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 O novo amo de Jeannie

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MensagemAssunto: O novo amo de Jeannie   O novo amo de Jeannie EmptySex Jan 02, 2015 8:10 am

Título: O novo amo de Jeannie
Autor: bajumoon
Shipper: Jeannie/Major Nelson/Allan/Hillary
Gênero: Drama
Censura/Classificação: PG-13
Capítulos: 7
Resumo ou uma promo: Tony manda Jeannie embora, em mais um aniversário de Haji. Mas o que acontecerá quando Jeannie passa a ter um novo amo?

I

Jeannie se mexia de um lado para o outro em seu sofá, na garrafa.
Faltavam apenas alguns minutos para a meia noite e para mais um aniversário de Haji. O dia que seu amo poderia mandá-la embora e ela teria que ir.
Há dois anos, ela viveu a mesma angústia que sentia agora. Sabia que seu amo estava insatisfeito com ela e iria querer se livrar dela.
No aniversário do ano anterior, ela não ficou tão preocupada, pois tinha se comportado bem a semana inteira. Seu amo, mais tranquilo, dissera que a deixaria ficar.
Mas desta vez foi diferente. Ultimamente ela vivia colocando seu amo em sérias confusões e o Major Nelson estava muito nervoso com ela.
Não importava se ela falasse que tinha sido sem querer, na intenção de ajudá-lo.
No dia anterior, ele lhe dissera que ela tinha passado de todos os limites e ele já não aguentava mais. Estava a beira de enlouquecer!
Agora tudo o que restava para a gênia, era que seu amo se esquecesse de que era o dia de Haji, para que ela pudesse permanecer ao seu lado!

***
Tony passou o dia sem falar com Jeannie. Ainda estava bravo com ela.
A gênia o deixou em paz, ainda com medo que ele se lembrasse de que dia era aquele.
Mas, às onze horas da noite, a campanhia de Tony tocou.
O Major Nelson pediu para a gênia sumir e ele foi atender a porta. Era o Dr. Bellows.
O psiquiatra tinha acabo de sair de uma longa conversa com o general Peterson, que achava que ele estava louco.
O Dr. Bellows ameaçou Tony e lhe disse que ele teria que fazer psicanálise com ele todos os dias da semana.
Ele se retirou e o Major Nelson fechou a porta, exasperado.
“Está satisfeita, Jeannie?” Falou ele nervoso, enquanto a gênia aparecia na sala. “Você está acabando com a minha carreira!”
“Eu sinto muito amo, eu só queria...”
“Me ajudar, já sei! Você sempre diz isso, mas quer saber? Eu não preciso da sua ajuda!” Gritou Tony, nervoso.
Ele já tinha aturado muito, aguentado o máximo que podia. Mas simplesmente não dava mais.
“Não precisa ficar tão bravo! A culpa é do Dr. Bellows, que sempre aparece na hora errada!”
“A culpa é dele?! Você é inacreditável, mocinha! Gostaria que fosse embora e me deixasse em paz!”
Ele falou e Jeannie ficou paralisada.
“A-amo, por favor, não diga isso! Não hoje, no dia de...” Ela se interrompeu, percebendo que falara demais.
Tony a olhou sem entender, até que em um lampejo se lembrou. Claro! Era o dia do aniversário de Haji.
“O dia de Haji! Era isso que você ia dizer, não é? Eu tinha me esquecido!” Ela ficou calada e ele, sem pensar falou: “É, eu acho que é o melhor mesmo! Quero que você vá embora, Jeannie!” Disse ele, saindo de casa, para esfriar a cabeça.
Jeannie o observava sair, desolada. Sabia que não ia adiantar ir atrás dele. Ele não a escutaria. Ela tinha mesmo que ir embora.

***
O Major Nelson caminhava na praia, pensando em Jeannie. Já mais calmo, ele lembrou-se de que tudo o que ela fazia, era para agradá-lo. Mesmo que não desse certo.
Tinha sido doido por mandá-la ir! Precisava dela!
Tony resolveu voltar o mais rápido possível para casa e impedir que Jeannie fosse embora.
Ele correu até seu domicílio, chamando pela gênia, mas não obteve resposta. Ele olhou pela sala e nem mesmo a garrafa dela estava mais lá.
Olhando em seu relógio, ele notou que passava da meia noite. Era tarde demais. Jeannie já tinha ido. Para sempre!


***
Jeannie entrou na sala de Haji, se apresentando a ele.
“O que faz aqui, Jeannie?” Ele sabia a razão por ela estar ali, mas queria ouvir da própria boca dela.
“Meu amo mandou-me embora! E cumprindo a lei dos gênios, vim até aqui, grande Haji!”
“Você sabe o que diz a lei nesses casos, não sabe?”
“Sim, Haji. Mas, por favor, peço que me permita voltar, sei que meu amo já deve estar arrependido de sua decisão.”
“Eu não posso fazer isso!”
Jeannie o olhou com desespero.
“Por favor, eu imploro! Deixe-me voltar!”
“Não! Se ele a rejeitou e mandou de para mim, não há como voltar atrás! Sinto muito!”
Com o olhar inundado de tristeza ela disse:
“Está bem! Estou pronta!” Jeannie entregou sua garrafa para Haji e transformou-se em fumaça, entrando nela.
Haji arrolhou a garrafa e piscou, aparecendo em seguida sobrevoando em seu tapete mágico, o oceano pacífico.
Ele pegou a garrafa de Jeannie e a jogou no mar.
“Sinto muito mesmo, Jeannie...” E Haji foi embora.

***
“Você a mandou embora?!” Gritou Roger para Tony.
Assim que ele chegou à base, naquela manhã, Tony foi direto ao escritório do Major Healey. Precisava contar para ele o que tinha acontecido.
“Sim! Eu estava com a cabeça quente, falei sem pensar!”
“E o que vai fazer? Vai enfrentar Haji, para trazê-la de volta?”
“Não, Roge!” Tony abaixou a cabeça. “Estive pensando e acho que é melhor assim!”
“Está louco? Como vai viver sem ela?”
“Viver sem ela? Eu não estava conseguindo viver com ela! Já se esqueceu de todas as encrencas que ela me meteu? Eu ainda tive a esperança de que, com o tempo, ela fosse melhorar, mas é inútil! Não dava mais!”
Roger sentou-se em sua cadeira, deu um suspiro e perguntou ao amigo:
“Você não vai sentir falta dela, depois de todo esse tempo juntos?”
Tony pegou seu quepe e foi até a porta:
“Não quero pensar nisso!” Disse ele, saindo da sala de Roger.
***************
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MensagemAssunto: Re: O novo amo de Jeannie   O novo amo de Jeannie EmptySex Jan 02, 2015 8:20 am

