egon, seu coração batendo mais forte.
- Vamos lá, tire a liga! - gritou um dos irmãos fantasmas.
Egon permaneceu estático ao lado da noiva.
- Egon, acho melhor você fazer isso! - cochichou Winston.
- Depois disso, você sai de carro com a Janine e tenho certeza de que eles irão embora convencidos! - disse Ray, no mesmo tom.
Egon não respondeu.
Respirando fundo, abaixou-se até ficar praticamente de joelhos aos pés da noiva.
Sua mão relutante tocou na  barra do vestido dela.
Para ajudá-lo, Janine ergueu a roupa até a altura do joelho, exibindo suas pernas.
Egon olhou para aquelas pernas, que ele já conhecia muito bem. Suas mãos já deslizaram ali, nas vezes que eles estiveram juntos.
Mas aquilo não era um ato íntimo. Ele estava sendo observado por todos e todos sorriam divertidos. Isso o incomodava.
Decidido a acabar logo com o show, ele foi até a perna direita dela, colocando a mão na coxa, por baixo do tecido e apalpou até achar o que procurava.
Todos assoviaram e riram e ele, sem perder mais tempo, puxou a peça dela (Janine tinha amarrado uma espécie de lenço rendado na coxa, fazendo as vezes da liga) e a jogou para os rapazes.
Peter pegou o lenço-liga com facilidade.
Ele deu um olhar malicioso para Janine, que somente revirou os olhos, enquanto se erguia de sua cadeira.
*
A secretária ainda estava com seu coração acelerado e seu corpo quente pelo toque de Egon.
Somente ele tinha o poder de fazer isso com ela.
Depois da algazarra com a liga, Egon rapidamente a levou até o Ecto1.
Janine ainda tinha as pernas bambas, quando Egon a ajudou a entrar no carro e saiu com ela.
- Peter não devia ter enfeitado o carro! - comentou Egon aborrecido, enquanto dirigia pelas proximidades.
- Ah, mas ficou tão romântico assim! - ela comentou empolgada.
- Acho que já devemos voltar! 
- Não podemos voltar agora, Egon! Os fantasmas ainda podem estar lá! 
- Não acredito que estejam! Não há razão para que permaneçam lá, depois que saímos! 
- De qualquer forma, vamos dar mais algumas voltas, sim? Por favor! - ela o olhou suplicante e ele se viu concordando.
Por sorte já passava da meia noite e o tempo escuro não permitia que os dois chamassem tanta atenção, apesar do Ecto1 estar todo enfeitado e com a frase "recém casados " pintada no vidro traseiro do automóvel.
Janine olhou para Egon que permanecia sério, enquanto dirigia. 
Ela sabia que ele não estava satisfeito com toda essa farsa de casamento, mas ela não se importava. Ela tinha aproveitado cada momento com prazer.
A secretária olhou para o anel em seu dedo e suspirou.
- O doutor Venckman é muito malvado! Deveria ter deixado eu ficar com o anel! 
- Mas para quê você o quer, Janine? Não nos casamos realmente! 
Ele não precisava dizer isso na cara dela! Pensou Janine.
Ela fez uma careta chateada e falou:
- Eu sei que não foi real. Mas o anel é tão lindo! E eu queria guardar a lembrança desse dia! 
Ele olhou para ela de soslaio e disse: 
- Bem, se você o quer tanto, eu vou falar com Pete, para deixar de que você fique com ele! 
- Oh, Egon! Você é tão incrível! Por isso eu amo você! - ela apoiou a cabeça em seu braço e Egon se sentiu ruborizar.
Ela sempre o deixava assim! Parecia que não importava o quanto ele tentasse manter distância de Janine, sempre havia algo que a atraía para perto dele, como um imã a um campo magnético.
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MensagemAssunto: Re: Senhora Spengler por um dia    Sab Out 07, 2017 5:30 pm

