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 Toda uma vida, esperando por ti

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bajumoon

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MensagemAssunto: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti EmptySex Maio 01, 2015 12:07 pm

Título: Toda uma vida, esperando por ti
Autor(a): Jussara/bajumoon
Shipper: Major Nelson/Jeannie
Gênero: Romance/drama
Censura / Classificação: R - NC/17
Advertências: Contém cenas hot, personagens ooc
Capítulos:13
Completa: Sim
Resumo ou uma promo: Tony tem uma vida vazia, repleta de álcool e mulheres. Por culpa dos seus vícios, ele está a passo de perder sua carreira. Como Jeannie irá ajudá-lo.

Obs: Ideia original da Irene. =)
I

- Capitão Nelson, por favor, fale com a gente!
- O que tem a dizer sobre a próxima missão?
- Já disse que não há nada a dizer! Por favor, deixem-me em paz! – Eu quase berrei, fechando a porta na cara dos repórteres, que se amontoavam do lado de fora de minha casa.
Eu sempre fora educado com eles, e respondia pacientemente suas perguntas, mas eu não estava aguentando mais!
Meu nome estava quase sempre em todos os jornais, revistas e por diversas vezes mencionado em programas de TV. “O grande astronauta Tony Nelson!”, “O homem que conhece o espaço!”, “Uma das mentes mais brilhantes do mundo!”, etc., etc..
Eu era cercado de atenções por todos os lados, como se fosse a pessoa mais fascinante do mundo. Tudo por causa do trabalho que eu desenvolvia na NASA.
Ah, eu já estava cansado disso!
Não que eu não sentisse orgulho da função que desempenhava. Eu amava o que fazia e tinha sonhado a vida toda com isso, além de ter trabalhado muito duro, pra chegar aonde cheguei.
Além disso, poupei o máximo de dinheiro que podia e fiz bons investimentos.
Depois um bom tempo de esforço, eu já tinha dinheiro suficiente para ter uma vida bastante confortável.
Entretanto, sentia-me sufocado por essas pessoas que se aproximavam de mim.
Sabia que no fundo, elas pouco se importavam como eu era de verdade.
O que as atraía era o prestígio e o dinheiro que eu conseguira.
Dando um suspiro de frustração, servi-me com um Martini, que tomei num gole só. Mas ainda não me sentia completamente relaxado, por isso resolvi me servi de mais um e mais outro...
Já mais tranquilo, sentei-me na poltrona da sala.
Minha casa não era grande, mas aconchegante. Eu gostava dela!
Melissa, minha noiva, sempre me perguntava por que eu não comprava uma casa maior e mais luxuosa.
Para ela, aquele lugar não era adequado para alguém como eu.
Eu lhe disse que era o bastante para mim e pronto! Ela entendeu que eu não mudaria de ideia e resolveu não discutir mais.
Mas eu sabia que ela já planejava comprar uma maior, quando nos casássemos.
- Boa noite, querido! – ouvi-a dizer, despertando de meus pensamentos.
Melissa se aproximou de mim, dando-me um beijo.
- Boa noite!
- Você andou bebendo de novo, não foi? – ela me repreendeu, fazendo uma careta.
- Somente um pouco. Estava precisando! – eu me ergui, olhando em seus olhos. – Como conseguiu entrar aqui, com aquele grupo de repórteres na frente de casa?
- Entrei pelos fundos! Eles não me viram, mas sinto-me como uma criminosa!
- Sinto muito, Liz, mas depois que descobriram sobre a nova missão, eles tem incomodado além do costumeiro!
- Por isso eu sempre lhe digo que precisa de uma casa melhor, meu querido! Uma que tenhamos mais privacidade! – ela colocou os braços ao redor do meu pescoço, aproximando sua boca da minha. – Ficaríamos muito mais à vontade. – ela roçou seus lábios nos meus.
- Acho que já estamos bem à vontade agora. – eu sussurrei, puxando-a lentamente na direção do meu quarto.

***
Duas horas depois me levantei, cobrindo minha nudez com meu robe.
Olhei rapidamente para minha cama e notei que Melissa dormia tranquilamente, enrolada em um lençol.
Passei a mãos pelos meus cabelos e fui para a sala. O relógio marcava onze horas da noite e eu lembrei-me que não tinha jantado.
Fui até a cozinha e preparei um sanduíche, comendo-o enquanto via um pouco de TV.
Tentei me distrair, mas a sensação de vazio que sentia não parecia passar!
Desliguei a TV e tomei dois compridos pra dormir. Voltei para o quarto, escovei os dentes e me deitei.
Esperava que os comprimidos fizessem efeito dessa vez.

***
No dia seguinte, no meu escritório, revisava alguns relatórios, quando meu amigo Roger, entrou animado.
- Como vai, amigão?
- Bem, Roge!
- Você não parece muito bem!
Eu sorri para o meu amigo. O Capitão Healey era o único que realmente se importava comigo.
Ele era como um irmão pra mim!
- Estou só cansado. Aqueles repórteres não saem mais do meu pé!
- Eu já sei do que você precisa! Precisa de uma boa noitada com os amigos e com as garotas!
Eu abanei a mão, dispensando a ideia.
- Esqueça, Roger! Melissa está cada vez mais insatisfeita com as minhas saídas. E tem me pressionado bastante.
- Ora, você sempre disse que Melissa era liberal e tolerante, que ela não se importava que você saísse.
- Isso foi antes de ela descobrir sobre Anne.
- Oh, ela descobriu?!
- Alguém me viu no bar com ela e contou para Melissa. Eu disse que não era nada demais, mas Melissa agora está cada vez mais desconfiada.
- E não te deixa mais em paz!
- Isso mesmo! Ela tem insistido para que nos casemos o quanto antes. Até mesmo o general Stone insiste que eu marque logo uma data.
- E o que vai fazer?
- Não sei! Talvez seja melhor casar de uma vez mesmo e deixar de lado as festas e as outras mulheres.
- Eu acho que você está cometendo uma loucura! Tem certeza de que ama mesmo Melissa?
- Não sei, Roger, não sei! Mas ela é uma mulher bonita e inteligente e eu gosto dela. Sei que será uma boa esposa e me dará um lar estável.
- Você não parece muito convencido disso!
- Vamos deixar esse assunto de lado, está bem?
- Tá! – Roger me olhou desconfiado.
Para amenizar o clima, eu sorri dizendo;
- Quer saber? Você tem razão, estou precisando mesmo sair! Irei essa noite!
- Ahh, assim que se fala, Tony! Vamos sair em casais! Você precisa ver a ruiva que consegui pra você!
Eu apenas balancei a cabeça, enquanto Roger continuava descrevendo minha garota da vez...

***
No fim da tarde, fui avisado que o Dr. Bellows queria me ver.
O coronel Bellows era o médico da base, responsável por manter a boa saúde dos astronautas da NASA, incluindo a mim.
Eu tinha um grande respeito por ele, apesar de achar que ele se metia demais em minha vida.
Eu cheguei até a sala dele e bati na porta.
- Pode entrar, capitão.
Assim que entrei, percebi que ele me olhava com uma séria expressão no rosto.
- Capitão, sente-se. Temos que conversar seriamente!
Eu sentei-me, apreensivo, olhando para ele. Sabia que não viria boa coisa.
- Há algo errado, doutor? – eu disse, tempos depois de um silencio prolongado, onde ele analisava alguns papeis.
- Sim, capitão! Há algo muito errado! Há semanas tenho avaliado você. Não só por esses exames que tenho em mãos agora, mas também pelo seu comportamento.
- Tenho feito algo errado? Eu sempre me esforcei muito em meu trabalho, senhor!
- Eu não tenho dúvidas disso, capitão! Mas...
- O que há?
- Capitão, você anda tendo muitos problemas com álcool! E, pelos exames de sangue, também tem abusado de substâncias sedativas.
- Isso é absurdo doutor! – levantei-me exaltado. – Eu tenho bebido um pouco esses dias pra relaxar e tomado um ou outro remédio pra dormir, mas não vou um viciado!
- Acalme-se e sente-se, capitão!
Eu respirei fundo e me sentei.
- Quero que saiba que, de acordo com esses relatórios, eu teria motivos suficientes para retê-lo na próxima missão.
- Doutor eu...
- Mas não farei isso! Porém, peço que tome muito cuidado. E pense muito bem no que vai fazer de agora em diante!
- Senhor...
- Isso é tudo capitão! Por hora!
Eu levantei e saí da sala, sentindo-me péssimo. Sentia vontade de sumir!
***********
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MensagemAssunto: Re: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti EmptySex Maio 01, 2015 12:14 pm

II

- Ohh... – gemi profundamente depois de um orgasmo, desabando por cima da ruiva que Roger me arranjara.
Eu podia sentir a respiração acelerada dela, junto com um suspiro alto.
Saí de cima da moça, deitando ao seu lado, ainda tentando recuperar o fôlego.
- Ahh, você é mesmo alucinante, Tony Nelson! – ela me disse, começando a beijar meu peito.
Eu inclinei meu rosto, para olhar para ela e dei-lhe um sorriso, enquanto ela subia em cima de mim, beijando-me agressivamente.
Ficamos algum tempo assim, até que ela encaixou-se em mim e começou a se movimentar com rapidez.
Eu a segurava pela cintura, subindo ocasionalmente minhas mãos para os seios dela, massageando-os.
Ela começou a gritar, alcançando o máximo prazer e eu a puxei para um beijo longo.
Meia hora depois, eu terminava de vestir minhas roupas e se preparava pra ir embora do apartamento dela.
- Hum... você já vai? – ela me perguntou, ainda deitada na cama, muito sonolenta.
-Sim. Já está tarde e amanhã acordo cedo! Até mais!
Saí do quarto, antes que ela dissesse mais alguma coisa.
Tempos depois, entrei em minha casa e ignorando as recomendações do doutor Bellows, servi-me de um uísque.
Precisava de algo forte, para diminuir a solidão e angustia que sentia naquele momento.
Percebi que tinha sido tolice ter saído naquela noite. Teria muito trabalho para explicar para Melissa por no dia seguinte, por onde andei.

******
- Droga, isso não pode estar acontecendo! – gritei frustrado, por ter ido parar naquela ilha, ao invés de estar no espaço.
Uma missão que tinha sido preparada com tanto cuidado e por tanto tempo, tinha dado errado.
E agora eu estava ali, sozinho, esperando que a equipe de busca me encontrasse rapidamente.
Estava tentando encontrar artefatos na praia, para montar as palavras SOS, quando percebi que um dos objetos, ficava se movendo.
Notei que se tratava de uma garrafa e curioso, abri a tampa dela.
Assustei-me quando saiu dela uma fumaça e joguei a garrafa no chão.
O que era aquilo? A fumaça havia se transformado em uma mulher. Em uma linda mulher!
Ela sorriu, disse algo que eu não entendi e me beijou. Oh, nossa! Acho que estava em orbita por tempo demais, ou havia enlouquecido!
Aquilo era incrível e totalmente surreal. Ela era um gênio. Jeannie!
Depois de algum tempo tentando nos comunicar, finalmente ela me entendeu e passou a falar meu idioma.
Realizando meu desejo, ela conseguiu trazer um helicóptero até onde eu estava. Eu estava salvo!
Agradeci e disse que ela poderia ir para onde quisesse. Dei adeus e fui ao encontro da equipe de busca.
Foi embora, achando que tudo aquilo não passava uma alucinação.
Mas, tempos depois, já em minha casa, para minha surpresa, Jeannie estava lá. Ela tomava banho, enquanto eu chegava em casa, com minha noiva Melissa!
Oh, como explicar isso agora?
Melissa se irritou e foi embora, eu sabia que teria certo trabalho para esclarecer isso pra ela mais tarde.
E o que eu faria com Jeannie?
Eu tinha uma leve intuição que meus problemas estavam longe de acabar.

