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 A casa mal-assombrada II

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MensagemAssunto: A casa mal-assombrada II   A casa mal-assombrada II EmptySab Jun 07, 2014 7:43 pm

Título: A casa mal-assombrada II
Autor: bajumoon
Gênero: romance/aventura
Censura/Classificação: M
Capítulos: 5
Advertências: Partes impróprias para menores
Resumo ou uma promo: Jeannie e Tony, agora casados voltam a casa se Londres, junto com o Major Healey.


I

“Mas Anthony, nós temos que voltar naquela casa?” Falava Jeannie, começando a ficar com medo.
“Sim, querida! Eu sei que você não gosta da ideia, mas temos que ir até lá, para fazer os ajustes com o comprador.”
Depois de quase três anos que Tony recebera de herança aquela casa em Londres, ele finalmente iria vendê-la.
A única vez que ele, Jeannie e Roger estiveram lá, coisas estranhas aconteceram.
O Major Nelson ainda achava que deveria haver alguma explicação racional para o fato, mas deixara de comentar sobre o assunto, porque Jeannie acreditava que realmente a casa era mal-assombrada.
O imóvel ficou algum tempo fechado, sem que ninguém aparecesse por lá. Tony conversou com alguns amigos, que tinham contatos na Inglaterra e encontrou alguém interessado na casa, mas o Major Nelson precisava ir até lá e ficar pelo menos dois dias, até que tudo estivesse acertado. Por sorte, ele estava de férias.
“Aii, amo! Eu acho melhor você ir sozinho. Eu ficarei em casa, esperando por você!”
Tony pôs os braços ao redor de sua esposa, deu-lhe um beijo no rosto e disse:
“Sinto muito, querida, mas você irá comigo! Sendo minha esposa, você terá que assinar também os papéis para a venda da casa.” Ele deu outro beijinho nela e continuou: “Além disso, estou de férias! Quero passar todo o tempo com você!”
Ela suspirou e balançou a cabeça.
“Está bem, amo! Mas não acha melhor chamar o Major Healey também? Caso aconteça alguma coisa por lá!”
“Não vai acontecer nada! Mas é uma boa ideia chamar o Roge. Vou ligar pra ele agora mesmo! E irei também reservar as passagens de avião. No máximo até depois de amanhã, iremos para Londres!”