II


Era um domingo de muito sol e Allan Prather estava em seu iate, olhando para o mar.
Há três dias ele navegava próximo à costa do Pacífico, tentando esquecer suas amarguras.
Do que lhe adiantava ter tanto dinheiro, se ele não tinha o que mais queria no mundo?
Saindo um pouco de seus pensamentos, ele no notou um objeto estranho boiando na água.
Algo lhe chamou a atenção nele e o homem pediu para seus empregados retirarem o artefato da água.
Com alguma dificuldade, os funcionários de Allan retiram o objeto e entregaram ao seu patrão.
O multimilionário notou tratar-se de uma antiga garrafa. Ela parecia muito rara e era linda.
O jovem a levou para a sua cabine, colocando-a na escrivaninha.
Mais tarde, à noite, quando ia deitar-se, Allan olhou para a garrafa. Havia algo nela que o chamava.
Ele pegou o objeto em suas mãos o esfregando. Por fim, resolveu tirar a rolha.
Allan arregalou os olhos, muito assustado, quando de dentro da garrafa, começou a sair uma fumaça rosa.
A fumaça se materializou em uma bela mulher loira, com roupas de harém.
Ela se ajoelhou diante dele, juntou as mãos e disse:
“Vós me libertastes e agora sois meu amo! Qualquer coisa pedirdes lhe será concedida. Seu desejo é uma ordem pra mim!”
Allan ficou paralisado de espanto, achando ser vítima de uma alucinação.
Jeannie olhou para o seu novo amo.
Ela não podia negar que ele era muito bonito.
Alto, forte, com aqueles cabelos negros emaranhados e olhos de um azul escuro intenso.
Mas havia algo naqueles olhos que a tocou. Parecia tristeza, uma tristeza profunda. A mesma tristeza que deveria estar estampada em seus olhos também...

***
Quando o Major Nelson entrara em sua casa, na Praia dos Cocos, já era quase uma da manhã.
Essa agora era sua nova rotina. Trabalhava até tarde, para apenas voltar para casa e dormir em seguida.
Ele não queria pensar. Não queria lembrar-se de que sua casa agora estava vazia sem ela.
Não queria recordar-se de seu sorriso, do seu rosto, dos seus beijos.
Nada seria o mesmo sem a gênia e ele se perguntava se conseguiria sobreviver sem ela...

***
Jeannie entrou de braços dados com Allan, em sua enorme mansão, na Praia dos Cocos.
Ele escondera Jeannie de seus empregados, no iate e assim que chegou à Flórida, apresentou a gênia a todos, como sua noiva.
Jeannie, mesmo acostumada a ver muitas coisas belas e grandiosas, dada a sua experiência de vida, ficou admirada com a opulência do lugar.
Sem dúvida, seu novo amo não precisava de um gênio, pelo menos não para dar lhe riquezas.
“Quero que preparem uma das suítes para minha noiva, para que ela fique o mais confortável possível!” Disse Allan para a governanta.
“Com muito prazer, Sr. Prather! E onde está a bagagem dela?” Perguntou a senhora.
Allan trocou um rápido olhar com Jeannie e respondeu.
“Virá depois. Em todo caso, eu comprarei aquilo que ela precisar!”
“Ah, certo! Nesse caso, vou mandar preparar o quarto, com licença!”
A senhora saiu e Allan disse em voz baixa para Jeannie.
“Acho que ninguém desconfiará do nosso segredo. Está tudo saindo muito bem!” Ele sorriu para ela com doçura.
“Sim, acho que sim!” Ela retribuiu o sorriso.
Gostava de se novo amo. Ele era muito rico, mas uma pessoa simples. Sem dúvida, o dinheiro não corrompera seu caráter. Ele tratava muito bem as pessoas que estavam com ele e era um cavalheiro.
Allan viu o olhar distante de Jeannie e comentou:
“Depois do que me contou, imagino que deve ser muito difícil para você voltar para esse lugar, não é?”
“Sim!” Ele merecia que ela fosse sincera.
“Se quiser, deixamos tudo isso para trás e eu irei embora!”
Jeannie meneou a cabeça, grata por ele estar preocupado com ela. Seu novo amo não a tratava como um simples gênio, mas sim como uma mulher com sentimentos.
“Não se preocupe comigo, vou ficar bem. E quero ajudá-lo no que precisar!”
“Muito obrigado, Jeannie. De verdade! E também estou aqui para ajudar você!”
Ele olhou profundamente e Jeannie deu um sorriso tímido.

***

“Tony, já soube do ricaço que está na sala do general, falando com ele?” Disse Roger, entrando abruptamente na sala de seu amigo.
“Não, Roger, não sei!” Disse Tony desanimado. Ele não estava nem um pouco interessado, mas para satisfazer o amigo falou: “Quem é ele?”
“Um tal de Allan Prather. Dizem que ele tem uma fortuna incalculável.”
“E o que ele está fazendo por aqui?”
“Acho que quer fazer uma doação ao hospital da base. Pelo menos essa é a desculpa que ele deu. Dizem que ele está mesmo é interessado em investir no programa espacial!”
“Bem, não vejo problema se ele estiver mesmo interessado no programa espacial, ao contrário, talvez seja bom!”
“Tem razão! Mas com todo esse dinheiro, eu faria coisas muito melhores, como comprar iates, mansões...”
“Heh, você fala como se o programa espacial não fosse sua vida!”
“Mesmo assim...”
“Ah, Roge...”
Tony balançou a cabeça e Roger pela primeira vez que chegara, reparou mesmo no amigo:
“Você não parece nada bem, Tony!”
O Major Nelson levantou-se ficando de costas para Roger.
“Você está imaginando coisas!” Disse Tony, ríspido.
O Major Healey respirou fundo, resolvendo mudar de assunto. Mesmo ele, que era distraído por natureza, percebera que Tony estava assim por causa de Jeannie.
Mas era melhor não tocar na ferida.
“Como foi seu encontro com Hillary ontem? Você ainda não me disse!” Perguntou Roger.
Depois de ver Tony trabalhando até tarde por dias, ele insistira para que seu amigo saísse e se divertisse um pouco.
O Major Nelson recusou, mas Roger deu um jeito para que a moça o convencesse a ir.
“Foi bom. Ela é muito agradável!”
“Só isso?”
“O que mais quer que eu diga?”
“Pelo menos se vão sair novamente!”
“Eu ainda não sei! Não combinamos nada!” Disse ele, evasivo.
“Deveria sair com ela novamente!”
O Major Nelson voltou a se sentar na cadeira, fingindo analisar alguns papeis.
“Roge, eu tenho muito trabalho! Depois conversaremos, certo?”
O Major Healey deu um suspiro e falou:
“Está bem. Até mais!”
Ele saiu e Tony ficou parado como olhar perdido.
“Jeannie...”

