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 A casa mal-assombrada

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bajumoon

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MensagemAssunto: A casa mal-assombrada   A casa mal-assombrada EmptySab Jun 07, 2014 7:23 pm

Título: A casa mal-assombrada
Autor: bajumoon
Gênero: romance/aventura
Censura/Classificação: PG-13
Capítulos: 2
Resumo ou uma promo: História alternativa do ep. da terceira temporada.

I


Jeannie estava com medo. Os barulhos daquela casa eram assustadores! Mesmo dentro de sua garrafa, ela não se sentia segura.
Ela começou a pensar que tinha sido uma péssima ideia acompanhar seu amo até Londres e passar a noite naquela casa tenebrosa, que ele recebeu de herança.
E a gênia estava só ali embaixo, enquanto seu amo e o Major Healey estavam nos quartos lá em cima. Além de tudo, chovia muito forte!
Mais uma risada macabra ecoou por todos os cantos, fazendo Jeannie se arrepiar dos pés à cabeça.
Ela não podia suportar mais ficar ali sozinha, iria atrás do Major Nelson.
Ela vestiu o robe do seu pijama e piscou, transformando-se em fumaça e saindo da garrafa.
Voltando a se materializar, ela subiu lentamente as escadas, com muito medo.
Chegando lá em cima, ela encontrou um corredor com algumas portas. Passando por elas, ela percebeu que havia duas, com luz que passava pelas frestas. Um daqueles quartos deveria ser o do seu amo.
Ela optou por um deles e foi abrindo lentamente.

***

O Major Healey não conseguia dormir. Ele até tinha ficado contente em saber que seu amigo recebeu uma casa de herança, mas havia algo muito estranho acontecendo ali. Aquela casa era sinistra!
Ele viu mais um clarão através da janela e o barulho de uma risada assustadora. Roger Healey não estava gostando nem um pouco disso!
“Quem está aí?” Ele perguntou, mas ninguém respondeu.
De repente, ele olhou para a porta e percebeu que estava sendo aberta por alguém.
“Amo?”
“Ahhhh!!!” Roger deu um pulo e se escondeu ao lado da cama, assustado. Mas notou que era Jeannie.
“Jeannie? O que faz aqui?!”
“Ah, Major Healey? Pensei que fosse meu amo!”
O Major Healey se aproximou da gênia, respirando fundo, para se recuperar do susto.
“Não! Ele está no quarto ao lado!” Ele fez uma pausa, dando uma risadinha maldosa e perguntou: “Você sempre costuma visitar o quarto dele à noite?”
Jeannie ficou vermelha e disse depressa:
“Não! E que... estou com medo, Major Healey. Essa casa é mal-assombrada!”
Dando uma de durão Roger disse:
“Bobagem Jeannie! Não há do que ter medo!”
Nesse momento eles ouviram um ruído muito estranho, vindo de fora.
“Ahh, o que é isso?” Disse ele, assustado.
“Aiii, vou atrás do meu amo!” Falou a gênia saindo correndo.
“Espere! Eu também vou com você!” E ele correu atrás dela.