***
O Major Healey estava sentado em uma das poltronas do avião, pensativo.
Ele devia estar bêbado quando concordou voltar para aquela casa, com seus amigos. Só de pensar no lugar, já lhe causava arrepios.
“Ótima maneira de começar minhas férias!” Pensava ele, com ironia.
***
O trio chegou até a propriedade. Desta vez, não havia ninguém para recebê-los, a casa estava toda fechada.
O Major Nelson pegou um molho de chaves, que estavam em seu bolso e abriu a porta da frente, entrando com suas malas.
O lugar para ainda mais sombrio do que a última vez.
Até mesmo para o Major Nelson, que não costumava a acreditar em coisas sobrenaturais, não pôde deixar de sentir o clima estranho que vinha do lugar.
Por sua vez, Jeannie e Roger nem tinham entrado ainda. Estavam parados, na entrada da propriedade, assustados.
“Ei, vocês não vão entrar, não?” Chamava Tony.
“Acho melhor voltar pra casa!” Jeannie ia dando meia volta quando Tony se adiantou, a prendeu em seus braços e a puxou pra dentro.
“Não. Você não vai!” Disse ele, sorrindo. E voltando seu rosto para o amigo, disse: “E você Roge, deixe de ser covarde, entre logo!”
Mesmo a contragosto, o Major Healey pegou suas malas, entrou e as colocou na sala.
Estava entardecendo e a casa começava a escurecer.
“Amo, não é melhor eu piscar as luzes desta casa?” Sugeriu a gênia.
“Não Jeannie! Pode ser que o comprador apareça aqui ainda hoje. Como vamos explicar as luzes, se a energia elétrica não parece estar funcionando bem aqui? Pisque apenas algumas velas.”
Jeannie cruzou os braços e a sala foi iluminada por várias velas, colocadas em candelabros, espalhados pelo recinto.
“Mesmo com todas essas velas, esse lugar continua sinistro!” Comentou o Major Healey.
“Já chega com essa bobagem de fantasma!” Falou Tony, começando a se cansar dessa história. “É melhor subirmos, para ajeitar as coisas!”
A gênia aproveitou a deixa e piscou, fazendo as malas desaparecerem.
“Pronto, amo! Já arrumei tudo!” E virando para o Major Healey prosseguiu: “As suas coisas também Major Healey!”
“Obrigado Jeannie!”
“De qualquer forma acho melhor subirmos, para descansar um pouco, não acham?” Falou Tony.
Roger concordou e Jeannie disse:
“Sim Anthony! Mais tarde eu cuidarei do nosso jantar!”
Eles subiram as escadas e foram para os quartos.
O corredor, que dava acesso aos quartos, já estava bem escuro, sendo iluminado apenas pelas velas que Tony e Roger traziam.
Jeannie definitivamente detestava aquele lugar! Quando seu marido disse que tiraria férias, ela ficou tão empolgada imaginando os lugares para onde iriam.
Nos últimos tempos, Anthony estava trabalhando demais e os dois quase não tinham momento para relaxarem sozinhos. Ele chegava em casa tão cansado, que mal jantava e ia dormir.
Por isso, era bem frustrante ter que começar as férias desse jeito. Tinha sido pior do que aquela vez, quando a gênia tinha piscado um andar a mais no hotel em que estavam e eles foram obrigados a passarem a viagem de lua de mel distraindo os Bellows.
Jeannie estava quase grudada no Major Nelson, enquanto eles se dirigiam aos quartos. Seu marido podia não acreditar, mas ela sabia que havia alguém os observando, ela sentia isso!
Eles chegaram à porta do quarto e Tony disse:
“Bom, Roge, você pode ficar naquele quarto ao lado deste.” Ele apontou para a outra porta e perguntou para Jeannie: “Foi lá que você colocou as coisas dele, não foi?”
“Sim amo. Imaginei que ele fosse ficar no mesmo lugar que a última vez!”
“Está certo! Bem, então até mais tarde, Roge!” Despediu-se o Major Nelson, abrindo a porta do seu quarto.
“Até mais, Major Healey!” Jeannie também se despediu.
O casal ia entrando no quarto, quando perceberam que o Major Healey ainda estava parado, de frente para a porta.
“Você não vai para o seu quarto, Roge?” perguntou o Major Nelson.
“Hã? Ah, sim! Até logo!” Disse ele, com uma risadinha nervosa.
Roger estava indo para seu quarto, quando o barulho de uma rajada de vento, do lado de fora, o assustou.
O Major Healey voltou-se rapidamente para o quarto dos amigos, antes que Tony tivesse fechado a porta.
“Ei, Tony?!”
“O que é, Roge?”
“Eu estava pensando, o que acha de nós três jogarmos um pouco de cartas, pra passar o tempo?”
“Roge, estamos cansados! Mais tarde, depois do jantar, pensamos nisso, certo? Até mais!”
O Major Nelson não esperou a resposta do Major Healey e fechou a porta. Ele se aproximou da esposa, quando ouviu alguém bater.
Começando a perder a paciência, Tony deu meia volta e abriu a porta do quarto, olhando para o Major Healey, meio irritado:
“O que é agora, Roger?”
“Hehe, eu queria saber que horas eu devo descer pra jantarmos!”
“Não se preocupe, nós o avisaremos quando tudo estiver pronto.” Ele fez uma pausa, olhando para o amigo, com uma falsa amabilidade. “Será que agora você poderia ir para o seu quarto, por favor?!” Roger suspirou e foi para seu quarto.
O Major Nelson esperou que ele entrasse e fechasse a porta. Tony entrou, fechando a porta de seu quarto.
Ele olhou para Jeannie e balançou a cabeça, sorrindo:
“Ah, esse Roge!”
A gênia sorriu de volta e o Major Nelson disse, com o olhar profundo:
“Enfim, estamos a sós.”