***

Mais tarde, o Major Nelson continuava em seu escritório, tentando se concentrar em seu trabalho, mas estava difícil.
Não conseguia parar de pensar em Jeannie.
Ele se ajustou em sua cadeira, quando de repente a porta se abriu e dois homens entraram.
Um deles era o Dr. Bellows, que disse, todo sorridente:
“Major Nelson, quero que conheça uma pessoa: Esse é o Sr. Allan Prather!”
Tony rapidamente se levantou, estendendo a mão para o visitante:
“Muito prazer!”
“O prazer é meu!” Allan apertou a mão dele dando um meio sorriso.
‘Então esse era o amo de Jeannie!’ Pensava Prather.
***
A pedido do Dr. Bellows, Tony levou Allan para conhecer a base. O Major Nelson explicava tudo para Allan, mas ele estava distraído, parecendo que procurava por algo, ou alguém.
“Algum problema, senhor?” Perguntou Tony.
“Não! Não é nada!”
Eles saíam de uma das salas, quando a Sra. Bellows os avistou e foi ao encontro deles.
“Como vai Major Nelson?” Ela cumprimentou Tony e depois se virou para Allan. “É o senhor Prather, certo?” Ele balançou a cabeça e ela disse: “Estou muito feliz em conhecê-lo! Eu sou Amanda Bellows!”
Allan estendeu a mão para ela:
“Ah, sim, é a esposa do Dr. Bellows! Prazer em conhecê-la!”
“O prazer é meu!” Ela olhou para ele e disse: “Sabe, talvez considere um atrevimento meu, mas gostaria de convidá-lo para um jantar de boas-vindas em minha casa, amanhã!”
“Será um prazer! Levarei minha noiva comigo!”
“Ah, que bom!” Disse Amanda contente. Ela olhou para o Major Nelson e disse: “Você também está convidado, major. Fique à vontade para levar uma acompanhante!”
“Obrigado, senhora, Bellows! Convidarei Hillary Scott, para ir comigo!”
Ao ouvir esse nome, Prather se agitou:
“Você está namorando Hillary?!” Ele falou, com a voz cortante.
Tony e Amanda Bellows estranharam o modo com que ele falou, mas Tony respondeu:
“Bem, estamos saindo! O senhor a conhece?”
Pego de surpresa com a pergunta, Allan hesitou, antes de responder:
“Eu a conheci hoje!” Mentiu ele. E para amenizar as coisas, sorriu e falou: “Vocês formam mesmo um lindo par!” Ele não conseguiu esconder o sorriso pungente.
“Obrigado!” O Major Nelson agradeceu, não querendo discutir mais esse assunto.
Allan, querendo sair o mais depressa dali, se despediu do Major Nelson e da Sra. Bellows.
No seu carro, a caminho de casa, ele pensava na ironia de tudo isso.
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MensagemAssunto: Re: O novo amo de Jeannie   O novo amo de Jeannie EmptySex Jan 02, 2015 8:23 am

III


“Ele está namorando Hillary?! A sua Hillary? Não pode ser...”
Jeannie deixou-se cair em uma cadeira. Não podia acreditar que seu amo a esquecera tão rápido!
“Eu mais do que você, gostaria que isso não fosse verdade, Jeannie! Não iria mentir sobre uma coisa dessas!”
“Sim, eu sei!”
Ela abaixou a cabeça, triste, e Allan se aproximou dela, abaixando-se e segurando suas mãos:
“Não fique assim, Jeannie! Talvez não haja nada sério entre eles! Seu Major Nelson deve estar sentindo sua falta! Diferentemente de Hillary, que deve continuar a me odiar!” Disse, amargo.
“Não! Não acredito que alguém possa odiar você! Você é tão bom!”
“Obrigado!” Ele agradeceu.
***

No dia seguinte, Jeannie acordara cedo, mas já encontrara seu amo, tomando café, na sala de desjejum.
“Bom dia, amo, quer dizer, Allan!”
Ele deu uma risadinha e a cumprimentou.
“Bom dia, Jeannie, quer dizer, querida!”
Os dois riram e ele fez um sinal para que ela sentasse à mesa e tomasse seu café da manhã.
“Preparada para a grande noite de hoje?” Ele perguntou.
Ela abaixou a cabeça.
“Não sei.”
“Quer desistir?”
“Não! Eu vou até o fim para ajudar você!”
Allan sorriu, mas ficou pensativo.
“Às vezes me pergunto se esse plano bobo de ciúmes vai dar certo. Bem, pode até ser que isso me faça aproximar-me mais de Hillary, sem que ela pense que estou com más intenções. Mas e depois?”
“Depois ela vai perceber o que está perdendo e vai querer voltar de novo pra você!”
Ele sorriu para Jeannie e disse:
“Tomara! Mas ainda que isso não aconteça, eu preciso me aproximar dela, para esclarecer as coisas. Só assim poderei seguir em paz, mesmo sem ela!”
“Você vai conseguir!”
“Você também! Seu antigo amo deve estar sentindo muito a sua falta!”
“Eu duvido!” Disse Jeannie, triste. “Ele deve estar aliviado por ter se livrado de mim!”
“Não acredito! Mas o que for que aconteça, sempre seremos amigos, certo?” Allan segurou a mão da gênia, dando-lhe um sorriso sincero.
“Certo!” Ela apertou a mão dele, agradecida.
Eles rapidamente soltaram suas mãos, ao notar que a governanta se aproximava.
“Bom dia, senhor, senhorita!” Jeannie e Allan cumprimentaram a senhora e ela voltou-se para a gênia, dizendo: “Ah, a senhorita já está aqui? Eu já ia até o quarto do senhor Prather chamá-la para tomar café!”
Jeannie e Allan olharam-se confusos.
“Meu quarto?” Allan não compreendera.
“Sim. Bem, como vi a cama do quarto da senhorita Jeannie arrumada, julguei que ela estivesse com o senhor.” Disse a governanta, obviamente desconhecendo o fato que Jeannie dormira em sua garrafa.
Jeannie e Allan abaixaram a cabeça, vermelhos.