****
- Você já vai outra vez se encontrar com aquela bruxa? – Jeannie perguntou irritada.
- Olha como fala mocinha! Já disse que ela é minha noiva!
- Há! Não diga?
Balancei a cabeça e controlei a vontade de rir, vendo a petulância de minha gênia.
Jeannie entrara em minha vida há tão pouco tempo e já a virara de cabeça pra baixo.
Às vezes, eu ainda acordava pela manhã pensando que tudo não passava de um sonho e que Jeannie nunca existiu.
Ainda era difícil pra mim, acreditar que existiam gênios.
Mas ela estava ali, tão bela quando real. E me causando problemas com suas mágicas!
Isso fez com que o Dr. Bellows ficasse ainda mais desconfiado e irritado comigo.
E não era só ele! Melissa estava todo o tempo, nervosa, querendo casar-se a todo custo. Sem contar nos repórteres que me perseguiam, que estavam ainda mais agitados.
Todos eles farejavam Jeannie!
Por isso, tinha tentado de todos os modos, mandar a gênia embora, me livrar dela, mas era inútil.
Estava ficando louco!
- Jeannie é melhor que seja uma boa menina e fique em sua garrafa, até eu voltar, certo?
-Ah, mas...
- Vamos logo! – eu pequei a garrafa dela e fiz um gesto pra que ela entrasse.
Ela suspirou, irritada e me deu um beijo, antes de piscar e entrar. Arrolhei a garrafa com um sorriso.
Apesar de tudo, não podia negar que fundo, eu me sentia bem por ela estar ali.

****
- Querido? O que há? Você parece meio distante! – disse Melissa, pouco tempo depois que eu entrei em sua casa, naquela mesma noite.
- Nada, Liz! Só estou um pouco tenso! – Fui até o bar e me servi de uma bebida. – Desde a última missão que deu errado, tenho sido muito pressionado, por todos os lados.
- Oh, Tony! Deveria ter me dito antes! – ela se aproximou de mim, fez-me sentar no sofá e sentou ao meu lado. – Farei com que você relaxe! Mas antes, dê-me isso! – ela tirou o copo da minha mão, colocando-o na mesinha.
- Melissa... – ela começou a desabotoar meu paletó, o tirando em seguida. – Melissa, seu pai pode aparecer e nos...
- Não se preocupe, querido! Papai fez uma pequena viagem e os empregados estão de folga! Estamos completamente sozinhos!
Ela puxou meu rosto para ela e me beijou lentamente.
Pela primeira vez, deixei que ela me beijasse, sem a menor vontade de corresponder.
Mesmo assim, ela insistiu e foi descendo seus beijos pelo meu pescoço, tirando a gravata e abrindo lentamente os botões de minha camisa.
Pouco tempo depois, já estava em cima de mim, movimentando-se lentamente.
Eu tentei esquecer-me tudo e descarregar minha tensão, mas não conseguia desligar-me de meus problemas.
E, além disso, a coisa mais absurda aconteceu: pensei em Jeannie!
Desejei naquele instante, inconsciente e ardentemente estar com ela. Isso não podia ser possível!
Alcancei o clímax fantasiando com a gênia que eu tinha deixado em casa. Eu só podia ter perdido o juízo mesmo!
Minha noiva saiu de cima de mim e eu me ergui, sentando-me no canto do sofá, sentindo-me um canalha!
Melissa se aproximou e ia me dar um beijo, mas eu virei o rosto, muito incomodado.
- O que foi, querido?
- Não foi nada! Mas não me sinto muito bem e quero voltar pra casa!
- O que você tem? Fique aqui, que eu cuidarei de você!
- Não, é melhor não! – levantei-me e rapidamente vesti minhas roupas.
- Tony!
- A gente se fala amanhã! – saí em seguida.
*************
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MensagemAssunto: Re: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti EmptySex Maio 01, 2015 12:15 pm

III

Entrei em minha casa, dando um suspiro de alívio! Não havia nenhum repórter por perto.
Sentei-me no sofá e vi a garrafa de Jeannie flutuando na minha frente. Sorri, peguei-a e abri.
- Você demorou, amo! – minha gênia reclamou com os braços cruzados.
- Ao contrário. Voltei cedo demais! O que faz ainda acordada?
- Estava te esperando! Senti sua falta! – ela sentou-se em meu colo, dando-me beijinhos por todo o rosto e pescoço. Fiquei instantaneamente arrepiado.
- Jeannie, pare com isso!
- Por quê? Você não gosta?
Não gostar? O simples gesto dela estava me enlouquecendo!
Provavelmente, se fosse uma das mulheres com quem eu costumava sair, já estaríamos na cama, delirando de prazer.
Mas Jeannie não era uma mulher qualquer. Ela era um gênio! E estava apaixonada por mim. Sabia que de forma alguma eu poderia ter qualquer tipo de relação com ela.
No máximo (e como eu havia sugerido pra ela), poderíamos ser amigos. Algo totalmente platônico e nada mais. Isso pelo menos até eu dar um jeito de me livrar dela.
Mas como se controlar com ela me provocando o tempo todo?
Era tão difícil resistir aos beijos dela, ao seu cheiro, seu corpo maravilhoso, seu sorriso encantador. Oh, nossa! Não era à toa que estava pensando nela, enquanto estava com a Melissa!
Levantei-me o mais rápido que pude, obrigando-a a se levantar também!
- Jeannie vá se deitar! Eu pretendo fazer o mesmo agora!
- Como quiser, amo! – ela deu um sorriso malicioso.
Eu balancei a cabeça e ia indo para o meu quarto, quando ela me acompanhou.
- Ei! Onde pensa que vai?
- Fazer o que me mandou! Vou me deitar com você!
- Não comigo! Eu disse pra você ir se deitar sozinha! Na sua garrafa!
- Ah, mas amoo...
- Vamos, ande!
Ela fez bico, mas me obedeceu e foi para sua garrafa.
Eu entrei no meu quarto, fechei a porta e ri.
Jeannie era mesmo inacreditável!

***
Os dias iam se passando e eu tentava levar minha vida da melhor maneira possível, apesar dos meus problemas.
Esforçava-me muito em meu trabalho e por fim tive a satisfação de ser promovido a major.
Nesse meio tempo, consegui convencer Melissa a esperar pelo menos mais dois meses, para marcarmos a data do casamento.
Isso desagradou principalmente o general Stone, mas ele, assim como minha noiva, teve que aceitar.
Porém, eu sabia que esse tempo logo passaria e eu não conseguiria mais fugir de meu dever.
Isso mesmo! Eu não estava mais encarando esse casamento como algo positivo e sim como uma obrigação.
Eu estava noivo de Melissa há um bom tempo e tinha tomar uma decisão. Mas no fundo, eu não estava nem um pouco feliz com isso.
Tinha pouco tempo para tirar Jeannie de minha vida, mas meu ser se revoltava com essa ideia!
Ela continuava me metendo em problemas, usando seus truques! Eu passava por maus bocados para poder explicar aos outros (principalmente ao Dr. Bellows), as coisas estranhas que aconteciam.
Mas apesar de tudo, era tão bom tê-la por perto!
Jeannie estava sempre preocupada comigo, com o que eu precisava e com o que estava sentindo.
Nunca tinha me sentido tão à vontade com alguém, para falar de minha vida, dos meus sonhos.
Mesmo sem entender meu trabalho e o meu mundo, ela me ouvia com interesse.
Ela também sempre me fazia sorrir contando suas histórias fantásticas.
Era engraçado também, ouvi-la me pedir para aceitar as riquezas que ela poderia me dar. Como se eu precisasse disso!
Ela em si, era melhor do que qualquer riqueza do mundo!
Ainda que eu tentasse mentir pra mim mesmo, eu passava o dia todo ansioso pra voltar pra casa, somente para vê-la.
Havia até evitado sair com outras mulheres e estava sempre fugindo minha noiva.
Era com minha gênia que eu sonhava quase todas as noites e nela em que pensava antes de dormir.
Eu estava com medo e angustiado. Pois já sabia que estava me apaixonando por ela!
***
- Você anda muito estranho, Tony! – comentou Roger, enquanto trabalhávamos juntos em alguns gráficos.
- Por que acha isso?
- Você está mais sério, mais nervoso, parece que tudo o assusta! Nem quer mais sair como antes!
- Você sabe que as coisas agora estão bem mais complicadas! – disse, dando um suspiro.
Roger havia descoberto sobre Jeannie, há um tempo, e tendo um ataque de megalomania, roubou-a de mim. Mas, claro, dei um jeito de resgatar minha gênia das mãos desse maluco! Mas apesar disso, ele, como um bom amigo que era, mantinha meu segredo.
- Eu tenho a impressão de que não é só isso! Você está muito fechado, até mesmo de mim, que sou seu amigo!
- Ora Roger, é só impressão sua! E também, está na hora de eu começar a me aquietar! Lembre-se que falta pouco para o meu casamento com Melissa e eu ainda nem consegui me livrar de Jeannie!
- Não é só isso! – Roger me olhou sério.
Mesmo o conhecendo há tanto tempo, ainda era estranho pra mim, vê-lo tão sério. Mas sabia que era porque ele estava preocupado.
Eu sorri pra ele, tentando parecer descontraído.
- Claro que é! Quando você conseguir ficar mais do que um mês com uma única garota, vai me entender! – eu dei uma risadinha, mas Roger não retribuiu como eu esperava.
- Tony, eu estou falando sério! Se você estiver realmente com algum problema, pode contar comigo!
- Já disse que não há nada, além do habitual! Você está delirando! É melhor deixarmos de bobagens e nos concentrarmos nesses gráficos!
Ele não insistiu, mas eu sabia que Roger não estava satisfeito.
Eu tinha a impressão ruim de que havia alguma coisa ele estava sabendo e não queria me contar, mas achei melhor não pensar nisso!

***
Já estava se aproximando da hora de eu ir embora, quando o Dr. Bellows entrou em minha sala, junto com o general Stone.
Levantei rapidamente cumprimentando os dois, apesar de achar estranha aquela “visita”.
- Olá, major, sente-se! Precisamos conversar com você! – disse o general Stone, muito sério.
- Aconteceu alguma coisa? – perguntei receoso.
- Major, eu havia lhe dado um aviso e você resolveu me ignorar! Continua bebendo muito e eu tive que contar ao general para que ele intervenha.
- O quê?!
- Tony, o doutor Bellows me contou tudo o que está havendo. Eu sinto muito, mas tenho que tomar uma providência, antes que isso se torne algo mais grave!
- Isso é absurdo! Eu não sou um bêbado! Nunca chego tarde, nem desalinhado, sempre cumpro o meu dever, trabalhando muito! – eu elevei a voz, mal conseguindo controlar a mina raiva.
- Acalme-se, Tony! – disse o general. – Em nenhum momento acusamos você de ser um oficial ruim!
- Isso mesmo, major! Mas, apesar de seus esforços, seus testes não andam bons! Além disso, essas coisas estranhas que tem acontecido, suas alucinações, estão me preocupando muito!
Eu fechei as minhas mãos em punho, muito nervoso! Como eu poderia explicar que as coisas estranhas se deviam a Jeannie e não ao álcool.
Talvez eu até estivesse mesmo bebendo um pouco, mas aquela conversa era ridícula!
- Eu sinto muito dizer, mas estão enganados! Eu não tenho problemas com o álcool.
- Major, independentemente do que você nos diz, já tomamos uma decisão! Ficará afastado da NASA, por um tempo, para que possamos pensar em um jeito de resolver o seu caso.
- Não podem fazer isso comigo! – gritei, sentindo-me descontrolado.
- Acalme-se, major! Agora mesmo! – O general Stone, disse, em voz de comando. – Mesmo sendo meu futuro genro, não vou permitir seu desrespeito. Você ouviu o que o doutor Bellows falou.
- General eu não posso me afastar agora! – pedi, tentando acalmar-me.
- A decisão já foi tomada, Tony! Além da sua saúde, há outra razão, para querermos afasta-lo. Os boatos que você não anda bem, já começaram a se espalhar pela base!
- O quê?!
- Não sabemos bem como isso aconteceu, mas alguns oficiais viram você falando e rindo sozinho!
- Isso não é verdade!
- Também não é verdade que você estava sempre indo a festinhas, regadas a muito álcool e mulheres?
- General...
- Mesmo sendo noivo de minha filha, vou fazer vista grossa a esses comentários. Mas de agora em diante, tudo acabou! Suas noitadas, seu envolvimento com o álcool e remédios pra dormir e principalmente com outras mulheres. Ficará de licença sendo constantemente analisado por Bellows, até ele o considerar apto para trabalhar, entendeu? É uma ordem! – o general saiu da sala e o doutor Bellows me disse:
- Não se preocupe major. Eu Apesar de tudo, eu irei ajuda-lo!
Eu não respondi e ele saiu da sala também.
Sentei-me em minha cadeira, sentindo que o mundo desabava em cima de mim.
Roger Healey entrou em meu escritório, pouco depois e eu olhei com raiva:
- Você sabia sobre os boatos e não me contou! – acusei-o.
- Eu não queria te alarmar, Tony!
- Você sabe que tudo isso é por causa dos truques de Jeannie!
- Tony, Jeannie tem aprontado, é verdade, mas seu problema com o álcool não é culpa dela!
- Já chega! Gostaria que todos me deixassem em paz.
Eu peguei o meu quepe e saí como um louco, pra longe da base.
******
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MensagemAssunto: Re: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti EmptySex Maio 01, 2015 12:17 pm