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MensagemAssunto: Re: A casa mal-assombrada II   A casa mal-assombrada II EmptySab Jun 07, 2014 7:46 pm

II

O Major Nelson se aproximou de sua esposa e a abraçou.
“Agora vou fazer aquilo que estava morrendo de vontade fazer, desde que saímos de casa!”
Ele uniu seus lábios aos dela, num beijo apaixonado.
A gênia pôs os braços ao redor do pescoço dele e saboreou com prazer aquela boca maravilhosa, explorando a dela.
As mãos dele correram pelas costas dela, descendo eventualmente para seu traseiro.
Jeannie, satisfeita com as carícias, agora beijava avidamente seu marido. Tinha até se esquecido da sensação de estar sendo observada, até que um vaso, que estava em cima de um móvel caiu sozinho, se despedaçando no chão.
Ela interrompeu o beijo no mesmo instante, voltando seu rosto para o objeto, de olhos arregalados.
“Ai, Anthony! Você viu isso? É o fantasma!” A gênia abraçou forte seu marido, que tentava acalmá-la.
“Calma, querida! O vaso deveria estar mal colocado e caiu, foi só isso!”
“Não, amo! Não é possível que ele tenha caído assim, do nada! Alguém fez isso!”
“Jeannie, não há ninguém nesse quarto, além de nós dois!” Ele a beijou. “Deixe isso pra lá e vamos continuar onde paramos!”
Ele a prendeu ainda mais nos seus braços e começou a beijar seu pescoço, mas Jeannie ainda estava concentrada no ocorrido.
“A presença dele está ainda mais nítida, amo, eu posso sentir!”
O Major Nelson respirou fundo e olhou nos olhos da gênia:
“Querida, amor, por favor, esqueça o que aconteceu! Isso é apenas coisa da sua imaginação. Pela última vez, não tem ninguém estranho nessa casa, nem nesse quarto! Fantasmas não existem! Você e o Roger precisam parar com essa história!”
“Ah, amo! Por que não acredita? Tem alguém aqui sim e esse ser não quer que fiquemos na casa. Por isso está tentando nos assustar!”
“Jeannie, Jeannie, quem faria isso e por quê? A casa estava vazia e trancada quando chegamos!”
“O fantasma amo! O seu tio! Só pode ser ele! Ele é o verdadeiro dono dessa casa e não quer que ninguém fique em sua propriedade, deve ser isso!”
Tony respirou fundo outra vez, frustrado. Não aguentava mais essa história. Vendo que não adiantava insistir que não havia fantasma, resolveu mudar de tática:
“Escute querida, se isso for mesmo verdade, não tem com que se preocupar. No máximo até amanhã à tarde, o comprador virá aqui e nós ficaremos livres dessa casa, para sempre!”
“Mas enquanto isso ele pode fazer algo contra nós!” Disse a gênia.
“Nada vai acontecer! Em todo caso, eu vou proteger você de qualquer perigo, hum?”
“Mas...”
“Shhh...” Ele a calou, beijando-a na boca.
Atrás da cortina, alguém os observava, sorrindo.
“Vocês não vão ficar tranquilos, nem mesmo essa noite, queridos!”
O Major Nelson continuou beijando sua esposa e ia lentamente a empurrando para a cama.
Ele a deitou, ficando por cima dela. Os beijos estavam cada vez mais ardentes e apaixonados e Tony deslizava sua mão pela coxa de Jeannie.
A gênia alisava com uma das mãos o cabelo dele e arranhava levemente sua nuca. Isso fez com que ele se arrepiasse todo. Ela o deixava insano!
O Major Nelson dirigiu suas mãos para o fecho do vestido dela, nas costas, quando a cama balançou, inclinando-se e fazendo o casal cair no chão.
“Aiii!” Exclamou a gênia.