VII
Distraído com aproximidade de Janine, ele continuou dirigindo, cada vez mais longe da Firehouse  
Enquanto passava por uma rua estreita, o carro parou.
- O que houve? - disse Janine.
- O carro não quer funcionar! - Egon deu a partida várias vezes, mas o automóvel não respondia. - O Winston deve ter mexido nele! 
- Oh, droga! 
- Espere. Vou dar uma olhada! 
Egon saiu do carro, abriu o capô e o analisou.
Suspirando, ele voltou para dentro do carro.
- E então? 
- Não há muito o que fazer! Precisamos voltar.
-Voltar? Mas estamos muito longe! 
- Não temos escolha! 
- Ah, está bem! - eles saíram do carro e Janine resmungou: - Que ótima noite de núpcias! 
Eles começaram a andar pelas ruas escuras, quando começaram a cair as primeiras gotas de chuva.
- Oh, não! Não devíamos ter saído do carro! 
- Sinto muito, Janine, eu devia ter previsto essa chuva, mas acabei me distraindo com o problema do carro.
Janine revirou os olhos. Sem duvida distraído era uma palavra que definia Egon Spengler.
- Mas não podemos ficar aqui, no meio do tempo! Temos que nos abrigar! - ela segurou a mão dele e começou a correr.
A chuva aumentava consideravelmente e ela já estava quase toda encharcada.
Egon corria com ela, mal enxergando o caminho, com seus óculos molhados.
Por fim, eles encontram um lugar, que parecia ser um galpão abandonado e correram para dentro.
O lugar estava completamente vazio, a não ser por algumas caixas de papelão encostadas em um canto. A única claridade que existia vinha de fora, pelas janelas de vidros quebrados.
Egon tentava enxugar as lentes de seus óculos, quando ouviu Janine espirrar.
- Que porcaria! Era só o que me faltava, ficar resfriada agora.
O cientista olhou para ela e sentiu pena. O vestido que ela improvisara, estava muito molhado e aderira ao seu corpo. Ela estava tremendo de frio.
- Você não pode ficar com essa roupa molhada! 
- Acho que não tenho muita escolha! - ela deu um sorriso malicioso. - A não ser que eu fique nua.
Egon corou.
- Hum... Bem... - ele tirou seu paletó e entregou a ela. - Está um pouco molhado por fora, mas seco por dentro. Vista-o! 
- Obrigada, Egon! - ela sorriu atrevida e arrancou de vez o lençol que usava como saia do vestido. Fez o mesmo com a blusa branca e o sutiã, ficando apenas de calcinha.
Egon virou de costas para ela e com a desculpa que estava analisando o lugar.
Janine suspirou. Não entendia o acanhamento de Egon. Não era a primeira vez que ele a via assim.
Eles já haviam passado algumas noites juntos antes, até que Egon voltasse a se afastar dela, com as desculpas clássicas de que tinha muito trabalho.
Ela sentia falta dele. Falta de sentir o físico junto dela. Desta vez Egon não ia escapar facilmente!
Janine vestiu o paleto dele, deixando-o aberto e se aproximou de Egon.
- A-acho que a chuva já parando! - disse ele, ainda sem olhar para ela. - Talvez devêssemos sair e...
- Egon, não podemos sair daqui! Está uma tempestade lá fora! Veja os raios! 
Ele sabia que ela estava certa. Mas nem mesmo sua mente lógica encontrava uma saída, para fugir daquela situação.
- Ainda está meio frio aqui! - disse ela, abraçando ele.
Egon não estava com frio. Não depois que Janine encostou seu corpo quase nu ao seu.
- Janine...
Ela não deixou que ele falasse. Beijou-o de surpresa, colando ainda mais seu corpo ao dele.
Egon não pôde resistir e correspondeu prontamente. 
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MensagemAssunto: Re: Senhora Spengler por um dia    Sab Out 07, 2017 5:31 pm