IV

Eu sei que pode parecer burrice, ou desespero, mas não aguentei e parei no primeiro bar que vi!
Precisava beber pra compensar a raiva e frustração que sentia.
Nem sei quantas doses de Martíni, uísque e até vodka tomei, mas saí de lá um pouco tonto e cambaleante.
Ainda sentia-me nervoso, mas resolvi ir direto pra casa, cantando os pneus de meu carro. Nem sei como a polícia não me parou.
Ao chegar à frente da minha casa, lá estavam eles, aqueles malditos repórteres!
Isso era tudo o que eu precisava! Mal saí do carro e eles vieram ao meu encontro, cercando-me como lobos.
Mesmo irritado, ainda tive forças para pedir educadamente que me deixassem em paz, mas eles se recusam a ir.
Resolvi ignora-los, mas no momento em que abria porta da minha casa, ouvi de um deles, algo que me deixou fora de mim:
- Realmente o grande astronauta Tony Nelson, não passa de um bêbado arrogante, que se acha grande coisa!
Aquilo me atingiu! Senti tudo vermelho ao meu redor e me virei com tudo para o infeliz que disse isso!
- Seu cretinoo! – eu gritei, dando-lhe um soco.
O repórter tentou-se defender e me bateu também, mas eu fui pra cima dele, batendo mais.
Eu sei que estava exagerando, mas não podia me conter. Estava a um passo de perder a minha carreira, que lutei por anos e ele tinha dito aquilo!
- Pare, Major Nelson! – os outros repórteres me seguraram e me pediram pra entrar.
- Isso não ficará assim! – o canalha do repórter que eu tinha batido me ameaçou.
Eu apenas balancei a cabeça e mesmo sem querer, resolvi entrar em minha casa.
Minha raiva ainda estava me consumindo e antes de tudo, bebi mais uma dose de uísque.
Tudo isso era culpa de Jeannie! Eu afirmava pra eu mesmo!
E agora era hora de acertar minhas contas definitivamente com ela!
Fui até o armário e peguei a garrafa de Jeannie que estava ali, retirando sua rolha.
- Vamos, saia logo daí!
Ela me obedeceu e em instantes, estava em minha frente.
- Amo, o que houve! Eu ouvi os gritos lá fora e oh... – ela passou levemente a mão em meu rosto. – Quem machucou você?
Segurei a mão dela e a tirei bruscamente do meu rosto.
- Não interessa! Você é a responsável por todos os meus problemas! Quero que vá embora agora, entendeu?
- O que eu fiz? Tenho me comportado bem essa semana! Até deixei que você saísse com aquela bruxa!
- Não há lugar pra você em minha vida! Estou a ponto de perder tudo! Não quero mais você aqui!
- Não vou embora! Não vou te deixar! E você parece ter bebido muito! Lembro de uma vez que o sultão bebeu desse jeito e...
- Cale-se! – eu segurei os braços de Jeannie com ambas as mãos, dando-lhe uma leve sacudida. – Eu vou acabar perdendo a cabeça com você também!
Ela me olhou com os olhos arregalados, mal acreditando em minha reação.
- Amo...
- Estou cheio de tudo! Eu... eu não suporto você!
Era mentira, claro, mas minhas palavras, como eu intencionava, atingiram Jeannie, que pareceu em choque.
Eu ainda a segurava pelos braços e não aguentei ver aquele olhar tão magoado.
- Desculpe! – falei e a beijei em seguida.
Com raiva, ela se debateu e eu, com desespero, intensifiquei o beijo, antes que ela piscasse e fugisse dos meus braços.
Minha mente estava confusa. Ainda sentia raiva, mas passei a querê-la como um louco, pra mim.
Jeannie ainda tentava escapar, mas percebi que seus esforços estavam mais fracos. Ela estava se rendendo!
Abracei-a, pressionando meu corpo contra o dela, enquanto forçava minha língua para dentro de sua boca.
Ouvi um leve gemido abafado, que foi o suficiente para inflamar de uma vez, toda a paixão recolhida desde o momento que a conheci. Meus beijos se tornaram violentos e eu mordi de leve o lábio inferior dela.
- Amo... – ela ofegou, no momento em que minha boca tocou seu pescoço, beijando-o e lambendo.
O gosto dela era maravilhoso! E eu estava louco para provar mais!
Estava completamente fora de mim e pouco me importava o que aconteceria depois. Não iria mais me privar dela!
Uma das minhas mãos desceu para o traseiro da minha gênia e eu o apertei.
Ela gemeu novamente e eu não pude deixar de dar um sorriso malicioso.
Ela não demonstrava mais nenhuma resistência. Estava completamente mole sob meus toques o que me deixou ainda mais insano.
Levei-a rapidamente para o meu quarto, jogando-a na cama e rasgando com raiva suas roupas.
Logo ela estava ali: nua, olhando pra mim, com os olhos queimando de paixão. Mais linda que uma mulher tinha direito de ser!
Eu tirei as minhas roupas com dificuldade, por causa da pressa e sem tirar os olhos dela.
Assim que terminei, juntei-me a minha gênia na cama, beijando-a com vontade e descendo meus beijos pelo seu corpo.
Parei por um bom tempo em seus seios, tocando, apertando, lambendo, mordendo.
Ela gemia cada vez mais alto, induzindo-me a provocá-la mais.
Desci ainda mais, tocando com meus lábios suas partes intimas.
Ela gritou enquanto eu a lambia e eu estava amando sentir seu gosto.
Porém, eu já não aguentava mais esperar e me ergui, posicionei-me, penetrando-a fundo.
- Ohh... – Ambos gememos ao mesmo tempo.
Eu me movimentava com o máximo de velocidade que podia, fazendo por vezes, meu corpo entrar em atrito com o dela.
Eu olhava firme pra ela, sentindo-me com um louco, ao ver aquele rosto arfante, os olhos brilhando, a boca aberta, buscando por ar.
Beijei-a com agressividade, segurando seus braços e continuando com as estocadas.
Estava tão consumido pelo desejo, que não me importava em ser gentil.
Já se aproximando de atingir o clímax, eu a virei de costas pra mim, abri um pouco as suas pernas e adentrei-me nela novamente.
A pressão agora era maior, devido àquela posição e a ouvi gritar em êxtase, pouco antes de eu também liberar todo o meu prazer, com um gemido alto.
Caí por cima dela, sem se importar se o peso do meu corpo a machucaria.
O quarto agora estava no mais profundo silêncio, a não ser pelo som de nossas respirações aceleradas.
Minutos depois, saí de cima dela, deitando ao seu lado.
Dormi quase instantaneamente, mas com o coração arrasado, principalmente por ter ido tão longe com Jeannie.
*******
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MensagemAssunto: Re: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti EmptySex Maio 01, 2015 12:18 pm

V

Acordei de repente, depois de um pesadelo.
Minha cabeça parecia que ia explodir e me sentia muito enjoado.
Olhei no relógio de minha cabeceira e vi que era um pouco mais de onze da noite.
Sentei-me na cama, ainda me sentindo mal e logo as lembranças de todo aquele dia começou a surgir em minha mente.
Estava a ponto de perder meu emprego, estava prestes a me casar com uma mulher que não amava, tinha agredido um repórter e estava com a fama de ser um alcoólatra.
Olhei para o lado e ao ver Jeannie dormindo tranquilamente em minha cama, fazendo me lembrar-me o que eu tinha feito com ela, percebi que estava exagerando na bebida mesmo.
Eu a acusei de quase destruir minha vida, mas será que não era eu mesmo que estava fazendo isso?
Tudo o que ela fez até agora tinha sido tentar me agradar, cuidar de mim, amar-me.
E como recompensa, eu a tomei pra mim, de forma brusca, cheio de raiva e completamente bêbado.
Eu realmente tinha passado de todos os limites e o mínimo que eu poderia fazer, era tentar me redimir.
Eu pararia de beber e tomar aqueles malditos remédios. Recuperaria minha carreira e levaria uma vida mais pacata, sem excessos.
Depois de tudo o que tinha acontecido, o melhor também seria terminar de uma vez meu noivado. Não era justo com Melissa, continuar ao seu lado, sem amá-la.
Levantei-me lentamente, sentindo dor e vesti meu robe, indo ao banheiro.
Depois, fui para a cozinha, preparei um café bem forte e o levei para sala.
Dei uma olhada em meu quarto e Jeannie ainda dormia em minha cama.
Sentei-me no sofá, enquanto tomava meu café, sentindo-me um pouco melhor e mais tranquilo.
Estava perdido em meus pensamentos, quando escutei passos em minha direção.
Julguei ser Jeannie, mas ao levantar a cabeça, surpreendi-me.
- Querido, como você está? Fiquei sabendo agora a pouco de seu afastamento! Sinto muito! – Melissa sentou-se ao meu lado no sofá, abraçando-me.
- Melissa? O que faz aqui há essa hora? – eu perguntei, incomodado com a sua visita.
- Eu passei o dia todo fora, fazendo compras e só há pouco, meu pai me contou tudo! Oh, Tony, como deixou que o álcool o dominasse desse jeito, querido?
Tudo o que eu precisava naquele momento era de um sermão de Melissa.
Minha vontade era terminar de uma vez aquele noivado e mandá-la sumir de minha vida.
Mas não era o momento certo pra isso. Não no meio de uma ressaca. Não sem conseguir ordenar corretamente meus pensamentos. E não com uma gênia dormindo no quarto ali ao lado, depois de termos feito amor.
- Melissa, eu não quero discutir meus problemas agora! Eu tive um dia terrível! Por favor, peço que me deixe descansar. Amanhã conversaremos, está bem?
- Eu não acho que seja uma boa ideia deixa-lo sozinho aqui, Tony! Eu sei o quanto você está sofrendo.
- Eu vou ficar bem! – disse, tentando manter minha calma com ela, mas muito irritado internamente.
- Ah, querido, você não pode se fechar dessa maneira! Eu sou sua noiva, estou aqui e quero te ajudar!
- Melissa, por favor! Eu agradeço que queira me ajudar, mas tudo o que eu quero é ficar sozinho! Eu preciso disso, entendeu?
- Está bem, eu entendi! Mas amanhã eu voltarei pra ver você!
Ela se aproximou de mim e me beijou.
Achei melhor não me esquivar, caso contrário ela ia outra vez recomeçar, perguntando o que estava errado e não iria embora logo.
Porém, me arrependi de não ter evitado, quando percebi que ela tentava aprofundar o beijo, jogando-se em cima de mim.
Quando abri os olhos, tentando finalmente afasta-la, congelei ao notar Jeannie parada na porta do quarto, vestida com uma camisa minha e olhando-me com decepção.
No instante seguinte, afastei Melissa rapidamente, fazendo-a se levantar do sofá e a levando até a porta.
Estava preocupado por Jeannie ter visto e com medo que ela viesse confrontar a mim e a Melissa.
Mas para minha surpresa, minha gênia entrou depressa no quarto, encostando a porta.
Eu voltei meu rosto para minha noiva, que felizmente não tinha visto Jeannie e falei:
- Liz, por favor, já está tarde e quero descansar! Não insista mais!
Ela me olhou por uns instantes e finalmente decidiu mesmo ir.
Fechei a porta dando um audível suspiro.
Mesmo fraco, sabia que pelo menos com Jeannie eu tinha que acertar as coisas naquele momento.
- Jeannie... – eu a chamei, assim que abri a porta de minha suíte.
Ela estava deitada novamente, abraçada a um travesseiro e com a expressão irritada.
- O que você quer?- ela falou ríspida, sem olhar pra mim.
Sentei-me ao seu lado na cama e comecei a falar, mesmo sentindo certo receio de ser transformado por ela em um sapo ou algum outro animal.
- Jeannie, querida, temos que conversar!
- Por que não vai conversar com aquela bruxa?  Eu vi como vocês estavam animados! Deveria ter dado um jeito em vocês dois!
- Jeannie, eu posso explicar. Não esperava que ela fosse me beijar. Tudo o que eu queria é que ela fosse embora!
- Não acredito!
- É verdade! – deslizei minha mão pelo rosto dela. – Vamos esquecer a Melissa, agora. Temos que conversar sobre nós!
- Não temos nada pra conversar! – ela se levantou irritada. – Acho melhor voltar pra minha garrafa! – ela ia saindo, mas eu segurei seu braço.
- Por favor? – A olhei de uma forma que ela não pode resistir.
Minha gênia ficou parada e eu me recostei na cabeceira da cama, puxando-a para o meu colo.
- O quer me dizer? – ela perguntou com um tom de voz ainda alterado.
- Primeiramente eu quero te pedir desculpas pelas coisas grosseiras que eu te disse ontem. Eu não estava bem e acabei culpando você!
- E não está mais nervoso agora? Não me detesta?
- Não, não estou nervoso! E eu disse aquilo sem sentir realmente, só pra te atingir. Acho que só queria poder descontar em alguém minha raiva e acabei sendo um cretino com você! Por favor, me perdoe. Eu não devia tê-la tratado mal, nem tê-la agarrado à força daquele jeito.
- Então também está arrependido de ter ficado comigo, amo? – ela tentou sair do meu colo, mas eu a prendi.
- Não foi certo, Jeannie!
- Você não gostou? Não me acha tão boa quanto às outras?
- Ah, Jeannie, não é isso! – eu envolvi meus braços ao redor dela, apertando-a com força.
Ela não era tão boa quanto às outras, ela era infinitamente melhor! O sonho de qualquer homem!
Jamais eu havia estado com uma mulher como ela! Tão amorosa, ardente, tão entregue! Aquilo ia muito além de um simples desejo.
Ela me amava e eu já passava a sentir o mesmo.
- Você é muito importante pra mim, Jeannie! Amei estar com você, mas me envergonho da forma como a tratei. – eu disse, depois algum tempo em silêncio. – Eu sei que a magoei e agi errado com você! Por favor, perdoe-me e não me deixe!
- E quanto àquela bruxa?
- Eu já decidi: vou terminar definitivamente com ela!
- Está falando sério? – ela virou seu rosto, pra me olhar com entusiasmo.
- Sim, é sério! – eu sorri pra ela.
- Ahh, eu nunca vou te deixar, amo querido! - Jeannie me beijou.
Eu correspondi com vontade, alegre.
Minha gênia começou a beijar meu pescoço e eu falei:
- Jeannie, acho melhor pararmos! Eu não quero que pense que eu estou me aproveitando de você e...
Ela não deixou que eu terminasse de falar! Agarrou-me num beijo intenso e logo estávamos deitados na cama, deixando a paixão tomar conta de nós...
**********
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MensagemAssunto: Re: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti EmptySex Maio 01, 2015 12:19 pm