***



Eram sete horas da noite, quando os primeiros convidados chegavam à casa dos Bellows para jantar.
Logo quase todos estavam lá. O Major Healey com sua acompanhante, Tony e Hillary e outro oficial com sua esposa. O general também tinha sido convidado, mas não pudera comparecer.
Todos conversavam tranquilamente, quando a campainha tocou.
O Major Nelson ficou estático ao ver quem chegara de braços dados com Allan.
Era Jeannie. Sua Jeannie!
O coração de Tony disparou ao vê-la novamente e ele não conseguia raciocinar direito.
Sua vontade era correr até ela e abraça-la, dizendo o quanto sentira sua falta.
Mas o que ela fazia ali? E junto daquele homem?
Jeannie tentava manter a calma, mas estava completamente abalada por vê-lo outra vez. Ele estava ainda mais lindo do que ela se lembrava!
Amanda Bellows recebeu afetuosamente seus convidados de honra e decidiu servir imediatamente o jantar.
Durante o jantar, eles conversavam sobre amenidades, mas quatro pessoas estavam tensas.
Allan olhava para Hillary, que parecia ignora-lo, enquanto Jeannie e Tony trocavam olhares todo o tempo.
Depois do jantar, quando todos se distraiam conversando, o Major Nelson conseguiu puxar Jeannie para o quintal, longe de todos.
Ele segurou em seus ombros e disse:
“O que está fazendo aqui e com esse homem?”
“Fui convidada a vir para jantar, junto com meu noivo, oras!”
“Seu noivo?” Tony quase gritou, mas logo abaixou a voz, com medo de ser ouvido pelos outros. “O que está tramando? Inventou outro Tony milionário, para me fazer ciúmes?”
Jeannie, brava, se afastou dele e disse:
“Ele é muito real!”
“Ah, não me faça rir!” Ele balançou a cabeça. “É melhor acabar de uma vez por todas com essa farsa, mocinha! Antes que o Dr. Bellows descubra!”
“Isso não é uma farsa!” Ela falou nervosa.
“Já chega! Faça esse tal de Prather da sua imaginação desaparecer. Daremos um jeito de explicar depois a ausência dele. E você vai pra casa. Não sei como conseguiu escapar de Haji, mas não importa! Eu voltarei a ser seu amo!”
Jeannie se zangou com a atitude e as palavras autoritárias de Tony. Ela ia responder, mas nesse momento o Dr. Bellows apareceu.
“Ah, vocês estão aí? O que faziam sozinhos aqui no quintal?”
“Na-nada! Estava apenas explicando algumas coisas sobre o programa espacial para a senhorita!”
“Ah, sim! Venham, vamos entrar para tomar um vinho!” O psiquiatra os chamou.

***


Tony voltava para casa com Hillary. Ele estava muito frustrado. Não conseguira fazer a gênia desfazer o feitiço que tinha feito e levá-la de volta pra casa.
Ele estava arrependido de ter sido ríspido com ela. Depois de ele tê-la mandado embora e depois de tanto tempo sem vê-la, ele deveria ter sido mais carinhoso e lhe pedir desculpas.
Mas não pode evitar sentir-se com raiva, ao vê-la entrar com aquele sujeito. Mesmo ele tendo certeza de que não passava de fruto da imaginação dela, o irritava vê-la com outro!
Teria que dar um jeito de vê-la novamente e falar direito com ela.
Enquanto Tony estava perdido em seus pensamentos, do lado do carona no carro, Hillary também refletia sobre o jantar.
Encontrar Allan fora um grande choque pra ela, principalmente ao saber que ele estava noivo.
Sentia vontade de bater nele, pois depois de tudo o que houve entre eles, ele agora parecia despreocupado e feliz, enquanto ela se remoia de dor todos os dias!
Talvez fosse melhor esquecê-lo de vez! E Tony parecia a melhor opção para ajudá-la nisso.
“Pronto, chegamos!” Disse Tony, tirando Hillary de seus pensamentos.
“Ah, sim! Obrigada por me trazer!”
“Foi um prazer!”
“Nos veremos de novo?”
“Claro!”
“Que ótimo!”
Tony saiu do carro e abriu a porta para ela.
“Até logo, Tony!” Antes de entrar, Hillary deu um beijo em Tony.
Tony deixou ser beijado, sem corresponder o afeto.
Ele voltou para seu carro, apenas balançando a cabeça.
Talvez estivesse indo longe demais com Hillary.
**************
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MensagemAssunto: Re: O novo amo de Jeannie   O novo amo de Jeannie EmptySex Jan 02, 2015 8:28 am

IV


Allan e Jeannie chegaram em casa.
Jeannie foi até a sala de estar e sentou-se em uma poltrona. O rapaz a seguiu, ficando perto dela.
“Você não disse uma palavra desde que voltamos do jantar nos Bellows!”
“Você também não!” Disse ela, com um sorriso um pouco forçado.
Ele balançou a cabeça concordando e sentou-se na poltrona ao lado da dela.
“Foi uma noite bem difícil, não?” Ele fez uma pausa, esperando que ela dissesse algo, mas como ela manteve-se calada, ele prosseguiu: “Seria muito audaz de minha parte, perguntar o que ouve entre você e o Major Nelson? Eu vi quando ele praticamente a arrastou para fora da casa!”
Jeannie respirou fundo e comentou:
“Ele pensa que eu inventei você, para fazer-lhe ciúmes!”
“Como? Não compreendo!”
“Ele acha que você é fruto da minha imaginação, que eu pisquei criando um homem perfeito, para lhe fazer ciúmes!” Ela explicou exasperada.
Allan deu uma risadinha.
“Bem, pelo menos ele acertou na parte dos ciúmes! E sem dúvida, funcionou muito bem com ele!”
“Não! Ele não estava enciumado! Ele estava com medo que eu prejudicasse a carreira dele, como sempre!” Falou a gênia brava.
Prather discordava, pois vira muito bem o olhar do ex-amo de Jeannie. Ele estava louco de ciúmes!
Mas Allan resolveu não discutir com Jeannie sobre isso agora.
“E o que houve entre você e Hillary?” Jeannie foi direta, ao ver que ele se perdera em seus pensamentos.
“Nada! Não tive coragem de me aproximar dela. Foi muito difícil reencontrá-la! Mas vi que ela se incomodou, por achar que estou noivo!”
“Então devemos continuar com o plano!”
Ele sorriu e pegou na mão dela:
“Será um prazer, querida!”
Eles riram e Allan se levantou:
“Bem acho que é melhor irmos dormir. Temos um longo dia amanhã!”
“Tem razão!”
A gênia ergueu se da poltrona, mas quando ia se aproximar de seu amo, para dar-lhe boa noite, ela tropeçou no tapete, praticamente caindo nos braços de Allan.
Ele a amparou e ela agradeceu:
“Obrigada!”
Ela ergueu o rosto e eles ficaram olhando-se. Um estranho clima aconteceu e Allan começou aproximar seus lábios dos de Jeannie.
Ele já estava quase a beijando, quando de repente se afastou, balançando a cabeça:
“Boa noite, Jeannie!” Ele saiu sem esperar a resposta.
Jeannie ficou estática, se perguntando o que acabara de acontecer ali, afinal.