“Jeannie! Você está bem, querida?”
“Ai, acho que torci o pulso!”
“Deixe-me ver!”
Ele examinou o pulso dela e se afligiu, quando ele a tocou e ela fez uma careta de dor.
“Oh, eu sinto muito, querida!” O Major Nelson fez Jeannie sentar-se em uma das poltronas e se abaixou ao lado dela.
“Está tudo bem, amo!” Jeannie piscou e o seu pulso apareceu enfaixado. “Dentro de poucas horas ele estará bom de novo!”
“Você tem certeza? Ah, sinto-me culpado pelo que aconteceu, você poderia ter se machucado ainda mais!”
Jeannie alisou o rosto dele, com uma das mãos e disse:
“Estou bem! E você não tem culpa! Mas agora acredita em mim, quando digo que não estamos sozinhos?”
“Você acha que foi o fantasma, não é?” Disse ele, ainda meio incrédulo.
Ela ficou calada por alguns instantes, até dizer:
“Hum, pensando bem... acho que você estava certo, não é um fantasma, mas...”
“O quê, Jeannie? No que está pensando?”
Ela se levantou da poltrona e falou rapidamente:
Nada! Esqueça essa história, amo! Como você mesmo disse, amanhã no máximo a casa será vendida e tudo estará acabado!”
Tony se ergueu e aproximou-se da esposa:
“Mas Jeannie...” Ele estava confuso.
“Vou preparar o jantar amo!” Antes que ele pudesse dizer alguma coisa, ela piscou, desaparecendo.
O Major Nelson ficou ali, parado, refletindo sobre o que houve.
“Mas o que será que está acontecendo aqui?” Pensava ele.
Tony resolveu ir ao quarto do Major Healey para conversar. Ele se aproximou da porta e deu umas batidas. O Major Healey perguntou, lá de dentro:
“Quem é?”
“Sou eu, Roger!”
“Eu, quem? E como você sabe o meu nome?”
Tony balançou a cabeça, abriu a porta e entrou no quarto, um pouco irritado.
“Deixe de ser tonto, Roge! Quem mais seria?”
O Major Healey, que estava debaixo da cama, pôs a cabeça pra fora.
“Ah, Tony! Que bom que você apareceu!” O Major Healey saiu por completo do seu esconderijo, aliviado.
“O que fazia aí embaixo, Roge?”
“Você nem imagina as coisas estranhas que andam acontecendo por aqui! Minha vela acendia e apagava sozinha, o espelho se quebrou...” Roger apontou para o espelho. “... sem contar nas risadas sinistras que eu ouvi!” O Major Healey se aproximou do amigo e pediu: “Vamos embora daqui, Tony! Antes que esse fantasma tente nos matar!”
“Roge, isso foi como aquela vez que estivemos aqui. Alguém está tentando nos assustar. Temos que descobrir o porquê!”
“Está brincando?! Faça o que quiser, mas eu não vou ficar caçando fantasmas. Esqueça!”
“Ah, Roge! Não é bem um fantasma que vamos procurar. Eu estava conversando com Jeannie e ela ficou estranha de repente. Começo a desconfiar o que está acontecendo!”
“Você não está achando que foi ela que fez isso, está?”
“Claro que não! Mas acho que sei quem poderia ser!”
“Quem?”
Tony empurrou o amigo pra fora do quarto e respondeu:
“Vamos descobrir!”
****
Jeannie tentava fazer o jantar. Ela tinha se piscado para a cozinha e se assustou com a bagunça e a sujeira daquele lugar.
“Meu amo pode até não gostar, mas não vou deixar essa cozinha assim!”
Ela piscou e a ampla cozinha ficou limpa e organizada.
A gênia também piscou um fogão mais moderno e começou a preparar a comida.
Ela estava cortando alguns legumes, quando uma das panelas caiu sozinha no chão.
Jeannie parou o que estava fazendo e disse, séria:
“Já chega! Jeannie, eu sei que é você! Vamos logo, irmã, apareça!”