VI

Acordei lentamente ouvindo o canto dos pássaros. Olhei em meu relógio e já eram oito horas da manhã.
Estava na hora de levantar e ir para base. Não iria trabalhar, pensei sentindo-me triste. Mas iria falar com o Dr. Bellows e tentar convencê-lo a me reintegrar.
Sentei-me na cama, pensativo e não pude deixar de sorrir, ao ver uma bandeja com o café da manhã aparecer em meu colo.
- Ah, Jeannie!
Eu tinha passado uma noite incrível com ela e me senti bem, como não me sentia há muito tempo.
Ela me preenchia de uma forma que nenhuma outra conseguia. Ela me deixava feliz!
Tempos depois, quando eu já estava bem limpo e alinhado, vestido com o meu uniforme, saí do quarto.
Jeannie, que fazia a limpeza na casa, veio ao meu encontro:
- Bom dia, amo! – ela me beijou.
- Bom dia, Jeannie! – eu sorri pra ela. – Muito obrigado pelo café na cama!
- É um prazer, amo! – ela colocou seus braços ao redor do meu pescoço.  – Você vai trabalhar?
- Não, Jeannie! Eu estou afastado!
- Ah, por quê?
- Isso não importa! – afastei-me dela, sentindo-me incomodado.
- Claro que importa! Você ama seu trabalho! Você disse ontem que estava com problemas, mas não pensei que era tão grave! O que houve, afinal?
- Não quero falar disso, agora! Tudo bem? Isso ainda me deixa tenso! – eu fui um pouco ríspido, mas Jeannie apenas balançou a cabeça, entendendo-me.
Nesse instante, olhei casualmente para a mesa e vi uma coisa que me deixou paralisado.
- O que é isso?! – falei com a voz pausada.
- Ah, é o jornal de hoje, amo! Trouxeram-no bem cedo!
- Isso não é possível! – quase gritei ao ver a grande manchete.
Assustada, minha gênia pegou o jornal e também ficou impressionada.
Na primeira página, havia uma foto minha, com a seguinte legenda: “Astronauta alcoolizado agride covardemente repórter!”.
Ainda em choque, dei uma volta pela sala e logo após, peguei o jornal outra vez, criando coragem para ler a matéria.
Minha fúria aumentava a cada linha que eu lia. A matéria insinuava todo o tempo que eu era um alcoólatra e talvez até um viciado em drogas mais pesadas! E que um homem como eu não era capaz continuar num cargo importante como o que eu tinha!
- Infelizes! – gritei rasgando o jornal.
- Ah, isso não vai ficar assim! – Jeannie exclamou, brava. – Deixe comigo, amo, que eu me encarregarei deles!
- Não!
- Por que não?
- Seria pior! Se mais alguma estranha acontecer, então eu terei mesmo perdido qualquer chance de recuperar meu emprego!
- Mas amo...
-Eu a proíbo de fazer qualquer coisa com sua magia, entendeu? Eu resolvo isso!
- O que vai fazer?
- Vou para base! Tenho que falar com o doutor Bellows!

***
Fui rapidamente para a NASA, tentando controlar minha ira. Apesar desse desastre e eu sentir uma vontade imensa de socar ainda mais aquele repórter, sabia que só pioraria as coisas.
Eu tinha que ter um foco e lutar por meu objetivo. Custasse o que custasse.
Quando entrei na sala do doutor Bellows, ele já estava me esperando, junto com o general e Stone e outros importantes oficiais.
- Entre major! – disse o doutor Bellows. – Sabia que iria aparecer logo!
Eu entrei sem dizer nada. Sentei em uma cadeira que o Bellows me indicou, já preparado pra ouvir as críticas que viriam...

*************
Duas horas depois, eu estava na minha sala, organizando papeis.
Como eu imaginava recebi severas broncas de meus superiores. Porém, depois de muito discutirem, chegaram à conclusão que o melhor seria que eu voltasse a trabalhar, para que os boatos sobre meus vícios não piorassem e, ter minha carreira e reputação da NASA abalada.
Porém, por um bom tempo não participaria de nenhum projeto, nem no espaço, nem em terra firme. Só faria os burocráticos serviços administrativos.
Eles também já haviam conversado com o alto escalão do jornal e dado um jeito para que houvesse uma retratação.
Eu estava pensado na conversa que tive com eles, quando Roger Healey entrou em minha sala.
- Soube que tinha voltado! Ainda está nervoso comigo?
- Não, Roge! Eu sinto muito pela minha reação! Ninguém tem culpa de tudo isso, além de mim!
- Ah, Tony, mas por que foi bater no repórter?
- Eu estava fora de mim, Roge! E ele havia me ofendido! Perdi a cabeça!
- E agora?
- Agora terei que ser o melhor oficial e pessoa possível, pra poder recuperar o que perdi e ganhar de novo a confiança e respeito de todos!
- E a bebida?
- Eu não vou mais beber, isso acabou!
- Tem certeza?
- Sim!
- Sabe que pode contar comigo, amigão?
- Sei, Roge, obrigado! – eu sorri para meu amigo. – Só tem uma coisa que me preocupa mais agora.
- O quê?
- Melissa!
- Você não vai se casar com ela?
- Não! Eu quero terminar tudo! E eu prometi isso pra Jeannie!
- Como?
Contei a Roger o que tinha acontecido entre mim e Jeannie e ele me olhou, alarmado.
- Como chegou a esse ponto, Tony?
- Foi uma loucura, eu sei. Mas Jeannie é tão especial, tão incrível! E eu estava bêbado. Não pude me conter!
- Você tem ideia o quanto isso vai complicar as coisas? Você não vai poder ficar com Jeannie, porque isso destruiria de vez sua carreira. E também não poderá terminar com Melissa, porque precisa do apoio dela e do general Stone!
- Eu não posso continuar com Melissa. Não gosto mais dela!
- Rapaz, será que você não entendeu? Se terminar com Melissa agora, ela e o general Stone se porão contra você. Será o seu fim!
- Mas que droga! O que eu farei então?
- Eu não sei! Mas a partir de agora terá que tomar muito cuidado com o que fizer!
Roger foi para seu escritório e eu dei um suspiro aborrecido.
Agora sim eu estava enrascado! Como eu ia explicar para minha gênia que eu não iria me separar de Melissa?
Como poderia manter as coisas calmas, com esses problemas? Estava perdido!
Ma não tinha outro jeito! Teria que fazer o possível pra manter as coisas estáveis, mesmo que isso significasse magoar novamente Jeannie.

*** *********
Já tinha anoitecido, quando o doutor Bellows finalmente me liberou da psicanálise.
A partir daquele dia, teria que fazer sessões diárias, no fim da tarde, até que ele me considerasse bem!
Nem preciso dizer o quanto eram chatas essas sessões! Além de ter que me “abrir” com ele, tinha que ficar por três horas ouvindo o seu “blá, blá, blá...”!
Tentei ser paciente e calmo, mas já estava a ponto de enlouquecer de verdade, preso naquela sala.
Senti um imenso alívio quando ele me disse que eu poderia ir.
Mas agora vinha a pior parte! Teria que enfrentar Jeannie e explicar a situação. Talvez ela entendesse! Eu estava esperançoso.
Por sorte, pelo menos a Melissa eu não teria que ver naquela semana (ela tinha ligado dizendo que viajaria pra resolver um assunto do pai dela), e isso me deixava co um problema a menos, por enquanto.
Peguei meu carro e dirigia pelas ruas de Cocoa Beach, quando avistei um bar. Tive uma vontade imensa de parar ali e tomar algo só pra relaxar, mas sabia que não podia. Eu tinha que ser forte.
Fui mais forte ainda, ao enfrentar a chuva de repórteres na porta de minha casa, pedindo explicações e alguns me acusando.
Tentei ser o mais simpático possível, solicito e muito humilde com eles.
Não foi fácil, mas aguentei as provocações e disse que a briga que eu tivera tinha sido um mal entendido.
Claro, como eles estavam lá na hora do incidente, não acreditaram em mim, mas pouco importava. Eu estava calmo e controlado. Com o tempo tudo seria esquecido, principalmente depois da retratação do jornal.
Finalmente consegui entrar em minha casa e já fui recebido calorosamente pela minha gênia:
- Oh, amo, boa noite! Como foi o seu dia? Espero que tenha saído tudo bem!
- Sim, Jeannie! Ainda estão nervosos comigo, mas já voltei ao trabalho!
- Ah, amo! Isso é ótimo!
- É. Bem, ainda estou parcialmente fora do programa espacial, mas tenho certeza que logo tudo voltará a ser como antes!
- Eu fico tão feliz! – ela me deu um beijo. – Não sabe a vontade que tive de dar um jeito nesses repórteres!
- Nem pense nisso! Além disso, a culpa não é deles, Jeannie! Eu andei bebendo demais e me metendo em problemas!
Eu me sentei e Jeannie sentou-se ao me lado no sofá.
- Amo, eu posso te ajudar! Posso...
- Já disse que não quero! Por favor, vamos deixar as coisas como estão, que eu resolvo isso!
- Está bem! – ela me beijou mais uma vez, mas com mais insistência.
Eu correspondi prontamente, ansioso por mais.
“Caí” por cima dela no sofá, acariciando o seu corpo, quando minha gênia disse algo que me fez parar:
- Amo você já terminou tudo com aquela bruxa?
- O quê?! – me afastei dela, voltando a sentar no sofá.
- Você disse que ia terminar o quanto antes, você terminou? – na voz de Jeannie, mais do que o tom de uma pergunta, também percebi a ameaça implícita.
- É bem... sim!
-Ohh, amoo! – ela me agarrou com tudo, dando-me um beijo intenso.
Porém, minha mente ficou atordoada, pela minha mentira.
Sabia que era perigoso mentir sobre isso pra ela, mas não consegui dizer outra coisa.
No instante em que ela me perguntou, percebi rapidamente que ela não aceitaria a verdade, mesmo se eu explicasse.
E ainda que inventasse uma desculpa, dizendo que não tinha conseguido falar ainda com minha noiva, Jeannie ficaria nervosa.
Mas agora eu tinha apenas uma semana, até que Melissa voltasse, pra pensar em alguma coisa e me livrar desse problema.
Continuei tenso, mas assim que a mão de Jeannie deslizou para baixo e começou acariciar meu membro por cima da calça, não consegui pensar em mais nada.
Ergui-me, peguei Jeannie no colo e a levei rapidamente para o meu quarto.
Em pouco tempo estávamos em minha cama, sem roupas, com ela pulando em cima de mim, deixando-me louco!
Isso era bom demais!
*********
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MensagemAssunto: Re: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti EmptySex Maio 01, 2015 12:20 pm