***
No seu quarto, Allan pensava assustado.
“Eu quase a beijei! Por quê? O que está acontecendo comigo?”

***

Na NASA, assim que chegou, o Major Healey foi direto para o escritório de Tony.
“Tony! Você tem que me contar! O que Jeannie fazia com aquele sujeito?”
O Major Nelson largou seu lápis na escrivaninha e o olhou para o amigo.
“Provavelmente inventou ele para me provocar! Mais um Tony milionário!”
Roger colocou a mão queixo, pensativo.
“Não, Tony! Esse homem é real! Ele existe! Ontem mesmo, uma das secretárias estava me mostrando uma revista antiga que ela tinha, com ele na capa! Ele vem de uma família tradicional! Definitivamente, não pode ter sido apenas uma invenção de Jeannie!”
O Major Nelson ergueu-se de sua cadeira alarmado:
“Então ele é mesmo real? Não pode ser! O que Jeannie faz com ele?”
“Foi exatamente isso que eu te perguntei! Você não falou com ela ontem?”
“Um pouco! Mas eu pensava que ela estava me enganando. Não sabia que ele era real!”
Tony passara de bravo para angustiado. Jeannie estava mesmo noiva daquele sujeito. Um homem de verdade! Estaria ela apaixonada mesmo? E será que ele sabia que ela era um gênio? Não, não poderia saber! Ao menos que ele quisesse usar isso em seu benefício, explorando-a para ter ainda mais riquezas!
“Tony? Tony, está me ouvindo?”
A voz do Major Healey o tirou de seus pensamentos.
“O quê?”
“O que pretende fazer?”
“Não sei Roger! Mas preciso falar com Jeannie! O mais depressa possível!”

***


O Major Nelson cogitava a hipótese de ir até a casa de Prather, falar com Jeannie, mas para sua sorte, ela “veio” até ele.
Assim que saiu da sua sala, avistou sua ex-gênia, de braços dados com Prather. Eles conversam com o general Peterson.
Ao ver os dois juntos, o Major Nelson sentiu um intenso ciúme. Precisava falar com Jeannie e seria naquele instante mesmo!
Ele se aproximou decido, cumprimentou a todos (batendo continência ao general) e propôs:
“Se não for atrevimento meu, gostaria de mostrar à senhorita as nossas instalações!”
“Somente a ela, major?” Disse o general Peterson o censurando por deixar de lado Allan.
Vendo que o Major Nelson seria capaz até mesmo de criar uma cena, devido seu olhar desesperado, Prather resolveu aquiescer:
“Fique à vontade para levá-la, Major, aproveito para tratar de alguns assuntos com o general!”
“Obrigado!” Disse Tony com a expressão fechada, levando um olhar de advertência do general.
“Tenha cuidado Major!” Disse o general Peterson.
O Major Nelson balançou a cabeça e levou Jeannie para a sua sala, fechando a porta:
“O que está acontecendo entre você e ele, Jeannie?” Perguntou Tony.
Jeannie se afastou dele, nervosa. Tinha concordado acompanha-lo, porque não queria problemas para Allan. Mas não estava com vontade de falar com seu ex-amo.
“Acho que isso não é da sua conta!” Ela disse.
O Major Nelson se assustou com a maneira como ela falou com ele. Ela nunca tinha sido tão ríspida!
“O que está acontecendo com você, Jeannie? Por que está me tratando assim?”
“E você, o que quer comigo, ex-amo?”
“Primeiro me conte o que está havendo! Por que você está noiva desse homem? Como o conheceu?”
Jeannie respirou fundo para dizer, ela estava cansada de jogos, mas diria apenas o essencial.
“Allan Prater é o meu amo! Ele me encontrou depois que fui até Haji, sendo novamente trancada naquela garrafa!”
O Major Nelson sentou-se, completamente chocado. Jeannie tinha sido novamente presa na garrafa, por culpa dele. E agora ela tinha um amo e... estava noiva dele!
“Ma-mas, vocês estão noivos! Mesmo sabendo que você é um gênio...”
Jeannie se irritou com as palavras de Tony. Mesmo chateada, ela estava disposta a contar toda a farsa de noivado pra ele e dizer que nunca deixou de amá-lo.
Mas o que ele tinha acabado de dizer deixava claro que ele continuava a ter a mesma opinião, sobre casar-se com um gênio. O Major Nelson jamais a amaria o bastante para casar-se com ela e Jeannie resolveu retroceder.
“Sim! Ele me ama pelo que eu sou! E me quer acima de tudo!” Mentiu ela.
O Major Nelson levantou, aproximando-se dela e a segurando pelos ombros:
“Mas você não o ama!” Ele falou enciumado. “Não pode amá-lo!”
“O meu amo é uma pessoa maravilhosa! Gentil, cavalheiro, amável! Eu tenho sorte por ter ele!”
O Major Nelson se desesperou ainda mais, ao vê-la falando assim, com tanto carinho. Do mesmo modo que falava dele, há tempos atrás.
“E você já me esqueceu?” Ele a abraçou brusca e firmemente. “Esqueceu-se de tudo que vivemos juntos...?” Ele beijou seu pescoço e subiu mordiscando a ponta da orelha dela. “De tudo o que fizemos?” E a beijou.

***
“Você está muito feliz, com sua noivinha, não está, senhor Prather?” Hillary comentou com raiva.
“Não quero falar sobre Jeannie agora. Prefiro que me conte sobre seu romance com o Major Nelson.” Disse Allan.
Ele assim que pode, tinha dado um jeito de despistar o general e falar com Hillary, mas a conversa não estava fácil!
“Isso não é da sua conta!” Ela falou.
Allan segurou o braço dela e disse:
“Esqueça o Major Nelson, ele não gosta de você!”
“Quem é você para me dizer isso? Deixe-me em paz!”
“Eu sei o que estou dizendo, ele ama outra!”
“Eu não acredito em você!” Disse a moça, soltando seu braço. “Por que não volta para sua noiva? Acabe com a vida dela, do mesmo modo que acabou com a minha, quando me fez perder meu filho!”
“Não! Aquilo foi um acidente! Você sabe disso!”
Ela ia responder, quando Jeannie apareceu na frente deles:
“Desculpa, e-eu não sabia que estava ocupado!” Disse ela ofegante.
Allan respondeu, sem tirar os olhos de Hillary.
“Está tudo bem, Jeannie! É melhor sairmos daqui!”
Ele lançou um último olhar para Hillary e saiu com Jeannie.
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MensagemAssunto: Re: O novo amo de Jeannie   O novo amo de Jeannie EmptySex Jan 02, 2015 8:31 am

V

O Major Nelson deu um soco em sua mesa. Ele estava perdendo o juízo!
Quando beijara Jeannie, no auge do seu desespero, pensou por um instante que tudo ficaria bem entre eles, principalmente por ela ter se entregado ao afeto.
Mas no instante seguinte, Jeannie piscou, desaparecendo.
Ele a procurou como um louco pela base, mas descobriu que ela tinha ido embora. Com ele!
Ele não ia permitir que sua Jeannie se casasse com aquele sujeito. Até o último momento ia lutar para tê-la de volta.
E ele já sabia o que ia fazer.