***

O Major Nelson estava impaciente. Ele já tinha desistido de dormir. Aqueles barulhos eram muito incômodos.
Tony se perguntava quem estaria fazendo aquilo. Havia algo por trás disso e ele iria descobrir o que era.
Desde aquela tarde, depois que aquele homem estranho apareceu, dizendo que a casa pertencia a ele, Tony ficou muito desconfiado.
Sem dúvida estavam fazendo aquilo para que ele abandonasse a propriedade.
Enquanto o Major Nelson refletia sobre o assunto, porta do seu quarto se abriu de repente, entrando por ela Jeannie e Roger.
“Ah, amo!” A gênia subiu na cama e o abraçou.
Tony estranhou a presença dos dois ali.
“Ei, o que está havendo aqui? O que aconteceu?”
“Ah, Tony, essa casa é mal-assombrada! Vamos embora daqui!”
“Ora Roge! Você não acredita mesmo nisso, acredita?” Tony olhou para sua gênia, que ainda estava agarrada nele. “Vamos Jeannie! Levante-se e me deixe levantar também. Não precisa ter medo!”
“Mas amo...”
O Major Nelson foi saindo da cama, com a gênia abraçada nele e disse:
“Vamos! Temos que descobrir o que há de errado aqui!”
“Mas agora?” Disse Roger. “Não é melhor esperar até amanhã?”
“Vamos logo!” Falou Tony, saindo com os dois pra fora do quarto.
Eles andavam pelo coredor. O Major Nelson olhava para todos os lados, tentando achar algum indicio que alguém que estivesse criando tudo aquilo.
Jeannie andava ao lado de seu amo.
Ela segurava em seu braço direito com força, ainda muito assustada.
O Major Healey andava um pouco mais atrás, também sentindo medo.
De repente uma parte do chão se abriu, fazendo Jeannie e Tony caírem.
Roger se aproximou depressa, em socorro dos amigos, mas a entrada se fechou.
“Tony, Jeannie!!!” Chamava ele, preocupado.

***

Jeannie e o Major Nelson caíram em um lugar escuro, parecia um porão.
Apenas um pouco de claridade permitia que Tony visse alguma coisa.
“Você está bem, Jeannie?” Ele perguntou, mas ela não respondeu.
Virando o rosto ele percebeu que a gênia estava inconsciente.
“Jeannie? Jeannie, você está bem!” Ele deu-lhe uma leve sacudida, mas ela não acordava.
O Major Nelson ergueu-se, com ela nos braços, colocou-a em seus ombros e foi subindo cuidadosamente a escada.
Com um pouco de esforço, ele conseguiu abrir a porta e sair daquele lugar.
Tony encontrou o caminho de volta aos quartos e chamou pelo Major Healey.
“Roge? Roge, você está aí?” Mas não obteve resposta. “Ah, esse Roger! Onde será que ele se meteu?”
Ele decidiu voltar para o seu quarto e colocou a gênia, ainda inconsciente, na sua cama.
Tony tinha vontade de sair e continuar investigando, mas não podia deixar Jeannie sozinha. Ele não tinha certeza se ela ficaria bem.
Resignado, ele sentou-se na poltrona, próxima à cama e ficou observando sua gênia.
Ela ainda estava imóvel, mas com uma expressão tranquila. Parecia um anjo!
“Ah, ela é tão linda!” Pensou Tony, admirando-a.
Ele não resistiu e em um impulso, levantou-se, se aproximando da cama e deu-lhe um beijo.
Ele sentou-se na beirada cama e pensou:
“Como seria bom se eu pudesse ficar com você! Se eu pudesse me casar com você! Por que as coisas tem que ser assim? E por que será que eu estou pensando nisso agora?” Tony balançou a cabeça, para tentar afastar seus pensamentos.
Aos poucos, ele percebeu que Jeannie começava a se mover e foi abrindo lentamente os olhos.
“Jeannie! Você está bem?”
“Ah, o que aconteceu?” Perguntou a gênia.
“Nós caímos em uma espécie de porão e você desmaiou com a queda!”
A gênia se jogou nos braços dele.
“Aiii, amoo! Foi o fantasma que fez isso! Vamos embora daqui! Por favor!” Estou com muito medo!”
“Jeannie, calma, calma!” Ele tentava se soltar dela, mas a gênia não se acalmava. “Não podemos ir embora, até descobrir o que está acontecendo!”
“Mas e o fantasma? E se ele voltar pra nos pegar?”
“Não existe fantasma, Jeannie! O que há é uma pessoa tentando nos assustar.”
O Major Nelson, ainda tentava se afastar da cama, mas Jeannie o mantinha firme ali, abraçado nela.
“Ah, eu acredito que seja mesmo um fantasma. Por favor, amo!”
Ele começou a acariciar as costas delas, quando percebeu que ela tremia.
“Já disse que vamos ficar Jeannie! Não precisa ter medo, estou aqui com você, certo?” Ele tentava a todo custo tranquiliza-la, mas era inútil.
“Então vamos esperar pra investigar só amanhã, quando estiver um pouco mais claro e já tiver parado de chover. Por favor!”
“Está bem, se isso te deixa mais calma!” Ele fez uma pausa e prosseguiu: “Já que você ainda não se recuperou do susto, pode dormir aqui essa noite. Eu ficarei ali, na poltrona!”
“Não! Fique aqui comigo, se você se afastar ele pode vir me pegar!”
“Ele quem?”
“O fantasma, ora!”
Ele suspirou, será que ela não ia tirar isso da cabeça?
“Eu ficarei bem ali, nada vai acontecer!”
“Não é a mesma coisa! Se naquela hora que caímos eu não estivesse bem junto de você, eu teria ficado sozinha! Não me deixe, por favor!”
Ela tinha uma expressão tão assustada que ele não podia suportar vê-la assim. A queda tinha deixado ela muito alarmada.
“Está bem, Jeannie! Eu ficarei aqui! Agora trate de dormir!”
Ela encostou a cabeça em seu peito, se aconchegando no corpo de seu amo.
Ele ficou ali, esperando que ela conseguisse dormir.
Jeannie já estava quase adormecendo, quando mais um barulho a fez se sobressaltar, ela abraçou seu amo, ainda mais apertado.
“Calma Jeannie! Está tudo bem!”
Ela voltou seu rosto pra ele e sorriu.
“Que bom que você está aqui, perto de mim, amo!” A gênia ergueu-se um pouco e deu-lhe um beijo.
Foi um gesto tão doce, que o Major Nelson não teve outra escolha a não ser retribuir o carinho.
Tony sentia-se tão bem de estar assim com ela. E o clima não poderia ser melhor! Um quarto iluminado apenas por uma vela, o som da chuva, que ainda caia do lado de fora e aquele friozinho delicioso.
Por mais que pesasse em sua consciência, ele não queria se afastar dela. Foi com esse pensamento que ele aprofundou o beijo.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: A casa mal-assombrada   A casa mal-assombrada EmptySab Jun 07, 2014 7:26 pm