VII

Depois dos momentos de paixão, adormeci por umas duas horas e acordei, levantando-me da cama.
Jeannie não estava no quarto, pois tinha preferido ir dormir em sua garrafa.
Antes de ir, ela me perguntou se eu não queria jantar, mas eu estava cansado demais pra pensar em comer.
Mas agora que acordei, estava faminto!
Fui até a cozinha e comi alguma coisa.
Depois disso, fiquei um bom tempo perambulando pela casa, sem conseguir dormir.
A maldita insônia estava de volta! Abri a gaveta de minha escrivaninha e encontrei meus remédios pra dormir.
Pensei em tomá-los, mas decidi que tinha que me livrar deles! Mesmo que eu nunca mais pegasse no sono na vida!
Joguei-os fora e fui me deitar. Mas para o meu azar, só consegui dormir pouco antes do amanhecer.
***
Acordei com um salto, ouvindo os gritos de minha gênia.
Ela entrara no meu quarto e me olhava furiosa.
- Você mentiu pra mim! Eu deveria jogá-lo num fosso cheio de crocodilos! – ela berrou.
Minha cabeça começou a latejar instantaneamente.
- Do que está falando? Ficou louca! – disse e virei o rosto pra olhar as horas. Eram sete e meia da manhã.
- Você não terminou com a aquela nojenta! Ela ligou pra você cedo, dizendo que estava com saudades!
- O quê?! Deve ser um engano!
- Não há engano! Disfarcei a voz e ela pensou que falava com você!
- Jeannie escute, eu posso explicar! – falei, mas ela começou a piscar e todos os objetos do quarto voaram em minha direção.
Levantei-me, tentando me proteger e corri para o banheiro fechando a porta.
Depois de um tempo de silencio, abri a porta devagar e vi que Jeannie se transformara em fumaça e entrara em sua garrafa.
O que aconteceria agora?

***
Rapidamente tomei um banho, coloquei meu uniforme e saí pra base, sem ao menos tomar café.
Antes de sair, dei uma rápida olhada dentro da garrafa e Jeannie ainda estava ali, andando de um lado para o outro. Resolvi deixa-la em paz para se acalmar e fui trabalhar.

***
Horas mais tarde, saí furioso da NASA!
Eu sabia que Jeannie não deixaria barato a minha mentira, mas não imaginei que ela fosse fazer aquilo!
Ela aprontara das suas, fazendo me ver animais ferozes, ouvir tiros de canhões, entre outras coisas horríveis, enquanto estava em análise com o doutor Bellows.
Isso era tudo o que eu precisava! Agora eu tinha me passado por um total desequilibrado e ele ainda faria novos exames, pra saber se eu estava sob o efeito de substancias entorpecentes.
Por mais que eu tentasse me justificar, foi inútil! Não havia o que fazer!
- Jeannie, vamos apareça! – Gritei assim que entrei em casa.
- Boa noite, amo! - ela apareceu sorrindo, aumentando ainda mais a minha raiva.
- Por que fez isso? Por que me fez passar por louco pelo doutor Bellows?
- A culpa é sua, por ter me enganado! Disse que tinha terminado seu noivado, mas era mentira!
- Está bem, quer que eu te diga mesmo a verdade, sem mentiras, pois vou te dizer: eu não posso terminar meu noivado com ela! Por causa dos meus problemas com a bebida, minha carreira está por um fio. Não estava de brincadeira quando disse que estou a ponto de perder tudo!
- Mas...
- Deixe-me acabar, agora terá que me ouvir! Se eu terminar com ela, ela e seu pai acabarão comigo. Eu não gosto mais dela, tudo o que eu mais queria era terminar o noivado, pra ficar com você! Fiquei apaixonado, porque você me conquistou! Eu menti, sim, porque não queria te ver decepcionada comigo, porque não a queria longe e sabia que não entenderia. Mas eu tinha esperanças de resolver as coisas e poder ficar com você! Mas você acabou com tudo!
- Amo... – ela me olhou penalizada, percebendo que dessa vez eu falava a verdade, mas eu estava bravo e chateado demais, para sentir pena dela.
- Você percebe o que fez? Estou a um passo de ficar completamente destruído!
- Oh, não, amo, por favor, perdoe-me!  Eu não sabia... – ela se aproximou de mim, mas eu a afastei.
- Agora é tarde, Jeannie!
- Não, eu posso resolver tudo! Só preciso piscar!
- Não quero que faça nada! Provavelmente só conseguiria me afundar mais rápido! Se quiser mesmo me ajudar, deixe-me em paz!
Eu fui para o meu quarto, batendo a porta.
***
Acordei na manhã seguinte, pronto para mais um duro dia!
Parecia que eu vivia um constante pesadelo.
Por sorte, eu tinha conseguido dormir bem naquela noite. Mesmo com tantos problemas e sem a ajuda de remédios.
Jeannie me esperava para o café da manhã. Tinha a expressão preocupada e tentava me agradar de todas as maneiras.
Porém, eu estava desgostoso demais e mal falei com ela, indo para a base sem me despedir.
Assim que cheguei, fui submetido a uma bateria de exames. Como o doutor Bellows não encontrara nada errado e me vendo com um comportamento centrado e sereno, ele abrandou.
No resto do dia, voltei para o meu novo e chato trabalho. Estava terrivelmente aborrecido e entediado, quando uma das secretárias entrou em minha sala.
- Como está, Major Nelson?
- Bem, Alice!
Alice era umas das secretárias novas. Não era minha secretária exclusiva, mas estava sempre indo ao meu escritório, trazendo me papeis pra assinar.
- Você não parece muito bem! Está chateado?
Ela se inclinou em minha direção, aproximando seu rosto e eu olhei instantaneamente pra baixo, para o decote dela. Inalei profundamente, ao notar que ela não usava sutiã.
Alice sorriu pra mim e com a voz um pouco trêmula falei:
- Bem, eu estou um pouco cansado desses papeis. Esse trabalho é um pouco maçante.
- Oh, sinto muito, major! Mas posso ajuda-lo a sentir-se melhor!
- Me-mesmo? – sorri.
- Sim! – ela sentou-se em meu colo e começou a beijar meu pescoço.
- Alice, não faça isso! Estou noivo e também posso ter sérios problemas se alguém entrar aqui!
- Não se preocupe! – ela beliscou com os dentes meu lábio inferior. – Pelo que sei, sua noiva está longe e estamos quase na hora de almoço. Ninguém virá aqui!
- Mas... – ela colocou a mão atrás de minha cabeça e me beijou rapidamente.
A princípio eu tentei afastá-la, mas ela continuou me provocando.
Eu podia sentir seus seios roçando em meu peito.
Alice olhou pra mim e sorriu. Eu não fazia a menor ideia como sairia daquela situação.
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MensagemAssunto: Re: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti EmptySex Maio 01, 2015 12:22 pm