***

“Você parece tão triste! O que aconteceu?” Perguntou a gênia, ao encontrar Allan pensativo na sala.
“Ela me odeia, Jeannie! Ainda me culpa por ter perdido o bebê que esperava!”
“Mas você não teve culpa. Foi um acidente! Ela tropeçou enquanto brigava com você!”
“Sim. Mas ela me culpa porque estávamos brigando! Por eu nunca estar em casa, estar sempre trabalhando! Se eu tivesse me dedicado mais a ela e ao meu filho que ia nascer, não haveria briga e meu filho estaria aqui!”
Ele abaixou a cabeça, triste.
“Não fique assim! Tudo vai se resolver!”
Ele assentiu, chateado e perguntou:
“E você? O que aconteceu?”
“Acho que não tem mais jeito! É melhor ficar longe para sempre dele! Ele não me ama!”
“Jeannie você deveria...”
“Por favor, não vamos mais falar disso, certo?”
“Está bem!”
“Vou ajudá-lo a reconquistar sua ex-mulher e depois irei embora!”
Jeannie ia se retirando, quando Allan segurou seu braço.
“Eu não quero que você vá embora! Preciso de você!” Allan se aproximou mais de Jeannie e a beijou.
Jeannie se afastou rapidamente de Allan, olhando-o assustada.
“Jeannie, por favor, me desculpe, eu não sei o que deu em mim, eu simplesmente...”
Ela virou o rosto e falou.
“Por favor, não faça mais isso!”
“Desculpe-me!” Ele pediu outra vez.
Ela apenas assentiu com a cabeça e saiu depressa dali.
Os dois estavam tão consternados que não viram que alguém os espiava, com o semblante nervoso e seguindo Jeannie discretamente.

***

Poucas vezes na vida, o Major Nelson sentira tanta raiva, quanto no momento em que viu Prather beijar Jeannie.
Ele ia se precipitar e se meter na frente deles, mas teve que se segurar, para não pôr tudo a perder.
Ele pensou por um instante na conversa que ouvira dos dois, um momento antes.
Jeannie tinha dito para Prather que o ajudaria a reconquistar sua ex-mulher. Isso significava que não havia mesmo algo entre eles. Mas o que fora aquele beijo?
Tudo ainda era confuso, mas ele logo descobriria a verdade. O mais importante naquele momento era recuperar sua gênia, custe o que custasse. Ele já não aguentava mais ficar longe dela.
Por isso viera até ali, dando um jeito de se disfarçar de empregado.
Tony correu pelas escadas se aproximando de Jeannie, quando alguém o avistou. Era a governanta da casa.
“O que faz aqui em cima?” Ela o censurou.
“E-eu vim ver se precisavam de alguma coisa!” Ele fez um perfeito sotaque roceiro.
“Você não tem permissão de vir até essa ala da casa! Volte para o jardim, não foi para cuidar dele, que você foi contratado?”
“Jardim? É... s-sim. Sim, senhora! O jardim! Lindo, jardim, não?” Ele deu uma risadinha nervosa.
“Então vá!” Ela disse sem paciência.
Tony não teve alternativa, além de descer, dando uma última olhada para o quarto onde sua gênia entrara.

***


Jeannie deitara em sua cama, confusa e preocupada.
Ela tinha deixado de dormir em sua garrafa, há algum tempo, a pedido de Allan.
Os empregados da casa estavam desconfiados dela e de alguns truques que ela acabava fazendo sem querer, e seu amo lhe pediu que tentasse ao máximo evitar que descobrissem que ela era um gênio.
Jeannie concordou e tentava se passar por uma mulher comum, para evitar problemas.
Mas parece que os problemas estavam longe de terminar.
Por que Allan a beijara, se amava Hillary?
O pior de tudo é que ela sentiu algo estranho quando ele a beijou. Não sabia explicar bem o que era, mas não ficou raiva dele.
Talvez, se não tivesse se assustado com gesto repentino, até teria deixado que ele a beijasse mais.
“O que está acontecendo comigo?” Pensava ela.

***
Já passava da uma da manhã, quando Tony entrara cautelosamente e sem fazer barulho no quarto de Jeannie. Ele esperou que todos fossem dormir, para entrar ali sem problemas.
Ele encostou a porta e a trancou.
Tony foi se aproximando e sorriu ao ver sua gênia dormindo pacificamente na cama.
Ele tirou os sapatos e deitou ao seu lado, dando um leve beijo em seus lábios.
“Jeannie...”
“Hum...”
Ela ainda estava adormecida, quando Tony tomou a boca dela, num beijo mais intenso.

Jeannie sentiu-se no céu, ao sentir aqueles lábios nos seus. Ela sabia quem estava beijando-a. Era seu ex-amo, seu amado Major Nelson.
Ela sorriu e correspondeu, aproximando-o mais de si. Sem dúvida, aquele era um lindo sonho e ela não queria que acabasse.
O Major Nelson interrompeu o beijo e disse, ofegante:
“Jeannie, querida, eu amo você! Acredite em mim!”
A gênia abriu os olhos lentamente e depois de alguns segundos de confusão percebeu que não estava sonhando.
“AHHH!” Ela deu um grito. “O que você está fazendo aqui?”
“Jeannie, por favor, você precisa me ouvir! Eu sinto a sua falta, por favor, volte comigo pra casa!” Ele a manteve cativa em seus braços, não permitindo que ela se afastasse.
“Vá embora, ex-amo! Não sei por que veio aqui e diz essas coisas! Foi você que me mandou embora! Se não fosse pelo meu amo, eu estaria presa ainda, eu algum lugar do oceano! Você não gosta de mim! Eu ainda cheguei a pensar que você estava arrependido! Mas agora percebo que não!”
“Jeannie, me escute, eu...”
O Major Nelson não teve tempo de terminar de falar, pois a porta do quarto se abriu com violência e alguém entrou, acendendo as luzes.
“O que está acontecendo aqui?” Disse Allan, nervoso.
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MensagemAssunto: Re: O novo amo de Jeannie   O novo amo de Jeannie EmptySex Jan 02, 2015 8:45 am