II

Depois que seus amigos caíram, o Major Healey procurava uma maneira de encontrá-los. Por mais que estivesse com medo, não poderia deixá-los sozinhos, eles poderiam estar em perigo.
Ele encostou um instante na parede para pensar, quando uma passagem se abriu ali, fazendo com ele fosse parar em outra parte da casa.
“Ahh, que lugar esse?” Pensava Roger.
Ele passou por um estreito corredor, onde no final havia uma porta. O Major Healey a abriu se deparou com uma escada.
Ele desceu o mais rápido que pôde e passando por mais uma porta, foi sair em canto da sala de estar.
“Que lugar sinistro! Jeannie e Tony que se virem, eu vou para o meu quarto e só saio de lá quando amanhecer!”
Roger subiu as escadas correndo, quando esbarrou em alguém que estava coberto com um lençol branco. O choque fez ambos caírem.
“Ah, o fantasma!” Gritou Roger.
“Fique quieto estúpido, vai estragar tudo!” Dizia a pessoa misteriosa, enquanto tentava se desvencilhar do Major Healey. Mas Roger se enroscou no lençol e continua gritando assustado.
“Vá embora seu fantasma!” Dizia ele, tremendo.
***
O Major Nelson estava por cima da gênia, beijando-a apaixonadamente. Eles estavam totalmente rendidos pela paixão, quando escutaram gritos vindos do corredor. Tony interrompeu o beijo.
“O que foi isso?” Disse ele.
“Aii, deve ser o fantasma!” Falou Jeannie, com medo outra vez.
O Major Nelson se levantou da cama, pegou o candelabro e disse para a gênia:
“Fique aqui, eu vou ver o que está acontecendo.”
Tony saiu do quarto e se deparou com a confusão no corredor. Roger ainda estava enroscado no “fantasma”.
O Major Nelson se aproximou e puxou o lençol que cobria a pessoa misteriosa.
“Asheley?” Disseram Tony e Roger ao mesmo tempo.
“Então era você o fantasma?” Disse o Major Nelson. “Agora compreendo, você queria nos assustar para que eu renunciasse a casa. E você ficaria muito bem com o dinheiro que recebeu daquele comprador, que também foi enganado.”
“E-eu só queria, um dinheiro extra, hehe!”
 Ashley foi recuando lentamente até que correu, fugindo, mesmo ainda estando chovendo.
O Major Nelson tentou alcança-lo, mas não conseguiu.
“Ele deve ter ido se esconder em algum lugar aqui perto. Mas não importa. A policia cuidará dele!” Disse o Major Nelson para o Major Healey.
***
 