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MensagemAssunto: Re: A casa mal-assombrada II   A casa mal-assombrada II EmptySab Jun 07, 2014 7:47 pm

III

Uma fumaça verde apareceu e Jeannie segunda surgiu.
“Olá, irmãzinha querida!” Falou Jeannie segunda, cinicamente e cheia de pose.
“Eu sabia! Eu sabia que você estava por perto!” Disse Jeannie.
“Eu só vim aqui para cumprimentá-la rapidamente.”
“Não minta! Eu sei que foi você foi a responsável por todas as coisas estranhas que estão acontecendo!” Jeannie segunda deu de ombros e Jeannie continuou: “Você tem ideia do que fez? Causou muitos problemas e eu machuquei meu pulso por sua causa!”
“Ora, não precisa ficar tão brava, irmãzinha! Eu estava apenas brincando um pouco com vocês!”
“Isso não tem graça! E eu aposto que também era você que estava aqui, na outra vez que estivemos nessa casa, não era?”
“Sim, era eu! Mas eu já disse que foi só uma brincadeirinha. Eu descobri que vocês tinham vindo pra cá e resolvi visitá-los.”
Jeannie respirou fundo. Será que sua irmã nunca a deixaria em paz?
“Suas brincadeiras passaram dos limites, você assustou a todos nós!”
Jeannie segunda riu e comentou:
“Ah, querida! Você e seu amo não pareciam muito assustados no quarto! Muito pelo contrário...”
Jeannie ficou vermelha e falou:
“Não devia estar nos espionando! Estavam em um... um momento particular! Nunca mais faça isso de novo, Jeannie!”
“Ah, como você é chata!” Disse Jeannie segunda, em voz baixa.
“O quê você disse?” Perguntou Jeannie.
“Nada!”
“Vá embora, por favor, irmã! Não quero que meu amo saiba que você está aqui!”
Jeannie Segunda olhou para irmã, irritada, e disse:
“Irei quando quiser!” E desapareceu da cozinha.
Jeannie ficou preocupada.
“Acho que é melhor eu falar para Anthony que ela está aqui!”

***

O Major Nelson e o Major Healey andavam por toda a casa, procurando o “fantasma”.
Jeannie segunda estava escondida, observando os dois.
Da última vez que esteve naquela casa, ela imaginava que conseguiria ter um tempinho a sós com o lindo Major Nelson.
Mas devido aquele chato advogado e o tonto do mordomo, as coisas se complicaram e ela achou melhor esperar por outra oportunidade.
Depois disso, ela tentou algumas vezes se aproximar dele e fazer com que a boba da irmã o deixasse pra ela, mas seus planos não deram certo.
Passado algum tempo, ela descobriu que sua irmã havia se casado com ele e ficou furiosa. Tentou mais uma vez separá-los, mas foi inútil.
Desta vez ela não perderia a oportunidade! Talvez não conseguisse separar de vez o Major da sua irmã, mas pelo menos se divertiria um pouco com ele e bem debaixo do nariz de sua irmãzinha. Aquilo seria uma ótima vingança, por sua irmã tê-lo tirado dela!
Jeannie segunda estava bem familiarizada com os cômodos daquela casa. Havia ali muitos lugares secretos. Levaria o Major hot para um desses cômodos e brincaria um pouco com ele. Sua irmã era tão burra que não descobriria onde eles estariam para atrapalhar seus planos.
Mas antes ela precisava se livrar do boboca do amigo do Major Nelson. Ela piscou e fez com que Roger caísse em uma das passagens secretas. Até que ele conseguisse sair de lá, já era tento suficiente para Jeannie segunda levar Tony para outro lugar.
“Roge? Onde você está?” O Major Nelson chamou, percebendo que seu amigo desaparecera.
A gênia piscou outra vez e Tony apareceu em uma espécie de quarto, amarrado a cama.
“Ei, o que estou fazendo aqui? Quem fez isso? É a irmã de Jeannie, não é? Vamos apareça!”
“Olá queriidoo! Finalmente estamos a sós! Vamos nos divertir muito!”
“O que pensa que está fazendo? Tire-me daqui! Agora!”
“Calma querido, você também vai gostar!”
“O que pretende fazer comigo?”
Jeannie segunda sorriu, aproximou-se da cama e alisou o rosto dele:
“Você nem imagina? Não se preocupe, logo você verá!” Tony continuava tentado se soltar e a gênia prosseguiu: “Mas antes vou esperar que você se acalme um pouco, afinal temos muito tempo...”
***
Jeannie havia terminado de fazer o jantar e agora procurava por seu amo.
“Anthony, Anthony!” Chamava ela, buscando por todas as partes. “Ah, não! Será que minha irmã foi capaz de fazer algo com meu amo?” Pensava ela preocupada.
Ela tinha procurado pela casa e nada! Onde ele estaria? Nem mesmo o Major Healey ela conseguia encontrar. Será que estariam juntos?
A gênia foi para a sala, pensando em alguma maneira de achar Tony, mas nada lhe ocorria. Ela começava se desesperar.
De repente, uma porta oculta na sala se moveu e dela surgiu um assustado Major Healey.
“Major Healey!” Disse a gênia.
“Ah, Jeannie! Que bom que consegui voltar! Essa casa tem muitas passagens estranhas!”
“Major Healey, onde está meu amo? Ele não estava com você?”
“Sim, ele estava. Mas não sei como, eu fui parar em lugar estranho dessa casa e só agora eu consegui sair! Não faço ideia de onde ele esteja.”
Jeannie ficou de costas para o Major Healey e disse, muito preocupada.
“Eu também não sei onde ele está, mas imagino muito bem com quem ele deve estar agora!”
“Como assim?”
Jeannie voltou a ficar de frente para o Major Healey e falou, com o olhar aflito:
“Minha irmã está aqui, Major Healey! E tenho quase certeza que ela capturou meu amo.”
Roger se sobressaltou, alarmado:
“Sua irmã está aqui? Então era ela que estava nos assustando?”
“Sim, Major Healey, era ela! Estou com medo, não sei o que ela fará com Anthony!”
Conhecendo a irmã de Jeannie, Roger imaginava muito bem o que ela iria fazer com Tony. Mas decidiu se calar para não preocupar Jeannie ainda mais.
“Você já procurou por toda a casa, Jeannie?”
“Sim, mas acho que existem muitos lugares secretos que desconheço. Eu sinto que eles ainda estão por aqui, mas não sei onde!” Falava a gênia, meio abalada.
“Não se preocupe, Jeannie. Vou ajudá-la a procurá-lo. Nós o encontraremos!”
E teria que ser rápido, antes que as coisas se complicassem mais. Pensava ele.