VIII

Ele sabia desde o início que aquela farsa de casamento, seria um problema! 
Não que Egon não estivesse grato a Janine, por tê-lo livrado de Dixie. Mas estar tão próximo dela, teria suas consequências.
Desde a primeira que estiveram juntos, Egon soube que era impossível resistir a ela.
Ele bem que tentou se afastar, dedicar-se ao seu trabalho, as coisas lógicas, coisas com as quais ele poderia lidar.
Mas agora estava li, sentindo o toque dela causar um superaquecimento em seu corpo, provocar intenças palpitações em seu coração e sentir seu fluxo sanguíneo ir direito para determinada região de seu corpo.
Janine acariciava a língua de Egon, com sua, satisfeita por senti-lo ver corresponder o beijo.
- Janine... - ele começou, com a respiração ofegante.
Mas ela não ia deixar que a lógica tomasse conta dele novamente.
Ela começou a beijar e lamber o pescoço de Egon (ela sabia por experiências anteriores, que ele gostava disso), enquanto puxava sua gravata e começava a abrir os botões da camisa dele.
- Oh, Ja-Janine, aqui não é lugar para isso, nós...
- Eu acho aqui perfeito! E você me deve isso! Considere o final perfeito para o plano do casamento de mentirinha.
Ela terminou de abrir a camisa dele e começou a arranhar o peito de Egon, com suas unhas.
Ele já não tinha como pensar em algo, para fugir daquela situação.
Ainda que aparecesse um fantasma, o físico simplesmente o ignoraria. Janine estava deixando-o insano com seus toques! 
- Como quiser... - disse ele totalmente rendido e desejoso de mais. - ... senhora Spengler! 
Janine se surpreendeu com as palavras de Egon, mesmo sabendo que foi em tom de brincadeira. Até mesmo porque ele não era do tipo que costumava brincar.
Não imaginava que  ele pudesse dizer isso algum dia, mas as palavras dele a animaram e excitaram.
No fundo ela sonhara em ser a senhora Spengler e agora ela estava realmente  vivendo a fantasia.
Sem acanhamento, ela abriu o cinto e a calça dele, colocando sua mão dentro da cueca de Egon.
- Ohh... - ele deu um alto gemido e puxou bruscamente para si, beijando-a com um desejo desenfreado.
Egon retirou a mão dela dali e foi se abaixando, beijando todo o corpo da secretária.
Seus lábios agora estavam na barriga dela, enquanto suas mãos massagevam seus seios.
- Oh, Egon... - ela gemeu quando a boca do cientista chegou em suas partes íntimas.
Janine mal conseguia continuar em pé, pois suas pernas estavam bambas de prazer.
- Ohh... - ela gemeu alto, sentindo a língua dele tocando em sua feminilidade.
A secretária não resistiu muito daquilo. Logo seu corpo sentiu um grande prazer e ele chegou ao clímax.
Sem conseguir mais se conter, ela caiu de joelhos ao lado dele, sendo amparada e beijada por Egon.
Ele a ergueu e encostou na parede. Janine o ajudou a tirar totalmente a calça e a cueca e ela pôde sentir o membro excitado contra sua barriga.
Janine gemeu em antecipação, enquanto ele a segurava pelas coxas e ela repousava as pernas em sua cintura.
- Janine... - ele gemeu seu nome, com aquela voz grave e sensual.
Ela choramingou de prazer, quando o sentiu entrar dentro dela lentamente.
As mãos dela seguravam firme em seu pescoço, enquanto ele ia aos poucos aumentando o ritmo de suas estocadas.
- Ah, Egon! - ela gritou seu nome quando um clímax violento fez seu corpo convulsionar.
- Janine!  - Egon fechou seu olhos, deixando o prazer percorrer cada célula de seu corpo.
Janine mantinha sua cabeça apoiada no peito de Egon, que a envolvia em seus braços.
Eles improvisaram uma cama de papelão, com as caixas deixadas ali e suas próprias roupas como forro.
- Janine a chuva já parou. Creio de devemos ir! - disse Egon. 
Ele lutava entre o prazer de estar aqui e consciência de que deveriam voltar.
- Ah, não! Vamos ficar mais um pouco, por favor! - Janine pediu, colocando a cabeça novamente sobre o peito nu dele.
- Hum... Está bem...!"
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MensagemAssunto: Re: Senhora Spengler por um dia    Sab Out 07, 2017 5:33 pm