VIII

Eu sei que posso parecer o maior canalha do mundo, mas aquilo era demais pra mim!
Estava estressado, preocupado, angustiado, triste.
Eu sabia que amava Jeannie, mas a minha raiva dela era tanta, que nem consegui controlar meus instintos.
Alice continuava me provocando e eu não pude mais resistir.
Beijei-a, deslizando minha lingua pela sedenta dela. Minhas mãos deslizaram pelo seu corpo e eu puxei as alças grossas de seu vestido, espondo seus seios grandes.
Dei um sorriso pra ela e comecei a apertar os seios de Alice.
Ela deu um gemidinho, satisfeita com meu gesto.
Minha excitação aumentava na velocidade da luz, principalmente por saber que a qualquer momento alguém poderia entrar em minha sala.
Mas a secretária parecia pouco se importar com isso! Ela desceu de meu colo e se abaixou, puxando minha camisa pra fora e abrindo minha calça.
Arfei percebendo o que ela ia fazer.
Alice sem nenhum pudor, colocou sua mão dentro de minha cueca e passou a brincar com meu membro.
- Hum, ohhh.... – gemi por dentre os dentes.
Ela gostou de minha reação e resolveu me estimular ainda mais.
Ousada, ela puxou meu membro pra fora, deslizando sua lingua na ponta.
Eu olhei pra ela, arfante, ficando ainda mais doido quando ela ergueu seu olhar, parecendo se divertir muito com o que estava fazendo.
No instante seguinte, ela o tomou o máximo que podia em sua boca, começando com movimentos de vai e vem.
- Ah, Alice... – gaguejei gemendo.
Estava tão perdido em êxtase, que nem sei como naquele momento consegui ouvir vozes vinda de fora.
Olhei para a porta e vi a maçaneta girar. Congelei!
Não sei como consegui, mas fiz Alice rapidamente parar com que estava fazendo e se esconder embaixo de minha mesa.
Ela pareceu também ter ouvido vozes lá fora e prontamente me obedeceu.
Por sorte, a pessoa que estava fora, parecia estar conversando com alguém e não entrou imediatamente em minha sala, dando-me tempo de ajeitar minhas roupas..
- Boa tarde, Major! – O doutor Bellows entrou, somente um instante depois de eu abotoar minha calça.
Só esperava não precisar me levantar. Não estava “apresentável”!
- Bo-boa tarde, doutor! O senhor deseja alguma coisa?
-Sim. Quero avisar que hoje não faremos psicánalise. Tenho um compromisso!
Que maravilha!
- Ah, que pena doutor! Não sabe como eu ansiava pela consulta de hoje! – menti como o maior cinismo.
- Não se preocupe, major, amanhã teremos uma hora a mais pra compensar!
Que droga!
- Está bem, esperarei ansiosamente! – dei um sorriso falso e acho que ele percebeu.
- Bem isso é tudo! Ah e não se esqueça: fique longe de confusões.
- Não se preocupe, doutor. Não farei mais isso! – Disse, olhando discretamente para debaixo da mesa, onde Alice permanecia quieta como uma estátua.
O doutor Bellows balançou a cabeça, indo embora, mas antes deu uma olhada desconfiada para mim e para a mesa, assustando-me.
-Algum problema, doutor? – perguntei com medo.
- Não, nada!
Ele saiu fechando a porta, fazendo-me dar um suspiro aliviado.
Alice saiu debaixo da mesa, pronta para me atacar novamente.
Dessa vez, não estava mais arredio. Ao contrário, correspondi louco de desejo ao beijo dela.
Apertei-a em meus braços, colando nossos corpos.
Os seios dela agora pressionam-se contra meu peito e eu pude sentir com prazer, seus mamilos endurecidos pela excitação.
Afastei-me um pouco, somente para atacá-los com minha boca. Chupei, lambi, belisquei, deixando-os ainda mais rosados.
Ela gemia, quase sem ar, segurando firme minha cabeça, obrigando-me a provocá-la mais.
Eu continuei com vontade, estimulado pelos seus gemidos extasiados.
Minha mão desceu para suas partes íntimas e fiquei satisfeito ao ver como ela estava úmida.
Minha mão inquieta foi até seu traseiro, dando um apertão.
Alice passou a língua pelo meu pescoço, lambendo-o.
Eu puxei o vestido dela, que ainda estava em seu corpo, pra cima, e pressionei minha ereção nela.
Ela deu uma risadinha, enquanto eu tirava sua peça intima.
Alice sentou-se na minha mesa e eu me coloquei entre as pernas dela.
Ela voltou a abrir minhas calças, puxando-a, junto com minha cueca.
Ela puxou-me para ela e eu adentrei sem eu corpo, num movimento rápido.
Ela deu um gritinho e torci para que ninguém estivesse passando pelo corredor naquele momento.
- Ohhh... – eu gemi, sem poder me conter.
Aquilo era uma loucura, pensei por um instante. Mas já era tarde, e eu não podia mais impedir.
Eu ia lentamente saboreando o prazer que sentia e que dava a ela.
Alice colocou as pernas ao redor de mim, fazendo-me ir ainda mais fundo nela.
Depois de alguns instantes assim, ela puxou meu rosto, beijando-me.
Em seguida, afastou-se um pouco, desceu da mesa virando-se de costas e inclinou-se sobre minha escrivaninha.
Eu dei uma risadinha maliciosa ao vê-la empinado o traseiro em minha direção e sem perder tempo, penetrei-a novamente.
Aquela posição deixou-me ainda mais atiçado e eu sabia que não aguentaria por mais tempo.
Segurei com força os quadris dela, indo o mais rápido que podia.
Alice gemia cada vez mais alto, pedindo-me para ir ainda mais depressa.
Em pouco tempo ela gritou, atingindo seu clímax e eu a segui, dando um longo suspiro de alívio e prazer.
Ela jogou seu corpo casando sobre minha mesa e eu saí dela, sentando em minha cadeira, cansado.
Ela virou o rosto suado e com alguns fios de cabelo grudados, para mim e me deu um sorriso de satisfação.
Retribui o sorriso, mesmo começando a sentir cada vez mais forte o peso do remorso.
Alice se ergueu da mesa e sentando-se no meu colo me deu m longo e demorado beijo.
Deixei que ela me beijasse, mas no fundo queria que ela fosse embora.
- Você é quente demais, major! Foi muito bom!
-Você também, Alice. E sim, foi ótimo!
Ela me beijou outra vez e eu disse:
- É melhor nos recompormos. Já abusamos demais da sorte!
- Tem razão!
Eu arrumei minhas roupas e Alice estava acabando de ajeitar seu vestido, quando o Major Healey entrou de uma vez em minha sala, como sempre fazia.
- Olá, Tony! Você não quis ir almoç... – ele se interrompeu ao notar a presença de Alice.
Ele olhou por uns instante pra ela e depois pra mim, sem poder conter um sorriso. – Acho melhor voltar mais tarde!
- Não é necessário, major. – Alice disse, voltando a sua postura de secretária. –Já terminei com o Major Nelson. – ela me olhou profundamente e eu corei, sem poder encarar  meu amigo.
Ela pegou os papeis que tinham caído no chão, tempos antes, e saiu rapidamente da sala.
Roger não conteve o riso alto e disse:
- Ah, malandrão! Você não muda mesmo, não é? Mas com Alice? Aqui? Não acha muito arriscado?
- Não é o que você está pensando, Roge!
- Ora, Tony! Quem você quer enganar? É óbvio o que fizeram aqui!
- Ah, está bem, Roger! Eu transei mesmo com ela!
- Rapaz, você está mesmo louco! Por pouco, eu não acabei pegando vocês no ato! E se fosse o Dr. Bellows?
- Ele apareceu aqui, quando eu estava com ela.
- O quê?! Pegou vocês dois juntos?!
- Não! Por sorte, deu tempo de Alice se esconder.
- Ainda bem! Mas...
- Eu sei Roge! Foi uma loucura, admito! Mas ando tão confuso, tão frustrado, que não aguentei.
- Eu entendo você, Tony! Mas tome mais cuidado com o que faz! Você tem que comportar agora! Pelo menos até a poeira de seus problemas, baixar.
- Sim, você tem razão. Além disso, sinto-me um canalha por causa de Jeannie. Eu não deveria ter feito isso com ela, mesmo ainda estando bravo com o que ela aprontou.
- Jeannie? Só Jeannie? Esqueceu-se de Melissa, sua noiva?
- Ela também. Mas se quer mesmo saber? A única que realmente me importa é Jeannie!
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MensagemAssunto: Re: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti EmptySex Maio 01, 2015 12:23 pm

IX

O dia passou calmamente, mas minha culpa ainda latejava dentro de mim.
Eu precisava pensar um pouco, relaxar.
Assim que acabou o expediente, liguei para minha gênia, dizendo que voltaria um pouco mais tarde naquele dia.
Jeaanie, ainda sentindo muita culpa, aceitou prontamente, toda carinhosa comigo.
Isso fez com que eu me sentisse ainda mais mal pelo que fiz e tive que me conter, para não confessar tudo a ela por telefone.
Saí de meu escritório quase esbarrando em Alice. Ela era só sorrisos e insinuou que queria que nos encontrassemos em algum lugar mais resevado.
Fiz-me de desentendido e foi embora. O que acontecera entre nós, não iria se repetir.
Por ela eu não precisava sentir culpa, ou algo assim.
Eu sabia que ela não gostava de mim. Talvez me achasse atraente, mas no fundo seu maior interesse era meu dinheiro e prestígio, apesar de todos os escândalos que eu estava envolvido.
Talvez até quisesse alguma posição melhor em minha vida, mas isso estava completamente fora de questão.
Depois de sair do meu carro, comecei a dar voltas pela cidade.
Dirigi por alguns lugares mais afastados avistando um bar, em beco mais escondido.
Eu sabia que não podia, eu sabia que tinha evitar. Mas antes de perceber, já estava saindo carro e seguindo em direção ao bar, entrando nele, logo após.
Não parecia haver ninguém ali, além do barman, para minha sorte. Quanto menos pessoas me vissem, menos eu corria o risco de me meter em escândalos.
Pedi um Martini e bebi de uma só vez, com prazer. Logo acabei repetindo várias vezes a dose,até sentir-me relaxado.
Paguei a conta e estava saindo, quando vi uma bela morena, olhando pra mim. Não tinha me dado conta da presença dela, quando entrei.
Mais desinibido pela bebida, sorri pra ela e ela se ergueu, aproximando-se de mim.
- Ah, que sorte de encontrar um homem tão lindo, num lugar como esse!
- A sorte é toda minha! Você parece ser muito gostosa! – Não era mais eu que falava e sim a bebida.
- Você acha?
- Claro! – eu a olhei de cima baixo.
Ela riu do meu olhar insolente e me deu leve beijinho nos lábios.
- Vejo que já está de saída. Posso ir com você?
- Você não sabe pra onde eu vou!
- Não importa! – ela deu-me um leve beijo no pescoço e eu sorri, levando-a até meu corro.
Em pouco tempo, estávamos em quarto de um hotel barato, em alguma esquina daquela região sórdida de Cocoa Beach.
Arrancamos nossas roupas e logo eu estava investindo fundo nela, gemendo alto. Não demorou até que chegássemos ao orgasmo e eu dei um urro de prazer.
Beijei seus lábios carnudos com vontade, enquanto ela enfiava sua língua em minha boca, acariciando a minha.
Ficamos assim, até ficarmos sem fôlego e nos afastamos.
Mas a desconhecida (nem sequer eu havia perguntado seu nome), levou suas mãos ao meu membro, circundando com seus dedos e fazendo movimentos de cima pra baixo.
Logo me excitei novamente e ela levou sua boca até ele.
Ela tomava o máximo que podia dele em si, chupando-o e eu segurava firme nos cabelos dela, movimentando sua cabeça, completamente tomado pelo êxtase.
Eu gemia alto e ela me estimulava mais, parecendo satisfeita em me dar tanto deleite.
Eu já não podia aguentar mais e liberei meu prazer, dando um grito extasiado.
Ela manteve-se firme, até finalmente retirar meu membro de sua boca, dando-me um sorriso malicioso e se deitando ao meu lado.
Dei-lhe um leve beijo na boca e alguns no pescoço, como forma de agradecimento.
Ela me olhou em silêncio por alguns instantes, fechou os olhos e acabou por adormecer.
Eu também tinha vontade de fazer o mesmo, mas sabia que não devia.
Levantei-me vestindo minhas roupas, peguei no bolso uma caneta e um pedaço de papel, deixando um bilhete pra ela, agradecendo pelo encontro.
Depois desci e paguei o hotel. Pedindo que levassem algo pra moça comer, quando ela acordasse.
Depois disso peguei meu carro e fui embora.

***
Eu já estava totalmente sóbrio, quando davas voltas pelo parque, próximo à minha casa.
Já deviam ser umas onze da noite, mas eu ainda não sentia coragem de voltar pra casa e encarar Jeannie.
Sei-me em um dos bancos pensativo, próximo de uma mulher, que fumava um cigarro.
Não dei atenção pra ela, focado apenas em mim mesmo, mas a mulher se aproximou mais e perguntou:
- Você é o Major Nelson, não é?- eu apenas confirmei coma cabeça e ela continuou: - Eu sou uma grande fã sua, major!
- Obrigado!
- Você faz um ótimo trabalho! Admirável!
Ela olhou pra mim de uma maneira que me fez sentir bem.
- Eu agradeço muito!
Ela sorriu e vendo que eu olhava para seu cigarro, comentou.
- Ah, é um velho vício! Desculpe se incomodo.
- De forma alguma. Na verdade, eu gostaria de lhe pedir um.
- Ah, claro!
Ela me deu um cigarro e o acendeu pra mim.
- Obrigado! – disse, depois de uma tragada.
Apesar de ter muitos vícios, nunca gostei muito de cigarros, mas naquele momento senti necessidade de fumar um.
Ficamos algum tempo ali, fumando e conversando sobre banalidades, como o tempo, os problemas da cidade, etc..
Aquela conversa simples e meio sem sentido me fez bem e eu já estava mais animado pra voltar pra casa.
- Eu ainda não sei seu nome! – Disse.
- Ann.
- Prazer em conhece-la, Ann. Muito obrigado pelo cigarro e pela conversa.
- O prazer foi meu!
Nos erguemos e me despedi, dando-lhe um doce beijo no rosto.
Virei-me de costas, já indo embora, quando ela me chamou:
- Major Nelson!
- Sim? – voltei-me pra ela.
Ela se aproximou num gesto rápido e me deu um beijo na boca, colando seu corpo no meu.
Eu mal acreditava no que estava acontecendo.
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MensagemAssunto: Re: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti EmptySex Maio 01, 2015 12:24 pm