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MensagemAssunto: Re: A casa mal-assombrada II   A casa mal-assombrada II EmptySab Jun 07, 2014 7:50 pm

IV

O Major Nelson já tinha parado de tentar se soltar. Estava cansado de se esforçar e de pedir para que ela o soltasse.
Ele tentou por diversas vezes argumentar e até negociar com ela, mas foi inútil. Ela nada dizia. Estava parada em um canto do quarto, o observando, com os olhos predatórios.
Ele se sentia como uma presa, pronto para ser devorado por ela.
***
Jeannie e Roger começaram suas buscas por toda a casa, o Major Healey também inspecionava as paredes a procura de outros lugares secretos. Mas nada encontravam. Se eles estivessem mesmo naquela casa, estavam muito bem escondidos.
“Temos que encontrá-los!” Repetia Jeannie, para si mesma.
***
Depois de algum tempo, quando o Major Nelson estava completamente imóvel e sem dizer mais nada, Jeannie segunda se aproximou, sentando-se na beira da cama.
“Pronto, acho que agora está mais calmo, não está? Agora podemos nos divertir um pouco.”
Ela ia dar um beijo na boca dele, mas ele virou o rosto.
“O que pensa que está fazendo? Pare com isso!” Disse Tony sério.
“Parar? Mas eu estou apenas começando!”
Ela foi lentamente desabotoando a camisa dele, mesmo com ele protestando.
“Pare, por favor! Lembre-se que você é minha cunhada! Eu sou o marido da sua irmã!”
As palavras dele fizeram com que ela ficasse muito brava.
“Pensa que eu me esqueci disso? Isso é mais uma razão para eu querer brincar um pouco com você. Ela o tirou de mim!”
“Tirou-me de você?!” Repediu Tony, incrédulo.
“Sim, você é meu! Era eu quem o queria! E agora vou ter!”
Ela se inclinou sobre o seu corpo e o beijou no pescoço. O Major Nelson se agitou, tentando sair dali.
“Vai me forçar a ficar com você?”
“E por que não, querido? Somente quando me cansar irei embora!”
O Major Nelson fechou os olhos e se concentrou na esposa:
“Jeannie, Jeannie! Por favor, me ajude! Sua irmã está doida!” Implorava ele.
***
Jeannie estava andando pelo corredor, quando parou de repente:
“Ah, não!”
“O que foi, Jeannie?” Perguntou o Major Healey.
“Meu amo! Ele está me chamando!”
“Chamando você?”
“Sim, eu posso ouvir a voz dele! Ele está em apuros!”
“Você conseguiu descobrir onde ele está?”
A gênia pôs a mão na cabeça, tentando se concentrar em seu amo.
“Não, não sei exatamente! Mas tenho certeza que ele está aqui nessa casa!” Falou ela, aflita.
“Vamos continuar procurando, então!” Roger Healey encostou a mão na parede e uma porta oculta se abriu, revelando outra passagem secreta.
“Jeannie veja!” Chamou o Major Healey, percebendo que a gênia estava distraída.
“Ohh, uma passagem! Talvez ela nos leve a Anthony!”
“Vamos entrar, então!”
Os dois entraram rapidamente.
***
Jeannie segunda continuava acariciando Tony e passava levemente suas unhas pelo peito dele, arranhando-o.
Se este gesto fosse feito por sua esposa, o Major Nelson estaria nas nuvens, mas como era a irmã dela, ele se sentia péssimo!
Estar naquela situação, amarrado, vendo ela se divertir como se ele fosse um objeto, o humilhava.
Ele não podia negar que Jeannie Segunda era bonita, sexy talvez, mas ela jamais chegaria aos pés de sua irmã.
Jeannie não era só bonita, era doce, gentil, bondosa, apaixonada, a esposa perfeita!