IX
- Oh, caramba! - disse Winston dando um pulo da cama e acordando Ray e Peter.
- O que aconteceu? Um fantasma! - Ray se ergueu preocupado. 
- O Ecto 1! Eu esqueci! 
- O que você esqueceu? - Peter perguntou sonolento.
- Eu retirei uma peça! Egon e Janine podem estar com problemas.
- Hum... Vamos deixar o recém casal resolver! Nós já trabalhamos muito para mandar aqueles fantasmas embora! Merecemos dormir! - disse Peter, voltando para sua cama.
- Não, Peter! Eles podem estar em apuros com o carro, ainda mais depois dessa chuva! Temos que ir atrás deles! - disse Winston e Ray concordou.
- Oh, droga! - Peter resmungou, esfregando os olhos.
*
Os rapazes pegaram um táxi e depois de um tempo de procura, acharam o que procuravam.
Eles desceram do táxi e se aproximaram do Ecto1.
- Eles não estão aqui! - disse Peter.
- Devem ter saído para pedir ajuda e foram pegos pelo temporal. - deduziu Ray.
- Bem, só vai demorar alguns minutos... - disse Winston, que já tinha aberto o capô do carro e começado a conserta-lo ali mesmo. - Depois que eu terminar de colocar essa peça, podemos ir atrás deles.
- Já achamos o carro, vamos voltar! Eles conseguem se virar sozinhos! - Peter deu um alto bocejo.
- Vamos Pete, não seja mau! Não custa irmos procurar! - disse Ray.
Peter revirou os olhos.
**
Janine acordou de repente, ouvindo passos.
- Ei, vocês estão aqui? - uma voz gritou do lado de fora.
- Ah, não, é a voz do doutor Venckman! - a secretária ergueu a cabeça e cutucou Egon. - Egon acorde! Eles vieram atrás de nós! 
- Hã? O quê? Quem? - ele ficou atordoado, ajeitando os seus óculos.
- Os garotos! Estão aqui! Temos que nos vestir! 
Janine se ergueu rapidamente, tentando vestir suas roupas. Egon ainda confuso, tentava fazer o mesmo.
**
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bajumoon

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MensagemAssunto: Re: Senhora Spengler por um dia    Sab Out 07, 2017 5:34 pm

X
- Oh, droga! - Janine resmungava. 
- Ah, achamos o casalzinho! - disse Peter entrando no galpão e se aproximando deles.
Ele olhou os dois de cima abaixo. O sempre impecável Egon estava sem a gravata, a camisa meio aberta, com os botões nas casas erradas. Além de uma calça torta e sem sapatos.
Janine então era a mais "interessante"! Vestia a blusa branca, mas o lençol que servia de "saia" do vestido estava solto e ela tentava manter preso, segurando com uma das mãos.
Era mais do que evidente o que tinha acontecido.
- Que bom que vocês estão bem! - disse Ray se aproximando. - Winston já está lá fora com o Ecto 1. 
- Ainda bem, Ray. Tivemos que sair do carro e acabamos sendo pegos pela chuva. Felizmente achamos esse lugar para nos abrigar. - disse Egon.
- Que sorte mesmo, não? Não é o melhor lugar para passar uma noite de núpcias, mas acho que vocês nem ligaram para isso, não? 
Peter deu um sorriso amplo, ao ver os efeitos da sua provocação.
Egon não podia estar mais vermelho. E. Janine brava, mandou que ele ficasse quieto.
O "casal" não escapou das piadinhas durante todo o trajeto até a Firehouse. 
Peter pensou que tinha valido a pena ser acordado de madrugada para ir buscar eles. Nunca tinha se divertido tanto na vida.
*
Janine olhou para as fotos do casamento, dando um suspiro. Fora uma boa ideia de Ray tirar fotos deles naquele momento.
Ela guardaria como lembrança, assim como o seu anel (Egon, de alguma maneira que ela desconhecia, cumpriu sua promessa e convenceu Peter a deixar que ela ficasse com ele).
Talvez um dia ela pudesse colocar aquelas fotos, junto de fotos de um verdadeiro casamento com ele.
Seu amado Egon tinha voltado a ser frio e distante, mas uma vez ou outra, ela o convencia a ir "tomar um café ", em seu apartamento. 
No futuro, ela o teria para sempre com ela. Janine tinha esperanças.
E não seria apenas a senhora Spengler por um dia, mas pela vida toda! 

Fim
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Senhora Spengler por um dia
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