 Na manhã seguinte Jeannie, Tony e Roger estavam na sala de estar da casa. As malas já estavam prontas e eles se preparam pra ir.
A campainha tocou e o Major Nelson foi atender. Com ele previra, o mordomo não estava mais por ali, devia ser um cúmplice de Ashley.
Tony abriu a porta e por ela entrou o irritado comprador da casa.
“Eu não mandei vocês saírem dessa casa?”
“Escute, senhor, o senhor foi enganado por Ashley, essa casa é minha, eu recebi de herança!”
“Eu não acredito em você! Quero que saiam da minha casa agora, ou eu chamo a polícia!”
O Major Nelson estava preparado para discutir mais, quando a poltrona começou a se mover sozinha e pegadas se formaram no chão.
O comprador da casa ficou muito assustado e disse:
“Ah, pode ficar com a casa, vou procurar por Ashley e pedir que ele devolva meu depósito!” Ele saiu correndo.
O Major Nelson e Roger riram, achando que tinha sido Jeannie que fez aquilo. Mas ao descobrirem que não era ela, saíram correndo dali. Vendo que a gênia não conseguia sair da casa, o Major Nelson voltou para buscá-la.
Escondida em canto da sala, uma pessoa observava tudo, sorrindo...
***
Quando já estavam do lado de fora, Jeannie não esperou mais e piscou Tony, Roger e a si mesma de volta para a Praia dos Cocos.
“Ufa! Finalmente de volta!” Exclamou Roger.
“Jeannie, nós deveríamos ter voltado de modo comum!” Reclamou Tony.
“Eu sinto muito, amo. Mas eu não podia suportar ficar mais naquele lugar!”
O Major Nelson suspirou e disse:
“Tudo bem, Jeannie, Deixa pra lá. Mas onde está a nossa bagagem?”
“Oh, é mesmo!” A gênia piscou e as malas apareceram na sala e a sua garrafa em suas mãos. “Ah, não há nada melhor do que estar em casa!”
Roger e Tony sorriram, concordando.
***
“Sim, está bem, obrigado!” Tony desligou o telefone e estava colocando de volta ao gancho, quando Jeannie entrou na sala.
“Quem era no telefone, amo?”
“Acabei de falar com um conhecido meu da polícia. Ele tinha um contato com a polícia inglesa e descobriu que eles pegaram Ashley e o mordomo Smedley. Eles serão processados por estelionato.”
“Nossa! E a casa, amo? O que vai acontecer com ela?”
“Bom, ela ainda é minha! Ficarei com ela, até conseguir um comprador!”
“Tomara que você consiga vendê-la amo! Aquele fantasma não estava de brincadeira!”
O Major Nelson riu e comentou:
“Ainda acho que deve existir uma explicação lógica pra isso!”
“Eu ainda acredito que seja o fantasma. Mas quer saber? Pelo menos houve uma coisa boa nisso tudo!”
“O quê Jeannie?”
“Eu pude ficar bem juntinho de você amo!”
Ela o abraçou e ele deu um meio sorriso, ficando tímido de repente.

Fim
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