X

Assustado, tentei me afastar dela, mas Ann grudara em mim.
Com muito custo interrompi o beijo.
- Ei! O que está fazendo?
- Ah, você é tão incrível, major! Está me deixando louca! – ela falou.
Ah, louca ela já era, com certeza!
- Eu sinto muito, senhorita. Mas é melhor parar com isso agora! Por favor.
Ela ignorou meu comentário e desceu sua maõ para o meu traseiro.
- Pare! –  berrei, quando ela deu um apertão.
Oh, nossa! O que estava acontecendo com essas mulheres?
Eu já me sentia culpado demais, pra encarar mais essa.
Como eu ia explicar tudo isso pra Jeannie?
Tive que usar um pouco de força (mas tentando não ser bruto), para separa-la de mim.
- Já chega! – eu falei.
Ela me olhou com um expressão magoada, sentando-se no banco.
- Eu sinto muito! Sou uma idiota! Que vergonha!
Ela me olhou com uma expressão de choro e eu não aguentei.
Sentei ao lado dela, colocando a mão em seu ombro.
- Escute Ann, não se sinta mal! Sinto muito se fui rude com você!
- Eu devo ser muito feia! Não posso agradar um homem.
- Claro que não, você é linda!
- Não sou!
- É, sim! Qualquer homem ficaria louco por você!
- Não é verdade!
- É, sim!
Ela balançou a cabeça e começou a chorar.
Eu fiquei completamente mortificado. Odiava ver mulheres chorando!
Num gesto involuntário, abracei-a, pressionando Ann contra o meu peito.
- Por favor, pare de chorar!
- Mas você não gosta de mim!
- Não é isso, é que eu...
- Se você gosta de mim, por favor, pelo menos dê-me um beijo.
- Olha eu...
Ela começou a soluçar e eu sem aguentar a beijei rapidamente.
Porém, arregalei os olhos ao vê-la colocar a mão na minha calça, por cima de meu membro.
Ela começou a me acariciar enquanto eu a beijava.
Interrompi o beijo, olhando pra ela, sem acreditar.
- O-o quê?! – falei gemendo quando ela o apertou.
Ela começou a beijar meu pescoço me deixando assustado, confuso e excitado ao mesmo tempo.
-Pa-pare... – eu sussurrei.
Mas ela não parou.
Com destreza , ela abriu o cinto e minha calça, colocando o membro pra fora.
Aquilo era surreal demais! Ela começou a massagear meu membro e eu não tinha forças para detê-la.
Encostei no banco gemendo alto.
Ainda bem que era noite e que raramente passavam pessoas por ali naquela hora. Imagine se alguém nos visse?
Ann, parecia muito satisfeita com minha rendição.
Esperta! Se fez de sensível para conseguir o que queria. E dera certo!
Ela continuava usando suas mãos habilmente.
Eu já estava chegando ao clímax, quando ela parou de repente, puxou seu próprio vestido e se sentou em cima de mim, encaixando-se em meu membro.
Ela começou a se movimentar lentamente e eu não aguentei mais, atingindo meu prazer.
Ela me olhou com um sorrisinho e saiu de cima de mim.
- Obrigada, Major Nelson! Jamais vou esquecer! – ela disse baixinho, dando-me um beijo no rosto.
Eu tomei um pouco de fôlego e ajeitei minhas roupas, indo embora dali, sem olhar pra trás.

***
Assim que dei a partida em meu carro, suspirei aliviado.
Aliviado em parte, por ter se livrado daquela doida. Mas ainda mal por aquele dia insano.
Agora eu tinha mesmo que voltar pra casa e encarar Jeannie.
Estacionei meu carro e olhei para os lados, ainda com medo de ver algum repórter de plantão. Mas não havia ninguém.
Consultei meu relógio e percebi que já era uma da manhã.
Entrei em casa e a luz estava acesa. Jeannie deveria estar me esperando.
Respirei fundo e adentrei mais. Olhei para o sofá e vi minha gênia adormecida ali.
Aproximei dela e toquei levemente seu rosto.
Ela acordou de repente, olhando pra mim.
- Ah, amo, você chegou! – ela me abraçou e eu me senti muito mal pela culpa.
- Jeannie...
- Estava tão preocupada com você! Eu... eu me pisquei para o escritório mais cedo, mas você não estava lá.
- Jeannie eu...
- Eu sei que você não gosta que eu faça isso, mas não pude aguentar. – Ela olhou nos meus olhos. – Você ainda está muito bravo comigo?
- Não, claro que não!
- Ah, amo! – ela me deu um leve beijo e me abraçou de novo.
A culpa que eu sentia já se tornava insuportável. Eu era um cretino mesmo!
- Jeannie, por favor!  – eu a afastei de mim.
- Você ainda está bravo!
- Não! Mas precisamos conversar. – eu segurei em suas mãos e disse: - Você é muito importante pra mim, querida, mas não podemos continuar juntos!
- O quê?! É por causa daquela bruxa? Ah, eu darei um jeito nela! – ela cruzou os braços, mas eu a segurei.
- Não! Bem, eu estou mesmo preso a ela por enquanto, mas a questão não é só essa Jeannie!
- O que há de errado, amo? Diga!
Eu respirei fundo e tentei explicar.
- Eu não sou perfeito, Jeannie! Tenho que te confessar tudo. Desde sempre, fiz muitas coisas erradas em minha vida.
- Oh, amo, mas...
- Deixe-me falar, por favor! – eu pedi e ela se calou. - Como disse, eu fiz muitas coisas erradas na vida. Eu fui em muitas festas, bebi descontroladamente, envolvi-me com muitas mulheres... – minha gênia virou o rosto com minhas últimas palavras, mas eu tinha que continuar. – Eu fiquei noivo de Melissa, mas continuei agindo errado. Com ela, eu não me sentia mal, apesar de estar errado. Provavelmente, teria me casado com ela e fingiria um casamento feliz, enquanto continuava com meus excessos. Mas você apareceu e mudou tudo.
- Amo...
- Eu continuo errando, Jeannie, mas agora eu sofro com isso! Não é só por minha carreira estar em risco, mas porque tenho magoado você! E continuo magoando!
- Mas eu também fui culpada, amo! Prejudiquei ainda mais as coisas, com minha magia.
Eu balancei a cabeça e olhei pra ela.
- Não é verdade! Eu sou o único culpado dessa situação! Já está hora de assumir meus erros.
- Mas...
- Escute! Quando você entrou em minha vida, eu achei que fosse para virá-la pelo avesso, mas não foi assim. Você colocou tudo em seu devido lugar. E preencheu o que estava vazio em mim. Eu a amo, Jeannie!
Ela me deu um sorriso radiante que fez meu coração se esquentar e se partir ao mesmo tempo.
- Eu também o amo, amoo! – Ela me abraçou novamente, mas eu a afastei.
- Eu não mereço você, Jeannie. E nem posso lhe oferecer nada! Eu não quero mais magoar você.
- Você não vai me magoar!
- Sim, eu vou! Hoje mesmo eu... – respirei fundo e achei melhor dizer de uma vez. – Eu passei de todos os limites! Fui frio com você pela manhã, bebi,estive com outras mulheres.
- Como?! – ela me olhou sem acreditar e eu tive que desviar meus olhos daquele olhar perturbador.
- Isso mesmo! Eu fui, ou melhor, eu sou um canalha! E você vai acabar me odiando por isso!
Terminei minha confissão esperando pela explosão que não veio. Imaginava que ela ia ficar furiosa, mandar-me para o Polo Norte, até me bater.
Mas ela estava misteriosamente quieta.
Depois de alguns instantes, finalmente tomei coragem para olha-la.
Ela me olhava em silêncio, sem nada dizer. Mas vi no seu olhar um pouco de mágoa.
- Jeannie, diga alguma coisa! Diga ao menos que me detesta, que eu não valho nada!
- Eu nunca detestaria você amo!
- Mas eu a magoo. Por favor, vá embora. Eu não quero fazer você sofrer mais!
-Não!
-Não?
Ela me abraçou, deixando-me totalmente surpreso.
- Jeannie?
Ela olhou pra mim e pediu:
-Por favor, amo, deixe-me ajudá-lo!
- Depois de tudo que eu fiz você ainda quer me ajudar?
- Eu quero que você seja feliz, sempre!
Confesso que nesse instante, fiquei emocionado e quase não me contive.
Ela tinha todos os motivos do mundo para ficar furiosa e me odiar.
Mas ela preferiu estar ao meu lado.
- Jeannie, querida! – não pude me conter e a beijei.
*********
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MensagemAssunto: Re: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti EmptySex Maio 01, 2015 12:25 pm

XI

Era um beijo bem diferente dos que eu costumava dar em Melissa e em outras mulheres.
Era doce, puro.
Jeannie correspondia com as mãos em meu pescoço.
Depois de um tempo nos afastamos e eu disse:
- Isso não está certo! Eu não posso...
- Amo, eu amo você! Deixe-me ficar! Deixe-me ajudá-lo! Por favor!
- Ah, Jeannie... – Eu a beijei de novo e falei: - Sim! Fique ao meu lado. Eu preciso de você! Por favor, ajude-me!
Ela sorriu, assentindo e voltamos a nos beijar.
O beijo foi se tornando cada vez mais intenso, mais apaixonado.
Eu me ergui e peguei Jeannie no colo, levando-a para o meu quarto.
Lá a deitei delicadamente em minha cama e os carinhos tornaram-se mais ousados.
Eu a despi, beijando cada parte de seu corpo perfeito.
- Eu amo você, Jeannie! – Declarei-me, olhando pra ela.
Ela sorriu e me puxou para um beijo.
Logo tirei minhas roupas também e adentrei lentamente no corpo dela.
Eu ia devagar, sem pressa. Estava aproveitando cada segundo unido a minha gênia querida.
Jeannie acompanhava meu ritmo, mexendo os quadris.
O prazer que sentia era muito profundo, pois não era apenas físico.
Logo chegamos ao clímax e eu puxei para meus braços.
Ficamos assim por algum tempo, quando eu finalmente sussurrei, enquanto beijava seus cabelos.
- Obrigado, Jeannie!

****
Acordei lentamente no dia seguinte, sentindo os lábios de minha gênia levemente roçar os meus.
- Jeannie... – falei com os olhos ainda fechados.
- Bom dia, amo! Já está na hora de acordar. Vai se atrasar para o trabalho!
- Oh... – abri rapidamente os olhos, olhando para despertador. – Ah, já são sete e meia?!
- Sim.
Virei meu rosto e vi Jeannie sentada na beirada da cama, já vestida e com uma bandeja de café nas mãos.
- Trouxe seu café! – ela comentou ao me ver olhando pra ela.
As lembranças da noite passada se afloraram em minha cabeça e eu sorri.
- Não precisava ter se incomodado, Jeannie!
- Não é incomodo, amo!
Tomei meu café, enquanto ela me observava em silêncio. Assim que terminei, ela disse:
- Amo, eu quero te fazer uma pergunta.
- Sim?
- Ontem, você... você esteve com outras mulheres mesmo?
Oh, puxa!
- É... bem... como eu te disse... – comecei a gaguejar com a pergunta. – Jeannie, pensei que tivéssemos esclarecido isso!
- Ah, mas eu não consigo deixar de pensar nisso! Ah, deveria te mandar para um poço de crocodilos!
Eu não sabia se ria ou se me apavorava com a raiva tardia dela.
Eu deveria imaginar que mais cedo o mais tarde o ciúme dela ia falar mais alto.
Mas depois da noite que tivemos, não estava mais disposto a deixa-la ir embora.
- Ca-calma, querida! – falei devagar – Jeannie, eu confessei tudo pra você ontem! Não estou satisfeito com o que eu fiz, eu errei. Mas pensei que tivesse me perdoado!
- Hum... mais ou menos...
Eu coloquei a bandeja de café no chão e puxei Jeannie para perto de mim.
- O que eu posso fazer pra me redimir? – disse, dando beijinhos no rosto dela.
- Hum... você promete que não sairá mais com outras mulheres?
- Bem...
- Promete ou não?
- Está bem, eu prometo!
Ela sorriu satisfeita.
- Então eu perdoo! – ela me beijou.
- Espere, Jeannie! – eu interrompi o beijo. – E Melissa? Eu sinto muito, mas você sabe que não posso terminar com ela agora!
- Não se preocupe mais com aquela bruxa, amo! Ela não o merece! E logo o deixará em paz!
- Como assim? O que pretende fazer?
- Esqueça!
Eu ia argumentar, mas Jeannie me deu um beijo, que me fez mesmo esquecer, até quem eu era.

****
Quase cheguei atrasado na base!
Agora que estava tudo bem entre mim e Jeannie, nem sentia muita vontade de sair de casa.
Foi com muito esforço que tive que interromper nossa sessão de beijos, antes que acabasse arrastando-a de volta pra cama e perdendo a hora do trabalho.
Ah, aquilo era tão bom! Nunca havia me sentido tão feliz e completo na vida.
Meus problemas nem pareciam mais ter importância. O importante era saber que Jeannie estaria comigo sempre!