Só com ela ele se sentia no céu, sentia o máximo de prazer que um homem poderia alcançar. Somente Jeannie o deixava louco e apaixonado.
Tony tentava ao máximo esquecer que estava sendo tocado pela irmã de sua gênia e se esforçava em se concentrar na sua esposa.
Jeannie segunda continuava o acariciando e observava as reações dele.
Ao perceber que ela não reagia aos seus avanços, a gênia começou a se irritar.
“Ah, querido! Não adianta fazer-se de difícil! Logo você vai se render a mim!”
“Eu já disse que não quero nada com você! Eu amo sua irmã!”
“Isso nós veremos!”
Jeannie segunda pôs as mãos no rosto dele e mesmo ele tentando se esquivar, ela conseguiu dar-lhe um rápido beijo.
Ela se afastou um pouco e ele virou o rosto, contrariado.
Ela sorria maldosamente. Já estava cansada de esperar que ele ficasse mais dócil. Era hora de partir para a ação! Pensava a gênia, enquanto suas mãos iam para o cinto de Tony, tentando abri-lo.

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MensagemAssunto: Re: A casa mal-assombrada II   A casa mal-assombrada II EmptySab Jun 07, 2014 7:52 pm

V

Jeannie e o Major Healey desceram uma escada da passagem e se depararam com um túnel. Estava escuro e Jeannie piscou uma vela acesa.
“Nossa, pensei que esse tipo de lugar só existia nos filmes! Não vejo a hora de sair dessa casa!” Falou Roge, parando por um instante de caminhar.
“Vamos logo, Major Healey! Não podemos perder tempo!”
Eles caminharam cautelosamente pelo extenso corredor. No fim dele, havia uma porta fechada.
“Tenho certeza que eles estão aí, Major Healey! Vamos entrar!”
A gênia colocou a mão na maçaneta da porta, para abri-la, quando Roger a impediu:
“Espere Jeannie!”
“Não posso esperar! Tenho que ajudar meu amo!”
“Mas pode ser perigoso! Sua irmã pode nos fazer alguma coisa!”
“Não se preocupe, eu cuido disso!”
A gênia abriu a porta e ficou chocada com o que viu! Seu marido estava completamente amarrado a uma cama. A camisa dele estava aberta e sua irmã estava ao seu lado, tentando abrir-lhe as calças. Jeannie ficou muito brava!
“Mas o quê é isso?”
Jeannie segunda se levantou, irritada por ter sido descoberta.
“O que você faz aqui?” Disse ela.
“Eu é que pergunto! O que faz aqui com meu marido? Como pôde fazer isso com ele, irmã?!”
O Major Nelson, que estava aliviado por sua esposa ter aparecido, disse:
“Querida, eu sinto muito! Mas não tive culpa! Ela me forçou!”
Jeannie se aproximou do marido, fazendo-lhe um carinho.
“Eu sei amo! E não se preocupe, não vou permitir que ela volte a fazer isso!”
“E como pretende me impedir, querida?” Falou Jeannie segunda.
“Eu sei que você veio outra vez escondida do seu amo! Basta eu trazê-lo aqui e ele cuidará de você!”
“Você sempre jogando sujo! Está bem, eu me cansei mesmo dessa brincadeira, vou embora!”
Ela piscou e desapareceu.
“Ah, finalmente ela se foi!” Disse Jeannie. “Fiquei com tanto medo que ela fizesse algo contra você, meu querido amo!” A gênia dava beijinhos por todo o rosto do marido.
“Está tudo bem agora, querida! Mas... Será que você poderia me soltar?”
“Oh, sim Anthony!” Ela piscou e Tony apareceu em pé, ao seu lado e vestido novamente.
“Obrigado Jeannie!”
Nesse momento, a porta de um armário antigo, que estava no quarto se abriu, saindo de dentro o Major Healey.
“Ela já foi?” Perguntou ele, olhando para todos os lados com cautela.
Jeannie e Tony sorriram. O Major Healey não tinha jeito mesmo!