VI

Jeannie se afastou rapidamente de Tony, levantando-se e piscando em si seu robe.
O Major Nelson também se ergueu, olhando com firmeza para Allan.
“Amo...” Jeannie começou.
“Eu ouvi o seu grito, Jeannie! O que esse sujeito faz aqui e o que ele fez com você?”
“Nada! Ele não fez nada!”
Prather se voltou para o Major Nelson e o olhou com raiva.
“Como se atreve a vir em minha casa, sem ser convidado e entrar no quarto da minha noiva?”
“Eu vim para falar com Jeannie! Algum problema?” Tony o encarou com um olhar desafiador.
“Ora...” Prather avançou mais para Tony, aparentemente querendo bater nele, mas Jeannie se pôs no meio dos dois.
“Amo, por favor, ele não fez nada! E já vai embora!”
Jeannie olhou para o Major Nelson, esperando que ele ratificasse o que ela estava dizendo, mas ele comentou:
“Só irei embora com você! Eu a amo, Jeannie. E não vou deixar que você permaneça com esse sujeito!”
“Eu não vou! Entenda de uma vez!”
“Mas Jeannie...”
Nesse momento, dois empregados de Allan apareceram assustados e preocupados, com os gritos no meio da noite.
“Algum problema, senhor?” Um deles perguntou a Prather.
“Tirem esse sujeito da minha casa imediatamente!” Ele ordenou.
Os homens seguraram Tony e o arrastaram para fora.
“Espere! Jeannie!” Ele olhou para a gênia, que apenas abaixou a cabeça.
Ele estreitou os olhos e saiu do quarto.
Assim que ele se foi, Allan fechou a porta, cruzou os braços e olhou para a gênia com seriedade.
“O que realmente aconteceu aqui, antes de eu chegar, Jeannie?”
“Eu já disse que não houve nada! Você não precisava tê-lo tratado daquela forma!” Respondeu a gênia, irritada.
“Como queria que eu agisse? Você gritou e eu corri até aqui, surpreendendo minha noiva, na cama com esse astronauta!”
“Eu somente gritei porque ele me assustou! Não esperava que ele fosse aparecer por aqui!”
“Mesmo assim, não poderia admitir que ele viesse lhe fazer visitinhas noturnas no seu quarto. Isso é inconcebível!”
Jeannie se assustou com o tom de seu amo. Parecia até que ele estava com ciúmes!
“Já disse que não aconteceu nada!”
“Esse sujeito é mesmo um cretino! Primeiro a Hillary e agora você!”
“Não fale assim dele!”
“E você ainda o defende?”
Jeannie virou-se de costas e falou. Tentando se controlar:
“Tudo já acabou. Ele já se foi! Se não se importa, eu quero dormir agora!”
“Jeannie...”
“Por favor!”
Prather balançou a cabeça e saiu, batendo a porta.
Jeannie sentou-se na cama visivelmente abalada com tudo o que houve.

***

O Major Nelson entrou em sua casa, nervoso. Quem aquele sujeito pensava que ele era para tratá-lo assim?
Tony chegara ao auge de seu desespero. Não podia mais mentir para si mesmo, nem alimentar seu orgulho. Amava Jeannie demais e não podia viver sem ela.
E ele estava enlouquecendo de ciúmes!
Não sabia ao certo o que estava acontecendo entre Prather e ela.
O noivado poderia ser uma farsa, como Jeannie mesmo dera a entender, mas aquele sujeito estava realmente interessado nela.
Tony não conseguia tirar da cabeça o beijo que ele dera nela, nem a maneira furiosa que Allan o olhou, ao ver os dois juntos na cama.
E se ele estava interessado em Jeannie, faria de tudo para tê-la com ele e ele tinha chances de conseguir.
“Não! Ele não vai tirar ela de mim! Não mesmo! E só há uma maneira de impedir!” Disse Tony, decidido.

***
O Major Nelson não conseguiu dormir bem aquela noite. Estava planejando o que ia fazer.
Ele tomava seu café, quando a campainha tocou. Ele foi atender. Era Hillary.
“Olá!”
“Oi!”
“Hoje é meu dia de folga e eu aproveitei pra vir conhecer a sua casa. Espero que não esteja muito ocupado!”
“Ah, claro que não! Pode entrar! Eu ainda tenho algum tempo, antes de ir para a base.”
“Que bom!” Ela entrou e ele a conduziu até a mesa, oferecendo-lhe uma cadeira.
“Você quer um café?”
“Não, obrigada!”
O Major Nelson também se sentou e eles ficaram algum tempo em silêncio.
“Você não me ligou mais e eu fiquei me perguntando se te aborreceu eu ter te beijado!” Disse ela finalmente.
“De forma alguma! Hillary, eu peço desculpas por não ter ido falar com você, depois daquela noite.”
“Tudo bem! Eu te perdoo!” Disse ela, sorrindo.
O Major Nelson respirou fundo, para enfim dizer:
“Eu sei que deveria ter falado com você antes, mas acho melhor sermos apenas amigos!”
“Amigos?”
“Sim!” Ele confirmou.
Hillary abaixou a cabeça, dando um meio sorriso conformado e perguntou:
“Você gosta de outra pessoa, não é?”
“Eu não quero chatear você, mas é melhor dizer a verdade. Sim, eu gosto!”
“Eu te entendo, Tony! Mais do que você imagina!”
“Fico aliviado em ouvir isso. Não quero mesmo magoar você!”
“Não está me magoando. Já que você foi tão sincero, eu também preciso ser com você. Eu também gosto de outra pessoa! Achei que pudesse esquecê-la, mas não. Eu ainda o amo demais!”
“É mesmo? E ele sabe disso?”
“Não. Mas pra ele não importa. Ele já está noivo de outra!”
“Oh, eu sinto muito!”
“Tudo bem. Ah e você o conhece!”
“Conheço? Qual é o nome dele?”
“Allan Prather. Ele é meu ex-marido!”
“Allan Prather!!!” Tony não podia acreditar.

***

Depois que Hillary foi embora, Tony foi para a base, pensativo.
Então Allan já fora casado com Hillary!
As coisas começam a fazer um pouco mais de sentido agora. Jeannie aceitara a ajudar Allan, fingindo estar noiva dele, para ajudá-lo a reconquistar sua ex-mulher, Hillary.
Talvez eles quisessem fazê-la sentir ciúmes e aproximá-los mais.
Era um plano simples e até tolo, mas que tinha grandes chances de eficácia. Pelo menos com Tony estava funcionando muito bem.
O Major Nelson tinha um bom palpite que nessa brincadeira, Allan tinha acabado se apaixonando por Jeannie, o que o deixava morto de raiva!
Mas o joguinho iria acabar! Ele recuperaria Jeannie e Prather que desse um jeito sozinho de recuperar Hillary e se conformasse em esquecer Jeannie. Naquela mesma noite, ele teria sua gênia de volta para si!

***
“Você ainda está brava comigo?” Perguntou Allan para Jeannie.
“Você quem parece bem nervoso desde ontem!” Ela rebateu.
“Jeannie, eu sinto muito! Mas tenho que confessar que não foi nada agradável vê-la sozinha no quarto com aquele sujeito!”
“Por quê? Por que ele entrou escondido em sua casa?”
“Não. Por que ele estava com você!”
“Como?”
Allan não disse mais nada. Deixou Jeannie sozinha na sala.
Ele não conseguia entender o que estava acontecendo com ele.
Sabia que amava Hillary e que isso não ia mudar. Mas sentia-se confuso quando se tratava de Jeannie.

***

O Major Nelson andava pelo jardim, sem muita dificuldade. No dia anterior, ele conseguiu aprender bem os caminhos da casa de Prather.
Ele colocara uma roupa preta, para ser ainda mais fácil andar por ali, sem ser visto.
Dando um jeito de escalar até o segundo andar da casa, ele chegou até a janela do quarto de Jeannie.
A janela estava aberta e ele entrou facilmente.
Jeannie estava dormindo na cama e o Major Nelson a olhou por um instante. Como ela era linda!
Ele se afastou da cama, olhando pelo quarto, com uma lanterna que trouxe consigo.
Ele sorriu ao ver a garrafa de Jeannie, no mesmo lugar que ele tinha visto, no dia anterior, antes de ser expulso.
Ele foi até o objeto, pegou com firmeza e disse:
“Eu controlo a garrafa!”
Nesse instante, Jeannie acordou de repente e arregalou os olhos:
“Você?”
“Jeannie, vamos pra casa!”
“O quê? Mas...”
“Eu sou seu amo e digo para irmos pra casa!” O Major Nelson mostrou a garrafa que em estava em suas mãos para ela.
“Mas...”
“Vamos! É uma ordem!”
Sem saída, ela foi obrigada a obedecer.
A gênia cruzou os braços e eles desapareceram do quarto.