***
Trabalhei tranquilamente durante o dia, recebendo de vez em quando a visita do Dr. Bellows, pra me vigiar, e também de Roger, para saber as novidades e até de Alice, tentando conseguir um “bis” do dia anterior.
Tive que adotar uma postura séria com Alice, para que ela entendesse que o que houve não iria se repetir.
Sem dúvida não era fácil resistir a tentação, mas eu cumpriria minha promessa e ficaria longe das mulheres.
Além disso, eu tinha a mais linda garota do mundo em casa, esperando-me apaixonada.
Eu não precisava mais do que isso!
Estava voltando da sala do general, que queria me ver, pra saber como eu estava, quando encontrei alguém me esperando em meu escritório.
- Melissa? – eu me surpreendi.
- Olá, Tony! Ela me cumprimentou, sem levantar de sua cadeira.
- Que surpresa, eu não a esperava tão cedo! Ainda não passou uma semana!
- Por acaso eu atrapalho você, por ter vindo mais cedo? – ela perguntou, com a voz hostil.
- Não, claro que não! Por que me atrapalharia?
- Bem, talvez eu atrapalhe seus casos com as outras!
- O quê? Do que está falando?
- Ah, Tony, por favor! Não se faça de desentendido! Eu sei dos seus casinhos, sempre soube!
- Eu...
- Eu tentei ser compreensiva e tolerante, mas a verdade é que já estava me cansado disso! Mesmo fazendo o mesmo que você!
- Como?
- Eu também fui pra cama com outro homem!
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MensagemAssunto: Re: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti EmptySex Maio 01, 2015 12:26 pm

XII

A confissão de Melissa me obrigou a sentar-se. Estava completamente surpreso.
- Por que me olha assim, Tony? Achou que só você podia me enganar? A única diferença entre nós é que eu só fui pra cama com um. E você esteve com várias.
- Você foi mesmo pra cama com outro homem?
- Sim!
- E quem é ele?
- Isso realmente importa pra você?
- Eu, bem...
Não sabia o que dizer. Era muito desconcertante. Sentia-me traído, enganado.
Provavelmente como ela também se sentiu com as minhas traições.
Em contrapartida, eu sentia um grande alívio. Era como se nós estivéssemos quites e eu não precisava mais sentir culpa.
- E então, Tony? – Melissa falou, despertando-me de meus pensamentos. – Importa pra você?
- Eu... acho que não! Sinto muito!
- Como eu pensava! Você realmente nunca gostou de mim!
- Não, Melissa, não é assim!
- Mesmo assim, vou te dizer. Fui pra cama com Grover, meu antigo namorado. Ele sim fez sentir realmente querida, amada!
- Melissa...
Ela tirou do dedo o anel, que um dia eu lhe dera e o depositou em meu dedo.
- Nosso compromisso termina aqui! Você está livre de mim, Tony! Assim como eu de você.
Eu abri a boca pra falar algo, mas nada saiu. Ainda estava completamente impressionado.
Ela notou o meu silêncio balançando a cabeça e dando um sorriso.
- Adeus Tony!
- Adeus Melissa! – Minha voz finalmente se desprendeu. – Eu sinto muito que tenha terminado assim, mas...
- Não sinta! Eu não sinto!
Ela abriu a porta e partiu.
Eu fiquei imóvel, tentando absorver tudo o que acontecera nesses últimos minutos.

****
Quando saí da base, sentia-me leve como uma pena. Tornei-me livre pra fazer o que bem entender da minha vida.
Estava indo pra casa, outra vez fiquei tentado a ir beber alguma coisa.
Tentei pensar em outra coisa, mas a vontade aumentava cada vez mais.
Sem poder me conter e me acusando mentalmente, acabei por entrar em bar qualquer que encontrara pelo caminho.
Havia algumas pessoas ali, que bebiam descontraídas, sem reparar na minha chegada.
Fui até o balcão e pedi um uísque. O barman prontamente me atendeu e colocou a bebida no balcão.
Peguei o copo, mesmo sentindo culpa e comecei a beber.
Porém, espera! Aquilo não tinha gosto de uísque, parecia... leite?!
Olhei rapidamente para o copo e vi o conteúdo brando, me fazendo cuspir o que tinha boca.
- O que é isso? – falei.
- Você sabe bem o que é! Leite. A única coisa que você vai beber! – a voz conhecida me fez olhar para o lado.
- Jeannie! O que faz aqui?
- Vim atrás de você amo! Sabia que não iria aguentar!
- O quê? Como se atreve a me seguir?
- Tinha que vir, amo!
- Olha, Jeannie, você não pode controlar a minha vida!
Eu não sei a razão por eu estar tão irritado. No fundo, talvez fosse a vergonha, por ter sido pego desse jeito, em minhas fraquezas.
- Vamos pra casa, amo!
- Vá você pra casa! Eu vou ficar! – disse, desafiadoramente.
Não podia evitar, por alguma razão, eu senti raiva por Jeannie estar ali.
Ela não disse mais nada.
Pensei que se chatearia e iria embora, deixando-me lá.
Mas ela cruzou os braços, piscou, levando-nos de volta pra casa.
- Ei! O que eu estou fazendo aqui? Por que fez isso?
- Ah, queria que eu te deixasse lá? Pra você beber novamente demais e se engraçar com outra mulherzinha por aí?
- Jeannie...
- Não, amo! Eu não vou permitir! Agora vou lhe dar algo muito melhor que isso!
Ela piscou, fazendo-me cair sentado e imóvel no sofá, enquanto ia em minha direção, subindo em cima de mim.
- Je-Jeannie?! – Eu só conseguia falar e mexer os olhos. O resto do meu corpo estava paralisado pela magia dela.
Ela não dizia nada. Começou a beijar e lamber meu pescoço, fazendo meu coração acelerar aos poucos.
Eu também não sentia vontade de falar.
Esperava ansioso pra saber o que ela faria comigo.
Minha gênia me provocava lentamente. Ela abrira minha camisa e começava a acariciar meu peito, o arranhando sem piedade com as unhas.
- Ohh... – eu gemi arrepiado, quando as unhas dela desceram até minha barriga, arranhando-a também.
Ela arrancou meu cinto e abriu minha calça.
Ela sorriu e piscou, resolvendo me deixar apenas de cueca.
-Ah, Jeannie... – eu gritei ao senti-la massageando meu membro, por cima da cueca branca.
- E então? Isso não é muito melhor do que ficar naquele bar? – Eu nada disse, e ela inquiriu: - Vamos, amo, responda!
- Oh, sim! – respondi, respirando com dificuldade.
Ela ficou satisfeita e saiu de cima de mim.
Eu olhei pra ela intrigado, vendo- a parada na minha frente, com um olhar malicioso.
Não gostei que ela saísse do meu colo, queria que ela continuasse o que estava fazendo.
Mas percebi que ela tinha outras ideias.
Continuei ansioso olhando pra ela, quando Jeannie começou a tirar suas roupas na minha frente.
Ela ia sem pressa, para me provocar, tirando o top (cobrindo com apenas uma mão os seios), a calça e sua peça íntima.
Esse delicado strip tease, deixou-me maluco!
Eu olhava para o seu corpo louco para tocá-la, mas não podia me mexer e ela não se aproximava de mim.
Ela ficou ali, parada, completamente nua, até que eu não pude aguentar mais.
- Jeannie, por favor!
- Por favor o quê?
- Deixe-me tocá-la, deixe eu me mexer, por favor!
- Você quer mesmo isso?
- Sim!
-O quanto?
- Muito!
Nesse momento, ela se inclinou e me deu um leve beijo no rosto.
Gemi ao sentir o seio esquerdo dela roçando em meu braço direito.
- Então me peça desculpas por ter me tratado mal no bar! – disse ela, voltando a se endireitar.
- Desculpe, por favor, fui um estúpido! – prontamente disse.
- E prometa que não vai mais voltar lá!
- Eu prometo! – disse com dificuldade. Juro que iria explodir se não a tocasse logo.
- Muito bem, amo!
Ela sorriu, sentando de frente pra mim, com as pernas abertas.
Ela me deu um beijo entusiasmado, quase me fazendo perder completamente o controle de mim mesmo.
*************
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MensagemAssunto: Re: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti EmptySex Maio 01, 2015 12:27 pm

XIII

No momento seguinte ela piscou, fazendo com que eu voltasse a me mexer.
Sem perder tempo, deslizei minhas mãos por todo o corpo dela, dando uma atenção especial ao seu traseiro.
Ela deu um gemidinho, quando subi minhas mãos, massageando seus seios.
Minha boca atacava o pescoço dela sem piedade, chupando com vontade aquela área.
Fui até sua orelha e mordisquei fazendo-a arfar.
Apoiei minhas mãos no sofá e me ergui, com ela grudada em meu corpo e a levei rapidamente para o quarto.
Joguei-me com ela cama, beijando-a freneticamente.
Meu desejo já tinha chegado ao nível máximo e não tinha mais tempo pra jogos.
Por isso, segurei Jeannie, quando ela tentou sair da cama, para provocar-me mais.
Prendi o corpo dela com o meu, enquanto rapidamente tirava minha cueca e investia com força nela.
Eu ia como um louco, sem muita delicadeza. Uma forma de pequena vingança por ela ter me provocado tanto.
Mas ela não reclamava. Ao contrário, parecia gostar da  maneira como eu movimentava agressivamente.
Ela ia de encontro a mim, usando seus quadris.
Não demorou muito tempo até nós gritarmos em um orgasmo delirante.
Olhei para o rosto dela e sorri.
- Ah, Jeannie! – beijei-a, completamente satisfeito.
Saí de cima dela e a puxei, apertando-a em meu braços.
- Ainda está bravo comigo por eu ter ido ao bar, amo? – ela me perguntou, depois de um tempo.
- Como eu poderia ficar bravo? Ao contrário, eu te peço desculpas pelo meu comportamento, Jeannie. Esse vício, deixou-me irracional.
- Mas eu sempre estarei aqui para ajudá-lo, amo!
- Sim, fique sempre comigo! Eu não poderia mais viver sem você, Jeannie.
Essas últimas palavras saíram do mais profundo de mim. E eu a apertei ainda mais ao meu corpo.
Minha gênia sorriu, dando-me um terno beijo.
- Jamais me afastarei de você, amo!
- Obrigado, Jeannie! – Isso era tudo que eu podia dizer naquele momento.

***
Passaram-se meses e minha vida estava na mais profunda tranquilidade.
Bem, claro que havia Jeannie e suas mágicas causando uma confusão ou outra, mas nada que eu não pudesse contornar. Principalmente com a ajuda do meu amigo Roger.
Eu tinha conseguido, com muito trabalho, retornar definitivamente ao programa e espacial e depois da última missão, recuperar o meu prestígio.
Todo o meu passado conturbado ficara pra trás. Assim como meus problemas com o álcool.
O repórteres ainda me perseguiam, mas eu aprendera a lidar melhor com eles.
Jeannie, mesmo muito ciumenta e atrapalhada, sempre me apoiava e fazia-me feliz.
Por vezes ou outra, tentava a todo custo convencer-me a casar com ela, mas eu conseguia escapar.
Não que eu não quisesse me casar. Eu sabia que um dia, apesar de nossas diferenças, acabaríamos ficando juntos.
Mas eu ainda não estava preparado pra isso. Jeannie era um gênio e casar -se com ela era um risco muito grande pra minha vida e carreira.
Ela se chateava por eu me esquivar, mas nada que uns bons beijos e carinhos, não abrandassem o coração dela.
O mais importante agora é que ela estava sempre perto de mim. Eu não precisava mais de outras mulheres, de noitadas no bar, de brigas e escândalos.
Levava uma vida caseira e feliz, como eu sempre secretamente sonhava e passara toda minha esperando por isso.
Na verdade, passei toda uma vida, esperando por Jeannie.

Fim
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MensagemAssunto: Re: Toda uma vida, esperando por ti   Toda uma vida, esperando por ti Empty

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