***
Já eram quase onze da noite, quando finalmente eles terminaram de jantar e foram para seus quartos.
O Major Healey, que ainda estava com um pouco de medo, sugeriu outra vez que eles jogassem um pouco de cartas.
Tony pediu desculpas ao amigo, mas toda aquela situação tirou suas forças e ele estava esgotado. Tudo o que ele queria era dormir e no dia seguinte acertar os detalhes da venda com o comprador e voltar pra casa.
Roger Healey se resignou e foi para o seu quarto, enquanto o casal foi pra o deles.
Jeannie abraçou seu marido, dando-lhe um beijo.
“Ah, que bom que tudo foi resolvido e podemos ter uma noite tranquila!” Disse ela.
”Sua irmã foi longe demais desta vez! Ela praticamente me atacou! Se você não tivesse chegado a tempo, ela...”
O Major Nelson parou de falar, percebendo que suas palavras abalaram sua esposa. Jeannie se afastou, visivelmente chateada.
Tony se aproximou da esposa e a abraçou:
“Jeannie...”
“Eu sinto muito, amo! Ela não deveria ter feito isso! Minha irmã passou mesmo dos limites!”
“Está tudo bem! É melhor esquecermos isso! Ela já foi embora e não voltará tão cedo, espero!” Ele deu um beijo demorado no pescoço dela. “Bom, agora que não tem mais ninguém para nos atrapalhar, que tal aproveitarmos a nossa última noite nessa casa?”
A gênia lançou-lhe um sorriso zombeteiro:
“Pensei que tivesse dito para o Major Healey que estava esgotado e tudo o que queria era dormir!”
Ele riu e comentou:
“Eu disse isso para podermos ficar o mais rápido possível sozinhos. Além disso, nunca vou estar cansado pra você!”
“Tem certeza?” Provocou a gênia.
“Acho que vou ter que demonstrar!”
Ele a beijou profundamente, enquanto a levava pra cama.
A cama voltou a balançar, mas desta vez não foi por causa de nenhum fantasma...

***

No dia seguinte, pouco depois do café da manhã, o comprador da casa apareceu e eles fizeram o negócio satisfatoriamente.
O trio voltou para a Praia dos Cocos e Roger se despediu:
“Até mais pra vocês, vou pra casa!”
“Até logo Roge e obrigado por tudo!” Disse o Major Nelson.
“Tchau Major Healey, obrigada!” A gênia também agradeceu.
Roger foi embora para o seu apartamento e Tony perguntou para a esposa:
“Bom, querida, ainda tenho algumas semanas de férias. Aonde você gostaria de ir?”
“Ah, ainda não sei amo! Mas nesse momento só tenho um lugar em mente, onde gostaria de estar com você.”
“Onde?”
A gênia sorriu e os piscou para a sua garrafa.

Fim
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