***
“Jeannie, não fique brava comigo!” O Major Nelson sentou-se ao lado da gênia no sofá, tempos depois de eles estarem de volta a casa dele.
“Por que fez isso?”
“Por que eu preciso de você! Você tem que acreditar em mim!” Ele deu um beijinho nela, antes que a gênia pudesse virar o rosto.
“Não é verdade! Se você gostasse de mim, jamais teria me mandado embora!”
“Eu fui um burro! Estava nervoso e disse ao algo que não queria dizer realmente. Não sabe o quanto sofri por você ter ido embora! Na hora até pensei que fosse melhor assim, mas não. Você é o que eu tenho de mais precioso!”
“Você... você se casaria comigo?” Ela perguntou olhando fundo em seus olhos.
“Sim. Eu farei qualquer coisa para tê-la ao meu lado!” Ele disse, sem hesitar.
Jeannie se comoveu com a sinceridade dele e o beijou.
O Major Nelson, feliz, correspondeu com vontade, abraçando-a com força.  Finalmente seu mundo voltava a girar.
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MensagemAssunto: Re: O novo amo de Jeannie   O novo amo de Jeannie EmptySex Jan 02, 2015 8:46 am

VII

Tony acordou às sete da manhã, ouvindo batidas na porta. Ele se remexeu na cama com cuidado, para não acordar Jeannie.
Jeannie! Ele sorriu ao vê-la adormecida em seus braços.
Como continuavam insistindo em bater, o Major Nelson deu um suspiro frustrado e resolveu ver que era.
Ele levantou-se devagar e vestiu seu roupão.
Ao abrir a porta, deu de cara com Allan.
“Onde está ela?” Ele gritou nervoso.
“Ah, sabia que mais cedo ou mais tarde, você apareceria por aqui! Esqueça-se de Jeannie. Ela está comigo agora!”
“O que fez com ela?”
Antes que o Major Nelson respondesse, Jeannie apareceu, saindo do quarto, usando apenas uma camisa de Tony.
“Quem é?” Ela olhou e viu Allan. “Oh... eu...”
“Jeannie, você...” Allan olhou pra ela, decepcionado.
“Eu sinto muito, eu ia falar com você mais tarde e...”
Prather olhou para os dois, balançou a cabeça e disse:
“Esqueça, Jeannie! Espero que seja feliz!” Ele saiu, indo embora.

***

“O carro já está pronto, senhor!” Disse o mordomo.
“Obrigado. Já desço!” Allan agradeceu.
Ele já não tinha mais o que fazer naquela cidade.
Hillary o ignorou quando ele foi falar com ela mais uma vez.
E Jeannie já estava feliz com seu amado major. Pelo menos, ela ficaria bem.
Durante a noite, Allan teve tempo para refletir sobre o que sentia pela gênia.
Jeannie era incrível e foi maravilhoso conhecê-la. Talvez eu pudesse ter chegado a sentir algo mais forte por ela, mas fui desiludido a tempo. E foi melhor assim!
Quanto à Hillary, ele jamais a esqueceria, mas agora poderia deixa-la e seguir sua vida em paz, sabendo que pelo menos ele tentou.
Ele pensava nisso, enquanto descia as escadas, pronto para voltar para mais uma de suas viagens solitárias pelo mundo.
Assim que chegou embaixo, foi avisado que alguém o esperava na sala. Ele ficou surpreendido ao ver quem era.
“Hillary?!”
“Allan!”
“Você aqui?”
“Sim. Eu... vim me desculpar por tudo o que eu disse pra você! Eu sei que você não teve culpa por nosso bebê ter morrido. Tentei te culpar, para aliviar minha dor, mas foi muito injusto!”
“Você tinha mesmo razão em me culpar! Se eu tivesse me dedicado mais a você, isso não teria acontecido!”
“Não. Eu que deveria ter sido mais compreensiva. Você só queria dar o melhor para mim e para o nosso filho!”
“Ainda assim, eu exagerei. E acabei com o nosso casamento!”
Ela se aproximou dele, segurando sua mão.
“Acho que nunca acabou de verdade, Allan. Pelo menos de minha parte, eu ainda o amo demais!”
“Mesmo?”
“Sim!”
Ele sorriu e a beijou.
“Eu também! Você não sabe o quanto!”
“E sua noiva?”
“Esse noivado foi uma farsa, Hillary! Só queria que você sentisse ciúmes, para ver se havia alguma chance de reconquistá-la!”
“Ah, Allan, seu bobo!” Ela deu um beijinho nele.
“Será que você aceitaria casar-se comigo, de novo?”
“Sim! Sim!” Ela gritou e ele a abraçou, rindo de pura alegria.
Em um canto da sala, Jeannie espiava os dois, escondida, dando um sorriso. Seu ex-amo seria feliz novamente. Assim como ela!

***

“Temos que marcar a data, querida!” Disse o Major Nelson para Jeannie, quando eles estavam no sofá, abraçados.
“A data?”
“Sim, do nosso casamento!”
“Você quer mesmo se casar comigo?”
“Claro. Não já disse? Não quero correr o risco de perder você!”
“Ahh, amo!” Ela o beijou.
“E então?”
“Não vamos nos casar!”
“O quê?!”
“Acho que ainda não é a hora, amo!”
Tony a olhou confuso. Ela sempre foi a mais ansiosa em se casar.
“Mas...”
“Vamos continuar assim! Tudo bem?”
“Você não quer se casar comigo?”
“Claro que eu quero! Mas acho mesmo que ainda não é a hora!”
“Tem certeza disso?”
“Sim!”
“Tudo bem.” Ele balançou a cabeça concordando. “Desde que você esteja sempre ao meu lado e não vá mais embora!”
“Só irei se você quiser assim!”
“Nunca! Nunca mais serei tão tolo de dizer novamente pra você ir! Não sabe como eu me arrependo! E nunca pedirei perdão o suficiente por isso!”
“Vamos esquecer isso! O importante é que estamos juntos agora!”
Ele assentiu sorrindo e a beijou.
Jeannie ficara contente em saber que ele amava bastante, para querer se casar com ela, mas sabia que ele não estava realmente preparado para isso.
Ela iria esperar pacientemente até que ele estivesse.
Por enquanto, ficaria feliz somente por estar com ele. Com seu amado e verdadeiro amo!

Fim
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